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terça-feira, 6 de junho de 2017

A importância da intervenção precoce no diabetes

A Declaração de Berlim, iniciativa internacional sobre a intervenção precoce no diabetes, precisa ser apoiada para atenuar a atual epidemia da doença

Taxa de glicemia, diabetes (Istock/Getty Images)

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parlamento Europeu e a Federação Internacional de Diabetes (IDF) deram início a um trabalho de conscientização dos políticos e tomadores de decisão, a respeito do estado atual e das consequências da pandemia de diabetes tipo 2.

Essa iniciativa foi tomada considerando que, atualmente, em todo o mundo, um em cada 11 adultos sofre de diabetes, o que representa uma população de 415 milhões de afetados. Os custos diretos e indiretos do tratamento dessa população até 2030 ultrapassarão 1 trilhão de dólares americanos.

Além disso, aumenta cada vez mais o número de pessoas com pré-diabetes, que hoje já representam um contingente de 320 milhões de indivíduos. Metade dos portadores de diabetes ignora sua condição e quando finalmente esses pacientes são diagnosticados, metade já apresenta uma ou duas complicações.

Em 2015, 5 milhões de mortes foram atribuídas às complicações do diabetes, representando uma morte a cada seis segundos. As organizações responsáveis por esta iniciativa consideram que, apesar do reconhecimento de que são necessárias estratégias nacionais para o enfrentamento desta catástrofe sanitária, não está sendo feito o suficiente para a implantação de políticas eficazes para conter a epidemia de diabetes e suas complicações.

Declaração de Berlim
Por este motivo, patrocinaram a reunião de especialistas de mais de 30 países para elaborarem um guia de ações a serem tomadas para amenizar as consequências da epidemia de diabetes. Reunidos em Berlim, em 2016, estes especialistas elaboraram um documento conhecido como Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes (“early action on diabetes”), recentemente publicado.

O que é?
A Declaração de Berlim prevê que as ações sejam tomadas baseadas em quatro pilares: a prevenção do diabetes tipo 2, o diagnóstico precoce, o controle dos pacientes com diabetes e o acesso ao tratamento correto. Os especialistas foram divididos em grupos para trabalhar especificamente em cada uma dessas vertentes. O grupo de prevenção considerou que se não fizermos nada, em 2040, 10% da população mundial será portadora de diabetes do tipo 2, com aumento de 20% nos gastos nacionais em saúde.

Aconselha diminuir em 10% o açúcar (calorias) presente nas dietas individuais, através de campanhas educativas e de medidas fiscais, como sobretaxar as bebidas açucaradas e os alimentos não saudáveis. Essas sobretaxas poderiam eventualmente subsidiar alimentos saudáveis como verduras, cujo consumo deveria aumentar em 50%.Os países devem ter políticas voltadas para a prevenção do diabetes do tipo 2.


Recomenda-se:

Educação alimentar nas escolas, além de áreas e horários para a prática de atividade física nos postos de saúde e praças públicas.
Implantar um sistema de rotulagem voltado para a facilidade de compreensão do consumidor, com um código simbólico, por exemplo, cinco estrelas para os alimentos saudáveis e com apenas uma estrela para alimentos ricos em carboidratos e gorduras saturadas.
Restaurantes e lanchonetes devem indicar a quantidade de calorias nos cardápios.
Os municípios devem facilitar a construção de ciclovias e ter programas de incentivo à pratica de esportes.

O papel do Brasil
O representante do Brasil no grupo de prevenção foi o Dr. Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM). As metas a serem atingidas com essas medidas seriam as de conseguir deter o aumento do diabetes e da obesidade até 2025 e diminuir em um terço a mortalidade prematura por diabetes até 2030.

O grupo responsável por estudar medidas relacionadas à detecção precoce do diabetes considerou que é importante aumentar a detecção dos casos, porque metade dos portadores desconhece o diagnóstico e o diagnóstico precoce pode diminuir as complicações e a mortalidade.Os países devem elaborar planos nacionais de detecção.

No Brasil, de acordo com a nossa representante, a Dra. Denise Reis Franco, pesquisadora do centro de pesquisas CPClin, o Ministério da Saúde se comprometeu a ampliar a triagem para diabetes em 60%, de acordo com o plano de ação estratégico para prevenir e controlar doenças não transmissíveis. Isso seria alcançado realizando testes em unidades de saúde e farmácias da comunidade. A meta a ser atingida é a redução de 25% na frequência de complicações relacionadas com o diabetes detectadas, quando do diagnóstico, até 2025.

O grupo que se dedicou a estudar medidas para melhorar o controle dos pacientes diagnosticados, propõe que sejam auditados os locais onde a maioria dos pacientes é tratada. Busca-se conhecer qual é o grau de controle dos pacientes, se os exames que são realizados para verificar o controle e para o diagnóstico das complicações estão sendo feitos na frequência recomendada.

Além disso, foram propostos incentivos financeiros e não financeiros para as instituições que têm os pacientes melhor controlados, menor intervalo de tempo entre as avaliações para os pacientes com pior controle.Também são propostas medidas educacionais, como o maior número de horas dedicadas ao diabetes nas escolas de medicina e campanhas dirigidas ao paciente, de modo a divulgar o que é um bom controle do diabetes e sua importância. Nosso país foi representado pelo Dr. Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp. O objetivo das medidas é, a cada ano, aumentar em 10% o número de pacientes que atingem as metas de bom controle.

E, finalmente, a Dra. Fernando Thome, da SBEM, subscreve, pela comissão de acesso ao tratamento correto, que indicou que os países devem ter um programa nacional sobre o manejo do diabetes, com metas clínicas de consenso. Devem ter uma lista atualizada dos medicamentos aprovados, em nível nacional, com a implementação de medidas para superar os obstáculos ao acesso aos medicamentos. Deve também elaborar até 2025 um plano de acesso equitativo ao tratamento do diabetes para os setores público e privado.

Se todos os países tomarem medidas para respaldar a implantação das políticas descritas na Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes, poderemos atenuar a atual trajetória de epidemia do diabetes e melhorar a condição de centenas de milhões de pessoas afetadas por essa condição.Você está convidado a apoiar.

Por Freddy Eliaschewitz
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

14 sinais de que você está com excesso de açúcar no sangue (e alimentos que vão corrigir isso)


Você anda sentindo fome constantemente? Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue. Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue.
Você anda sentindo fome constantemente?
Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue.
Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue.
Mas isso não é verdade - qualquer pessoa pode sofrer com os sintomas provocados por alimentos muito doces.
Portanto, refrigerante, bombons, bolos e biscoitos recheados, por exemplo, devem ser evitados por todos.
Então, para que fique claro: dependendo do que se come, todos em algum momento podem ter elevação do açúcar no sangue.
O verdadeiro problema, porém, é quando os níveis de açúcar no sangue permanecem elevados por um longo período de tempo, pois isso pode causar problemas de saúde mais graves.

Veja o que mais pode causar a elevação do açúcar no sangue:

- Uso de medicamentos químicos
- Alguns problemas de saúde
- Estresse
- Falta de exercícios físicos
Estar com o nível de açúcar elevado não significa necessariamente que você tem diabetes - este é apenas um sintoma dela.
Outros sintomas que indicam a elevação do açúcar no sangue são:

Boca seca
Aumento da sede
Vontade de fazer xixi frequentemente
fome constante
cansaço extremo
pele seca
ganho de peso e excesso de gordura abdominal
dificuldade de concentração
Visão embaçada
infecções recorrentes
problemas de estômago
problemas de nervos
cicatrização lenta de feridas e cortes
Impotência sexual

Para diminuir os sintomas de alto teor de açúcar no sangue, a recomendação é aumentar o consumo de alimentos de baixo índice gliêmico.
Se você não for diabético, apenas isso pode ser o bastante para resolver o problema.
Os alimentos com baixo IG são digeridos e absorvidos lentamente.
Eles produzem aumento gradual do açúcar no sangue.
Os alimentos de baixo IG são muito benéficos para a saúde, pois reduzem os níveis de açúcar e a resistência à insulina.

As dietas de baixo IG também têm benefícios para o controle de peso, porque elas ajudam a controlar o apetite e atrasar a fome.
Aqui está uma relação com alimentos de baixo IG - coma-os com frequência e sentirá a diferença:

maçã
banana
cereja
pera
melão
kiwi
limão
laranja
cenoura
iogurte natural
kefir
brócolis
quinua
grão-de-bico
brotos
batata-doce
cebola
feijão-branco
lentilha
nozes
castanha-do-pará
farinhas funcionais (coco, banana verde, berinjela, maracujá, linhaça)
E a melancia?
É um caso especial que merece explicação.
A melancia tem um índice glicêmico elevado, mas uma carga glicêmica baixa.
Traduzindo: a glicose proveniente da melancia é absorvida rapidamente, mas o total de glicose é baixo.
Isso significa que, numa dose moderada, a melancia não aumenta a glicemia.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Previna-se contra o Diabetes!


Você sabia que você pode fazer muito para diminuir suas chances de desenvolver o diabetes tipo 2? Especialmente por meio da sua alimentação diária. Exercitar-se regularmente, reduzir a ingestão de gordura, de calorias e perder peso também podem ajudá-lo a reduzir o risco de adquirir esta doença. Assim como manter a pressão arterial em níveis normais e evitar o aumento do colesterol também o ajudará a permanecer saudável.

Fique ligado! Seu risco para adquirir diabetes está aumentado, quando:

Você está acima do peso;
Já tem mais de 45 anos de idade;
Tem pai ou mãe, irmão ou irmã com diabetes;
Você teve diabetes gestacional ou deu à luz a pelo menos um bebê pesando mais do que 4 quilos;
A sua pressão arterial for igual ou maior que 140/90 mmHg (lê-se catorze por nove), ou se algum médico já tenha dito que você tem pressão alta;
Se seus níveis de colesterol estiverem inadequados (o HDL ou “colesterol bom” estiver baixo e o triglicerídeo e o colesterol estiverem altos);
Você for totalmente sedentário;
Você é diagnosticado como indivíduo “pré-diabético”, quando a glicose no sangue (açúcar no sangue) são mais altos que o normal, mas não altos o suficiente para um diagnóstico de diabetes.

Aqueles com pré-diabetes podem desenvolver o diabetes com o passar dos anos, a menos que tomem medidas para retardar ou prevenir o surgimento da doença. Vários estudos já mostraram que uma perda de peso moderada e exercícios regulares podem prevenir ou retardar a instalação do diabetes tipo 2.

Muitas pessoas estão com o açúcar no sangue alto e não apresentam sinais nem sintomas, ou os sintomas são tão suaves que não é capaz de notá-los. Logo, observe se você está:

Com a sede aumentada;
Com a fome aumentada;
Com fadiga;
Urinando frequentemente, especialmente à noite;
Ganhando/perdendo peso;
Com a visão embaçada;
Com feridas que não cicatrizam, ou com difícil cicatrização.

É importante descobrir cedo se você tem diabetes, porque o tratamento precoce pode prevenir danos de longo prazo ao corpo, já que muitas vezes não se têm sintomas e demoram em agendar um “check-up” pois não se sentem doentes.

Observe atentamente o tamanho das porções que você come. Reduza os tamanhos das porções de carne, sobremesas e os alimentos com alto teor de gordura. Aumente a ingestão diária de frutas e vegetais. Leia também os rótulos dos alimentos para obter maiores informações sobre o produto que deseja comprar.

Se estiver acima do peso, procure um nutricionista para ajudá-lo com um plano diário de refeições que apresente um nível de calorias para perda de peso.

Limitando ou evitando a carne vermelha e processada, e leites e derivados com alto teor de gordura (os integrais), você diminui a ingestão de gorduras saturadas, que propiciam o surgimento do diabetes. Em vez disso, opte por gorduras à base de vegetais (canola, milho, soja), peixe, leite e derivados desnatados, e carne de aves sem pele.

Abasteça sua cozinha com nozes, azeite de oliva e abacate. Troque seus salgadinhos por nozes e amêndoas. Experimente acrescentar farinha de semente de linhaça moída às vitaminas, cerais matinais, sucos, pães e bolos. Inclua peixes na sua alimentação!

fonte: ANutricionista.Com - Adriana Fernandes Miranda - CRN4 09100076 - Nutricionista no Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diabetes e corridas! Tipo de treino e cuidados!

No artigo de hoje vamos falar sobre a diabetes e a atividade física? As pessoas diabéticas podem praticar atividades físicas? Elas podem correr? Se sim, quais são os cuidados que devem tomar? As respostas para estas perguntas vocês conferem agora!

A diabetes é um distúrbio metabólico. Talvez você não saiba, mas o nosso organismo utiliza o açúcar em forma de glicose como uma das fontes de energia, sendo que para que esta energia possa entrar nas células, o pâncreas produz e libera um hormônio chamado insulina, este hormônio é responsável por conduzir a entrada da glicose dentro da célula.

Algumas pessoas têm resistência e/ou um déficit de insulina no organismo e nestes casos acontece um aumento considerável da taxa de glicose provocando uma hiperglicemia, caracterizando, portanto a diabetes.

Infelizmente a diabetes não tem cura, mas existe tratamento para a mesma e quando tratado de forma correta, a pessoa pode levar uma vida normal, claro que contando com algumas pequenas restrições e cuidados quanto à alimentação.

Diabetes e atividade física
Quando a pessoa é diabética e sedentária, ela tende a apresentar complicações quanto à doença, sendo assim, é muito importante que você mantenha-se ativo uma vez que o exercício físico é aliado no controle e combate a diabetes.

Correr é um ótimo exercício desde que seja feito com boa orientação e cuidado. A primeira dica é realizar os exames clínico, geral e cardiovascular e conversar com os médicos que conduzem seu tratamento que você pretende começar a correr.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?

Diabéticos podem praticar atividades físicas?

Dicas indispensáveis para diabéticos que praticam atividades físicas

O diabético jamais pode esquecer-se de tomar a medicação no horário correto, principalmente quando estiver adicionando a atividade física a sua rotina. Utilizar uma vestimenta adequada e ter os demais cuidados quanto à hidratação é indispensável para qualquer corredor.

O corredor que tem diabetes deve ter sempre contigo alguma fonte de açúcar durante a corrida. Outra ação indispensável é realizar a medição da taxa de glicemia antes da atividade. Especialistas indicam que a pessoa jamais deve realizar atividades físicas quando a taxa de glicemia apresentar resultados superiores a 300mg/dl.

O controle da intensidade do exercício também é fundamental, sendo assim, o acompanhamento de um profissional de educação física é ainda mais importante no caso de corredores com diabetes. É fundamental medir a taxa de glicemia durante os treinos longos, ou seja, aqueles que ultrapassem 1 hora. Este controle é importante porque a atividade física pode provocar uma queda de glicose no sangue causando uma hipoglicemia.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?
O exercício físico aumenta o consumo de glicose e promove uma melhoria na resposta das células a insulina, além de reduzir colesterol ruim, a pressão arterial e aumentar o volume de massa muscular.

Fica bem claro que a atividade física orientada é uma excelente opção para quem sofre de diabetes. Se a pessoa se atentar aos pontos importantes e controlar de forma eficaz, a mesma tende a melhorar e muito a sua qualidade de vida.

Outra dica valiosa que podemos deixar é que o diabético opte sempre por acrescentar atividades aeróbicas como, por exemplo, a natação, a corrida e/ou a pedalada no seu programa de atividades físicas. Estas modalidades promovem benefícios muito mais efetivos diretamente relacionados com o fortalecimento cardiovascular.

Diversas pessoas passam em academias ou demais exercícios físicos por se exercitarem sem orientação correta e controle da glicemia, sendo assim, indique ao seu conhecido que tem diabetes estas informações, certamente você estará ajudando e muito na promoção da saúde desta pessoa.

Infelizmente a falta de informação ainda é a maior causadora de situações de riscos entre os praticantes de atividades físicas, nosso site está repleto de artigos dos mais variados onde indicamos sempre atividade física de uma forma segura, convidamos para continuar em nossas publicações e se inteirar ainda mais deste importante assunto.

Não tenha vergonha de conversar sobre suas dúvidas, principalmente com seus médicos, uma vez que os mesmos conhecem o seu quadro e sua patologia como ninguém. Agrademos pela atenção de todos e esperamos que vocês possam usufruir destas dicas para melhorar ainda mais sua rotina de atividades físicas.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Babosa: Como usar o aloe vera para a diabetes

A diabetes é uma doença que apresenta concentrações elevadas de glicose no sangue (hiperglicemia) de forma persistente. Diversos estudos recentes demonstraram que o aloe vera é um remédio natural que, graças às suas propriedades calmantes e vigorizantes, ajuda a reduzir a glicose no sangue em cerca de 50% em um prazo de dois meses. O uso tópico do aloe vera também ajuda a cuidar da pele, como no caso dos pés diabéticos. Em umComo vamos contar as diferentes formas de usar o aloe vera para a diabetes e melhorar a saúde apesar desta doença.


1- A planta de aloe vera é rica em substâncias para beneficiar a saúde do paciente diabético. Estas substâncias ajudam a melhorar e a reduzir os níveis de glicose no sangue e, com isso, a controlar os picos de açúcar que os diabéticos têm ao longo do dia. É indicado o consumo do aloe vera pura porque:

O princípio ativo da aloe vera é a emodina e esta é hipoglicemiante, por isso, no paciente diabético o consumo desta planta reduzirá os níveis de açúcar no sangue.

Contém minerais como o cromo, magnésio e manganês com propriedades antidiabéticas.

O açúcar contido na polpa do aloe vera é frutose, que se absorve de forma lenta evitando produzir hiperglicemias.

Possui dois tipos de fibra, mucilagens e glucomanano, que contribuem para saciar o paciente e ajudam a controlar a absorção do açúcar na dieta.


2- O consumo é preferível que seja feito diretamente da planta. Basta extrair a polpa e consumir uma colher todos os dias. Quando nosso corpo estiver habituado, podemos aumentar a dose de 5 a 15 ml diários para obter melhorares resultados. Utiliza-se apenas o gel da planta, pois a casca do aloe vera não possui nenhum tipo de benefício.

Depois de extrair toda a polpa, a casca deve ser eliminada; é um bom fertilizante natural mas não tem as propriedades que existem no interior do aloe vera. Se pelo seu sabor você não gostar de tomar a planta diretamente, pode adicionar a polpa aos sucos ou vitaminas, combinando perfeitamente com os líquidos. Também podemos adicionar um pouco de mel ou adoçante para mascarar o seu sabor.


3- Sabemos que um dos problemas dos pacientes é o pé diabético e, graças ao gel de aloe vera aplicado sobre ele, podemos ajudar em sua hidratação, cura e para acalmar a dor. É preciso aplicar com uma leve massagem por todo o pé, calcanhar, dedos, sola e peito do pé, mas evitando aplicar entre os dedos, pois umedeceria essa parte e poderia causar fungos. Com o aloe vera prevenimos as rachaduras e hidratamos o pé, uma das maiores complicações nos pacientes com diabetes.

Aplicado de forma tópica e graças às suas propriedades anti-inflamatórias, mantém o paciente a salvo de úlceras, feridas, infecções e outros problemas relacionados com a diabetes.


4- Se o resultado do uso do aloe vera em pacientes diabéticos não for o desejado, poderia ser devido a não escolher a variedade de planta adequada, pois existem mais de 300 diferentes, ou porque a planta não amadureceu o suficiente, sendo necessário um mínimo de dois anos; também pode acontecer que a planta tenha murchado ou o gel tenha oxidado.

Deve utilizar o produto de forma adequada e que seja 100% puro, por isso é melhor usar diretamente a planta ao invés de comprar produtos feitos com esta substância, porque poderiam não ser os específicos para este tipo de tratamento. A variedade a utilizar é a Aloe Barbadensis Miller, ou aloe vera.


5- O modo de guardar a aloe vera também implicará na sua boa manutenção, por isso recomendamos que conserve na geladeira após aberta a embalagem de aloe vera pura ou após cortar um pedaço da planta natural. Em ambos os casos devem estar bem tapados com papel filme e, se for de embalagem, não deve passar para outro recipiente, pois a embalagem é feita com plásticos específicos para evitar a entrada de ar no produto final. Se guardar a planta na geladeira, que seja sempre bem tampada, bastará retirar as doses necessárias de aloe vera para o tratamento diário para melhorar a diabetes.

6- Este artigo é meramente informativo, no umComo.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

por Sara Viega
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Jovem diabética morre após estratégia drástica para perder peso

A inglesa Lisa Day morreu depois de sofrer anos com a "diabulimia", quando diabéticos injetam deliberadamente pouca insulina com a intenção de perder peso

Lisa Day morreu aos 27 anos

Lisa Day passou a injetar menos insulina que o necessário para controlar seu diabetes tipo 1 para perder peso. Anos da prática, associados à falta de controle da alimentação, levaram a jovem à morte. Ao encontrar seu diário, a família descobriu que a jovem sofria diabulimia e hoje busca alertar as pessoas sobre o problema. (Reprodução/Arquivo pessoal)

Lisa Day foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade e para tratar a doença precisava de injeções diárias de insulina, além de cuidados específicos com a alimentação. Em 12 de setembro do ano passado, porém, ela morreu depois de sofrer anos com a “diabulimia”. O termo, que ainda não foi reconhecido pelo mundo médico, refere-se aos diabéticos que se injetam pouca insulina com a intenção de perder peso. Os efeitos do descompasso no uso da medicação podem ser devastadores: cegueira, problemas renais, perda de cabelo e o mais grave deles: morte precoce. As informações são da rede britânica BBC. A notícia foi divulgada recentemente.

Katie Edwards, irmã mais velha de Lisa descreve a caçula como uma pessoa divertida e com muitos amigos. “Amava a vida, mas dava para notar que algo no fundo parecia perturbá-la. Era como se tivesse uma sombra triste perseguindo-a”, contou à BBC.

Em setembro de 2001, pouco depois de ser diagnosticada, Lisa começou a escrever um diário. Katie explica que não se deu conta de quão mal as coisas estavam com a irmã até que ela e mãe encontraram o diário. “Não sei ao certo o que começou primeiro: a diabetes ou os problemas de alimentação. Mas sei que, antes de ser diabética, Lisa era completamente feliz. Comia o que queria e não tinha problema algum com comida. Quando a diagnosticaram, pediram que escrevesse um diário em que registrasse o que comia, bem como os níveis de açúcar em seu sangue”, disse Kate.

Katie conta que a irmã foi mudando com a diabetes. “Os diabéticos precisam controlar muito o que comem, e acho que Lisa acabou se preocupando demais. Ela chegou ao ponto de não comer nenhum molho, nem manteiga. Quando comia, era só a metade de uma batata assada ou peixe cozido. Ela perdeu um bocado de peso”.

Segundo a primogênita, a situação de Lisa chegou a tal ponto que seu corpo passou a rejeitar a comida. “Lembro-me de uma vez que mamãe lhe deu um sorvete e ela estava orgulhosa de tê-lo comido. Mas sentiu-se mal, porque o estômago rejeitou o sorvete, já que Lisa não vinha comendo o suficiente”, conta a irmã.

Katie se lembra de como Lisa foi mudando seus hábitos alimentares à medida que o tempo passava. “No princípio, ela era esperta – não comia muito -, mas se deu conta de que, se não tomasse insulina, perderia peso de qualquer jeito. E poderia comer as coisas que não deveria”.

Foi quando a irmã começou a fazer bolos e pratos indianos e passou a comer sem problemas, pois poderia emagrecer do mesmo jeito. “Com o tempo, ela se deu conta de que podia aumentar o açúcar em seu sangue, não tomar insulina, comer o que queria e perder peso de todo o jeito. Ela não estava se entupindo de sobremesas ou refrigerantes, mas quando se tratava de comer, comia literalmente o que queria”.

Neste ponto de 2002, a família de Lisa não tinha se dado conta de quão ruim a situação estava. “Os diabéticos estão a cargo de seus próprios cuidados. Eles sabem de quanta insulina precisam. Minha família e eu presumimos que ela sabia o que estava fazendo. Não havia nada que pudéssemos fazer. Ela tinha sua vida nas próprias mãos”, explica Kate.

No entanto, a “estratégia” de Lisa, que não sabia que tinha diabulimia teve efeitos colaterais terríveis, segundo Katie, como problemas estomacais e nos pés. Ela desenvolveu um problema estomacal e, quando comia, seu estômago não processava o alimento. Tinha doras terríveis e foi internada algumas vezes entre janeiro e abril do ano passado. Os médicos disseram que isso foi causado pelo uso incorreto da insulina, e isso a deprimiu”.

Nos anos seguintes, segundo a irmã, Lisa viveu uma rotina de internações. “Mesmo quando ela sorria, sabíamos que tinha algo acontecendo. Eu sabia que ela tinha que tomar insulina, mas não o quão dedicada ela precisava ser. E essa coisa de diabulimia, eu não sabia que outras pessoas também tinham. Isso só veio à tona depois que ela morreu. É muito triste triste: se Lisa tivesse recebido ajuda 10 anos atrás, ela poderia ainda estar conosco, porque teria se cuidado mais”, lamenta Kate.

Estima-se um terço das jovens mulheres diagnosticadas com diabetes tipo 1 sofra de distúrbios alimentares ou se incomode com seu próprio peso. Organizações como a britânica Diabéticos com Transtornos Alimentares (Dwed, na sigla em inglês) estão fazendo campanha para que a diabulimia seja reconhecida oficialmente como um transtorno alimentar e psicológico.

“Ninguém sabe o quanto esse problema é grave nem como diagnosticá-lo”, diz a professora Khalida Ismail, que lidera a maior clínica de diabetes e distúrbios mentais britânico, na Universidade King´s College.

Doreen, mãe de Lisa, ainda guarda o vestido pelo qual a filha tinha uma obsessão. “Lisa disse milhões de vezes que o vestido era uma meta para ela, o que é muito triste. Ela morria de vontade de voltar a vesti-lo”.

Após a morte da caçula, que completou um ano em setembro, Katie decidiu ceder trechos do diário à BBC para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido. Confira abaixo o relato:

Problema de auto-estima

26 de dezembro de 2001: “Me sinto realmente gorda. Quero perder peso. Acho que estou pesando uns 57 quilos”.
1º de janeiro de 2002: “Tenho que me injetar (insulina) daqui a pouco. Vou ligar para o Sam à noite para que nos encontremos amanhã. Acabo de me forçar a vomitar duas vezes”.
13 de fevereiro de 2002: “Um dia sem uniforme na escola. Sinto-me tão GORDA. Todo mundo estava bem hoje, menos eu. Vomitei minha comida hoje. Preciso fazer rapidamente meu dever para a aula de artes”.
5 de março de 2002: “Estou muito contente e me sinto muito bem. Não como chocolate faz 4 dias e 6kg. Mike me enviou uma mensagem nesta noite e tudo está bem. Preciso aprender a não ficar vermelha (de vergonha). Estou pesando 55,8 kg. Acho que sou bulímica”.
Distúrbio

14 de março de 2002: “Estou me obrigando a vomitar, porque caso contrário me sinto culpada pelo que comi”.
15 de março de 2002: “Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly”.
18 de março de 2002: “Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma”.

(Pessoas com diabetes tipo 1 frequentemente sofrem com hipoglicemia. O problema ocorre quando o nível de glicose no sangue se reduz demais e é comum em pessoas com a doença pois, ao contrário das pessoas saudáveis, em que o corpo produz a quantidade correta no momento indicado para que os níveis de glicose não subam ou baixem demais, em pessoas com diabetes tipo 1, a insulina, a comida e a atividade física às vezes não estão bem balanceadas, e os níveis de glicose são afetados.)
30 de abril: “Fui dançar na escola hoje. E há tempo não provoco vômito! Vi Mike outra vez hoje. (Foi) Um dia muito chato”.
29 de maio de 2002: “Odeio ser diabética. Não posso comer quando quero porque não quero ganhar mais peso”.
15 de agosto de 2002: “Tenho feito exercícios para o abdômen e o bumbum, indo à academia todos os dias. Não posso fazer mais, ou vou morrer de esgotamento, mas de repente seria bom, porque estou tão gorda”.
“Melhor é queimar (as calorias do) meu jantar fazendo polichinelos. Por favor, me deixem morrer”.
12 de novembro de 2002: “Não fui à escola hoje. Estou escrevendo este diário há um ano”. “Durante o ano passado fiquei bulímica, mas estou melhorando”. “Perdi 9 quilos. Agora peso 47 kg”.
4 de dezembro de 2002: “Joe e Tom mandaram mensagens. Me disseram que estou em boa forma. BELEZA, minha perda de peso está dando resultados”.

A anotação abaixo foi uma das últimas que Lisa fez no diário.

23 de junho de 2004: “Sinto que vou conseguir usar meu vestido vermelho outra vez e perder de seis a nove quilos até setembro”.


Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Benefícios do açúcar mascavo

Você já deve ter ouvido que o açúcar mascavo é menos prejudicial que o açúcar cristal. Isso acontece porque o durante os processos de branqueamento e refinamento do açúcar comum, os nutrientes contidos na cana são quase todos eliminados.

O mascavo não passa pelo refinamento e, por isso, preserva as vitaminas e minerais originais. É por essa razão que ele traz mais benefícios para a saúde, o que não significa que ele não engorde ou possa ser comido livremente por diabéticos.

Benefícios do açúcar mascavo
Não contém químicos usados para clarear o açúcar que podem intoxicar nosso organismo;
É fonte de minerais como cálcio, magnésio, fósforo e potássio;
Tem o mesmo potencial adoçante do açúcar comum;
Preserva a maior parte dos nutrientes da cana-de-açúcar.

Açúcar mascavo pode ser consumido por diabéticos?
O consumo de açúcar por diabéticos deve ser limitado por causa dos riscos de elevação da glicose. A recomendação de ingestão do alimento depende muito dos resultados de exames e da capacidade do indivíduo de produzir insulina. Por isso, alguns pacientes podem consumir pequenas quantidades de açúcar e outros devem evitá-lo ao máximo.

Os níveis de carboidratos e sacarose do açúcar mascavo e do açúcar branco são quase iguais. Por isso, não há diferença quanto à indicação de consumo dos dois tipos de açúcar para pessoas com diabetes. Se o médico autorizou a ingestão de pequenas quantidades, é possível optar pelo mascavo ou o cristal, porém lembrando que o açúcar mascavo traz mais nutrientes para o organismo.

Importante: circulam informações de que o açúcar mascavo elevaria a glicose mais rapidamente, porém não existem estudos que comprovem essa afirmação.

Açúcar mascavo engorda?
O açúcar mascavo engorda tanto quanto o açúcar cristal. Mais uma vez,a diferença está na quantidade de nutrientes que cada um possui. Se você vai ingerir calorias durante a dieta, é melhor que elas tenham qualidade nutritiva. Por isso, o açúcar mascavo é uma opção mais saudável.

A dica para quem quer perder peso é tentar diminuir a quantidade de açúcar consumida diariamente e, se possível, optar pelo mascavo para preparar bolos, pães e outras receitas. Muitos nutricionistas defendem que o uso de adoçantes só deve ser feito por diabéticos e em pequenas quantidades. Mesmo nas dietas de perda de peso, é melhor fugir desses produtos artificiais.

Quanto custa e como comprar?
O custo do açúcar mascavo varia muito. Apesar de ser um produto mais simples de processar, a indústria cobra mais caro por ele que pelo açúcar branco. O pacote com 1 kg pode custar entre R$4 e R$15. Hoje em dia, é bem fácil encontrar o produto nos supermercados porque marcas tradicionais disponibilizam o mascavo como alternativo ao açúcar cristal. Na hora de comprar, vale a pena ler o rótulo para saber sobre os nutrientes contidos.

fonte:natural.enternauta.com.br
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Como o stress do dia-a-dia interfere na contagem de carboidratos


Até hoje nunca inventaram um método mais eficaz para o controle do diabetes do que a Contagem de Carboidratos. Falo isso com segurança porque, nesses longos anos de convivência com o diabetes já passei por vários médicos que me receitavam esquemas de tratamento diferentes, e nenhum deles era tão seguro e eficaz como este, já que eram imprecisos, e sempre acabavam resultando em hipo ou hiperglicemias indesejáveis.

E mesmo a contagem de carboidratos pode ser imprevisível e nos pregar algumas peças de vez em quando, já que o nosso organismo é que acaba sendo às vezes um tanto quanto “temperamental”. Digo isso por que muitas vezes, mesmo calculando corretamente as unidades de insulina para a minha correção e para a ingesta de carboidratos, ainda tenho hipos horríveis pela manhã e hipers que insistem em “dar o ar da graça” no fim da tarde.

Não é fácil esse relacionamento com a diabetes. Às vezes ela nos tira do sério e nos deixa de mau humor. Me pego às vezes dizendo: “Não brinco mais desse negócio”… Kkkkk!

Um dos fatores que fazem desestabilizar o controle de quem utiliza o método da contagem pode ser o stress causado pelo ritmo de trabalho acelerado, pois em meio ao “caos” o nosso metabolismo fica completamente bagunçado, às vezes até mais lento, causando as temíveis hiperglicemias no final da tarde, como é o meu caso. Quando o meu organismo deveria absorver a glicose dos alimentos em duas horas, ele às vezes leva 4. Por isso a minha dificuldade em manter a glicemia estável no final do dia. Aí, quando vou dormir, a glicemia está um pouco alterada, e vou lá e faço a correção tomando o cuidado ainda de tomar um pouco menos insulina por conta de ir dormir e passar mais horas sem me alimentar, e mesmo assim ainda acordo com hipoglicemia.

Mas aí tem dias em que o meu organismo acorda “coisa máxx querida”, respondendo super bem à contagem, como sempre deveria de ser. Nesses dias ele merece até ganhar estrelinha! Kkk… Com a graça de Deus esses dias ainda são a maioria, então está tudo certo! E geralmente o meu organismo responde muito bem à contagem quando eu não estou estressada. Funciona que é uma beleza… Então, cheguei à conclusão de que devo sim manter este método e que devo me manter “zen” para não bagunçar todo o meu controle! Portanto, meus queridos leitores, lembrem-se sempre: quando o organismo de vocês não responder adequadamente à contagem de carboidratos, o jeito é ligar o “ommmm…” que fica tudo certo kkkkk…(Bianca B.C. Moribe)

Um grande abraço a todos vocês, e uma Feliz Páscoa! E juízo para não bagunçar o controle por conta dos chocolates, hein! Kkkkk(Bianca B.C. Moribe)

fonte
Bianca B.C. Moribe
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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Diabetes: Água para os Picos Glicêmicos

Sabe-se que a água é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas esta recomendação tem um motivo extra para ganhar força: segundo um estudo francês apresentado na reunião anual da Associação Americana de Diabetes, quem bebe mais de 1 litro de água por dia tem um risco 21% menor de ter episódios de hiperglicemia (quando os níveis séricos de glicose aumentam drasticamente).

Os médicos dizem que a relação entre o consumo de água e os níveis de açúcar no sangue ainda não foi totalmente descoberta, mas eles acreditam que ingerir poucos líquidos durante o dia teria o mesmo efeito ao organismo do que consumir muito colesterol pela alimentação, fator de risco que aumenta as chances de hiperglicemia, diabetes do tipo 2, aterosclerose e hipertensão.

Eles alertam também que, mesmo com essa descoberta, a melhor maneira de se proteger de hiperglicemia e diabetes do tipo 2 continua sendo evitar a ingestão de alimentos ricos em açúcares e praticar exercícios físicos com frequência.

Outro ponto a favor da água é comprovado através de um trabalho da Universidade da Virgínia, nos EUA, que mostra que beber dois copos de água antes das refeições diminui bastante a fome e facilita a perda de peso.

Fontes:
– Saúde é Vital – 09/2011
– Jornal Ser Saudável – 03/2013
por:Bianca B.C. Moribe
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quais os sintomas de glicose alta no sangue?

Sede excessiva e visão embaçada são alguns sinais do problema


A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) é o diabetes mellitus. Outros fatores, tais como as infecções agudas graves e a ingestão de alguns medicamentos (exemplo: corticoides) podem provocar hiperglicemia temporária.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, a qual facilita a passagem do açúcar (glicose) presente no sangue para o interior dos tecidos, para ser utilizado como fonte de energia. Dessa forma, a insulina é capaz de reduzir a glicose do sangue. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente (resistência à insulina), haverá aumento sérico de glicose e, consequentemente, diabetes.

Há dois tipos principais de diabetes, a saber: tipo 1 é aquele em que as células-beta do pâncreas, responsáveis pela fabricação da insulina, são destruídas. Isso leva a uma intensa falta desse hormônio que, geralmente, causa um grave aumento da glicose no sangue e necessidade de tratamento imediato com insulina. Esse tipo acomete mais frequentemente os indivíduos jovens, embora, às vezes, possa aparecer também em adultos.

No diabetes tipo 2, que ocorre comumente em pessoas com mais de 40 anos, há uma combinação de dois fatores. Além de haver redução da produção de insulina (falta relativa), este hormônio também não age de maneira adequada. Neste caso, apesar de a insulina estar presente, sua capacidade de fazer a glicose sair da corrente sanguínea e entrar no interior das células é menor. Consequentemente, a glicose no sangue aumenta (hiperglicemia). Em geral, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, a falta de insulina pode se agravar. Se isso acontecer, será necessário, também, o emprego desse hormônio, isolado ou associado com medicamentos.
Há, também, outros tipos de diabetes, incluindo o diabetes gestacional, que pode até necessitar de tratamento com insulina, dependendo de cada gestante. Esse tipo de diabetes tende a desaparecer após a gestação.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes

Atualmente, o valor de referência normal para a glicemia (concentração de glicose no sangue) após, no mínimo, 8 horas de jejum é de até 99 mg/dL. Valores de 100 a 125 mg/dL são considerados alterados, mas ainda não diabéticos. O indivíduo é considerado diabético nas seguintes situações:

- Duas glicemias de jejum maiores ou iguais a 126 mg/d;Glicemia maior que 200 mg/dL colhida a qualquer hora do dia na presença de sinais e sintomas de diabetes (polidipsia, poliúria e perda de peso)

A curva glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose (75 g) pode ser também empregada para o diagnóstico de diabetes. São realizadas glicemias antes e 30, 60, 90 e 120 minutos após a ingestão de glicose. Neste teste, os valores de glicemia entre 140 e 200 mg/dL, duas horas após a ingestão de glicose, são compatíveis com intolerância à glicose (pré-diabetes). O diagnóstico de diabetes é confirmado quando a glicemia for igual ou maior que 200 mg/dL aos 120 minutos.

Todos os indivíduos diabéticos (tipos 1 e 2) apresentam hiperglicemia no momento do diagnóstico, mas a presença das manifestações clínicas (Quadro 1) dependerá da intensidade do aumento da glicose. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes e sua glicose gira em torno de 130 mg/dL, em geral, não apresenta sintomas.

Ainda que as glicemias maiores ou iguais a 126 mg/dL confirmem a presença de diabetes, os sintomas e sinais de hiperglicemia são mais evidentes quando a glicose atinge valores mais altos no soro. Embora possa variar de uma pessoa para outra, a glicose aparece na urina, quando suas concentrações são maiores que 160-180 mg/dL no soro. Quando presente na urina, a glicose atrai mais água (diurese osmótica) que aumenta o volume urinário. Assim sendo, só haverá aumento do volume diário de urina (poliúria) e sede excessiva (polidipsia) quando a glicose estiver maior que esses valores.

No diabetes tipo 1, geralmente ocorre grande falta de insulina, hiperglicemia mais intensa e sintomas mais expressivos. Além das manifestações da hiperglicemia descritas no quadro 1, pode ocorrer, também, perda de peso, aumento do apetite, enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono), tontura postural e fraqueza. Além disso, quando houver acentuada e abrupta redução de insulina pode ocorrer cetoacidose diabética com perda de apetite, náuseas, vômitos, alterações do nível de consciência, coma etc.

Já no tipo 2, habitualmente, não há deficiência grave de insulina e, dessa forma, na maior parte das vezes a glicose sobe menos e, também, de forma mais lenta. Consequentemente, os sinais e sintomas aparecem de maneira gradual, podendo, inclusive, passar despercebidos durante meses ou até anos. As infecções de pele, como os furúnculos são comuns. Sensação de coceira e infecções da vulva e da vagina (como candidíases) são, muitas vezes, as primeiras manifestações de diabetes. A possibilidade de diabetes deve ser descartada nas gestantes que dão a luz a bebês grandes (mais de 4,1 Kg), com pré-eclâmpsia e quando há morte fetal de causa desconhecida.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes. Por exemplo: especial atenção deve ser dada a uma criança que não molhava mais a cama à noite (há no mínimo seis meses) e volta a molhar (enurese noturna secundária). Há várias causas para esse problema, mas uma delas é o aumento do volume de urina provocado pela hiperglicemia em crianças diabéticas.

Já que muitas vezes o diabetes tipo 2 pode passar muito tempo despercebido, a melhor maneira de identificá-lo precocemente é por meio de avaliações periódicas da glicemia (mesmo que seja com a gotinha de sangue obtida da ponta do dedo), especialmente, nos indivíduos obesos e com história familiar de diabetes, que correm maior risco de desenvolver a doença. Esse procedimento certamente contribuirá para a detecção precoce e prevenção das complicações dessa enfermidade.

Quadro 1. Manifestações clínicas comuns no momento do diagnóstico de diabetes
Aumento do volume urinário (poliúria)
Sede excessiva (polidipsia)
Perda de peso
Aumento do apetite
Formigamentos (parestesias)
Visão embaçada (turva)
Fraqueza, fadiga
Enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono)
Infecções de pele, da vulva e da vagina

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18184-quais-os-sintomas-de-glicose-alta-no-sangue?
por:Danilo Höfling ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estudo indica que adoçante eleva glicose no sangue

O consumo de adoçante pode causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo pesquisa.

Adoçante no café: os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal.

Berkley - O consumo de adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e sacarina, pode elevar o nível de glicose no sangue e causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Conforme a pesquisa, pessoas que consomem esses produtos regularmente, com o objetivo de perder ou evitar o ganho de peso, podem estar colocando sua saúde em risco da mesma forma que uma pessoa obesa.

Em experimentos com camundongos, realizados em Israel, os pesquisadores demonstram que o consumo desses adoçantes artificiais - que milhões de pessoas colocam no cafezinho e estão presentes em um grande número de produtos light ou diet - pode causar a chamada intolerância à glicose, uma condição metabólica que inclui várias doenças caracterizadas pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia); entre elas, a diabete tipo 2.

Isso ocorre, segundo eles, porque os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal e essas alterações aumentam a quantidade de glicose no sangue.

Ou seja: a pessoa evita o ganho de peso associado às calorias do açúcar, mas sofre os efeitos fisiológicos do excesso de peso da mesma forma, pelo menos no que diz respeito à glicemia. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Weizmann Institute of Science. Segundo os cientistas, o uso em massa desses produtos precisa ser "reavaliado".

fonte:http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/estudo-indica-que-adocante-eleva-glicose-no-sangue
imagem:noticias.r7.com
Herton Escobar e especial para AE
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como é a diabetes insipidus?


A diabetes insipidus nada tem a ver com o aumento da glicose no sangue. A doença é rara e se caracteriza pela deficiência da vasopressina (hormônio antidiurético) ou pela incapacidade dos túbulos renais de responder a ela, o que leva à excreção de grandes quantidades de urina muito diluída e à sede pronunciada. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida, denotando a incapacidade renal de concentrar a urina. O hormônio antidiurético é produzido no hipotálamo e liberado pela neurohipófise e determina, em parte, o modo como os rins removem, filtram e reabsorvem fluidos da corrente sanguínea. Quando ocorre a falta desse hormônio ou quando os rins não podem responder a ele, os fluidos passam direto pelos rins e são eliminados pela urina. É assim que uma pessoa com diabetes insipidus perde muito líquido e sente muita sede.

Nos casos em que a diabetes insipidus se deve à falta de produção ou liberação do hormônio antidiurético, ela é dita diabetes insipidus central, neurohipofisária ou neurogênica. Quando se deve ao fato de que os rins deixam de responder a ele é chamada diabetes insipidus renal ou nefrogênica. Essa diferenciação é muito importante, porque embora os sintomas principais sejam os mesmos em ambos os casos, o tratamento é muito diferente.

Quais são as causas da diabetes insipidus?

A diabetes insipidus central ocorre por anormalidades no eixo hipotálamo-hipófise. As principais causas são:

Lesões cirúrgicas acidentais do hipotálamo ou da hipófise.
Traumas que afetam o sistema nervoso central.
Tumores do sistema nervoso central.
Diabetes insipidus autoimune.
Causas genéticas.
Anorexia nervosa.
Encefalopatias por deficiência de oxigênio.

A diabetes insipidus renal ocorre por anormalidades nos receptores dos túbulos renais, que não conseguem responder ao hormônio antidiurético. As principais causas são:

Alterações genéticas dos receptores dos túbulos renais.
Uso crônico de lítio.
Hipercalcemia (cálcio sanguíneo elevado).
Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo).
Amiloidose renal.
Síndrome de Sjögren.

Existe uma terceira forma de diabetes insipidus, transitória, que ocorre durante a gravidez, porque a placenta de algumas grávidas produz uma enzima que inativa o hormônio antidiurético circulante, a qual desaparece após o parto.

Quais são os principais sinais e sintomas da diabetes insipidus?

Muitos dos sintomas da diabetes insipidus são similares aos da diabetes mellitus, mas não ocorre hiperglicemia (taxa elevada de açúcar no sangue). Uma das primeiras manifestações da diabetes insipidus costuma ser a noctúria (aumento da urina à noite), pela perda de capacidade de concentração da urina no período noturno. A apresentação clínica mais típica ocorre com poliúria (aumento do volume urinário) e polidipsia (aumento da ingestão de água) e sede intensa. Raramente há problemas de visão, como são comuns na diabetes mellitus. Na maioria dos pacientes com diabetes insípidus renal hereditário, as manifestações ocorrem desde a primeira semana de vida. Na diabetes insipidus central hereditário, a manifestação pode ocorrer após o primeiro ano de vida ou na adolescência. Nos adultos, nos casos de diabetes insipidus central, o início dos sintomas costuma ser súbito e insidioso nos casos renais. Normalmente, o excesso de diurese continua durante o dia e a noite nos portadores da diabetes insipidus e com frequência estes pacientes sofrem desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos às vezes graves. Em crianças pode haver interferência no apetite, no ganho de peso e no crescimento, bem como febre, vômitos ou diarreia.

Como o médico diagnostica a diabetes insipidus?

A história clínica é de grande importância. Em casos genéticos a história familiar mostrará um tipo de herança mendeliana. O diagnóstico pode ser confirmado por um teste de restrição hídrica seguido da administração subcutânea de desmopressina, um análogo sintético da vasopressina. O teste consiste em medidas das osmolalidades plasmática e urinária. Em geral ocorre:

Osmolalidade sérica maior que urinária.
Densidade urinária geralmente menor que 1,006 durante a ingestão hídrica.
Incapacidade de concentração urinária com a restrição hídrica.
Hipernatremia.

Um diagnóstico diferencial deve ser feito em relação a:

Polidipsia psicogênica.
Diurese osmótica.
Diabetes mellitus
Potomania de cerveja.

Como o médico trata a diabetes insipidus?

No caso de diabetes insipidus central o tratamento se baseia na reposição do hormônio antidiurético sintético por via oral ou intranasal. No caso da diabetes insipidus renal o tratamento é feito com a suspensão do lítio que eventualmente vinha sendo tomado ou correção dos distúrbios do cálcio e do potássio, porventura existente. Nos casos genéticos o tratamento deve ser feito com dieta pobre em sal, diuréticos tiazídicos e anti-inflamatórios.

Como evolui a diabetes insipidus?

Pessoas adultas com diabetes insipidus podem permanecer saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias.

ABC.MED.BR, 2013. Como é a diabetes insipidus?. Disponível em: . 
<http://www.abc.med.br/p/350539/como+e+a+diabetes+insipidus.htm>. Acesso em: 2 mai. 2013.

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