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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Remédio contra impotência é usado sem prescrição em 62% dos casos

Pesquisa foi feita pela Sociedade Brasileira de Urologia e pela Bayer.
Dados foram divulgados esta semana por ocasião do Dia do Homem.

Pesquisa revelou que 62% dos homens que usam estimulante sexual não têm prescrição médica: na foto, um comprimido de Viagra (Foto: Ian Hooton/I2H/Science Photo Library)

Dos homens que usam remédios contra impotência sexual no Brasil, 62% compra o medicamento por conta própria, sem prescrição médica. O dado faz parte de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com a farmacêutica Bayer. O estudo, que ouviu 3.200 homens com mais de 35 anos em oito capitais brasileiras, foi divulgado nesta semana por ocasião do Dia do Homem, comemorado nesta quarta-feira (15).

Do grupo que usa os medicamentos sem prescrição, 41% segue a recomendação de amigos, 39% recebe indicações direto na farmácia, 15% se informa por sites ou pela imprensa e 5% compra o remédio no camelô. Para a SBU, trata-se de um dado preocupante, já que a prática de automedicação traz riscos.

Ao todo, 29% dos homens brasileiros com mais de 35 anos contam que recorrem a estimulantes sexuais. Quando questionados sobre o que pensam quando "falham" em uma relação sexual, 37% respondeu que pensa: "Isso nunca aconteceu comigo antes". Outros 25% consideram a possibilidade de ir ao médico. Há também os que pensam - "Quem nunca passou por isso antes?" - frase citada por 15% dos entrevistados.

Catuaba e ovo de codorna
Perguntados sobre o que fariam se tivessem impotência sexual, 12% dos homens responderam que buscariam receitas populares, como consumo de catuaba e ovo de codorna. Outros 35% responderam que iriam ao urologista, 21% buscaria informações na internet e 14% consideraria o problema normal porque outros homens também passam por essa situação.

A pesquisa também concluiu que 51% dos homens brasileiros dessa faixa etária nunca foram ao urologista.

Dos problemas de saúde que os homens mais temem, as doenças cardiovasculares e o infarto estão em primeiro lugar: 28% dos entrevistados citaram essa questão. O segundo problema mais temido é a impotência sexual, citada por 19% os homens. O medo da impotência ficou à frente do medo do câncer de próstata (citado por 14%), da diabetes (13%) e do câncer de pulmão (9%).

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sete tratamentos para disfunção erétil que melhoram sua vida sexual

Problema atinge quase metade da população masculina com idades entre 40 e 80 anos

Pouco se fala sobre a disfunção erétil, mas, recentemente, o assunto ganhou destaque graças à divulgação de um procedimento cirúrgico peniano pouco conhecido ao qual o jornalista esportivo Jorge Kajuru se submeteu. Nos mais jovens, a principal causa da impotência costuma ser a ansiedade, enquanto doenças crônicas como diabetes, colesterol descontrolado, hipertensão, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão relacionados a episódios de impotência nos homens com mais idade. "A disfunção erétil atinge quase 50% dos brasileiros com idades entre 40 e 80 anos", afirma o urologista Geraldo de Faria, diretor do Departamento de Sexualidade Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Diante da alta incidência do problema, entretanto, a busca por ajuda médica ainda é bastante tímida. Constrangidos com a situação, homens esperam de três a cinco anos para agendar uma consulta com um especialista, de acordo com o urologista. Segundo ele, esperar é perder tempo. "A medicina avançou muito nesta área, sendo possível afirmar que, hoje em dia, só tem disfunção erétil quem quer", afirma. A seguir, listamos sete tratamentos para a impotência.

Medicamentos orais
Medicamentos orais são sempre a primeira opção de tratamento da disfunção erétil, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis ou alguma contraindicação quanto às substâncias presentes nas fórmulas. "Eles melhoram o fluxo sanguíneo para o pênis, o que favorece a ereção", afirma o urologista Conrado Alvarenga, do Grupo de Disfunção Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eles devem ser ingeridos com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Medicamentos de ação prolongada, por exemplo, podem agir por até 36 horas. Isso não significa que o homem terá uma ereção de 36 horas, mas que durante esse período ele conseguirá ter ereções se for estimulado sexualmente. A obrigação de tomar o remédio antes de ter a relação, entretanto, incomoda alguns homens por atrapalhar a espontaneidade do momento. Nestes casos, o profissional pode receitar uma dosagem diária do medicamento, como se fosse um tratamento contínuo. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, rubor, sensação de nariz entupido e taquicardia. Ao sinal desses ou de quaisquer outros sintomas, o médico deverá ser informado.

Injeção intra-cavernosa
Se os medicamentos via oral não surtirem efeito ou forem contraindicados, o especialista partirá para a segunda opção de tratamento: injeção intra-cavernosa. A vantagem do método é o fato de o medicamento agir cerca de quinze minutos depois da aplicação. Além disso, neste caso não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção. "A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção", afirma o urologista Geraldo. O tempo de duração da ereção varia de acordo com a dose injetada, o que é estabelecido na consulta com o médico.

Embora eficaz, o tratamento nem sempre é bem aceito pelos pacientes. "Algumas pessoas têm pavor de agulha", afirma o urologista Geraldo. "Imagine, então, se ela precisar ser introduzida no pênis". O especialista ressalta ainda que indivíduos com dificuldade de visualizar o pênis ou doenças que gerem tremores nas mãos devem solicitar auxílio do parceiro para a aplicação. Os efeitos colaterais da injeção intra-cavernosa se restringem a alergias a alguma das substâncias presentes no medicamento.

Prótese peniana maleável
Próteses penianas são intervenções cirúrgicas e, portanto, tratamentos mais complexos do que a ingestão de medicamentos ou injeções. Assim, eles ocupam o terceiro lugar na escala de opções para o paciente com disfunção erétil. O tipo maleável é o mais simples e mais em conta (cerca de três mil reais). "O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique rijo o suficiente para a penetração 100% do tempo", explica o urologista Geraldo. Na hora da relação, basta elevar o pênis.

A cirurgia de prótese peniana maleável dura cerca de uma hora e ele já pode sair do hospital 24 horas após a intervenção com um curativo compressor para evitar hematomas e para manter o pênis para baixo, facilitando a ida ao banheiro, por exemplo. Nos dias que se seguem, há um incômodo natural da cirurgia, mas nenhuma dor aguda.

A vida sexual, por sua vez, pode ser retomada 30 dias depois da alta. Vale reforçar que esta é uma ereção completamente artificial. Mas, segundo o urologista, costuma proporcionar maior satisfação ao paciente do que os medicamentos ou a injeção. O único cuidado do homem é na hora de "acomodar" o pênis. Já que ele está ereto o tempo inteiro, ele pode precisar de cuecas especiais para disfarçar o volume.

Prótese peniana inflável
Diferente da prótese peniana maleável, a prótese inflável permite que o pênis volte ao estado de flacidez após o ato sexual. O método inclui a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bombinha com líquido, que simularia o sangue, implantada na região escrotal, como se fosse um terceiro testículo. Para promover a ereção, basta acionar a bombinha que drenará esse líquido para o cilindro. Após a relação, o pênis deve ser levemente pressionado para baixo para que o líquido volte para a bombinha e ele fique novamente flácido.

A cirurgia dura cerca de duas horas e o paciente precisa ficar hospitalizado durante um dia, aproximadamente. Assim como na prótese maleável, atividade sexual pode ser retomada cerca de 30 dias depois do procedimento e nenhuma atividade do dia a dia é prejudicada. Dos dois tipos, este é o que consegue deixar o pênis mais ereto. As vantagens, entretanto, têm seu custo. Segundo o urologista Conrado, a prótese custa em torno de 40 mil reais.

Terapia
"Em muitos casos, a disfunção erétil têm como origem fatores psicológicos", afirma o urologista Conrado. Para esses pacientes, nenhum dos tratamentos anteriores é indicado. O melhor é consultar um terapeuta com formação em sexologia que poderá ajudar a acabar com esse bloqueio. O problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais seu desempenho.

Segundo o urologista Geraldo, é comum que homens com disfunção erétil peçam indicação de um medicamento para um colega em vez de consultar um especialista. Isso pode não só mascarar o problema, como ainda trazer sérios problemas de saúde, caso ele não tenha o perfil adequado para aquele medicamento.

Revascularização
A revascularização é um procedimento indicado para um público com disfunção erétil bastante restrito. "Ela é feita quando o paciente tem problemas nas artérias que irrigam o pênis", explica o urologista Geraldo. O caso, entretanto, deve ser muito bem avaliado. Fazer uma ponte de safena no coração, por exemplo, é fundamental já que o órgão funciona 24 horas por dia. O pênis, por sua vez, passa a maior parte do tempo inativo. Melhorar sua vascularização, portanto, pode levar à obstrução de veias, já que o fluxo sanguíneo diminui muito quando ele está flácido.

Bomba de vácuo
De acordo com o urologista Conrado, as bombas de vácuo ficaram esquecidas como parte do arsenal de tratamentos da disfunção erétil, mas vem novamente ganhando força entre pacientes operados por câncer de próstata, funcionando como auxiliares na reabilitação peniana. Hoje, elas são vendidas apenas em sex shops, já que aumentam o volume do pênis. Ele consiste em um cilindro dentro do qual o pênis é introduzido. "Por meio de um sistema de sucção, então, o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna", afirma. Essa pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção.

A bomba de vácuo é usada no meio médico apenas em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período que eles precisarão esperar para fazer outra intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias-sete-tratamentos-para-disfuncao-eretil-que-melhoram-sua-vida-sexual
por Laura Tavares
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sábado, 20 de agosto de 2011

Manual da Boa Prática Urológica

Orientações básicas voltadas para o público em geral.
SBU - Sociedade Brasileira de Urologia.

imagem:http://www.adiberj.org
Sumário

I- O que o(a) urologista faz?
II- A SBU não recomenda
III-A SBU recomenda
IV- Conheça o nome dos orgãos urinários e genitais masculinos
V- Conclusão
UROLOGIA ÉTICA
Saiba o que o seu urologista pode fazer por você

Ao ler este documento, você entenderá melhor as funções, limites e recomendações que fazem parte da boa prática urológica. Ao conecer um pouquinho mais do universo urológico, certamente estará fazendo parte de um grupo de pessoas, masis conscientes sobre as indicações e procedimentos urológicos. Com certeza este conhecimento oferecerá mais proteção a você, aos seus amigos e aos seus familiares.

I- O que o(a) urologista faz?

A Urologia é uma especialidade médica de atuação clinica e cirúrgica que diagnostica, trata e previne doenças que envolvem os orgãos urinários de homens e mulheres e também dos orgãos genitais masculinos e suas funções.

Não é uma especialidade que trata só de homens, porque as mulheres e as crianças também têm rins, bexiga, uretra (o canal do xixi), ou seja, o trato urinário (conjunto de órgãos relacionados com a produção, transporte, armazenamento e eliminação d urina que existe nos dois sexos).

Os órgãos genitais masculinos englobam o pênis, os testículos, a próstata e a vesícula seminal.
Os órgãos genitais femininos são objetos da ginecologia(útero, ovários, vagina, vulva e mamas).

Atuação clinica e cirúrgica significa que o urologista, além de tratar daquelas doenças que necessitam de medicamentos, também opera os casos em que o tratamento envolve cirurgia dos órgãos urinários e genitais.

Doenças Comuns

A relação de doenças mais comuns também é grande. As mais conhecidas são as pedras urinarias (também conhecidas tecnicamente como cálculos ou litíase urinária) e as doenças da próstata (tanto o crescimento benigno quanto o câncer).

Mas a lista é muito maior. Tumores de rim, de testículos, de bexiga, de suprarrenal (uma glândula pequenininha que fica em cima de cada um dos nossos rins). Problemas de disfunção erétil e sexual masculina, problemas de fertilidade do homem,perda de urina ( a chamada incontinência urinária), malformações dos genitais e do trato urinário na criança, testículos que não descem para o escroto (tecnicamente a criptorquidia), traumatismos de pênis, testículos e mesmo acidentes que envolvam os orgãos que foram citados.
Tudo isso faz parte da Urologia.

Cirurgias muito conhecidas, como a de fimose e a de vasectomia (para não ter mais filhos, se juntam com outras menos conhecida como algumas cirurgias envolvendo os ureteres (tubinhos que transportam o xixi do rim para a bexiga), cirurgias de varicocele (varizes das veias testiculares), cirurgias de deformidades penianas, várias cirurgias por via endoscópica (entrando pelo canal do xixi e atingindo até os rins) ou por via laparoscópica, através de pequenos orifícios na barriga(abdômen).


A função dos rins
Os rins são órgãos de grande importância no organismo humano e são responsáveis pela manutenção do equilíbrio orgânico através da filtração do sangue, ao retirar deste as impurezas que devem ser eliminadas pela urina. Quando os rins estão debilitados, deixando de filtrar o sangue, pode ser necessário um transplante renal.  Dentre as funções do urologista citadas acima também está o transplante renal, uma cirurgia delicada e um dos mais importantes tratamentos para o paciente com insuficiência renal.

A urologia foi a especialidade pioneira a utilizar a endoscopia ainda no século XIX. Tudo o que existe hoje se desenvolveu a partir dos equipamentos endoscópicos urológicos que, no inicio, serviam para tratar problemas na bexiga e próstata, sem cortes cirúrgicos. Já no inicio do século passado, os urologistas não apenas olhavam por dentro, mais já operavam por dentro. Eram as cirurgias para tratar o crescimento da próstata que fechava a uretra e os problemas da bexiga (tumores e cálculos). O pioneirismo da especialidade na parte tecnológica não parou por aí.
A urologia foi uma das primeiras especialidades a utilizar as técnicas de laparoscopia na década de 70 e 80 do século passado na localização dos testículos abdominais. Foi pioneira no uso de diferentes LASERs, com grande evolução de vários tipos no tratamento de tumores, pedras e problemas prostáticos. O refinamento da endoscopia fez progredir o uso do ultrassom como método de fragmentação dos cálculos, assim como as ondas eletro-hidráulicas que compõem as famosas máquinas de quebra pedras.

A urologia é atualmente uma das especialidades mais envolvidas com a cirurgia robótica e uso de células-troncos, estimuladores elétricos, sem contar com as próteses penianas, os transplantes renais e uma enorme lista de outros procedimentos modernos e de alta tecnologia utilizados na medicina moderna.

Como se tornar urologista?
A formação de  Urologista envolve muito estudo. Além dos seis anos da Faculdade de Medicina, são mais cinco anos no mínimo, de Residência Médica, com dois anos de cirurgia geral e três ou mais anos de aprendizado urológico. depois disso tudo, o Urologista ainda presta algumas provas rigorosas para a obtenção do Título de Especialista. Esse título de especialista é concedido pela Sociedade Brasileira de Urologia.
Os especialistas brasileiros elevam a Urologia nacional a um patamar de grande respeito na comunidade urológica mundial. O que é, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma grande responsabilidade. A SBU e cada um deles, por todo o Brasil, devem zelar pela excelência e seriedade da nossa especialidade junto à pessoa mais importante nesse processo todo: você, o nosso paciente.

A SBU não recomenda
Em função da responsabilidade de oferecer aos brasileiros uma Urologia ao mesmo tempo moderna e ética, a Sociedade Brasileira de Urologia elaborou essa pequena cartilha. Alguns assuntos, principalmente aqueles relacionados com a sexualidade, podem virar alvo fácil de práticas e procedimentos não totalmente justificados ou embasados cientificamente. São tratamentos sem eficácia, que ainda não foram comprovados e/ou testados no seu beneficio e risco. Cuidado com as propagandas enganosas.

O caráter intimo desses assuntos colabora para que os pacientes possam se tornar vitimas passivas e silenciosas dessas práticas inadequadas e que podem gerar danos irreversíveis.
O melhor remédio e a melhor prevenção contra esse fato é o conhecimento.
Conhecer o que é comprovado, o que já foi testado e aprovado, seus riscos e benefícios, é o meio mais fácil de se evitar o engodo e a tapeação que, infelizmente, podem ocorrer.
Certos procedimentos, mesmo que sabidamente não aprovados, e ainda em caráter experimental, são muitas vezes alardeados nas revistas, jornais, rádio, televisão e internet com finalidades puramente comerciais. Cumprindo seu papael e considerando o atual estado de conhecimento, a Sociedade Brasileira de Urologia lista abaixo os procedimentos com os quais NÃO CONCORDA E NÃO RECOMENDA.

1-Cirurgias de aumento peniano, indicadas de forma indiscriminada
2-anestésicos locais para controle da ejaculação precoce
3-Cirurgias para controle da ejaculação precoce. As chamadas neurotripsias
4-Tratamento com injeções dentro do pênis em pacientes jovens com o objetivo de tratar a ejaculação precoce
5-Injeção de produtos no pênis para aumentar o diâmetro peniano
6-Curas, anúncios e tratamentos milagrosos para os problemas de impotência masculina.

Na sua função educativa a SBU ainda quer ajudar os pacientes e todo o público leigo a saber ler, ver ou ouvir uma notícia a respeito dos progressos que se fazem na medicina.
Existe uma distancia muito grande entre um conhecimento que às vezes é demonstrado em cobaias ou mesmo no laboratório ou com um numero pequeno de pacientes voluntários e a sua efetiva colocação em prática.

O cidadão, mesmo o mais otimista possível, deve entender que o processo que vai da descoberta de um novo medicamento até o balcão da farmácia é um processo bastante longo, cercado de cuidados para testar a sua segurança e eficácia. Infelizmente de cada 1.000 ou 10.000 substancias promissoras, com potencial no tratamento  de alguma doença, apenas 1 ou às vezes nenhuma consegue chegar ao estado final de comercialização com seu uso seguro. Raras vezes, ainda, são precisos vários e vários anos para se identificar algum risco que não se manifesta, antes que o uso de um medicamento X seja usado por milhões e milhões  de pessoas, levando até a retirada do medicamento ou restringindo muito o seu uso.
Um outro ponto de interesse para o cidadão é que não existe nenhum medicamento, nenhum procedimento que não envolva riscos e benefícios. Seu urologista e a SBU investem muito em atualização na especialidade, principalmente para discutir as experiências que vão se acumulando e demonstrando o que é melhor para os pacientes e mais eficaz para cada doença. Toda novidade medica é vista sempre com olhos críticos e reservas até que os trabalhos e testes se multipliquem e mostrem a eficácia e principalmente os riscos e efeitos colaterais. Nem sempre existe apenas um caminho, mas tenha certeza que seu urologista conhece todos e pode discuti-los com você. Ao indicar um caminho, uma cirurgia ou um medicamento, muitas vezes  é mais importante conhecer os riscos e efeitos colaterais do que simplesmente o que pode ser usado, mesmo de mais moderno naquela doença ou situação.

A SBU recomenda
Talvez essa cartilha virasse um livro daqueles bem pesados se nós fossemos listar e discutir tudo que, felizmente, tem uma base cientifica bem estabelecida para ser usado como tratamento da inúmeras doenças urológicas. Alguns, contudo, podem ser listados e podem lhe ajudar no seu dia a dia e no de seus familiares.

Na infância e na adolescência
O cuidado urológico começa no nascimento, pois nesta ocasião deve-se estar atento a formação genital da criança e qualquer alteração poderá requerer a atuação do urologista. Testículo fora da bolsa, água que aumenta o volume da bolsa (hidrocele), alterações da uretra e do próprio pênis.

Na adolescência, uma época de transformação do organismo masculino, é importante acompanhar essas transformações. É recomendável o adolescente aprender a fazer a palpação dos testículos e saber se algo estranho está acontecendo. Veias dilatadas e o endurecimento do testículo merecem a avaliação do urologista. Nesta hora é importante o jovem aprender a fazer higiene genital e se prevenir  das Doenças Sexualmente Transmissíveis. A prevenção é a chave do sucesso.

As doenças sexualmente transmissíveis andam lado a lado com a atividade sexual. Provavelmente elas só vão desaparecer se um dia acabarem as relações sexuais. Você talvez já tenha aprendido tudo sobre elas, mas pense em seu filho adolescente. Não deixe que ele aprenda por “experiência  própria” ou tenha um “professor” naquele amigo mais saidinho. Logo você, que tem se esmerado(e investido!) tanto na educação de seus filhos, vai descuidar desse aspecto?.
Alem de um canal de comunicação com o urologista, sem eventuais barreiras e vergonhas que possam existir, saiba que há algumas doenças na adolescência que podem ser tratadas e evitar uma série de problemas futuros: desde uma simples fimose ou excesso de prepúcio que interfere negativamente no inicio das atividades sexuais do garoto, passando por uma varicocele que pode influenciar negativamente a fertilidade quando ele for um adulto jovem, na época dos seus netos, e mesmo alguns tumores de testículo, atrofias testiculares, etc.

Se você tem uma filha adolescente que já menstruou, pode ter certeza de que sua esposa já a levou ao ginecologista. Seu filho também merece um acompanhamento nesse sentido.
O homem adulto
Não é incomum os homens terem alterações na área de urologia. Dúvidas sobre a qualidade erétil, tamanho peniano, melhora do desempenho sexual e prevenção de doenças permeiam o universo masculino. Não sofra calado!. A orientação do urologista poderá desfazer mitos e interrogações, inclusive evitando tratamentos e orientações amadoras que podem mais prejudicar do que ajudar.

A próstata
A prevenção do câncer de próstata  nos homens acima de 45 anos de idade é recomendável. Em famílias onde existe a ocorrência do câncer de próstata, os homens devem começar essa avaliação anual aos 40 anos.
A descoberta das doenças nas suas fases iniciais continua sendo o melhor tratamento da doença. Câncer e outraas doenças descobertas tardiamente, geralmente não podem mais ser tratadas plenamente e os resultados não são tão bons, quando comparados com o paciente tratado no inicio do problema.

Perda urinária
Perda urinária (incontinência urinária) muito comum nos homens e mulheres idosas não é um fato normal do envelhecimento e tem cura na quase totalidade das vezes. O urologista é cirurgião exímio nessa área. Historicamente os grandes avanços nesse sentido estiveram dentro da especialidade urológica, tanto na incontinência (o nome técnico da perda urinaria) masculina quanto feminina, em adultos e crianças.

Infecção urinária
A infecção urinária( ou cistite – infecção da bexiga) pode ser uma coisa bastante comum e sem grandes problemas nos outros órgãos urinários, mais existe uma porcentagem importante, geralmente quando a infecção se repete, em que há necessidade de uma avaliação do urologista para verificar se os outros órgãos não são a causa dessa infecção que não melhora. Muitas vezes essa infecção é um fator secundário a outras doenças urinarias mais graves que, enquanto não tratadas, não permitirão o fim das infecções urinárias.

Pedras nos rins
As pedras urinarias tiveram um progresso muito grande no seu tratamento.
O “arsenal” contra as pedras hoje em dia é enorme. É como se tivéssemos desde um míssil atômico até um simples alfinete especial. Aqui o segredo não está em usar o míssil sempre, mais em usar o mínimo necessário para resolver o problema.

A impotência sexual
As drogas contra a impotência (que hoje chamamos de disfunção erétil) revolucionaram esse problema que aflige quase metade dos homens adultos. Se você tem esse problema, em maior ou menor grau, não adianta simplesmente se dirigir a farmácia e comprar o mesmo medicamento que seu amigo usou. Com certeza, existe uma chance enorme de você não ter exatamente o mesmo problema que o seu amigo, ou não apresentar a mesma  resposta que ele, seja na eficácia, seja nos efeitos colaterais. E se a droga não funcionar, certamente não vai ser seu amigo quem vai resolver o problema e nem você se resignar como “um caso perdido”. Procure o seu urologista, existe muito mais conhecimento, que pode lhe ser útil, alem de simplesmente tomar os mesmos remédios que todo mundo toma.

Fique atento pois a disfunção erétil tem forte relação com doenças coronarianas e diabetes.

Hormônio masculino e sua importância
Outro assunto que muitas vezes  provoca algum entendimento equivocado é a queda de hormônio masculino e a possibilidade de sua reposição. Todo homem tem uma queda gradual do hormônio masculino (testosterona) e em algum momento da vida poderá ser necessário sua reposição através de gel ou mesmo injeções.
O mesmo acontece com as mulheres. Mas, no caso, a reposição é do hormônio feminino, a progesterona. Os sintomas de níveis hormonais baixos no homem são, dentre outros: irritabilidade, alteração frequente do humor, perda de massa muscular, apatia, desinteresse para a atividade sexual, distúrbios da ereção e depressão. Caso o homem apresente estes sintomas é prudente fazer as dosagens de testosterona e avaliar, de forma individualizada, a possibilidade de reposição hormonal. A reposição não deve ser feita de forma indiscriminada, pois poderá gerar riscos, principalmente nos homens com alguma suspeita de câncer de próstata ou PSA elevado.
Em casos onde a reposição hormonal está indicada ocorre um grande beneficio ao paciente e uma expressiva melhora na qualidade de vida.

Sangue na urina
Um dos sintomas mais dramáticos para o cidadão comum e ver sangue na urina. É uma situação de alarme que deve ser vista por um urologista. Muitas são as causas de sangramento na urina: às vezes pode ser apenas uma infecção severa em que o sangramento é acompanhado de dor ao fazer xixi, noutras pode ser um tumor de bexiga ou de qualquer outra parte da via excretora (a chamada “tubulação” entre o rim, onde o xixi é produzido, e o canal da uretra por onde ele sai para o exterior). Muitos tumores de bexiga sangram bastante sem que haja dor ao fazer xixi, exceto se houver coágulos junto com a urina. Também pode haver sangramento quando outras doenças atingem a bexiga (endometriose, outros cânceres, uso de alguns medicamentos controlados, viroses severas nas crianças, em pessoas que fizeram tratamentos por radioterapia na pelve, etc.). O urologista é o especialista especifico para avaliar e tratar o sangue na urina(cujo nome técnico é hematúria).

Conheça o nome dos órgãos urinários e genitais masculino
Adrenais
São duas glândulas, como dois chapeuzinhos, que ficam na parte de cima dos rins. São importantes no controle dos sais do organismo e mesmo na produção de corticoides naturais do nosso corpo.

Rim
São dois órgãos em forma de feijão, ligados diretamente à aorta, nossa principal artéria. Os rins são dois grandes “filtros” do organismo. Filtros inteligentes porque não apenas separam o excesso de líquidos no sangue, mas controlam a eliminação das impurezas, substancias finais de muitas reações orgânicas que não serve mais ao organismo, assim como também controlam os sais  como o sódio, potássio e uma infinidade de elementos químicos do organismo.

O rim ainda tem um papel importantíssimo no controle da produção dos glóbulos vermelhos (feito na medula óssea) e também na regulação da pressão arterial (aquela que medimos no braço). O rim funciona em harmonia com o coração e os pulmões.

Ureteres
São dois tubos, um a cada lado, ligando o rim à bexiga.
Transportam a urina (mesmo que você esteja de ponta cabeça!).

Bexiga
É uma bolsa de músculo que vai armazenando quantidades crescentes de urina, sem o músculo se contrair e até ficar cheia, quando envia sinais ao cérebro avisando que estamos com vontade de urinar.

Uretra
É o canal que liga a bexiga ao mundo exterior. É a parte final do trato urinário. No homem é mais longa e na mulher é mais curta. Além de conduzir o xixi também apresenta áreas especificas que funcionam como nossas “torneiras”, tecnicamente esfíncteres que permite ficarmos secos sem perder xixi continuamente.

Próstata
É uma glândula existente só nos homens, como se fosse uma pera pequenina, localizada logo abaixo da bexiga, na saída da uretra. O canal do xixi passa no meio dela. A próstata produz o esperma, liquido que serve de transporte para os espermatozoides, que são as células fecundantes do homem, produzidas no testículos.

Vesículas seminais
São duas estruturas que fica,m logo atrás da próstata e que funcionam como “depósito de esperma”. Delas saem dois canais fininhos que passam pelo meio da próstata e desembocam  na uretra, por aí passa também uma parte do esperma com os espermatozoides (são os dutos ejaculadores).

Deferentes
São dois canais bem resistentes que ligam as vesículas seminais/próstata aos epidídimos/testículos. Há um de cada lado e eles dão a volta por trás da bexiga e desce pela região inguinal, ao lado interna da virilha. Transportam o liquido seminal com os espermatozoides.

Epidídimo
São dois órgãos cilíndricos que ficam na parte de trás dos testículos de alto e baixo deles. São muito ligados aos testículos pois são, na realidade, um enovelamento de um único tubo onde os espermatozoides produzidos nos testículos sofrem algumas reações finais na sua maturação.

Testículos
São as duas glândulas ou  gônodas masculinas, equivalentes aos dois ovários que a mulher tem. Eles produzem os hormônios masculinos (testosterona) e também produzem as células fecundantes do homem (os espermatozoides).
Esses espermatozoides é que “nadam” em direção ao ovulo da mulher quando existe a ejaculação no trato genital feminino. A mulher produz um ovulo por ciclo menstrual e o homem produz milhões de espermatozoides a vida toda.

Pênis
Órgão sexual masculino. É composto por três cilindros (2 cavernosos e 1 esponjoso por onde passa a uretra). Os três cilindros são fortemente fixados à pelve e do estado flácido passam ao estado de ereção (como esponjas que se enchem de sangue, que ali fica retido, dando a rigidez ao órgão).
A “cabeça” do pênis tecnicamente é chamada de glande e o restante da haste peniana é chamado do corpo peniano. Prepúcio é a pele que recobre a glande. Na sua parte de baixo existe o “freio” cujo nome técnico é frênulo.
O prepúcio em muitas culturas e religiões é retirado logo ao nascimento, o que se denomina circuncisão. A realização dessa cirurgia sem finalidades religioso-culturais leva o nome de postectomia. Fimose é a impossibilidade de puxar o prepúcio para trás, para expor a glande. Excesso de prepúcio ou prepúcio longo ou exuberante pode ocorrer na ausência de fimose.

Conclusão
A SBU desejou orientá-lo e informá-lo no sentido de proteger você como cidadão nas questões da saúde urológica.

Entendemos que esse serviço evitará muito sofrimento e informação desencontrada com consequente perda de tempo. Você aprendeu nesse manual que a prevenção é a maior arma para obter o sucesso contra qualquer doença, principalmente contra o câncer. Portanto, fique atento e não alimente duvidas no assunto saúde. Não vale a pena.

Mais detalhes sobre a Urologia e doenças urológicas você poderá encontrar ao visitar o site da Sociedade Brasielira de Urologia: www.sbu.org.br

No site da SBU você terá acesso a informações sobre as “Doenças urológicas”, os “Tumores urológicos” e um guia de termos da área no “Urologia de A a Z”. lá também é possível pesquisar todos os urologistas credenciados à SBU no “Encontre seu Urologista”.
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(Documento Oficial da Sociedade Brasileira de Urologia)

sábado, 23 de julho de 2011

Cientistas suecos descobrem teste que detecta câncer de próstata com mais precisão

Por Mondarto
Um estudo sueco mostra que um novo método para diagnosticar câncer de próstata promete ser mais preciso do que o teste usado hoje, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês).

O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata. É um indicativo de câncer, mas é criticado por dar falsos-positivos, já que uma dosagem alta de PSA pode significar também infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.

O novo teste, chamado de 4PLA, foi desenvolvido pela Universidade Uppsala, na Suécia e o exame detecta, no sangue, a quantidade de prostassomas, microvesículas produzidas na próstata. Normalmente, essas estruturas são liberadas no sêmen para aumentar a mobilidade dos espermatozoides. Se há câncer, a produção das microvesículas aumenta, e elas caem na corrente sanguínea.

Nos testes efetuados pelo grupo de pesquisadores foram verificados níveis até sete vezes maiores dessas estruturas no sangue de 20 pacientes com câncer, em comparação com outras 20 pessoas sem câncer. O exame conseguiu ainda distinguir a gravidade da doença. A diferença foi vista em 59 pacientes com câncer de próstata com graus de 5 a 9 na escala de Gleason. A graduação vai de 2 a 10 e mostra a agressividade da doença.

A primeira versão do teste foi mais precisa para detectar cânceres de média e alta gravidades do que tumores menos agressivos.

Os especialistas veem os resultados iniciais do teste como promissores. Segundo o urologista Anuar Ibrahim Mitre, do Hospital Sírio-Libanês, esse teste pode ser de grande utilidade clínica, porque o PSA alto nem sempre significa câncer, e muitos pacientes fazem biópsias desnecessárias. A dosagem do PSA e do exame de toque, além de fatores como história familiar levam os médicos a submeter o paciente a uma biópsia para saber se tem ou não câncer de próstata o que com o novo exame não ocorrerá, afirma Mitre.
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