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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Pâncreas artificiais podem estar disponíveis em 2018






Pessoas que sofrem de diabetes tipo 1 são obrigadas a monitorar constantemente os seus níveis de glicose no sangue e administrar insulina em si mesmas, caso seja necessário. Mas este incômodo diário em breve poderá ser reduzido. Um novo estudo concluiu que sistemas de “pâncreas artificiais” automatizados podem estar disponíveis em menos de dois anos.

O estudo, de autoria dos médicos Roman Hovorka e Hood Thabit, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou o progresso global da tecnologia nestes sistemas automatizados, incluindo o pâncreas biônico sendo desenvolvido por cientistas da Universidade de Boston, nos EUA.

Atualmente, o tratamento para a diabetes tipo 1 em geral requer dois processos separados. Os pacientes precisam monitorar manualmente os seus níveis de glicose no sangue várias vezes por dia com um exame de sangue por punção digital, e se as leituras estão altas, eles podem precisar usar uma bomba de insulina. Estas bombas são dispositivos automatizados que se conectam ao vestuário e administram insulina através de um cateter sob a pele. Os pacientes precisam informar manualmente à bomba para injetar doses adicionais quando comem.
Dois em um

O pâncreas artificial combina esses dois processos separados em um único sistema fechado. Uma agulha sob a pele monitora continuamente os níveis de glicose no sangue e administra insulina automaticamente, conforme necessário, removendo a carga de autoatendimento do paciente e garantindo um nível de glicose mais consistente do que as bombas atuais.

Automatizar as funções também ajuda a superar outra desvantagem das bombas que dependem de insulina com uma base fixa de ação mais longa: as necessidades de insulina de um paciente podem variar significativamente no dia-a-dia e diferentes pessoas terão diferentes necessidades. Dependendo da dieta e da atividade física, entre outros fatores, um paciente pode usar apenas um terço da sua dose normal de um dia, e até três vezes mais do que o normal no próximo. Um pâncreas artificial irá ler essas variações e reagir em conformidade. O estudo lista esta como a principal vantagem dos sistemas de circuito fechado.

Os ensaios clínicos ao longo dos últimos anos descobriram que os sistemas de circuito fechado são eficazes na manutenção da quantidade ideal de glicose e na redução da quantidade de tempo que os pacientes passam num estado de hipoglicemia, quando o açúcar no sangue é demasiado baixo. Os pacientes envolvidos nesses estudos ficaram animados com a tecnologia, também.

“Em ensaios até agora, os usuários têm sido positivos sobre como o uso de um pâncreas artificial lhes dá “férias” da administração de sua diabetes, uma vez que o sistema gere eficazmente o açúcar no sangue sem a necessidade de monitoramento constante pelo usuário”, dizem os autores do artigo.
Menos invasivo

Pâncreas artificiais também têm se mostrado mais viáveis do que os procedimentos como os transplantes, tanto de todo o pâncreas ou de células beta responsáveis pela produção de insulina. Estes métodos, além de invasivos, fazem os pacientes correrem o risco de rejeição e complicações posteriores.

Ainda existem áreas onde os sistemas de pâncreas artificiais podem ser melhorados, e o estudo pede mais pesquisas para superar esses desafios. Por exemplo, ainda pode demorar entre meia hora e duas horas após a injeção para a insulina atingir níveis de pico no sangue, o que pode ser muito lento em algumas circunstâncias. As pesquisas estão sendo conduzidas na busca de tipos de insulina de ação mais rápida, tais como a insulina aspártica e formas inaladas.

Estes sistemas de pâncreas artificiais podem estar no mercado mais cedo ou mais tarde. Nos EUA, a agência responsável está revendo uma proposta de um sistema deste tipo, que poderia ser aprovado já no próximo ano. Enquanto isso, um relatório do Instituto Nacional do Reino Unido para a Pesquisa de Saúde prevê que sistemas de circuito fechado podem estar disponíveis até o final de 2018. [Gizmag]

fonte
por Jéssica Maes
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Estudo desvenda como exercícios protegem o pâncreas de diabético

Células beta pancreáticas, nas quais a insulina está marcada em vermelho (imagem: Estela Gil e Amarylis Wanschel)

Karina Toledo | Agência FAPESP – Um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que uma substância secretada pelos músculos em resposta ao exercício físico – a interleucina 6 (IL-6) – aumenta a sobrevivência das células pancreáticas produtoras de insulina em um modelo de diabetes do tipo 1.

Os resultados foram divulgados em artigo publicado no The FASEB Journal. Também mereceram destaque na seção “Research Highlights” da revista Nature Reviews Endocrinology.

“Além de reforçar a importância da atividade física no controle do diabetes, a descoberta abre caminho para o desenvolvimento de drogas que simulem a ação da IL-6 no pâncreas”, disse Claudio Cesar Zoppi, pesquisador do Laboratório de Pâncreas Endócrino e Metabolismo do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional da Unicamp e um dos autores do artigo.

O diabetes do tipo 1 é provocado pelo ataque autoimune às células beta produtoras de insulina, explicou o pesquisador. À medida que as células morrem, a produção do hormônio vai se tornando insuficiente para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Estudos recentes já haviam mostrado que, em portadores de diabetes do tipo 1 e também do tipo 2 (casos em que a produção de insulina é elevada, porém há resistência de certas células à ação do hormônio), a adoção de um programa de treinamento físico melhora tanto a sobrevivência como a função das células beta.

Resultados da literatura científica também indicam que a atividade física não apenas torna o ambiente do pâncreas mais favorável à sobrevivência das células – reduzindo, por exemplo, a glicemia, a inflamação e os triglicérides – como também induz adaptações diretas nas células beta.

“A pergunta que tentamos responder neste estudo foi: quais mecanismos moleculares e intracelulares são alterados nas células beta pelo exercício físico e como esse sinal chega até o pâncreas?”, disse Zoppi.

Para desvendar o enigma, diversos experimentos foram realizados durante o pós-doutorado de Flávia Maria Moura de Paula, realizado com Bolsa da FAPESP e supervisão do professor Antonio Carlos Boschero, da Unicamp. Boschero e Zoppi também estão ligados ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC, na sigla em inglês), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.

Em um dos modelos, camundongos saudáveis foram submetidos durante dois meses a um programa de treinamento físico de resistência, ou seja, de longa duração e baixa intensidade. Após esse período, os pesquisadores coletaram amostras de ilhotas pancreáticas, estrutura nas quais se situam as células beta produtoras de insulina.

“O passo seguinte foi simular, in vitro, o ataque autoimune às células beta de forma semelhante à que ocorre em portadores de diabetes tipo 1. Para isso, incubamos as ilhotas dos camundongos com as citocinas pró-inflamatórias interferon-gamma e interleucina 1-beta, as mesmas secretadas pelas células de defesa”, explicou Zoppi.

As ilhotas dos camundongos treinados apresentaram taxa de mortalidade 50% menor que as dos camundongos sedentários, pertencentes ao grupo controle. Além disso, os pesquisadores observaram que havia uma menor produção de óxido nítrico e da proteína caspase 3 clivada, substâncias que sinalizam para a célula que é hora de entrar em processo de apoptose (morte celular programada).

“Mas as ilhotas pancreáticas possuem outros tipos de células, dentre elas a alfa e a delta. Precisávamos mostrar mais especificamente o efeito do exercício sobre as células beta”, disse Zoppi.

Experimentos in vitro foram então feitos com duas linhagens celulares de células beta: a INS-1E (proveniente de rato) e a MIN-6 (proveniente de camundongo). O estímulo do exercício físico foi simulado farmacologicamente, explicou o pesquisador.

“Incubamos uma linhagem de célula muscular com uma droga conhecida por induzir as mesmas adaptações promovidas pelo exercício de resistência. Em seguida, incubamos as linhagens de células beta apenas com o meio de cultura dessas células musculares ‘treinadas’ farmacologicamente. Em outro experimento, as linhagens de células beta foram incubadas com soro dos animais submetidos ao treinamento de resistência. Dessa forma, foi possível simular o ambiente celular de um animal treinado”, disse.

Os resultados foram semelhantes ao observado no experimento feito com as ilhotas. A mortalidade das células INS-1E “treinadas” foi 50% menor que na situação controle.

“Ainda faltava descobrir qual molécula seria a interlocutora nessa conversa entre o músculo e as células beta. Imaginamos que uma possível candidata seria a IL-6, pois as contrações musculares estimulam a liberação de grandes quantidades dessa citocina”, contou Zoppi.

Além disso, acrescentou o pesquisador, estudos recentes haviam mostrado que a IL-6 é um importante sinalizador entre tecidos, principalmente aqueles envolvidos no controle glicêmico, enviando sinais dos músculos para órgãos como o fígado e o hipotálamo.

Para testar a hipótese, os pesquisadores repetiram os experimentos iniciais e observaram que, quando um inibidor farmacológico da IL-6 era acrescentado no meio de cultura, o efeito protetor do exercício era abolido.

Para reforçar os resultados, o grupo usou um modelo de camundongo modificado geneticamente para não expressar a IL-6. Os animais foram submetidos ao treinamento e, após dois meses, ilhotas de animais controle (sedentários) foram tratadas, nas mesmas condições anteriores, com o soro de animais treinados que não expressavam a IL-6.

“Repetimos o mesmo experimento e, nesse caso, o exercício físico não teve nenhum efeito protetor sobre as células beta”, contou Zoppi.

Novas drogas

Atualmente, De Paula realiza experimentos com ilhotas de doadores humanos no Laboratório de Medicina Experimental, da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, para tentar repetir os resultados observados em camundongos. O grupo da Unicamp também planeja um estudo para prospectar moléculas capazes de ativar a mesma via de sinalização da IL-6 no pâncreas.

“Acredito que não poderemos usar diretamente a IL-6 como tratamento, pois ela apresenta múltiplas ações e, dependendo do contexto, pode ter ação anti ou pró-inflamatória. Talvez possamos encontrar um análogo com efeito terapêutico”, explicou Zoppi.

A pesquisa está sendo realizada no âmbito do Projeto Temático “Mecanismos moleculares envolvidos na disfunção e morte de células beta pancreáticas no Diabetes Mellitus: estratégias para a inibição desses processos e para a recuperação da massa insular em diferentes modelos celulares e animais”, coordenado por Boschero.

fonte:http://agencia.fapesp.br/estudo_desvenda_como_exercicios_protegem_o_pancreas_de_diabetico/20842/
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quais os sintomas de glicose alta no sangue?

Sede excessiva e visão embaçada são alguns sinais do problema


A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) é o diabetes mellitus. Outros fatores, tais como as infecções agudas graves e a ingestão de alguns medicamentos (exemplo: corticoides) podem provocar hiperglicemia temporária.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, a qual facilita a passagem do açúcar (glicose) presente no sangue para o interior dos tecidos, para ser utilizado como fonte de energia. Dessa forma, a insulina é capaz de reduzir a glicose do sangue. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente (resistência à insulina), haverá aumento sérico de glicose e, consequentemente, diabetes.

Há dois tipos principais de diabetes, a saber: tipo 1 é aquele em que as células-beta do pâncreas, responsáveis pela fabricação da insulina, são destruídas. Isso leva a uma intensa falta desse hormônio que, geralmente, causa um grave aumento da glicose no sangue e necessidade de tratamento imediato com insulina. Esse tipo acomete mais frequentemente os indivíduos jovens, embora, às vezes, possa aparecer também em adultos.

No diabetes tipo 2, que ocorre comumente em pessoas com mais de 40 anos, há uma combinação de dois fatores. Além de haver redução da produção de insulina (falta relativa), este hormônio também não age de maneira adequada. Neste caso, apesar de a insulina estar presente, sua capacidade de fazer a glicose sair da corrente sanguínea e entrar no interior das células é menor. Consequentemente, a glicose no sangue aumenta (hiperglicemia). Em geral, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, a falta de insulina pode se agravar. Se isso acontecer, será necessário, também, o emprego desse hormônio, isolado ou associado com medicamentos.
Há, também, outros tipos de diabetes, incluindo o diabetes gestacional, que pode até necessitar de tratamento com insulina, dependendo de cada gestante. Esse tipo de diabetes tende a desaparecer após a gestação.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes

Atualmente, o valor de referência normal para a glicemia (concentração de glicose no sangue) após, no mínimo, 8 horas de jejum é de até 99 mg/dL. Valores de 100 a 125 mg/dL são considerados alterados, mas ainda não diabéticos. O indivíduo é considerado diabético nas seguintes situações:

- Duas glicemias de jejum maiores ou iguais a 126 mg/d;Glicemia maior que 200 mg/dL colhida a qualquer hora do dia na presença de sinais e sintomas de diabetes (polidipsia, poliúria e perda de peso)

A curva glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose (75 g) pode ser também empregada para o diagnóstico de diabetes. São realizadas glicemias antes e 30, 60, 90 e 120 minutos após a ingestão de glicose. Neste teste, os valores de glicemia entre 140 e 200 mg/dL, duas horas após a ingestão de glicose, são compatíveis com intolerância à glicose (pré-diabetes). O diagnóstico de diabetes é confirmado quando a glicemia for igual ou maior que 200 mg/dL aos 120 minutos.

Todos os indivíduos diabéticos (tipos 1 e 2) apresentam hiperglicemia no momento do diagnóstico, mas a presença das manifestações clínicas (Quadro 1) dependerá da intensidade do aumento da glicose. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes e sua glicose gira em torno de 130 mg/dL, em geral, não apresenta sintomas.

Ainda que as glicemias maiores ou iguais a 126 mg/dL confirmem a presença de diabetes, os sintomas e sinais de hiperglicemia são mais evidentes quando a glicose atinge valores mais altos no soro. Embora possa variar de uma pessoa para outra, a glicose aparece na urina, quando suas concentrações são maiores que 160-180 mg/dL no soro. Quando presente na urina, a glicose atrai mais água (diurese osmótica) que aumenta o volume urinário. Assim sendo, só haverá aumento do volume diário de urina (poliúria) e sede excessiva (polidipsia) quando a glicose estiver maior que esses valores.

No diabetes tipo 1, geralmente ocorre grande falta de insulina, hiperglicemia mais intensa e sintomas mais expressivos. Além das manifestações da hiperglicemia descritas no quadro 1, pode ocorrer, também, perda de peso, aumento do apetite, enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono), tontura postural e fraqueza. Além disso, quando houver acentuada e abrupta redução de insulina pode ocorrer cetoacidose diabética com perda de apetite, náuseas, vômitos, alterações do nível de consciência, coma etc.

Já no tipo 2, habitualmente, não há deficiência grave de insulina e, dessa forma, na maior parte das vezes a glicose sobe menos e, também, de forma mais lenta. Consequentemente, os sinais e sintomas aparecem de maneira gradual, podendo, inclusive, passar despercebidos durante meses ou até anos. As infecções de pele, como os furúnculos são comuns. Sensação de coceira e infecções da vulva e da vagina (como candidíases) são, muitas vezes, as primeiras manifestações de diabetes. A possibilidade de diabetes deve ser descartada nas gestantes que dão a luz a bebês grandes (mais de 4,1 Kg), com pré-eclâmpsia e quando há morte fetal de causa desconhecida.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes. Por exemplo: especial atenção deve ser dada a uma criança que não molhava mais a cama à noite (há no mínimo seis meses) e volta a molhar (enurese noturna secundária). Há várias causas para esse problema, mas uma delas é o aumento do volume de urina provocado pela hiperglicemia em crianças diabéticas.

Já que muitas vezes o diabetes tipo 2 pode passar muito tempo despercebido, a melhor maneira de identificá-lo precocemente é por meio de avaliações periódicas da glicemia (mesmo que seja com a gotinha de sangue obtida da ponta do dedo), especialmente, nos indivíduos obesos e com história familiar de diabetes, que correm maior risco de desenvolver a doença. Esse procedimento certamente contribuirá para a detecção precoce e prevenção das complicações dessa enfermidade.

Quadro 1. Manifestações clínicas comuns no momento do diagnóstico de diabetes
Aumento do volume urinário (poliúria)
Sede excessiva (polidipsia)
Perda de peso
Aumento do apetite
Formigamentos (parestesias)
Visão embaçada (turva)
Fraqueza, fadiga
Enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono)
Infecções de pele, da vulva e da vagina

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18184-quais-os-sintomas-de-glicose-alta-no-sangue?
por:Danilo Höfling ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Novo tratamento 'elimina câncer do pâncreas em seis dias'

Pesquisadores da Universidade de Cambridge dizem ter conseguido romper barreira que envolve células cancerígenas em camundongos.

À esquerda, células de câncer no pâncreas aparecem em verde. Após o tratamento de seis dias (dir.), elas desapareceram (Foto: Douglas Fearon/BBC)

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, dizem ter descoberto um tratamento que poderia eliminar o câncer de pâncreas em cerca de uma semana.
Após identificarem como funciona a barreira protetora que circunda os tumores, os cientistas desenvolveram uma droga que consegue rompê-la, permitindo que o sistema imunológico do corpo mate as células cancerígenas.

Testes iniciais do tratamento - que consiste em doses do medicamento combinadas com uma substância que potencializa a ação das células de defesa do organismo - resultaram na eliminação quase total do câncer em camundongos em seis dias.

As conclusões foram divulgadas na publicação científica americana "PNAS". De acordo com a Universidade de Cambridge, é a primeira vez que se consegue um resultado como este em pesquisas sobre o câncer de pâncreas.
O tratamento também poderia ser usado em outros tipos de tumores sólidos - como em casos de câncer de pulmão e câncer de ovário - caso seja bem sucedido.

O câncer de pâncreas, um dos mais letais, é a oitava causa mais comum de mortes por câncer no mundo. Ela afeta homens e mulheres igualmente e é mais frequente em pessoas com idade acima dos 60 anos. De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Saúde, a doença matou mais de 7.700 pessoas no Brasil em 2011.

Ultrapassando o escudo
A nova pesquisa, liderada pelo professor Douglas Fearon, observou que a barreira em volta das células do câncer é formada pela proteína quimiocina CXCL12, que é produzida por células especializadas do tecido conjuntivo - responsável por unir e proteger os outros tecidos.
A proteína envolve as células do câncer e forma uma espécie de escudo contra as células T - que fazem parte do sistema de defesa do organismo.

O novo tratamento impede que as células T interajam com a proteína CXCL12. Desta forma, o "escudo" deixa de funcionar e as células conseguem penetrar no tumor. "Ao permitir que o corpo use suas próprias defesas para atacar o câncer, esta solução tem o potencial de melhorar muito o tratamento de tumores sólidos", disse Fearon.

De acordo com a Universidade de Cambridge, ainda não há data para testes clínicos em seres humanos. Por apresentar poucos sintomas em seus estágios iniciais, o câncer pancreático costuma ser diagnosticado somente em estágio mais avançado.
O fundador da Apple, Steve Jobs, e o ator americano Patrick Swayze estão entre as vítimas famosas da doença.


fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/01/novo-tratamento-elimina-cancer-do-pancreas-em-seis-dias.html
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tomar refrigerante aumenta em 78% as chances de câncer de útero, diz estudo com 25 mil mulheres durante 14 anos


Um novo estudo está demonstrando o potencial maléfico dos refrigerantes em mulheres.

De acordo com pesquisas, mulheres que tomam bebidas açucaradas têm mais de 78% de chances de desenvolver um tipo de câncer de útero. A doença atinge mulheres, em média, com 50 anos de idade, e é o quarto tipo de câncer mais comum no Reino Unido, matando mais de 2.000 mulheres todos os anos.

O estudo, que levou 14 anos para ser concluído, teve a participação de 25.000 mulheres entre 50 e 60 anos com câncer endometrial, que afeta o revestimento interno do útero.

Foto: Reprodução / DailyMail

Os participantes deram informações detalhadas sobre o que comeram e beberam. Mais de 50% das mulheres tomavam bebidas gaseificadas (refrigerantes) com açúcar. Quase 600 desenvolveram câncer de endométrio, a forma mais comum da doença, afetando gravemente o útero. No entanto, os pesquisadores não encontraram nenhum indício na versão diet (sem açúcar).

A Universidade de Minnesota disse que seus pesquisadores não podem descartar a possibilidade de que as mulheres que tomavam refrigerantes açucarados tivessem péssimos hábitos de saúde.


No entanto, os cientistas acreditam que o açúcar nos refrigerantes pode ser a chave, uma vez que pode fazer as mulheres aumentarem de peso. Isto é importante porque uma mulher obesa produz muito mais estrogênio que uma magra. Este hormônio induz a proliferação de várias células.

As mulheres com sobrepeso também tendem a produzir mais insulina, um hormônio ligado à doença. De acordo com o pesquisador Dr. Maki Inoue-Choi: “A investigação tem documentado a contribuição de bebidas adoçadas com açúcar na epidemia de obesidade”.

Células de câncer de útero. Foto: Reprodução / DailyMail

Ele prossegue: “Muito açúcar pode aumentar a ingestão total de calorias de uma pessoa e pode aumentar o risco de problemas de saúde como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e câncer”.

O estudo, que foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, é o mais recente a levantar a ingestão de refrigerantes sobre os efeitos da saúde.

Estudos anteriores ligaram o açúcar a uma série de problemas como ataques cardíacos, diabetes, obesidade, fragilidade óssea, câncer de pâncreas e próstata, fraqueza muscular e paralisia.

No entanto, de acordo com o portal DailyMail, a indústria de refrigerantes rebatem a pesquisa e afirmam que seus produtos são responsáveis por uma pequena quantidade da ingestão diária de calorias de uma pessoa.

fonte:http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/3236-tomar-refrigerante-aumenta-em-78-as-chances-de-cancer-de-utero-diz-estudo-com-25-mil-mulheres-durante-14-anos
por Osmairo Valverde
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pancreatite: 10 alimentos saudáveis para pancreatite

A pancreatite se caracteriza pela inflamação do pâncreas, cujos sintomas incluem perda de apetite, amarelamento da pele e dos olhos, retenção de líquidos, náuseas, vômitos, dor na parte superior do abdômen e fezes gordurosas com cheiro. Quando existe inflamação, o pâncreas é incapaz de produzir os nutrientes que o corpo necessita, por isso, é aconselhável fazer uso de certo tipo de alimentos.

Os alimentos mais saudáveis para pancreatite:
1 – Frutas e Verduras: As verduras e as frutas contêm quantidades saudáveis ​​de fibras, vitamina C e E, e outros antioxidantes que são úteis no combate à doença e a infecção em seu corpo. Entre as verduras e as frutas se encontram maçãs, uva, melão, melancia, espinafre, brócolis, couve, repolho, tomate, cenoura, pimentão verde, berinjela e abóbora, entre outros.

2 – Alho e cebola: O alho junto com a cebola, são boas fontes de nutrientes benéficos para a saúde do pâncreas e para a prevenção do câncer.

3 – Cereais integrais: Os cereais integrais contêm nutrientes digestivos, tais como fibras, vitaminas do complexo B, magnésio, potássio e selênio, e é possível encontrá-los em biscoitos, pães, massas e arroz integral, aveia, milho, trigo bulgur, cevada e trigo, ideais para tratar os casos de pancreatite.

4 – Crucíferas: Brócolis, couve de bruxelas, repolho e couve-flor contêm substâncias químicas poderosas que podem ajudar a prevenir o câncer e tratar os casos de pancreatite.

5 – Uvas vermelhas: As uvas vermelhas são uma boa fonte de resveratrol, um potente antioxidante, por isso, se você sofre de pancreatite, será benéfico comer um punhado de uvas vermelhas.

6 – Cogumelos Reishi: Podem ajudar a reduzir a inflamação e são utilizados para restaurar o equilíbrio do corpo.

7 – Iogurte: Iogurte com culturas ativas é um bom probiótico, que contém bactérias benéficas que ajudam a manter o funcionamento do sistema imunológico e digestivo; consuma sem açúcar.

8 – Vegetais de cor laranja e amarelo: Os vegetais de cor laranja e amarelo, como batata-doce, cenoura, milho e abóbora contêm nutrientes que são benéficos para o tratamento de pancreatite e podem ajudar a prevenir o câncer.

9 – Tofu: É uma excelente fonte de proteína com pouca gordura, para eliminar os problemas do pâncreas.

10 – Frutas vermelhas: Os mirtilos, morangos, framboesas e cerejas são boas fontes de antioxidantes, que ajudam a prevenir o dano celular.

fonte:http://www.saudedicas.com.br/doencas/pancreatite-10-alimentos-saudaveis-para-pancreatite-1017474
imagem:alicematheusbioifes.wordpress.com
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carne processada aumenta riscos de câncer

Segundo estudo britânico, a ingestão de uma salsicha por dia pode provocar a doença.

Carnes processadas como bacon e salsicha podem ajudar a aumentar o risco de câncer de pâncreas. A conclusão é de um estudo recente publicado no British Journal of Cancer. A pesquisa concluiu que até uma salsicha por dia pode colaborar para o surgimento da doença.

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo que fica na parte superior do abdômen e atrás do estômago. Ele é responsável pela produção de enzimas que agem na digestão dos alimentos. Os tumores de pâncreas são raros antes dos 30 anos e mais comuns entre os 60 e 70 anos de idade.

Esse tipo de carne torna-se prejudicial para a saúde a partir do processo químico pelo qual ela é submetida. A carne proecessada é preservada através da defumação, de conservantes químicos e muito sal.

fonte:http://www.doencadealzheimer.com.br/index.php?modulo=pacientes_destaque&id_mat=223
imagem:riodasostrasjornal.blogspot.com
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