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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Trombose e arteriosclerose: dois males que o cigarro é capaz de causar

O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Muitas doenças têm relação com esse hábito

Nicotina, monóxido de carbono, acroleína e mais de 4 mil compostos químicos. Estes são os elementos que compõem a fumaça do cigarro, a qual pode provocar diversas doenças no organismo quando o paciente fica exposto a ela de forma constante. Os malefícios provocados por este produto são, muitas vezes, causados pelo estresse oxidativo das células.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo e esta classificação deve-se a quantidade de doenças associadas ao hábito de fumar. Para a cirurgiã vascular e angiologista, Aline Lamaita, um dos maiores riscos do cigarro é com relação à saúde das veias.

“O fumo também afeta principalmente a circulação e isso favorece o aparecimento de processos de trombose (com entupimento dos vasos e que pode levar à morte), principalmente quando associado a fatores de risco”, afirma a médica que também é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Mas, além da trombose, o cigarro pode provocar o surgimento de outro grave problema de saúde, a arteriosclerose.

Preste atenção nesses dois males que o cigarro é capaz de causar - Foto: depositphotos

Trombose e arteriosclerose: o que são e quais os riscos à saúde?
Com certeza você já deve ter ouvido falar que o cigarro aumenta a probabilidade do fumante desenvolver infartos ou doenças respiratórias. Contudo, o tabagismo ainda é responsável por outros problemas, principalmente envolvendo o sistema circulatório. “O monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue. Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos”, explica a médica.

Desta forma, é possível dizer que quem é fumante está sob o risco de desenvolver a trombose, doença que se refere ao entupimento das veias por um espécie de “trombo”, acometendo pernas e coxas. Assim, a passagem do sangue fica entupida, causando incômodo ao paciente. Dentre os fatores de risco estão a obesidade, uso de hormônios, câncer, gravidez e velhice.

Além da trombose, outras doenças bastante sérias e que podem estar relacionadas ao tabagismo são a arteriosclerose (envolvendo as artérias da perna) e tromboangeite obliterante (distúrbio que afeta as extremidades do corpo). “Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar o membro, como pernas, pés e mãos”, alerta a médica.

Outra complicação ligada ao tabagismo
“O vaso mais estreito tem um fluxo menor de sangue e o suprimento de oxigênio aos tecidos é afetado. Isso dificulta a cicatrização e pode causar até necrose de pele. Várias substâncias no cigarro dificultam a formação de fibroblastos, células ligadas ao processo cicatricial”, endossa Aline Lamaita.

Ainda na visão da angiologista, o paciente que fuma deve fazer o acompanhamento médico sempre, evitando que doenças como essas ou outras surjam ou progridam.

Por Katharyne Bezerra
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 7 de março de 2017

Pílula anticoncepcional e risco cardiovascular

Apesar da baixa dosagem hormonal, as pílulas anticoncepcionais ainda aumentam o risco de problemas cardiovasculares

Pílula anticoncepcional (iStockphoto/Getty Images)

As primeiras “pílulas” anticoncepcionais surgidas em 1960 continham dosagens de hormônios até dez vezes maiores que as atuais. Mas, mesmo as novas “pílulas” de baixas dosagens ainda despertam preocupação por seus efeitos adversos.

O estrogênio pode afetar a coagulação, aumentado o risco de tromboses. O derivado de progesterona, também utilizado na fórmula da “pílula”, potencializa esse risco, além de provocar o crescimento de varizes, podendo levar a tromboses nas pernas e até embolia no pulmão. Embora infrequentes, há também algum risco de acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Os contraceptivos orais podem ainda aumentar a pressão arterial ou agravar uma hipertensão preexistente. Tudo depende da predisposição de cada mulher.

Muitas “pílulas”, além do poder contraceptivo, aliam benefícios como a melhora da acne e das dores de cabeça, redução de pelos e até benefícios na função sexual, devidos justamente ao progestagênio presente na formulação.

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu uma norma a ser utilizada na indicação do uso de contraceptivos. No grupo 1 está a maioria das mulheres, que não tem doenças associadas e por isso pode utilizar a “pílula”, com baixíssimo risco de complicações. Na grupo 2 estão aquelas com historia na família de doenças cardiovasculares, que podem usar o contraceptivo, contudo com mínimo risco. Mulheres hipertensas são classificadas como do grupo 3, onde o medicamento não é recomendado a não ser que não seja possível recorrer a outros métodos contraceptivos não hormonais. Já as mulheres do grupo 4 têm contraindicação formal ao uso da “pílula”, como as fumantes, portadoras de forte enxaqueca ou doença cardiovascular significativa.

As mulheres devem sempre discutir com os seus médicos acerca do tipo, dos benefícios e dos riscos dos contraceptivos orais, sobretudo em relação à saúde do coração e da circulação.


por Por Marcus Malachias
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Anticoncepcional só deve ser ingerido com prescrição médica, afirma Anvisa


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A Anvisa e outras agências reguladoras internacionais monitoram continuamente os benefícios e os riscos do uso de anticoncepcionais, particularmente em relação ao risco de trombose venosa profunda. Sabe-se que o risco de formação de coágulos depende do tipo de hormônio progesterona presente no medicamento.

Mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados.

Mesmo assim, até o momento, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos. Além disso, os riscos de eventos como trombose envolvendo todos os contraceptivos orais combinados é conhecidamente pequeno.

Foto: Pixabay

Antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizado minucioso histórico individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos, além do Papanicolau devem ser conduzidos.

Esses exames clínicos precisam ser repetidos pelo menos uma vez ao ano durante o uso de medicamentos contraceptivos.

A Anvisa não possui legislação ou arcabouço legal que possa obrigar os médicos a notificarem eventos adversos relacionados a medicamentos. O mesmo ocorre com os cidadãos. ¿No entanto, a notificação por hospitais e serviços de saúde é obrigatória.

De qualquer forma, caso o cidadão ou o profissional de saúde observe alguma reação adversa no organismo que possa ter sido provocada por anticoncepcionais, é importante fazer essa notificação à Anvisa.

Há vários canais disponíveis: como o sistema de notificações da Anvisa, o Notivisa, a Ouvidoria (ouvidoria@anvisa.gov.br) e o Anvisa Atende (0800 642 9782).

*Do Portal da Anvisa
Com adaptações
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os sintomas da trombose

A trombose é um dos problemas que pode afetar a nossa circulação sanguínea e é caracterizada pela formação de coágulos que podem desencadear doenças cardiovasculares

Para este tipo de condição a melhor opção é a prevenção e eliminação dos fatores de risco como colesterol elevado, hipertensão arterial, dislipidemia, entre outros.

Os problemas de circulação podem ser provocados por diferentes motivos e um deles é a trombose. Esta doença é caracterizada pela formação de coágulos que podem desencadear doenças cardiovasculares. Por isso, é muito importante conhecer quais são os sintomas.

A trombose, também conhecida como trombose venosa profunda ou TVP é uma das doenças que afeta a circulação sanguínea em pessoas com mais de 60 anos. Estar atento aos sintomas que poderiam apresentar esta doença, pode te ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, e outras doenças como acidente vascular cerebral (AVC).

Sintomas de trombose:
Dor nas pernas.
Mudanças na coloração da pele.
Presença de inflamação nos membros inferiores, devido a um edema.

O aumento da temperatura na pele da área afetada.
Os coágulos de sangue podem se formar quando, por alguma razão, se reduz o fluxo de sangue. Por isso, é essencial cuidar de outros fatores de risco cardiovascular que podem afetar a circulação, como a formação de placas de ateroma e o excesso de peso.

Embora valha a pena esclarecer que as placas de gordura e os coágulos são diferentes fatores de risco e têm origens diferentes, ambos podem desencadear um problema cardiovascular que pode prejudicar a qualidade de vida de quem sofre. Você pode sofrer de isquemia ou infarto do miocárdio.

Por outro lado, os coágulos são transportados pelo sangue, e podem se alojar em qualquer órgão ou região do corpo.

Por isso, é muito importante realizar controles periódicos com o seu médico para reduzir o aparecimento destes fatores de risco, que podem prejudicar órgãos muito importantes como o coração, o cérebro ou os pulmões.

Se você sofre de trombose venosa profunda, precisa controlar outros fatores de risco que podem afetar o coração ou outros órgãos, como, por exemplo, dislipidemia, hiperglicemia e hipertensão arterial.

Enquanto a trombose tem seu tratamento médico, a alimentação e os remédios naturais e caseiros poderiam te ajudar a prevenir um episódio desta natureza.

Leve em conta estes sintomas, e diante de qualquer preocupação, não hesite em buscar atendimento e consultar o seu médico.

Para conhecer mais sobre este tipo de problema circulatório, recomendamos a leitura do artigo: “Tromboflebite“.

fonte
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domingo, 1 de maio de 2011

Anticoncepcional aumenta risco de trombose




Por Mondarto


Levantamento feito por pesquisadores americanos e neozelandeses usando bases de dados dos Estados Unidos e do Reino Unido concluiu que mulheres que tomam anticoncepcionais de última geração têm duas vezes mais risco de ter trombose do que aquelas que tomam pílulas mais antigas, vendida desde a década de 1970.

O estudo realizado com 1,2 milhão de mulheres de 15 a 44 anos de idade, concluiu que as fórmulas com drospirenona, um derivado da progesterona, trazem mais risco do que as com levonorgestrel, outro derivado do hormônio.

De acordo com especialistas, é consenso que pílulas causam alterações na circulação sanguínea. Mas, dependendo do tipo de hormônio e da dosagem, esses efeitos podem ser maiores.

Para o cirurgião vascular Nelson Wolosker, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o interessante da pesquisa é que foram excluídas todas as pacientes que tinham algum fator de risco para trombose, como histórico familiar, obesidade e tabagismo. O que significa que mesmo mulheres saudáveis podem ter complicações, ainda que a probabilidade seja baixa, explica o médico. E afirma que diante dos resultados da pesquisa, talvez seja melhor usar a pílula antiga.

No estudo, foram registrados 30,8 casos de trombose por 100 mil mulheres que tomaram drospirenona e 12,5 casos por 100 mil que usaram levonorgestrel. Ou seja, quem tem algum fator de risco deve evitar qualquer contraceptivo hormonal e partir para os não hormonais, como o DIU (dispositivo intra-uterino).

Os ginecologistas recomendam que a mulher antes de iniciar a medicação anticoncepcional realize um exame clínico. Embora existam várias fórmulas, cada hormônio tem suas vantagens e desvantagens e é preciso analisar o histórico familiar muito bem.

A trombose causa inchaço, dor e, se o coágulo se desprender, pode levar à embolia pulmonar.

Quem já usa a pílula pode tomar certas precauções, como beber bastante água, usar meias compressoras e não ficar muito tempo sentada, recomendam os médicos.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Alimentos Ricos em Ômega 3

Todaperfeita.com.br

Conhecido como ácido graxo essencial, o Ômega 3 é um tipo de gordura muito importante para a conservação de uma boa saúde. É obtido no organismo apenas pela alimentação, pois o corpo humano não é capaz de produzir Omega 3. Alvo de frequentes pesquisas, ele vêm demonstrando ser uma das “gorduras do bem”, que mais trás benefícios para o coração e sistema circulatório em geral. Além de ser excelente para as grávidas, pois tem influência benéfica na formação mental da criança em gestação.

Os principais benefícios do ômega 3 são: possui atividade antiinflamatória eatividade anti-trombos (entupimento dos vasos sanguíneos); reduz dos níveis de colesterol e triglicerídeos; reduz pressão arterial; previne diabetes; acidente vascular cerebral (derrame); combate artrite reumatóide; asma; síndromes inflamatórias intestinais (colites); alguns tipos de câncer, distúrbios mentais e melhora o humor (previne e trata depressão), o aprendizado e o sistema imunológico.

As melhores fontes de Ômega 3 estão nos seguintes alimentos:


- Peixes oleosos de água fria: cavala, arenque, sardinha, salmão, atum, e bacalhau, albacora, cação);

- Semente de linhaça;

- Castanhas e nozes;

- Óleos vegetais (azeite, óleo de soja, canola, girassol);

- Vegetais de folhas verdes escuro (espinafre, rúcula, brócoli, couve);

- Sementes de sálvia.

A recomendação é ingerir, diariamente, pelo menos um dos alimentos citados. No caso dos peixes, 2 porções por semana é o suficiente. Lembrando que os peixes devem ser assados, cozidos ou grelhados. Nunca fritados, pois este processo resulta na perca total do ômega 3.

Por Malanny Serejo


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Chocolate

Equipe Bemstar
Na hora da escolha do chocolate, o melhor para a saúde é o amargo.

O chocolate surgiu como uma bebida medicinal e religiosa usada pelos povos astecas e maias que viviam na região da América Central há vários séculos. A fruta, com suas sementes e polpa, era utilizada para preparar a bebida. O líquido era reservado para os homens adultos da alta hierarquia indígena. Com o passar dos séculos, a bebida evoluiu e tornou-se hoje um alimento apaixonante. Na hora da escolha para o consumo, no entanto, não é todo o chocolate que faz bem à saúde.

O chocolate semiamargo, escuro, tem excelentes qualidades medicinais. Ele é obtido através da fermentação das sementes secas. Elas são processadas para formar um líquido viscoso e pastoso. Por pressão mecânica a gordura é em parte removida e se obtém o chocolate em pó. Para ser transformado no chocolate que conhecemos, esse pó ganha manteiga de cacau e açúcar, transformando-se no semiamargo, rico em antioxidadente e com excelentes qualidades medicinais. Ele tem ação anti trombótica e protege o revestimento das artérias.

Já o chocolate alcalinizado, o que é fartamente consumido, preparado com produtos químicos para tirar a acidez do chocolate amargo e acrescido de leite e açúcar, não tem qualidades nutricionais. O branco, por exemplo, é preparado com muita gordura, açúcar e é altamente engordativo. Estudos comprovam que a adição de leite ou creme de leite reduz substancialmente suas propriedades antioxidantes.

Na época pré-menstrual ele ajuda a melhorar os sintomas de irritabilidade, depressão e ansiedade da TPM, mas também pode viciar. O chocolate liga-se a receptores canabinoides nas zonas do cérebro junto ao hipotálamo. O odor do chocolate atinge os receptores cerebrais e acalma a vontade de ingeri-lo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dieta pobre em carboidratos danifica as artérias, diz estudo

terça-feira, 25 de agosto de 2009, 05:24
Fonte:BBC

Pesquisa em camundongos indica que dieta rica em proteínas provocou aumento de 15% na arteriosclerose.


Cientistas americanos sugerem que as dietas pobres em carboidratos e ricas em proteínas aumentam o risco de infartos e ataques cardíacos porque causam danos nas artérias.

Os pesquisadores do Beth Deaconess Medical Center, da Universidade de Harvard, testaram três dietas diferentes em camundongos e afirmam que a alimentação rica em peixes, carnes e queijo - como as dietas de Dr. Atkins e South Beach, por exemplo - causaram danos às artérias dos roedores.

Os animais foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu uma dieta padrão, o segundo uma dieta ocidental rica em gordura e o terceiro recebeu uma dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas.

Depois de 12 semanas, os cientistas analisaram os camundongos e identificaram que a dieta pobre em carboidratos não havia alterado os níveis de colesterol nos animais testados. A equipe identificou, no entanto, uma diferença significativa no impacto na arteriosclerose - formação de uma placa de gordura na parede arterial que pode levar a ataques cardíacos e infartos.

Segundo os resultados, publicados na edição mais recente da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os camundongos que receberam a dieta pobre em carboidratos haviam ganhado menos peso, mas desenvolveram 15% a mais de arteriosclerose do que aqueles com a dieta padrão. O grupo que recebeu a dieta ocidental apresentou um aumento de 9% nos níveis de arteriosclerose.

Os pesquisadores não explicaram as razões para esse efeito negativo nas artérias, mas sugerem que as dietas pobres em carboidratos podem afetar o modo como as células da medula óssea limpam os depósitos de gordura das artérias.

As dietas ricas em proteínas e que reduzem ou cortam o consumo de carboidratos atraíram atenção e controvérsia depois de um aumento de adeptos desses regimes na década de 90.

Efeitos

Segundo o pesquisador Anthony Rosenzweig, principal autor do estudo, os resultados foram tão preocupantes que ele decidiu interromper a dieta pobre em carboidratos que estava seguindo.

"Nossa pesquisa sugere que, pelo menos em animais, essas dietas podem ter efeitos cardiovasculares adversos", disse.

"Tudo indica que uma dieta equilibrada, combinada com exercícios frequentes é provavelmente melhor para a maioria das pessoas", afirmou o pesquisador.

Joanne Murphy, da Stroke Association, também afirmou que uma alimentação equilibrada é a melhor recomendação.

"Sabemos que alimentos como a carne vermelha e produtos lácteos, ricos em proteínas, também contém altos níveis de gordura saturada que podem ficar armazenadas nas artérias", afirmou.

Murphy afirmou ainda que a pesquisa da Universidade de Harvard ainda está no estágio inicial e que ela gostaria de ver mais avanços no assunto.

Ellen Mason, da ONG British Heart Foundation, afirmou que é difícil aplicar os resultados em humanos, mas afirmou que as dietas ricas em proteínas "não são tão saudáveis quanto a alimentação equilibrada". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

sábado, 5 de julho de 2008

Trombose

O QUE É?



Trombo (gr. Thrómbos) significa coágulo sangüíneo. Trombose é a formação ou desenvolvimento de um trombo.
A trombose pode ocorrer em uma veia situada na superfície corporal, logo abaixo da pele. Nessa localização é chamada de tromboflebite superficial ou simplesmente tromboflebite ou flebite.
Quando o trombo se forma em veias profundas, no interior dos músculos, caracteriza a trombose venosa profunda ou TVP.
Em qualquer localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia, podendo permanecer restrito ao local inicial de formação ou se estender ao longo da mesma, provocando sua obstrução parcial ou total.

COMO SE APRESENTA?


Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço).
Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.
Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.

POR QUE O SANGUE COAGULA DENTRO DA VEIA?


Nosso corpo é dotado de mecanismos que mantém constante o seu equilíbrio. No sangue há fatores que favorecem a coagulação do sangue, chamados procoagulantes, e fatores que inibem a formação de coágulos, chamados anticoagulantes, responsáveis pela manutenção do sangue em estado líquido. Quando ocorre um desequilíbrio em favor dos procoagulantes, desencadeia a formação do trombo.
Os fatores que favorecem a coagulação são classificados em três grupos:
1 – Estase – é a estagnação do sangue dentro da veia. Isto ocorre durante a inatividade prolongada, tal como permanecer sentado por longo período de tempo (viagens de avião ou automóvel), pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, dificuldade de deambulação, obesidade, etc.
2 – Traumatismo na veia – qualquer fator que provoque lesão na fina e lisa camada interna da veia, tais como trauma, introdução de medicação venosa, cateterismo, trombose anterior, infecções, etc., pode desencadear a trombose.
3 – Coagulação fácil ou Estado de hipercoagulabilidade – situação em que há um desequilíbrio em favor dos fatores procagulantes. Isto pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.

COMO O MÉDICO DIAGNOSTICA?


O médico pode diagnosticar uma tromboflebite superficial apenas baseado nos seus sintomas e examinando a veia afetada (sob a pele). No entanto, a TVP pode se apresentar com sintomas não tão exuberantes, dificultando seu diagnóstico. Para ter segurança, o médico pode solicitar exames especiais como o Eco Color Dopper ou a flebografia. Há quem solicite um exame de sangue para dosagem de uma substância, chamada Dímero D, que se apresenta em níveis elevados quando ocorre uma trombose aguda. Embora o teste do Dímero D seja muito sensível, não é muito conclusivo, visto que ele pode estar elevado em outras situações.

COMPLICAÇÕES


A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.

Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.
Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.

TRATAMENTO


O tratamento só deve ser instituído por um especialista. As informações aqui expostas têm como objetivo único lhe orientar para que procure um médico logo que notar qualquer dos sintomas acima relatados. Nunca se automedique.

Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de antiinflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista, a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Na TVP pode ser necessário manter-se internado durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas). Estes previnem o crescimento do trombo e diminuem o risco de embolia pulmonar. Atualmente, pode-se evitar a hospitalização com o uso de heparinas de baixo peso molecular, injetados pelo próprio paciente no espaço subcutâneo da barriga. Depois do tratamento com Heparina, deve-se continuar com o uso de anticoagulantes orais (Warfarin) por um período de três a seis meses. Concomitante com esta medicação, o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. Alguns medicamentos que interferem na ação dos anticoagulantes são proibidos neste período. O médico deve ser consultado sempre que julgar necessário fazer uso de outro tipo de medicação.
Existe procedimentos de exceção para coibir complicações, tais como: colocação de filtro de veia cava, remoção do coágulo (trombectomia) e angioplastia com stent (dispositivo aramado e recoberto com um tecido, o qual evita que a veia se feche novamente).

PREVENÇÃO


A principal providência é combater a estase venosa, isto é, fazer o sangue venoso circular, facilitando seu retorno ao coração.

Dentro do possível, atente para estas recomendações:
• Faça caminhadas regularmente.
• Nas situações em que necessite permanecer sentado por muito tempo, procure movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
• Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar.
• Antes das viagens de longa distância, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva.
• Quando permanecer acamado, faça movimentos com os pés e as pernas. Se necessário, solicite ajuda de alguém.
• Evite qualquer uma daquelas condições que favorecem a formação do coágulo dentro da veia, descritas anteriormente.
• Evite fumar e o sedentarismo.
• Controle seu peso.
• Se você necessita fazer uso de hormônios ou já foi acometido de trombose ou tem história familiar de tendência à trombose (trombofilia), consulte regularmente seu médico.
• Use meia elástica se seu tornozelo incha com freqüência.
• Nunca se automedique

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