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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cirurgia robótica é alternativa contra câncer de bexiga

Método é o mais indicado em casos delicados e complexos. Tecnologia é menos invasiva e otimiza a recuperação do paciente

Investimento em condutas saudáveis, assim como o diagnóstico precoce e o procedimento cirúrgico através de robótica, são medidas efetivas para prevenção e tratamento - Reprodução de internet

Rio - Apesar de pouco conhecido, o câncer de bexiga atinge um número expressivo de pessoas. No último ano, cerca de 10.000 pacientes receberam o diagnóstico, de acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Este dado o posiciona como a segunda neoplasia do trato urinário mais frequente entre os homens, atrás apenas do câncer de próstata. O diagnóstico precoce, assim como a cirurgia minimamente invasiva – através da cirurgia robótica, contribuem no tratamento. Os sintomas são silenciosos e podem levar ao diagnóstico tardio da doença. Visando a propagação de informações, o mês de julho foi escolhido como o mês de conscientização do câncer de bexiga.

"Muitas vezes esse tipo de neoplasia é confundida com outras enfermidades do trato urológico como a infecção urinária, pois os sintomas são parecidos. A presença de sangue na urina, dor ou queimação ou necessidade frequente de urinar, mesmo sem a bexiga estar cheia, são os principais sinais de alerta para que a pessoa busque um especialista para investigação diagnóstica", explica Daniel Herchenhorn, oncologista clínico da Oncologia D’Or.

Tipos
Existem três tipos de câncer de bexiga que variam de acordo com as células em que se iniciam: Carcinoma de células de transição – representa a maioria dos casos e começa nas células do tecido mais interno da bexiga; Carcinoma de células escamosas – afetam as células delgadas e planas; e Adenocarcinoma – que se inicia nas células glandulares.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito através de exames de urina e de imagens como a citoscopia, que é uma investigação interna da bexiga através de um instrumento com câmera. Durante a citoscopia é possível a retirada de células para biópsia ou, em alguns casos, até mesmo a retirada do próprio tumor.

Segundo o oncologista, o tabagismo pode aumentar as chances de uma pessoa ter câncer de bexiga, pois os produtos químicos presentes no cigarro podem danificar as células do órgão. "Uma alimentação saudável rica em frutas, verduras e legumes e pobre em gorduras, principalmente as de origem animal, ainda é a melhor forma de prevenção do câncer de bexiga e dos demais tipos de tumores", diz.

Cirurgia robótica
O diagnóstico de tumor maligno na bexiga tem a indicação de retirada parcial ou completa do órgão. O paciente tende a ter muito receio de ser submetido à cirurgia, devido a técnica convencional de retirada e reconstrução da bexiga. No entanto, com a tecnologia da cirurgia robótica, retira-se a bexiga por pequenas incisões, mantendo o abdômen fechado mais tempo. "Todo o processo cirúrgico é minimamente invasivo e mais seguro. A reconstrução da bexiga é facilitada e mais precisa, pela liberdade de movimentos do robô, que é comandado através do joystick pelo cirurgião. Além disso, há a redução do tempo cirúrgico, menores riscos de sangramentos e complicações pós-cirúrgicas, assim como diminuição das chances de infecções", destaca Rodrigo Frota, urologista e coordenador do programa de cirurgia robótica da Rede D’Or São Luiz.

Benefícios
A cirurgia robótica é a mais indicada, principalmente para os casos mais delicados e complexos que antes estavam relacionados a cirurgias de altíssima complexidade e maiores riscos aos pacientes. Esta tecnologia otimiza a recuperação do paciente após o procedimento. Entre as especialidades que mais operam com esta tecnologia se destacam a urologia, ginecologia e a cirurgia bariátrica, mas procedimentos também são feitos em cirurgia hepática, proctologia, tórax, entre outras.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Diabetes: quando a cirurgia bariátrica é indicada, afinal?

O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias. As mulheres representam 76% dos pacientes

Taxa de glicemia, diabetes (iStock)

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de adultos com diabetes tipo 2 quadruplicou nas últimas quatro décadas, passando de 108 milhões de pessoas em 1980 para 422 milhões atualmente. No Brasil, a porcentagem de pessoas com a doença passou de 5% para 8,1% no mesmo período. Em 2014, foram 71.700 mortes causadas no país pela doença.

O diabetes tipo 2 ocorre quando o organismo de uma pessoa torna-se resistente à insulina, o hormônio que controla os níveis de glicose no sangue. O excesso de peso é um fator de risco importante para a doença. Em geral, a doença é controlada por meio da aplicação de injeções de insulina e de outros medicamentos. Mas, nos últimos anos, diversas linhas de pesquisa têm analisado o papel da cirurgia bariátrica ou metabólica, popularmente conhecida como redução de estômago, para o controle eficaz da doença em longo prazo.

Tanto que, uma diretriz assinada por 45 entidades mundiais, entre elas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), publicada no primeiro semestre de 2016 na revista Diabetes Care, aponta a operação como uma opção a ser considerada no tratamento do diabetes tipo 2 para pacientes com índice de massa corpora (IMC) entre 30 e 35.

Entretanto, no Brasil, a diretriz do Conselho Federal de Medicina (CFM) indica o procedimento apenas para pacientes obesos (com IMC igual ou maior 35) e diabetes ou outras doenças associadas. Isso porquê, a maioria dos estudos observou benefícios da cirurgia bariátrica ou metabólica em pacientes com essas especificações.

Segundo Márcio Mancini, membro do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), que defende a recomendação do CFM, nenhuma cirurgia bariátrica – aprovada ou experimental – tem documentação robusta de eficácia e segurança em pacientes com IMC menor do que 35. “Não se pode extrapolar os benefícios vistos em obesos mórbidos para pessoas mais magras. Os riscos e resultados podem ser diferentes”, afirma o especialista.

Riscos
Um dos riscos associados à cirurgia metabólica é a perda de massa óssea. “Uma pessoa obesa tem aumento de massa óssea e isso de certa forma a ‘protege’ da perda associada à operação. Por outro lado, pacientes obesos leves ou com sobrepeso podem ter essa perda e apresentar complicações, como fraqueza e fraturas cerca de 10 a 15 anos depois. Isso não está documentado [pois não existem estudos tão longos com esses pacientes], mas é uma possibilidade”, diz Mancini.

Outros riscos são a possibilidade de desnutrições como anemia e deficiência de vitaminas e minerais; e a volta da doença caso o paciente engorde, mesmo que poucos quilos. “Quando operamos um obeso mórbido, existe a remissão do diabetes, mas a doença pode voltar se ele recuperar o peso. Quando se opera pessoas mais magras, existe a possibilidade de uma recuperação de poucos quilos, por exemplo só dois ou três quilos trazer o problema de volta”, explicou o médico.
Tratamentos disponíveis

Mancini ressalta ainda que existe uma série de novos medicamentos contra o Diabetes tipo 2. Além do controle da doença, alguns deles mostram redução de mortalidade cardiovascular, um benefício que a cirurgia ainda não mostrou em pacientes com IMC menor que 35. “Quem opta pela cirurgia, troca um tratamento bom, aprovado e com benefícios, por um incerto”.
Aumento de cirurgias bariátricas no país

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias bariátricas no Brasil aumentou 7,5% em 2016 em comparação com o ano de 2015. Os dados e apontam que, no ano passado, cerca de 100.512 pessoas fizeram a cirurgia, contra 93.500 em 2015. O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias realizadas e as mulheres representam 76% dos pacientes.

Para o Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Caetano Marchesini, o aumento no número de procedimentos pode estar relacionado ao crescimento da obesidade no Brasil e também com as novas regras do CFM – Conselho Federal de Medicina para realização de cirurgia bariátrica, como a redução do IMC e a idade mínima para a realização da cirurgia.
Polêmica

A polêmica da cirurgia bariátrica como tratamento para diabetes veio à tona recentemente após o senador e ex-jogador de futebol Romário contar que foi submetido a uma cirurgia bariátrica experimental para controlar o diabetes. O procedimento de Romário foi contestado por especialistas pelo fato dele supostamente não se enquadrar nos critérios aprovados pelo CFM (IMC igual ou superior a 30) e pelo tipo de cirurgia realizado.

Romário foi submetido a um procedimento chamado interposição ileal. O procedimento reduz em 80% a capacidade do estômago e aproxima o órgão ao íleo, porção final do intestino delgado, o que estimula a secreção de insulina pelo pâncreas, diminuindo o diabetes. No entanto, no Brasil, a operação só é regulamentada pelo CFM para o tratamento de casos de obesidade mórbida. O conselho não reconhece a técnica para o tratamento de doenças metabólicas, como o diabetes. Nestes casos, o procedimento pode ser realizado, desde que em caráter experimental.

Isso significa que a técnica deve ser realizada sob protocolo de pesquisa, sob a supervisão de Comissões de Ética em Pesquisa (CEP) e/ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
Entidades médicas

SBCBM
“A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) tem em uma de suas missões esclarecer o público quanto à indicação, segurança e resultados da cirurgia metabólica para o tratamento do diabetes do tipo 2 não controlado apesar do melhor tratamento clínico.

Em 1991 quando o Instituto Nacional de Saúde (NIH) Norte Americano definiu as indicações para cirurgia, para perda de peso em índices de massa corpórea acima de 35kg/m2, estas determinações na época influenciaram diversas agências reguladoras pelo mundo, incluindo o Conselho Federal de Medicina (CFM).

A SBCBM respeita e orienta seus associados a seguir a resolução do Conselho Federal de Medicina n° 2.131/2015 que regulamenta a indicação da cirurgia bariátrica.

A partir de 2007 inúmeras publicações científicas vêm demonstrando os resultados da cirurgia gastrointestinal no tratamento do diabetes tipo 2 não controlado. Baseados nestes estudos esclarecemos que:

a) Toda intervenção médica, incluindo clínicas e cirúrgicas tem seus riscos e benefícios, podendo ocorrer complicações graves e mesmo desfechos fatais. As operacões bariátricas têm índices de mortalidade de 0,3%, semelhante a uma simples retirada da vesicula biliar ou cesariana, o que se traduz em muita segurança.

b) Existem mais de 30 importantes publicações que demonstraram decréscimo de eventos cardiovasculares com ou sem morte (derrames e infarto) e diminuição da incidência de câncer com até 25 anos de seguimento após cirurgias bariátricas/metabólicas.

c) Somente dois estudos de relevância demonstraram diminuição de mortes de causas cardíaca com tratamento medicamentoso. Temos que lembrar que estas drogas podem apresentar efeitos colaterais severos como câncer de tiroide, pancreatite, cetoacidose de difícil reversão dentre outras, além de mortalidade, situações inerentes aos tratamentos médicos em geral.

d) Existem diversos estudos que compararam cirurgia metabólica versus o melhor tratamento clínico em pacientes com IMC desde 27,5 kg/m2 com até 5 anos de seguimento. Nestes estudos foram demonstrados melhores resultados com a cirurgia acrescida de tratamento clínico e diminuição importante dos índices de risco cardiovascular. Também nas publicações científicas há incontáveis séries prospectivas, nacionais e internacionais, em que se obteve excelentes resultados relativos ao controle do diabetes e perda de peso com poucas complicações.

e) A transposição ileal é ainda considerada um procedimento experimental pelo CFM. Existem estudos em andamento para validá-la, porém, até lá não deve ser considerada opção terapeutica em qualquer IMC.

f) Entendemos ser inegável a melhora dos resultados com as novas opções de medicamentos, mesmo com seus riscos, mas é inquestionável atualmente que a cirurgia metabólica, associado ao tratamento clínico melhora consideravelmente os resultados.

Em setembro de 2015, um encontro de especialistas produziu uma diretriz de conduta que recomenda a cirurgia metabólica para o diabetes tipo 2 não controlado clinicamente. Estas diretrizes foram aprovadas por 49 Sociedades Médicas, dentre elas a SBCBM e a Sociedade Brasileira de Diabetes. Sabe-se que um número considerável dos pacientes com diabetes tipo 2, mesmo com o melhor tratamento clínico, não tem sua doença controlada. Estes dados estão publicados na revista da Sociedade Americana de Diabetes (ADA) desde maio de 2016, juntamente com outras importantes comunicações científcas respaldando o papel da cirurgia para o tratamento do diabetes em pacientes com IMC a partir de 30 kg/m2.

g) A SBCBM, em conjunto com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva está auxiliando o CFM trazendo evidências científicas para promover o melhor para os pacientes. Afinal, o órgão traz um belo histórico de luta em prol dos interesses da saúde e do bem estar do povo brasileiro, sempre voltado para a adoção de políticas de saúde dignas e competentes, que alcancem a sociedade indiscriminadamente.”

Sbem e Abeso
“Devido à grande repercussão sobre a cirurgia bariátrica realizada no Senador Romário, ex-jogador de futebol, para o tratamento do diabetes tipo 2, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) vêm a público reforçar que:

1- Não existem evidências científicas robustas e de longo prazo que comprovem a segurança e eficácia de cirurgia bariátrica no tratamento de diabetes tipo 2 para pacientes com IMC abaixo de 35 kg/m2, considerando quaisquer técnicas cirúrgicas, regulamentadas ou não regulamentadas.

2- A Sbem e a Abeso participam da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Conselho Federal de Medicina (CFM) e lançaram, no ano passado, um Posicionamento Oficial em conjunto com Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) sobre o tema.”

Por Giulia Vidale
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Alimentação depois da cirurgia bariátrica


A cirurgia bariátrica é uma técnica que pode ser utilizada para tratar a obesidade mórbida, mas que requer uma dieta controlada e acompanhamento médico do paciente que foi submetido para que o mesmo não sofra um efeito rebote e volte a ganhar peso. Então, para te ajudar se você passou por uma cirurgia deste tipo, a seguir trazemos uma sugestão de cardápio para depois da cirurgia bariátrica.

Seleção de alimentos para depois da cirurgia para emagrecer
Depois de uma cirurgia bariátrica deve ser realizado um plano de alimentação com uma progressão alimentar que pode levar várias semanas. Uma vez superada esta etapa, é necessário colocar em prática uma seleção de alimentos para depois da cirurgia para perder peso. Esta seleção deverá se adaptar à nova situação do sistema digestivo.

Dieta cirurgia bariátrica:
Depois de uma cirurgia bariátrica o sistema digestivo sofre mudanças, consequentemente é necessário realizar um plano de alimentação adaptado para esta situação. A incorporação de alimentos será gradual através de diferentes fases, nas quais seu médico te indicará o que, como e quanto você pode comer.

De fato, a partir do momento em que ocorreu a cirurgia, existem diferentes fases na alimentação que devem ser superadas, antes de incorporar uma seleção de alimentos mais ampla. Na última fase de adaptação é importante levar em conta quais alimentos devem integrar o cardápio após a cirurgia para emagrecer.

Cardápio para bariátricos:
Vamos te dar um plano de alimentação para o seu cardápio após a cirurgia bariátrica. Para que você saiba o que comer, uma vez que chegou a fase final pós-cirurgia bariátrica, considere a seguinte seleção de alimentos recomendados.

Lácteos. Ao consumir lácteos, leve em conta quais são permitidos.
Leite desnatado.
Iogurte desnatado firme ou líquido.
Sobremesas de leite dietéticas.
Leites fermentados.
Queijos firmes e requeijão de baixo teor de gordura.

Carnes. Consuma apenas as seguintes:
Atum natural.
Peixes sem espinhos, preparados cozidos ou assados, utilizando óleo em spray como meio de cozimento ou caldo sem gordura. Também pode ser preparado grelhado com limão, ervas aromáticas e sal.
Frango sem pele.
Carne moída.

Ovos. Você poderá consumir:
Clara todos os dias.
Ovo inteiro 2 vezes por semana.

Vegetais. Ao escolher os vegetais para sua dieta, você poderá incluir os seguintes:
Abobrinha verde e tomates sem pele e sem sementes.
Pontas de aspargos.
Centro dos palmitos.
polpa de berinjela.
Folhas de acelga.
Espinafre.
Brócolis.
Cebola.
Coração de alcachofra.
Alface.
Batatas.
Inhame.
Abóbora.
Cenoura cozida.
Beterraba cozida.

Frutas. Quanto às frutas, as permitidas após uma cirurgia bariátrica são:
Maçã.
Pera.
Pêssego.
Damascos maduros, sem cascas.
Banana madura.
Melão.
Melancia.
Tangerina sem peles.

Cereais. Apenas inclua os cereais e derivados que encontrará abaixo.
Arroz.
Espaguete.
Canelone de verduras permitidas ou queijo ricota.
Torradas de pão de integral.

Óleos. Os óleos que podem ser utilizados são os seguintes:
Coco
Oliva.
Girassol.
Milho.

Apenas para condimentar, não utilize como meio de cozimento. Consuma uma colher de chá por refeição.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CFM publica novas regras para cirurgia bariátrica

Do Exame / Cirurgia bariátrica: o novo texto indica o procedimento para pacientes com IMC maior que 35kg/mg, e não mais acima de 40kg/m²

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução com mudanças nas regras para tratamento da obesidade mórbida por meio da cirurgia bariátrica.

O novo texto indica o procedimento para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 35kg/mg, e não mais acima de 40kg/m², e para pacientes com IMC maior que 35kg/m² que também sejam portadores de comorbidades, doenças agravadas pelo sobrepeso e que melhoram quando a obesidade é tratada de forma eficaz.

A nova resolução do CFM aponta 21 doenças associadas à obesidade que podem levar a uma indicação da cirurgia, dentre elas depressão, disfunção erétil, hérnias discais, asma grave não controlada, diabetes, hipertensão, ovários policísticos.

As regras alteram o anexo da Resolução CFM 1.942/2010, que trazia como indicações para a cirurgia IMC acima de 40kg/m² ou IMC acima de 35kg/m², desde que portadores de comorbidades "tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo-artrites e outras". A resolução publicada hoje amplia o rol dessas doenças.

O texto também faz mudanças relacionadas à idade mínima para a cirurgia. De modo geral, o procedimento é voltado para maiores de 18 anos. Antes, jovens entre 16 e 18 poderiam fazer a cirurgia, caso o risco-benefício fosse bem analisado.

Agora, de acordo com o CFM, além dessa análise e outras regras anteriores, devem ser observadas novas exigências, como a presença de um pediatra na equipe multiprofissional e a consolidação das cartilagens das epífises de crescimento dos punhos.

Para menores de 16 anos, a bariátrica só será permitida em caráter experimental e dentro dos protocolos do sistema Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Pacientes com mais de 65 anos poderão fazer a cirurgia desde que respeitadas as condições gerais descritas na resolução e após avaliação do risco-benefício.

fonte:conews.com.br
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cirurgia bariátrica ou remédio: veja o que é melhor para obesos diabéticos?


Segundo um relatório publicado na revista “The Lancet” por Francesco Rubino, da Kings College London, no Reino Unido, e seus colegas, a cirurgia de perda de peso é melhor do que medicação para controlar a diabetes tipo 2 em obesos. O artigo é resultado do mais longo estudo a comparar as duas abordagens já feito.

Segundo a equipe, metade dos pacientes tratados com cirurgia no estudo estavam há cinco anos livres de diabetes. “A marca de cinco anos é importante em muitas doenças”, explicou Rubino à agência Reuters. “O fato de que alguns pacientes, em cinco anos, estão basicamente livres da doença é uma descoberta notável”.

Em 2009, ele e seus colegas escolheram aleatoriamente 20 pacientes obesos com diabetes tipo 2 para receber tratamento médico, 20 para receber um tipo de cirurgia de perda de peso chamada bypass gástrico, e outros 20 para se submeter a uma operação de perda de peso chamada de derivação bileopancreática.

Dos pacientes que passaram por processos cirúrgicos, 80% apresentaram níveis de açúcar no sangue sob controle a longo prazo, contra cerca de 25% dos pacientes tratados somente com medicamentos.
Todos os grupos do estudo tiveram uma redução no risco cardiovascular. Mas os pacientes tratados com cirurgia tiveram um risco 50% menor de sofrer de doenças cardíacas do que aqueles tratados apenas com medicamentos, e eles precisavam de menos remédios para tratar pressão arterial elevada ou colesterol elevado. As melhorias no controle de açúcar no sangue e risco de doença cardíaca não eram relacionadas à quantidade de peso perdido.

Causas incertas
“O que realmente está causando a remissão da diabetes após a cirurgia permanece um mistério”, afirma o pesquisador. O que se sabe até agora é que os intestinos produzem uma série de hormônios envolvidos na regulação do metabolismo. Ele explica que a reconstrução do trato gastrointestinal da cirurgia pode ajudar a restaurar o controle metabólico normal.

Como qualquer procedimento cirúrgico, operações de perda de peso apresentam riscos. Um estudo internacional publicado no início deste ano, por exemplo, descobriu que, após dois anos, as pessoas escolhidas aleatoriamente para passar pela cirurgia de bypass gástrico tinham melhor controle de sua diabetes tipo 2 do que as pessoas que recebiam um grupo de medicamentos. Porém, os pacientes operados também tiveram um maior risco de infecções e fraturas nos ossos. E alguns pacientes podem ganhar de volta um pouco do peso que perderam.

Cura?
De acordo com Philip Schauer, diretor do Instituto Bariátrico e Metabólico da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, os médicos estão cada vez mais se referindo a este tipo de cirurgia como “cirurgia de diabetes”, ao invés de cirurgia de obesidade. Schauer, que também é cirurgião bariátrico, não participou do novo estudo.
“Há algumas pessoas, este estudo mostra, que podem entrar em remissão por até cinco anos ou mais”, aponta. “Nós hesitamos em usar a palavra ‘cura’, mas isto é muito, muito próximo de uma cura, quase tão perto de uma cura quanto se pode chegar”.

Schauer acrescentou que cerca de metade dos pacientes com diabetes tipo 2 são incapazes de controlar o açúcar no sangue com medidas de medicação e estilo de vida. Com base nas novas descobertas, a cirurgia bariátrica deve ser oferecida a esses pacientes se eles são moderadamente obesos, por exemplo, com um índice de massa corporal (IMC) de 35.

Atualmente, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA afirmam que os pacientes devem ter um IMC de 40, ou um IMC de 35 com doenças relacionadas com a obesidade, como diabetes tipo 2, para serem elegíveis para a cirurgia de perda de peso. Por isso, segundo ele, muitos planos de saúde se recusam a pagar pela operação, seja para diabetes ou obesidade. “Isso significa que eles estão negando a pessoas um tratamento eficaz”, afirma. Para ele, estes resultados podem fazer com que estas companhias revejam estas posturas. [Reuters]

fonte:http://hypescience.com/
por Jéssica Maes
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Conheça nove inovações médicas que serão destaque em 2013

Cirurgia bariátrica para o diabetes e eletrodo contra a enxaqueca estão no topo da lista

Recentemente, o centro médico acadêmico norte-americano Cleveland Clinic divulgou uma lista com 10 entre 250 inovações médicas que serão peça chave no tratamento e na prevenção de doenças em 2013. Médicos e pesquisadores elegeram as descobertas de maior impacto, sendo um dos principais critérios de escolha o número de pessoas que seriam beneficiadas com o produto ou procedimento. Embora a lista tenha 10 itens, um deles faz referência a um sistema de saúde que não se aplicaria ao Brasil e, por isso, ficou de fora da nossa análise. Para saber mais sobre as outras nove inovações, entretanto, conversamos com uma equipe multidisciplinar de especialistas que avaliou o custo-benefício de cada um.



Cirurgia bariátrica para controlar o diabetes

O número de pessoas diagnosticadas com diabetes vem crescendo no Brasil. "Dados recentes do IBGE mostram mais de 12 milhões de portadores da doença no país", alerta o cirurgião Marçal Rossi, vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Por conta do peso, entretanto, muitos pacientes não conseguem controlar a doença apenas com mudanças de hábito. Para elas, a solução pode ser a cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução do estômago. "Ela é revolucionária porque independe do peso do paciente, que pode ter tanto do sobrepeso quanto obesidade mórbida", explica. De acordo com o especialista, o procedimento melhora não só os níveis glicêmicos do paciente, como também as taxas de colesterol e triglicerídeos e a pressão arterial, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. O procedimento já é realizado no Brasil e também é feito pelo SUS.

Eletrodo para tratar enxaqueca

"Hoje, o melhor tratamento para a enxaqueca se resume à prevenção, com a adoção de medicamentos para evitar dores de cabeça, além de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios e uma dieta equilibrada", afirma a neurologista Célia Roesler, membro da Academia Brasileira de Neurologia. Ainda assim, crises podem ser frequentes. Mas se depender de uma nova terapia baseada na implantação de um dispositivo na gengiva, a história terá um novo desfecho. Como se fosse um controle remoto, o dispositivo é ativado pelo próprio paciente e passa a emitir pequenos choques elétricos que interrompem as dores de cabeça em cerca de 10 minutos. Estudos apontaram resposta positiva em quase 70% dos casos. "Por ser minimamente invasiva, acredito que será uma opção promissora para quem sofre de enxaqueca", complementa a especialista. O tratamento com o aparelho, no entanto, ainda não está disponível no Brasil.

Identificação de bactérias em tempo recorde

De acordo com o infectologista Alexandre Piva Sobrinho, professor da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), exames de cultura de bactérias levam de dois a três dias para ficarem prontos. "Durante esse tempo, tratamos o paciente empiricamente, ou seja, levando em conta a prevalência das doenças infecciosas da região em que ele vive", afirma. O método, entretanto, nem sempre funciona e, muitas vezes, dependendo do grau da infecção, o paciente pode morrer. Por isso, um novo método de identificação de bactérias em poucos minutos será extremamente importante. "Sabendo o nome do agente, podemos fornecer o antibiótico ideal para o problema, aumentando as chances de cura", explica. O especialista conta que alguns hospitais brasileiros contam com um aparelho capaz de identificar bactérias em duas ou três horas, mas aponta que cada minuto é precioso dependendo da infecção.

Novos remédios para câncer de próstata em estágio avançado

Classificado como um câncer hormônio-dependente, o câncer de próstata em estágio avançado é tratado com o bloqueio da função hormonal masculina. "Tal método foi descrito nos anos 40 e não apresentou qualquer novidade até 2004", aponta o urologista Marcus Sadi, da Sociedade Brasileira de Urologia. Nos dois últimos anos, então, mereceram destaque cinco novas drogas: enzalutamida, sipuleucel-T, denosumab, abiraterona e cabazitaxel. De acordo com o especialista, o principal benefício do surgimento desses novos medicamentos é a possibilidade de aumentar a sobrevida dos pacientes que, até pouco tempo atrás, era de cerca de 18 meses. Hoje, a não resposta à quimioterapia com determinada droga não esgota as possibilidades de tratamento, o que aumenta as chances de cura e controle do câncer.

Dispositivo portátil para diagnóstico de melanoma

Rejeitado anteriormente pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano que controla os alimentos e medicamentos do país, um novo dispositivo portátil feito para identificar melanomas, um tipo de câncer de pele, foi, enfim, aprovado. Colocado sobre a pele, ele visualiza a estrutura de um vaso lesionado, utiliza um sistema de algoritmos e compara a imagem com outras 10.000 fotos de doenças de pele. Em menos de um minuto, o profissional já obtém o resultado. "Apesar do avanço, foi bastante discutido em Congressos se o aparelho não deixaria a experiência do médico em segundo plano", aponta o dermatologista Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, o especialista afirma que o aluguel do aparelho é extremamente caro e que cada análise de manchas ou pintas é cobrado separadamente. "Isso torna a análise de pacientes com muitas lesões inviável", complementa.

Cirurgia de catarata com laser

"A cirurgia de catarata é o procedimento mais realizado no mundo", afirma o oftalmologista Renato Ambrósio Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa. Embora seja um procedimento seguro, com o uso do laser as incisões se tornam mais precisas, o que reduz o risco de inflamações e ainda facilita a implantação de uma nova lente no olho. "O laser já é amplamente usado na cirurgia de córnea, então, não deve levar muito tempo até que faça parte da rotina do cirurgião que está tratando a catarata", explica.

Melhor aproveitamento dos pulmões doados para transplantes

De acordo com o cirurgião-torácico José Camargo, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, atualmente são aproveitados apenas 15% dos pulmões doados para transplantes. "Por ser um órgão que entra em contato direto com o meio ambiente por meio da respiração, ele tem um risco maior de contaminação e de retenção de líquidos, o que dificulta seu aproveitamento", afirma. Entretanto, com a técnica de perfusão pulmonar ex-vivo (fora do corpo), será possível reverter essa situação. Ela consiste na colocação dos pulmões do doador em uma câmara com a capacidade de reparar os órgãos e ainda secar o excesso de líquido neles presente. A adoção do método é importante principalmente porque quem depende desse tipo de transplante costuma ter sobrevida de, no máximo, um ano e meio, diferente, por exemplo, de quem depende de um rim, que consegue ficar na lista de espera por cerca de 10 anos.

Mamografia 3D

Com poder de gerar dezenas de imagens da mama de diferentes ângulos, a mamografia 3D ou tomossíntese da mama não foi desenvolvida com o objetivo de substituir a mamografia tradicional. Na verdade, seu uso deverá ser feito juntamente com o método convencional para que o médico tenha uma visão mais precisa da mama. O mastologista Alexandre Vicente de Andrade, professor da faculdade de medicina da PUC-SP, questiona, entretanto, se a evolução será de fato uma inovação. "A mamografia 3D apresenta mais que o dobro de radiação da mamografia tradicional, o que torna sua aplicação na rotina um tanto complicada", explica. Se, por outro lado, for usada para diagnóstico, quando o profissional desconfia de alterações, pode dar uma falsa segurança que descartará uma biópsia mais conclusiva. Assim, o especialista não descarta o método, mas acha que ainda faltam especificações para seu uso na detecção do câncer de mama.

Novo stent para aneurisma da aorta

Aneurismas são dilatações vasculares de uma artéria que precisam de tratamento por conta do risco de rompimento. O tratamento tradicional era feito abrindo o paciente e colocando uma prótese, espécie de caninho, para gerar uma nova rota de fluxo para o sangue. O problema é que essa intervenção nem sempre era viável. "Em alguns casos o procedimento de corte era contraindicado e, em outros, o aneurisma estava localizado próximo a outras artérias e a colocação da prótese bloquearia essas outras passagens", explica o cirurgião vascular Luiz Marcelo Viarengo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular.

Isso tudo porque a prótese tradicional era envolvida em um tecido especial que bloqueava os demais fluxos. Por isso, o surgimento de uma prótese que permite vida normal as demais artérias foi uma grande evolução. "A colocação dela ainda pode ser feita por cateterismo, o que torna o procedimento mais seguro e rápido", afirma. Entretanto, há controvérsias ainda sobre se a permeabilidade do fluxo sanguíneo para as demais artérias é 100% garantida.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15897-conheca-nove-inovacoes-medicas-que-serao-destaque-em-2013
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Estudo avalia efeito cardiovascular da cirurgia bariátrica em diabéticos

Pesquisadores do Incor buscam voluntários do sexo masculino, com sobrepeso ou obesidade leve e idade entre 18 e 65 anos (Santoro S, et al)

Agência FAPESP – Pesquisadores do Instituto do Coração (Incor) – hospital pertencente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) – procuram voluntários para um estudo que pretende avaliar o efeito da cirurgia bariátrica no controle de fatores de risco cardiovascular em pacientes diabéticos com sobrepeso ou obesidade leve.

Os candidatos devem ter índice de massa corporal (IMC) entre 28 e 35. Atualmente, segundo determinação do Conselho Federal de Medicina, podem ser submetidas ao procedimento apenas pessoas com IMC acima de 40 ou acima de 35 no caso de doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.

“Foi dada preferência a pessoas com IMC abaixo de 35 no projeto porque, segundo alguns estudos indicam, a diabetes nesses pacientes está menos ligada à obesidade e mais relacionada a um perfil metabólico desfavorável”, explicou Fernanda Reis de Azevedo, cujo estudo de doutorado conta com apoio de Bolsa da FAPESP.

Investigações recentes também têm mostrado que diabéticos operados apresentam melhora na glicemia antes mesmo que ocorra uma perda de peso significativa, acrescentou a pesquisadora. “Nosso objetivo é entender quais são as alterações metabólicas envolvidas e medir o impacto na redução do risco cardiovascular”, disse.

O estudo está vinculado ao Projeto Temático “Jejum intermitente e cirurgia de adaptação digestiva: avaliação translacional das consequências sobre fatores de risco cardiovascular e aterogênese”, coordenado pelo professor da FMUSP Bruno Caramelli.

Segundo Azevedo, a diabetes mal controlada contribui de diversas formas para o aumento do risco cardiovascular. A elevação constante da glicemia agride a parede das artérias e favorece o desenvolvimento da aterosclerose. A doença também têm consequências renais que podem causar o aumento da pressão arterial.

“Alguns pacientes não conseguem manter a glicemia sob controle mesmo com insulina, dieta e remédios. Nós buscamos para o estudo justamente esses pacientes com a doença descompensada”, disse.

Os candidatos também devem ter entre 18 e 65 anos, circunferência abdominal acima de 102 centímetros e ser do sexo masculino. “Deixamos as mulheres de fora, pois as alterações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual podem interferir nos resultados”, explicou Azevedo.

Além disso, os voluntários devem ter sido diagnosticados diabéticos há mais de dois anos e há menos de dez. Não podem ser dependentes de álcool, cigarro ou drogas, nem ser portadores de doenças crônicas graves não relacionadas à obesidade, como câncer, Aids e distúrbios autoimunes.

Risco calculado

A meta é selecionar 20 candidatos. Outros dez voluntários saudáveis farão parte do estudo para servir de parâmetro metabólico. “Vamos avaliar a liberação de hormônios produzidos no trato gastrointestinal, como leptina, grelina e GLP1, que é um potente indutor de saciedade e também aumenta a sensibilidade à insulina”, disse Azevedo.

Os selecionados passarão por uma consulta com endocrinologista para potencializar o tratamento clínico. Após seis semanas, será feito um sorteio de dez pessoas que serão operadas. Os outros dez voluntários seguirão apenas com tratamento clínico.

Antes da cirurgia, todos passarão por uma bateria de exames, que inclui coleta de sangue, ecocardiograma, ultrassonografia e tomografia. “Vamos avaliar glicemia, colesterol, presença de placas ateroscleróticas em todo o corpo e se há acúmulo de gordura no fígado e em volta do coração”, disse Azevedo.

A segunda bateria de exames será realizada três meses após a operação e a terceira, dois anos depois. “Com todos os dados em mãos poderemos calcular o risco cardiovascular e ver em qual grupo ele diminuiu mais”, disse.

Os interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo telefone (11) 2661-5376 ou pelo e-mail freis@usp.br.

fonte:http://agencia.fapesp.br/16534
Por Karina Toledo
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Acompanhamento nutricional é base para o sucesso de cirurgias de obesidade

As cirurgias bariátricas, popularmente conhecidas como cirurgias para a redução de peso, são os recursos mais eficientes e seguros que a medicina atual disponibiliza as pessoas que sofrem de obesidade mórbida e precisam reconquistar a saúde e a auto-estima. Não obstante, para que os procedimentos sejam bem sucedidos, o acompanhamento multidisciplinar, especialmente da área da nutrição, configura-se como fundamental.

Tamanha é a sua importância que o tema foi apresentado no ultimo mês de novembro no XII Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, realizado no Mato Grosso do Sul.

O evento contou com o estudo de caso apresentado pela nutricionista Sandra da Silva Maria, que atua no Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgia Minimamente Invasiva.
Segundo Sandra, é preciso adotar mudança no estilo de vida, reeducação alimentar e uso de suplementos para êxito do procedimento cirúrgico – o que só é possível com acompanhamento nutricional.

“Atendi uma paciente com baixíssimo peso e parâmetros bioquímicos, como proteína e ferritina, também baixos, configurando desnutrição severa”, declara a nutricionista.

No caso apresentado por Sandra, a paciente recebeu suplementação de emergência com fórmula manipulada e aminoácidos isolados para melhor absorção, porém sem sucesso. A cirurgia foi convertida para outro procedimento, menos severo, e que permitiu que a paciente aceitasse suplementação parental e oral. Com a melhora da desnutrição, foi possível utilizar hipercalórico para ganho de peso.
A nutricionista salienta que exemplos como este devem servir de alerta, pois em qualquer procedimento para a redução de peso, a manutenção da saúde deve ser o principal elemento de sustentação para a garantia dos resultados esperados pelo paciente, que então desfrutará de uma nova vida, efetivamente feliz.

Como já diziam, você o que você come, e uma boa saúde já começa na mesa com uma boa alimentação, só assim é possível alcançar um equilíbrio físico e saudável para viver bem.
www.corposaun.com


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