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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Método identifica pacientes com epilepsia que podem se beneficiar com cirurgia


Agência FAPESP – Em um estudo publicado na revista PLoS One, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostraram ser possível usar informações genéticas para identificar precocemente quais pacientes com uma das formas mais graves de epilepsia – conhecida como epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) – são refratários ao tratamento medicamentoso e, portanto, têm indicação para cirurgia.

O trabalho foi conduzido no âmbito do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN, na sigla em inglês) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP – sob a coordenação da professora Iscia Lopes-Cendes.

“Estima-se que, nos melhores centros do mundo, leva-se entre 15 e 20 anos para um determinado paciente refratário à terapia com medicamentos ser encaminhado para cirurgia. Enquanto isso, a pessoa continua sofrendo com as crises não controladas. Se conseguirmos encurtar esse processo, podemos mudar a história de vida de muitos pacientes. Pode ser a diferença entre ingressar ou não na faculdade, entre ter ou não um emprego e uma vida normal”, disse Lopes-Cendes.

Conforme explicou a pesquisadora, a ELTM é causada por alterações no funcionamento de neurônios localizados nas estruturas mais profundas do cérebro, como o hipocampo e a amígdala, onde são controladas funções importantes como memória, atenção e a ansiedade, entre outras. As crises causadas por descargas elétricas anormais em um grande grupo de neurônios, que podem ou não resultar em uma convulsão, interferem na memória e em outras funções cerebrais, colocando muitas vezes o paciente em risco de acidentes e morte.

Embora não seja a forma mais frequente de epilepsia – representa entre 30% e 40% dos casos –, é considerada a mais difícil de tratar em adultos. Até 40% dos pacientes não respondem a nenhuma das drogas disponíveis. Para esses casos, indica-se a remoção cirúrgica da área cerebral em que as crises são originadas.

“Toda cirurgia envolve riscos e, nesse caso, uma parte do cérebro é retirada. Não é algo inócuo e, por isso, o consenso hoje é tentar antes controlar as crises com diferentes regimes de terapia medicamentosa. Geralmente a doença se manifesta no fim da adolescência e início da idade adulta. É uma fase crucial na vida de uma pessoa. Imagine a diferença que pode fazer controlar as crises aos 12 anos em vez de aos 35”, disse a pesquisadora.

Metodologia
O estudo divulgado no dia 4 de janeiro na PLoS One foi feito com base na análise de dados de 237 pessoas com ELTM que já vinham sendo acompanhadas na Unicamp há pelo menos dois anos. Os pesquisadores já sabiam que, desse grupo, 162 pacientes eram refratários ao tratamento, enquanto os outros 75 respondiam bem aos fármacos.

O objetivo do trabalho, segundo Lopes-Cendes, era desenvolver uma metodologia capaz de discriminar os dois grupos com base na análise do material genético dos participantes. Para isso, o grupo selecionou um conjunto de 11 genes que – segundo dados da literatura científica – estão envolvidos na absorção, no metabolismo e no transporte de medicamentos antiepilépticos.

Nesses 11 genes, foram genotipados 119 diferentes marcadores moleculares do tipo polimorfismo de base única (SNPs, na sigla em inglês) para ver quais alelos estavam presentes.

“Aplicamos uma série de procedimentos estatísticos para desenvolver o modelo com melhor capacidade de prever o desfecho do paciente. Nesse modelo, íamos colocando e tirando variáveis para ver quais delas contribuíam mais para a predição. Além dos polimorfismos genéticos, também acrescentamos dados clínicos, como presença ou não de atrofia hipocampal, idade de início das crises, sexo do paciente, entre outras”, contou Lopes-Cendes.

Quando apenas as variáveis clínicas eram levadas em conta, a taxa de acerto do modelo ficou em torno de 45%, o que, segundo ressaltou Lopes-Cendes, seria inferior ao método de jogar uma moeda para o alto e escolher cara ou coroa.

Porém, quando se considerou a análise desses SNPs, a taxa de acerto subiu para 80% e chegou a 82% quando se somaram variáveis clínicas e genéticas.

Como explicou Lopes-Cendes, para ter certeza de que os dois grupos de pacientes estudados eram pertencentes à mesma população (do ponto de vista genético) e, portanto, eram de fato comparáveis, o grupo também genotipou outros 90 SNPs em diferentes genes situados nos mesmos cromossomos da análise anterior.

“É o que chamamos de controle genômico. Sem ele, corremos o risco de selecionar pacientes e controles de populações diferentes, comprometendo os resultados das análises”, disse a pesquisadora.

Próximo passo
Diante da alta taxa de acerto do modelo desenvolvido pela equipe do BRAINN, Lopes-Cendes revela que pretende agora iniciar um estudo multicêntrico, envolvendo pacientes de diversos países.

“A ideia é genotipar esses SNPs no início do tratamento e acompanhar esses pacientes por dois anos para ver qual será o desfecho. Se o resultado corroborar o que achamos neste primeiro estudo, já haverá elementos suficientes para incluir essa metodologia na prática clínica”, avaliou.

O artigo “A Prediction Algorithm for Drug Response in Patients with Mesial Temporal Lobe Epilepsy Based on Clinical and Genetic Information” pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article/metrics?id=10.1371/journal.pone.0169214.

por Karina Toledo
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Epilepsia – dos espíritos ao cérebro


Apesar de já conhecida desde a Antiguidade, a epilepsia passou a ser compreendida de fato no século XX. De “doença dos espíritos”, hoje se sabe que ela é um problema cerebral como muitos outros. Mas a epilepsia ainda é cercada de preconceitos.

Em primeiro lugar, há tratamento e há cura para essa doença. Sete em cada dez portadores de epilepsia têm suas crises controladas por meio de doses baixas de medicação antiepiléptica. Os outros 30% têm a possibilidade de ser tratados por meio de algum tipo de cirurgia, bastante eficaz quando bem indicada. A maioria das pessoas não necessita de avaliações sofisticadas, mas todos deverão realizar exames de eletroencefalograma e ressonância magnética. Naqueles em que não se obtém controle adequado das crises, pode ser necessária uma sofisticada investigação multidisciplinar (incluindo registro de crises etc).

Crises convulsivas
Uma boa parte da população já teve contato com algum tipo de crise convulsiva, o que torna o tema sobre o que fazer nessas situações um assunto de grande utilidade. A verdade é que os episódios são autolimitados e devem-se somente tomar as providências para que o indivíduo não se machuque ao cair ou se debater. Em especial, não se deve fazer nada que possa pôr em risco a pessoa que está prestando auxílio: muitos dedos já foram decepados na tentativa de evitar que o doente, em meio à crise, enrole sua língua (aliás, esse não é um risco real).

A maioria dos portadores de epilepsia não tem nenhum outro problema intelectual ou psiquiátrico, e leva uma vida normal. No entanto, em alguns casos, a causa da doença pode estar também relacionada a vários outros sintomas – nesses casos, uma abordagem multiprofissional é relevante.

Outro aspecto relevante, porém raramente discutido em nosso meio (mas abertamente discutido em outros países), é a existência de morte súbita em pacientes epilépticos. Nem médicos, nem pacientes gostam da ideia de discutir isso. A verdade é que hoje sabemos que pacientes que não estão adequadamente controlados de suas crises têm um substancial aumento no risco de morte súbita; esse risco diminui com o controle adequado das crises.

O Brasil, como todos os países em desenvolvimento, possui uma prevalência de epilepsia superior à de países desenvolvidos. Contribuem para isso cuidados neonatais inadequados, traumas, infecções do sistema nervoso etc. Com 1% de prevalência no Brasil, a epilepsia é um problema de saúde pública relevante, mas as políticas de saúde relacionadas a essa doença têm sido erráticas e parciais. Seria importante que a população e entidades representativas de pacientes trabalhassem em conjunto com as instituições de saúde para melhorar essa situação.


Por: Arthur Cukiert
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Epilepsia tem cura natural?

Desarranjos no cérebro são a principal causa da epilepsia

A epilepsia é uma doença do sistema nervoso que cercada por mitos e desinformações. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, ela não está associada à loucura, nem é hereditária. Além disso, o paciente que sofre com as crises epilépticas pode ter uma vida normal, desde que siga as recomendações médicas.
O mais importante é que a doença seja devidamente diagnosticada e tratada para que as crises possam ser controladas.

O que é epilepsia?
Apesar de termos no referido à epilepsia como uma doença, ela é na verdade uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas. As pessoas que sofrem com essa síndrome possuem células cerebrais que se comportam de forma anormal.
Devido a essa desorganização nas células do cérebro ocorrem as chamadas crises epilépticas. Elas podem ser parciais, quando os sinais elétricos anormais aparecem somente em um dos hemisférios do cérebro, ou totais, nos casos em que os dois hemisférios são afetados.
As crises costumam desaparecer espontaneamente após alguns segundos ou minutos. No entanto, elas podem se repetir de tempo em tempos. A epilepsia só é diagnosticada após o segundo episódio de crise. Somente o médico poderá avaliar o caso e receitar a medicação adequada.

Como são as crises?
As crises convulsivas são o principal sinal da síndrome. Quando a crise acontece, a pessoa costuma cair no chão e contrais vários músculos do corpo de forma involuntária. Também é comum que haja produção de saliva em excesso e que ela morda a própria língua durante a crise.
A pessoa que sofre com a epilepsia também pode apresentar crises de ausência, como se durante alguns segundos ela ficasse totalmente desligada. Movimentos involuntários mesmo que o indivíduo esteja alerta também são indicativos da epilepsia. Nesses casos, a pessoa pode mastigar sem perceber, falar coisas sem sentido ou andar sem um direcionamento. Depois da crise, o paciente não se lembra do que aconteceu.

Existe cura natural para a epilepsia?
Na verdade não existe cura para epilepsia, seja ela natural ou por meio de medicamentos. O uso da medicação adequada pode controlar as crises, reduzindo sua frequência. Por isso, o acompanhamento de um médico é fundamental para o tratamento da síndrome.
Algumas mudanças de hábitos, principalmente na alimentação, também podem auxiliar na redução das crises. No entanto, é preciso enfatizar que nenhum alimento, chá ou produto natural substitui o medicamento indicado pelo médico.
Caso você queira seguir alguma tratamento alternativo, converse com o especialista que acompanha o problema. Somente ele poderá fazer indicações com base nos sintomas apresentados. Cada paciente reage de uma forma diferente e, por isso, precisa de um tratamento diferente.

fonte:http://natural.enternauta.com.br/
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Remédio natural para epilepsia

A epilepsia é uma síndrome neurológica que pode acometer pessoas de todas as idades, independente do sexo ou da classe social. Ela se caracteriza por crises periódicas que duram alguns segundos, normalmente acompanhadas de convulsão e movimentos involuntários dos músculos. Com o tratamento adequado, as crises costumam ser controladas. Veja como tratar a epilepsia e quais produtos naturais podem ajudar a atenuar o problema.

Tratamento Natural
Nenhum tratamento natural para a epilepsia substitui o medicamento indicado por um especialista. Hoje em dia a medicina lida com boas substâncias para tratar as crises, possibilitando que o portador da epilepsia tenha uma vida normal. Porém, para que os remédios façam o efeito deseja é preciso que o paciente siga as recomendações e não abandone o tratamento.
Apesar do que dizem alguns boatos, o medicamento para epilepsia não é necessariamente indicado para o resto da vida. Tudo vai depender de como cada organismo reage ao tratamento. Antes de fazer uso de qualquer tipo de tratamento alternativo, converse com o seu médico pois somente ele poderá recomendar as melhores opções de suplemento ou dieta especial para o seu caso.

Ômega 3
A epilepsia é uma disfunção nas células do cérebro. Por isso, alimentos que estimulem o funcionamento cerebral podem ser uma boa opção para quem sofre com as crises convulsivas. O ômega 3 é uma substância importante para os funções do cérebro.
Ele pode ser encontrado em peixes água fria, como salmão, arenque, atum e sardinha. Outros alimentos que contêm o ácido graxo são as nozes, alguns tipos de óleo vegetal, folhas verdes e morangos.

Ômega 3

Alimentos que contêm ômega 3 são recomendados para tratar a epilepsia

Vitamina E
A vitamina E é outra substância fundamental para quem sofre com a epilepsia. Um estudo conduzido pela Universidade de Toronto comprovou que o consumo da vitamina E pode reduzir as crises convulsivas em crianças. Além disso, existem pesquisas que mostram que a carência dessa vitamina aumenta as chances de crise.
A vitamina E é encontrada em alimentos como: avelãs, castanhas, amendoins, semente de girassol, óleo de gérmen de trigo e pistache.

Chá de Valeriana
De acordo com a medicina popular, o chá de valeriana acalma o sistema nervoso e, por isso, pode ajudar no controle das crises. Para fazer o chá é preciso 1 colher (sopa) de valeriana para cada copo de água filtrada. A água deve ser fervida e depois misturada à erva. Depois disso, é necessário que o chá fique descansando abafado até amornar. A posologia é de 1 xícara por dia durante 1 semana. Após esse tempo, fique sem tomar o chá por 2 semanas e depois volte a consumi-lo por mais 1 semana.

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Neurônios humanos criados em laboratório têm o potencial de tratar diversas doenças incuráveis


Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA) desenvolveram um modelo de células cerebrais que pode auxiliar no tratamento de doenças como Parkinson, epilepsia, Alzheimer, lesões na medula espinhal e dores crônicas.
Os testes foram feitos transplantando estas células para cérebros de ratos, e o resultado foi bastante positivo, pois elas se desenvolveram perfeitamente.

“Achamos que este tipo de célula pode ser útil no tratamento de vários tipos de doenças do sistema neurológico e também em doenças neurodegenerativas de forma orientada”, disse Arnold Kriegstein, coautor da pesquisa.
Os cientistas geraram e transplantaram um tipo de célula nervosa humana chamada Eminência Ganglionar Medial (MGE), que teve um desenvolvimento no cérebro dos ratos que imita o que ocorre no cérebro humano.

Kriegstein vê estas células como uma potencial forma de tratamento para melhorar o controle do sistema nervoso em alguns casos de doenças neurológicas. Ao contrário de outras células neurais que podem formar outros tipos de células – e que acabam sendo menos controláveis – as MGE estão restritas a formarem um tipo de célula chamada de interneurônio, que se integra ao cérebro e proporciona uma inibição controlada, auxiliando a equilibrar a atividade dos circuitos nervosos.
Para gerar as células MGE no laboratório, os pesquisadores diferenciaram células-tronco pluripotentes humanas: tanto células-tronco embrionárias quanto células-tronco pluripotentes induzidas, derivadas da pele humana. Estes dois tipos de células estaminais têm potencial para se transformarem em praticamente qualquer tipo de célula humana. Quando transplantadas para ratos que não rejeitam tecido humano, as células MGE humanas se integraram ao cérebro através da formação de ligações com as células nervosas destes roedores, e amadureceram de forma especializada, formando subtipos de interneurônios.

“Estes resultados podem servir como um modelo para estudar doenças humanas com mau funcionamento de interneurônios”, diz Kriegstein. Ele também ressalta que o método dos pesquisadores pode ser usado para gerar uma quantidade suficiente de células MGE humanas para lançar potenciais ensaios clínicos futuros.
Junto a Kriegstein na pesquisa, Cory Nicholas, acadêmico de pós-doutorado da universidade, utilizou fatores-chave de crescimento e outras moléculas para dirigir a derivação e a maturação dos interneurônios. Ele cronometrou o fornecimento desses fatores para moldar seu caminho de desenvolvimento e confirmou a sua progressão. Outro pesquisador, Jiadong Chen, utilizou medições elétricas para estudar cuidadosamente as propriedades fisiológicas dos interneurônios, bem como a formação de sinapses entre os neurônios. Anteriormente, os pesquisadores liderados por Allan Basbaum utilizaram células MGE transplantadas de ratos na medula espinhal dos roedores, para reduzir a dor neuropática. Um uso surpreendente, por ser fora do cérebro. Os pesquisadores agora estão explorando o uso destas células no tratamento de doenças como Parkinson e epilepsia.
“A esperança é que possamos utilizar essas células para vários lugares dentro do sistema nervoso, e que elas se integrem e proporcionem a inibição regulada”, disse Nicholas.
Os pesquisadores também pretendem desenvolver células MGE a partir de células-tronco pluripotentes induzidas derivadas de células da pele de pessoas com autismo, epilepsia, esquizofrenia e doença de Alzheimer.

Um mistério e um desafio tanto para o estudo clínico de células MGE em humanos é que elas se desenvolvem em um ritmo lento (ainda mais lento do que em ratos). Em camundongos em rápido desenvolvimento, as células MGE levam de sete a nove meses para formar subtipos de interneurônio que normalmente estão presentes perto do nascimento. “Se pudéssemos acelerar o relógio em células humanas, então isso seria muito encorajador para várias aplicações”, disse Kriegstein.[MedicalXpress]

fonte:http://hypescience.com/neuronios-humanos-criados-em-laboratorio-tem-o-potencial-de-tratar-diversas-doencas-incuraveis
Por Ana Claudia Cichon
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como devemos agir contra um ataque de epilepsia?


Nós não somos sempre capazes de agir durante problemas de saúde ou conseqüências de uma doença desconhecida. No caso de epilepsia é essencial uma ação rápida com um bom controle e observando a evolução deste ataque.

Quando alguém sofre uma convulsão geralmente o ataque ocorre de repente e sem aviso prévio. Nesses casos, o afetado geralmente cai no chão e perde o controle completamente de seu corpo. A pessoa perde a consciência, e pode sofrer convulsões graves que muitas vezes pode assustar as pessoas que estão ao seu redor.

A primeira coisa que se deve é manter a calma e agir com rapidez. Se a pessoa estiver caída em uma área perigosa ou onde possa bater em alguma coisa, deve-se remove-lo e colocá-lo em uma área segura para evitar acidentes com as suas próprias crises.

Ao contrário da crença popular, o paciente não vai morder a língua e sufocar-se, de fato, se colocar algo em sua boca faremos com que ele tenha uma maior dificuldade na respiração. O ideal é colocar a pessoa de lado, em posição fetal, se possível, para que assim possa respirar melhor e sosegarse logo. Não dê água ou qualquer líquido, porque o paciente está inconsciente e incapaz de engolir.

Ponha uma camisa ou qualquer peça de vestuário que você tem na mão sobre a cabeça. Não tente imobilizar o paciente e nunca tente levanta-lo do chão. Somente quando as convulsões acabarem definitivamente é que podemos mover e levantar a pessoa lentamente.

As crises geralmente duram pouco tempo, mas algumas pessoas podem sofrer por alguns minutos assim você deve agir com rapidez e chamar o médico.

Nunca perca a calma e evite que as pessoas leigas que estão por perto tentem tocar o paciente pois isso só vai dificultar e atrapalhar sua respiração .

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Saiba mais sobre a Convulsão

Blogers

A epilepsia conhecida como convulsão é uma doença neurológica crônica que pode ser progressiva em alguns casos, na qual é caracterizada por crises convulsivas recorrentes afetando cerca de 1% da população mundial.
A convulsão é um fenômeno eletro-fisiológico anormal temporário que ocorre no cérebro, essas alterações podem refletir-se a um nível da tonacidade corporal gerando contrações involuntárias da musculatura, fazendo movimentos desordenados ou reações anormais como desvio dos olhos e tremores.
Os sintomas que a pessoa apresenta varia conforme a área cerebral em que ocorreu a descarga anormal dos neurônios, podendo ter alterações motoras, musculares além a alteração sensoriais. As crises podem também ser precedidas por uma sintomatologia vaga como se fosse uma sensação de mal estar gástrico, sonolência, sensação de escutar sons estranhos ou odores desagradáveis.
Nas crises a pessoa pode apresentar perda de memória sensação de dejà vu, sensações anormais, grandes contrações musculares e dentes cerrados, o diagnostico é realizado pelo médico neurologista através de vários exames e o tratamento é feito por medicações que possam controlar a atividade anormal dos neurônios, diminuindo as cargas cerebrais anormais.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cientistas americanos descobrem que ácidos podem deter ataques epilépticos


da Efe, em Londres 08/06/2008 - 14h02

A ativação de certas moléculas do cérebro sensíveis aos ácidos pode interromper os ataques epilépticos graves, segundo um estudo divulgado hoje pela revista "Nature Neuroscience".

A maioria dos ataques epilépticos acaba espontaneamente e, até agora, ninguém conhecia que mecanismos moleculares os faziam terminar.

No entanto, cientistas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, descobriram que a acidose no cérebro - alta concentração de ácido - interrompe os ataques e, portanto, pára a atividade epiléptica.

O pesquisador John Wemmie e sua equipe explicam que um tipo de canal iônico sensível a ácidos (ASIC), os ASIC1a, estão envolvidos nos ataques epilépticos.

Esse tipo de canal iônico, presente na membrana das células cerebrais, é extremamente sensível ao pH extracelular e regula a irritabilidade neuronal.

Os cientistas afirmam que a acidose pode ativar esse canal, o que interromperia os ataques epilépticos.

Para provar essa hipótese, os cientistas induziram ataques desse tipo em ratos de laboratório que não tinham canais iônicos ASIC1a e em outros que os tinham.

Os indivíduos dos dois grupos inalaram CO2, conhecido por diminuir o pH cerebral e inibir os ataques, mas as convulsões só foram interrompidas nos ratos que tinham os canais iônicos ativos.

Aqueles que não contavam com esses canais sofreram graves convulsões e muitos ratos morreram em conseqüência desses ataques.

A experiência indica que os canais iônicos desempenham um papel importante para pôr fim a um ataque epiléptico ao encurtar sua duração e evitar seu agravamento.

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratar a epilepsia, uma doença complexa e difícil de ser controlada.

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