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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Cinco doenças que humanos e animais têm em comum

Cães com diabetes, gatos com problemas de tireoide e até prescrição de Viagra - conheça as condições de saúde que donos podem compartilhar com seus pets.

Número de gatos com diabetes tem aumentado nas últimas décadas (Foto: Guelph Humane Society via AP)

Seu cachorro está bebendo muita água, urinando com frequência e perdendo peso? Seu gato está inquieto, nervoso e emagrecendo dia após dias, apesar de um enorme apetite?

Há várias doenças comuns entre humanos que parecem estar em crescimento no mundo pet, como diabetes e hipertireoidismo.

Diabetes
O número de casos de diabetes em humanos está aumentando e o mesmo parece estar acontecendo com os gatos, segundo o professor de medicina da Faculdade Real de Veterinária (RVC) Stijn Niessen.

A estimativa é de que um em cada 200 gatos tem diabetes do tipo 2, um aumento considerável se comparado a três décadas atrás, quando havia um caso de diabetes a cada 900 gatos.

"Gatos foram feitos para caçar, mas agora eles ficam muito tempo sentados sem fazer exercícios em apartamentos e são alimentados com frequência, um gesto de amor muitas vezes equivocado", diz Niessen.

No entanto, o veterinário lembra que há muitos gatos gordos que não desenvolvem diabetes. Em alguns casos, tem mais a ver com genética do que estilo de vida.

Cachorro toma sorvete especial para cães na Cidade do México; cachorros também sofrem de diabetes (Foto: Reuters/Carlos Jasso)

Em relação a cachorros, cerca de três em cada mil tem diabetes, segundo o RVC. Os cachorros não têm o tipo 2 de diabetes, mas têm uma tendência maior a ter diabetes tipo 1, quando o sistema imune do corpo o impede de produzir insulina, um hormônio chave que ajuda a armazenar açúcar com segurança.

Tanto nos cachorros quanto nos gatos - e às vezes em macacos, coelhos e até ratos - com diabetes, os animais ficam com sede constante, urinando com frequência e perdem peso, sintomas comuns da doença em humanos.

O tratamento pode incluir injeções de insulina. E alguns estudos com gatos indicam que eles podem empurrar a diabetes para a remissão ao perder alguns quilos extras.

Problemas de tireoide
Gatos hiperativos e inquietos que perdem peso apesar de comer muito podem ter hipertireoidismo.

Assim como em humanos, essa condição ocorre quando a glândula tireoide, no pescoço, produz hormônios em excesso.

Uma forma de tratar uma tireoide superativa é dar uma injeção de iodo radioativo no gato.

O iodo acaba se concentrando na glândula tireoide e emite radiação, matando células ativas demais.

Essa é uma boa forma de curar o hipertireoidismo, mas os gatos precisam ser mantidos em isolamento por várias semanas, já que eles podem emitir radiação em suas caixinhas de areia por algum tempo.

Falta de exercício físico é um dos fatores relacionados com o aumento de casos de diabetes em cachorros (Foto: REUTERS/Jason Cairnduff)

Já os cachorros tendem a sofrer do problema oposto. Cerca de um a cada mil cachorros visitam o veterinário no Reino Unido por causa de tireoides pouco ativas.

Os donos podem ficar atentos a alguns sinais comuns aos humanos com hipotireoidismo - aumento de peso, preguiça e lentidão.

E assim como em humanos, uma terapia de substituição do hormônio da tireoide pode ajudar.

Cães que tomam Viagra
Cachorros com problema de respiração ou que desmaiam de repente podem receber receita para Viagra.

A droga é famosa por ajudar homens com disfunção erétil. Contudo, antes de receitá-la para esse fim, os cientistas realizavam estudos para ver se era possível usar a droga como tratamento para pressão alta.

Agora, os veterinários estão usando Viagra para tratar hipertensão pulmonar - pressão alta nos pulmões - em cachorros.

Alguns donos perguntam aos veterinários se eles podem dar suas próprias pílulas aos animais. A resposta é não.

As drogas são formuladas e licenciadas separadamente para humanos e bichos.

Vírus da Imunodeficiência Felina

O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV, na sigla em inglês) ataca o sistema imune dos gatos, o que os deixa incapaz de combater outras infecções.

Dessa forma, ele é parecido com o efeito do HIV em humanos.

Nos EUA, entre 1,5 e 3% de gatos são infectados com FIV. Febres persistentes, pelos frágeis e perda de apetite são comuns em gatos infectadas.

Inflamações nas gengivas e infecções crônicas na pele, olhos, bexiga e vias aéreas superiores são sinais frequentes também.

Epilepsia
De acordo com o professor Holger Volk, também do RVC, cerca de um em cada 100 cães têm epilepsia.

Gatos também podem sofrer da mesma condição, ainda que isso seja menos comum.

A epilepsia pode causar convulsões, mas em alguns casos os sintomas não são tão fáceis de perceber.

Os animais podem ser tratados com pílulas antiepilépticas, mas elas não funcionam em todos.

Até o momento, o trabalho de Volk indica que uma dieta rica em ácidos graxos pode ajudar. Agora ele está realizando testes mais amplos para confirmar esses resultados.

Outros cientistas do mesmo departamento observaram vídeos de animais ou humanos com epilepsia tendo convulsões. A conclusão é que há mais empatia das pessoas em volta com os animais do que com humanos.

Independentemente de empatia, Volk e Niessen dizem que estudar doenças comuns em animais pode nos ajudar a entender melhor as doenças que nós mesmos sofremos.

fonte

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sinais comuns de problema na tireoide


A glândula tireoide tem como principal função regular o metabolismo no corpo, por isso qualquer distúrbio nesse órgão pode desencadear vários problemas de saúde. O hipertireoidismo e o hipotireoidismo são os distúrbios mais comuns que afetam a tireoide, a seguir vamos falar sobre os sinais mais comuns desta condição.

As alterações na glândula tireoide são muito comuns, e nem todas às vezes estão associadas a mudanças inexplicáveis no peso corporal.

As alterações de humor, cansaço, pele seca, ou a simples sensação de que algo anda errado, embora saibamos que podem ser indício de que existe algum problema de tireoide.

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na base do pescoço, que desempenha um papel vital em quase todas as funções do corpo.

É parte do sistema endócrino, produz o hormônio da tireoide (TH), que controla o metabolismo e afeta o coração, músculos, cérebro e outras partes do corpo. Quando a tireoide secreta muita ou pouca quantidade de hormônios, desde as funções básicas do organismo como o sono, o peso, o apetite e o estado de ânimo, podem ser alterados.

Os problemas de tireoide são mais comuns em mulheres do que em homens, as mulheres têm até oito vezes mais probabilidades de sofrer alguma alteração nesta glândula.

Geralmente, tanto o hipotireoidismo (pouca secreção de TH) como o hipertireoidismo (produção excessiva de TH)), apresentam sinais inconfundíveis, mas em alguns casos estes não são tão evidentes ou a alteração é completamente assintomática.
Vejamos alguns sinais comuns do problema de tireoide:

Exaustão e cansaço, inclusive depois de dormir muito bem. Embora o cansaço, a lentidão e a exaustão possam estar associados com um grande número de diferentes problemas de saúde, é um dos sintomas mais comuns de problemas de tireoide.

Quando o cansaço é frequente, inclusive depois de uma boa noite de sono, é provável que se sofra de hipotireoidismo. Este cansaço acontece porque o corpo apresenta uma baixa produção de hormônio da tireoide e o metabolismo funciona mais lento.

Variações de peso sem razão aparente. Um aumento ou perda de peso inexplicável é um sinal comum de problemas de tireoide. Quando você ganha peso apesar de comer bem ou fazer dieta e exercício, é um sinal de alerta de hipotireoidismo. O corpo carece de suficientes níveis de TH, o que resulta em um metabolismo mais lento que queima menos energia e, portanto, acumula gorduras.

No entanto, uma tireoide hiperativa gera uma perda de peso sem explicação. Neste caso, a glândula produz demasiado TH, o metabolismo se acelera e o corpo queima muita energia.

O hipertireoidismo é uma condição mais perigosa do que o hipotireoidismo, porque pode conduzir a problemas cardíacos.

Depressão e tristeza. As mudanças irracionais no estado de ânimo não apenas podem ser devido ao ciclo menstrual. Ansiedade, depressão, tristeza podem ser devido a problemas de tireoide.

Ter pouca ou muita tireoide pode afetar a química do cérebro afetando a secreção de serotonina.

É comum que as pessoas com hipertireoidismo se sintam ansiosas, inquietas ou irritadas, enquanto que as que têm pouco TH podem se sentir tristes ou deprimidas.

Pele seca, queda de cabelo, unhas quebradiças. A pele seca e escamosa, unhas quebradiças e queda de cabelo podem ser um claro indício de hipotireoidismo.

A perda de cabelo também pode estar vinculada a uma tireoide hiperativa, juntamente com a pele ou o cabelo oleoso. Geralmente, estes sintomas podem aparecer depois de meses de um mau funcionamento da tireoide.

Períodos irregulares ou alterados. Um mau funcionamento da tireoide afeta o ciclo menstrual. O hipertireoidismo resulta em um período menstrual mais curto, irregular e com menstruações leves. No entanto, o hipotireoidismo se caracteriza por gerar um período mais pesado e de ciclos mais longos.

É preciso ter muito cuidado, porque as interrupções em um ciclo menstrual regular podem aumentar o risco de infertilidade.

Abortos Espontâneos. Em alguns casos de problemas de tireoide subclínicos, que são uma forma leve de hipotireoidismo geralmente sem sintomas notórios, podem ser gerados abortos espontâneos inexplicáveis.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Deficiência de hormônio tireoidiano compromete o funcionamento renal

Um estudo publicado por cientistas brasileiros na revista Thyroid apresentou, pela primeira vez, evidências diretas de que a deficiência de hormônios tireoidianos prejudica o funcionamento renal.

Ao suspender temporariamente a terapia de reposição hormonal de pacientes que tiveram a glândula retirada em decorrência de um câncer, os pesquisadores observaram prejuízo médio de 18% no ritmo de filtração glomerular – primeira etapa do processo de formação da urina nos rins.

A pesquisa foi realizada com apoio da FAPESP durante o doutorado de George Barberio Coura Filho, sob orientação do professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Marcelo Sapienza, vinculado ao Instituto de Radiologia (InRad-USP).

“Evidências da literatura científica indicavam que alguns portadores de disfunção tireoidiana apresentavam disfunção renal associada. Mas eram poucos os trabalhos sobre o tema e eles avaliaram a função renal de maneira indireta”, comentou Coura Filho, que também é diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).

O grupo então decidiu investigar se o ritmo de filtração glomerular – parâmetro comumente utilizado na avaliação da função renal – era ou não dependente dos níveis de hormônios tireoidianos.

O estudo foi feito com 28 pacientes submetidos a cirurgia para retirada da tireoide após o diagnóstico de câncer. Nenhum deles tinha histórico de disfunção renal e todos teriam de passar por um tratamento complementar com iodo-131, substância radioativa, para reduzir o risco de recidiva e de metástase.

“Para aumentar a eficiência do tratamento com radioiodo, é preciso aumentar os níveis do hormônio estimulante da tireoide (TSH, na sigla em inglês), que é produzido pela hipófise e facilita a entrada do iodo nas células”, explicou Coura Filho.

Segundo o pesquisador, há duas maneiras de se alcançar esse objetivo: administrando ao paciente uma versão sintética do hormônio TSH ou suspendendo a terapia de reposição tireoidiana, o que faz com que a hipófise passe a produzir o hormônio estimulante da tireoide na tentativa de corrigir o déficit.

Antes de iniciar a radioiodo terapia, portanto, os 28 pacientes foram divididos em dois grupos. Metade recebeu TSH sintético e, os demais, tiveram a reposição hormonal suspensa, entrando em estado clínico de hipotireoidismo.

Com auxílio de uma técnica de medicina nuclear, os pesquisadores avaliaram nos dois grupos a evolução do ritmo de filtração glomerular. Para isso, foi injetado nos pacientes um radiofármaco chamado Cr51-EDTA.

“O Cr51-EDTA é um marcador filtrado exclusivamente pelos glomérulos, sem que haja secreção ou absorção significativa nos túbulos renais (onde ocorre a segunda etapa de formação da urina). Portanto, quanto maior for o ritmo de filtração glomerular, mais rapidamente o marcador radioativo é excretado do organismo”, explicou Coura Filho.

Duas e quatro horas após a injeção do isótopo, amostras de sangue dos voluntários de ambos os grupos foram colhidas e colocadas em um contador de radiação.

“As análises mostraram que, no grupo que teve a reposição hormonal suspensa, o ritmo de filtração glomerular caiu em média 18% em comparação ao nível inicial. Já no grupo que recebeu TSH sintético, observamos aumento de 4% na filtração, mas o número não foi estatisticamente significativo e podemos dizer que, nesse caso, a função renal ficou estável”, disse Coura Filho.

Resíduos represados
Quando a taxa de filtração glomerular cai, menor quantidade de urina é formada, o que significa que toxinas e metabólitos indesejados ficam represados no organismo. Uma das formas mais usadas de investigar se isso está acontecendo é dosar na urina ou no sangue do paciente uma substância chamada creatinina – formada a partir da quebra da proteína creatina fosfato, necessária para o funcionamento dos músculos.

Dados do artigo mostram que, nos pacientes que tiveram a reposição hormonal suspensa, a taxa de excreção de creatinina na urina caiu 22%. Também foi observado aumento das concentrações de creatinina no sangue.

Na avaliação de Sapienza, o estudo deixa claro que o hipotireoidismo, mesmo em uma apresentação aguda, leva a significativa redução da filtração glomerular, o que pode ter implicação na farmacocinética de outras drogas e agravar a situação de pacientes que já tenham doença renal prévia.

“O hipotireoidismo associa-se a redução da função renal provavelmente por levar a alterações do sistema cardiocirculatório, talvez associadas a modificações de transporte hidroeletrolítico renal. Apesar de essa relação ser bem conhecida em outras situações, não é ainda claro o grau e intervalo em que ocorre essa disfunção no hipotireoidismo agudo e como quantificá-la na prática clínica. Neste trabalho, além de determinar o impacto do hipotireoidismo agudo na filtração glomerular, medida pelo clareamento plasmático [excreção pela urina] do 51Cr-EDTA, foi possível estabelecer parâmetros baseados na dosagem sérica de creatinina, que permitem fazer esse monitoramento de forma mais acessível clinicamente”, avaliou.

Para Coura Filho, os resultados reforçam a necessidade de uma reposição tireoidiana eficiente. “Agora que conhecemos como os hormônios tireoidianos interagem com o funcionamento dos rins, podemos evitar que pacientes com hipotireoidismo primário – aqueles que têm a glândula, mas ela não funciona adequadamente – venham a sofrer prejuízos renais futuramente. Devemos adotar medidas preventivas”, opinou.

O artigo Effects of Thyroid Hormone Withdrawal and Recombinant Human Thyrotropin on Glomerular Filtration Rate During Radioiodine Therapy for Well-Differentiated Thyroid Cancer (doi: 10.1089/thy.2015.0173), pode ser lido em online.liebertpub.com/doi/10.1089/thy.2015.0173.

fonte:agencia.fapesp.br
por Karina Toledo | Agência FAPESP
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Óleo de coco para a dieta com hipotireoidismo


Já mencionamos em outros artigos alguns benefícios que o óleo de coco pode oferecer para a saúde. Mas hoje queremos chamar a atenção para o quão benéfico pode ser incluir o óleo de coco em sua dieta se você sofre com hipotireoidismo, pois auxiliará na perda de peso e aumentará o metabolismo da tireoide melhorando o seu funcionamento em linhas gerais.
Um óleo com muito potencial para a saúdeSabe-se que o hipotireoidismo é um dos problemas mais relacionados com a obesidade que existem. Então, fornecer elementos que ajudem na dieta é fundamental. Você conhece o óleo de coco e seus benefícios para este problema?

Sem dúvida alguma os problemas de hipotireoidismo se tornam muito complicados para aqueles que querem entrar em forma. Em primeiro lugar, o metabolismo diminui significativamente, gerando também alterações no humor e na saúde em geral. Emagrecer custa muitíssimo e qualquer coisa que é consumida de forma inadequada vai parar na barriga.

Por esta razão, levar em conta alguns produtos que são bons para a dieta para hipotireoidismo é algo fundamental. Toda boa informação ajuda. E o uso de gorduras na dieta, algo que ninguém deve ignorar, se converte em algo essencial.

É muito provável que a maioria derrube sem concessões os óleos vegetais tradicionais. Mas existem fontes médicas que indicam que um excesso de ácidos graxos poli-insaturados, como a maioria destes óleos, geralmente atua negativamente no funcionamento da tireoide, pois inibe a secreção de um hormônio. Para isso, a resposta poderia se tornar o óleo de coco.

O que é o óleo de coco:
O coco é um fruto que tem muitos lipídios dentro do seu interior. Mas, durante muitos anos foi desaprovado, porque suas gorduras são saturadas. Era considerado um obstrutivo para as artérias e mal para a saúde. Algo que mudou dramaticamente com as investigações que têm sido realizadas, onde se demonstrou claramente que é um dos óleos mais saudáveis que existem.

Suas gorduras são saturadas, mas naturais. Além disso, conta com lipídios de cadeia média e com ácido láurico, uma substância que é muito benéfica e que compensa qualquer coisa ruim que poderia ter neste óleo. Assim, como seu nome diz, não deixa de ser um óleo. E, por esta razão, não se deve abusar muito dele.

Como beneficia tireoide:
Aparentemente, o óleo de coco, através do seu teor de ácido láurico, ajudaria a aumentar significativamente o metabolismo da tireoide e melhorar o seu funcionamento em linhas gerais. Além disso, aumenta o consumo de energia, sendo uma grande fonte direta desta.

“A cadeia média de ácidos graxos que se encontra no óleo de coco é muito interessante, porque não se encontra normalmente em nossa dieta de outra forma. Ao contrário da cadeia longa que representa as gorduras de origem animal, esta cadeia média é suficientemente pequena para entrar na mitocôndria, a usina energética das células, onde podem ser convertidos diretamente em energia”. Estas são as palavras de Nigel Turner, responsável por uma pesquisa australiana sobre o óleo de coco, para seguir alimentando a hipótese da bondade que teria este produto para a tireoide.

Quais outros benefícios têm:
Além de ser uma grande fonte de energia e ter demonstrado ser uma espécie de gordura saudável, o óleo de coco também é um excelente fungicida e bactericida. Seu uso é muito difundido para este tipo de problemas, tanto para uso interno como externo. Assim, você pode aplicá-lo tanto em um cataplasma, como tomá-lo colheres de sopa para desfrutar dos seus benefícios antivirais.

Como é usado? Como se usa qualquer óleo. Mas, ao contrário de qualquer óleo, que geralmente vem em estado líquido, o óleo de coco costuma estar no estado sólido, menos cremoso.

Também existem outros produtos da mesma natureza, como o leite de coco (muito similar em consistência ao creme) e também a manteiga de coco, mais sólida do que o óleo. Ambos também apresentam possibilidades interessantes para o uso.

Com o óleo de coco se pode fazer tudo. Pode ser usado para cozinhar, espalhado sobre um alimento, para adicionar no final sobre um prato de arroz integral, para pastelaria saudável (sempre que utilizar ingredientes integrais), assim como também para sobremesas e acabamentos.

Se você quer comer algo doce com ele, pode experimentar processar uma banana, uma colher de sopa de óleo de coco e uma colher de sopa de sementes de chia. Leve a mistura ao congelador, mexendo a cada meia hora, para que não cristalize, e desfrutará de um saboroso sorvete bruto de vegetais com muitas propriedades.

Se você quiser usá-lo em algo salgado, utilize-o para preparar um molho de salada em estilo tailandês. Misture uma colher de sopa de óleo de coco, duas de suco de limão, coentro picado, um pouco de chilli picante ou pimenta, sal e um toque de erva-cidreira picada ou capim-limão. E, em seguida, use em sua salada favorita, sobre seus peixes e até mesmo sobre um pedaço de frango. É questão de gosto.

Além disso, esse sabor de coco que costuma dar as comidas termina sendo maravilhoso, tanto em prato doce como em um salgado.

Onde você pode conseguir?
Atualmente, é um produto bastante difundido. Você pode facilmente conseguir na América Latina, pois costuma ser um produto fabricado no Brasil e exportado para os países vizinhos. Nos supermercados que tenham uma boa variedade de produtos, lojas de alimentos dietéticos e ervanários e também em lojas asiáticas, onde é usado bastante.

Talvez a principal desvantagem que tem é que o seu preço costuma ser um pouco elevado em alguns lugares. Mas rende muito e, por vezes, é melhor colocar o dinheiro em algo saudável para si mesmo, do que terminar gastando em qualquer coisa que talvez termine sendo desnecessária.

Seria o óleo de coco uma solução para emagrecer com hipotireoidismo:
Definitivamente, não. Pense que ao mudar o óleo da sua alimentação estará mudando apenas parte da mesma, mas não tudo. Ou seja, não é um produto milagroso, mas que te ajudará ativando o seu metabolismo, incorporando ácido láurico e oferecendo uma opção que, aparentemente, é ótima para os inconvenientes do hipotireoidismo.

É claro que a combinação de uma dieta adequada, muito exercício e com a ajuda de tudo o que contribui para melhorar o funcionamento da tireoide e aumentar o metabolismo, será a chave para que você possa emagrecer ou manter o peso com hipotireoidismo.

fonte:http://www.saudedicas.com.br/
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça 11 causas pouco conhecidas da prisão de ventre

Descubra doenças e medicamentos que podem estar por trás do incômodo

Os principais culpados da prisão de ventre já são bem conhecidos, como má alimentação, sedentarismo e estresse. "Na maioria das vezes, o aumento da quantidade de fibras e da ingestão de água e a prática de exercícios já conseguem reverter esse problema", conta o gastroenterologista José Roberto de Almeida, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

No entanto, há casos em que apenas essas medidas não são suficientes porque as causas envolvem medicamentos e até outras doenças, como o diabetes. Confira o que médicos também apontam como motivos da temida prisão de ventre e saiba como revertê-los.


Hipotireoidismo
A tiroide é uma glândula localizada no pescoço responsável por produzir hormônios que regulam o funcionamento de diversos órgãos do corpo. Dados do IBGE apontam que por volta de 15% dos brasileiros sofrem de problemas nessa glândula. Um deles é o hipotireoidismo, que é a baixa produção dos hormônios. "Todo o corpo pode sofrer com essa alteração hormonal, incluindo o intestino", explica a gastroenterologista Débora Dourado Poli, do Hospital São Luiz. A digestão pode ficar mais lenta, por exemplo, provocando a constipação intestinal.

Se você já faz tratamento para problemas na tireoide, converse com o seu médico e verifique se há a necessidade de mudar hábitos ou tomar medicamentos que combatem a prisão de ventre. Tire dúvidas sobre sintomas e tratamento de hipotireoidismo.

Hiperparatiroidismo
Esse problema é menos comum que o hipotiroidismo e está ligádo a uma glândula que fica perto da tireoide, chamada paratireoide. Ela excreta o paratormônio (PTH), que é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. No hiperparatiroidismo, o PTH é preoduzido em excesso, aumentando a quantidade de cálcio no sangue - problema chamado hipercalcemia - e provocando a prisão de ventre. Um médico endocrinologista poderá indicar o teste e o tratamento adequados para combater essa condição.

Analgésicos
Pessoas que se recuperam de uma cirurgia ou estão controlando uma dor crônica costumam ser receitadas com analgésicos chamados opioides, que equivalem à morfina. "Esse tipo de analgésico pode levar a uma constipação intestinal, sendo preciso rever os hábitos alimentares para tentar reverter o quadro e, em casos mais extremos, indicar o uso de um laxante", explica a gastroenterologista Débora, do Hospital São Luiz.

Uso indevido de laxantes
Alguns laxantes apáticos - que irritam mais as mucosas intestinais - podem gerar uma lesão nos nervos que comandam o intestino, criando uma dependência ao uso do remédio. Quanto mais a pessoa usar esse medicamento, mais o intestino pode ficar tolerante e precisar de ainda mais laxante para funcionar. "Faltam mais estudos para comprovar essa relação, mas mesmo assim é importante que as pessoas façam uso de laxante com orientação médica adequada", afirma a gastroenterologista Debora.

Antidepressivos
"Medicamentos para depressão chamados antidepressivos tricíclicos costumam provocar a constipação intestinal", diz Debora Poli. Uma possível explicação para isso é que esses remédios afetam a transmissão dos nervos para que o intestino funcione corretamente. Se você toma esses medicamentos, converse com o seu médico para verificar se realmente pode ser essa a causa da sua constipação. Ele pode indicar a mudança de alguns hábitos e até a troca do tipo de antidepressivo.

Antiácidos
Débora Poli explica que o antiácido feito com hidróxido de magnésio costuma prender o intestino, enquanto o hidróxido de alumínio costuma soltar. "Há antiácidos que possuem uma combinação dessas duas substâncias para deixar o intestino regulado", conta. Por isso, cheque o rótulo antes de comprar o seu remédio contra azia e má digestão.

Doença do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma doença que envolve alterações nos movimentos intestinais, provocando dor abdominal e cãibras. "Esse problema pode trazer tanto constipação quanto diarreia, depende do organismo da pessoa", explica o gastroenterologista José Roberto. Quando há prisão de ventre, a pessoa tem dificuldade na passagem das fezes e sente muita cólica.

A Doença de Crohn, um processo inflamatório intestinal que envolve as paredes do órgão, também pode causar prisão de ventre, embora seja pouco comum. "A maioria das pessoas com essa doença costuma ter diarreia durante as crises", afirma José Roberto.

Gravidez
A gestante passa por uma montanha russa hormonal durante os nove meses que antecedem o parto. Tantas alterações podem interferir no funcionamento do intestino, provocando a prisão de ventre. No último trimestre da gravidez, a pressão do bebê sobre o intestino e outros órgãos também podem atrapalhar a digestão. Por isso, é importante que a futura mamãe adote hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios leves com frequência para manter o intestino em dia desde os primeiros meses de gestação.

Diabetes
Caracterizada pela dificuldade de metabolizar a glicose do sangue, o diabetes pode causar danos nos nervos do corpo (neuropatia diabética), incluindo os nervos que transmitem estímulos para que o intestino se movimente corretamente. Como resultado, surge a desagradável prisão de ventre. Controlar o diabetes, portanto, é fundamental para evitar esse prejuízo aos nervos.

Uso errado de suplementação
Quem usa suplementos alimentares sem orientação médica pode ter problemas de sáude, incluindo o intestino preso. O problema acontece, principalmente, com o excesso de cálcio e ferro, que sobrecarregam e prejudicam o trabalho do intestino. Consulte sempre um médico antes de investir na suplementação e jamais ultrapasse a quantidade que ele recomendar.

Hemorroida
A prisão de ventre favorece o surgimento de hemorroida: quando a pessoa está com o intestino preso e faz força demais para evacuar, as veias do ânus podem ficar doloridas e inchadas. Uma vez que a hemorroida aparece, pode acontecer o inverso: como a pessoa está com dores na região anal, tende a ficar mais tensa. Essa tensão pode interferir nos movimentos intestinais, fazendo com que a prisão de ventre aumente ainda mais. Por isso, o tratamento médico adequado é fundamental para se livrar desse problema.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15972-conheca-11-causas-pouco-conhecidas-da-prisao-de-ventre
por Letícia Gonçalves
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terça-feira, 13 de maio de 2014

Iodo

Nome em português: iodo
Nome científico: iodo (I)

Dose diária
A dose diária recomendada é de:
- 150 µg a 200 µg

Nutrientes que contêm iodo
- Peixes brancos, sal de cozinha enriquecido com iodo (é o caso na maioria dos países ocidentais, onde o iodo foi adicionado no sal no início do século XX, para evitar o aparecimento de papeira e outras doenças da tireóide (hipotireóide). Com esse enriquecimento em iodo, as carências tornaram-se muito raras no ocidente), óleo de fígado de bacalhau, algas marinhas.

Efeitos
- No corpo humano, o iodo está principalmente concentrado na glândula tireóide e participa da formação dos hormônios tireódeanos: a T3 e a T4 (tiroxina)

Indicações
- Assegurar o bom funcionamento da glândula tireóide (uma glândula essencial para o corpo humano)

Carência
- Hipotireóide, hipertireóide, em recém-nascidos e crianças: cretinismo, em adultos: papeira.

A baixa ingestão de iodo em mulheres grávidas pode levar a um mau desenvolvimento do sistema nervoso central do feto, sempre pergunte ao seu médico sobre suplementos alimentares para tomar durante a gravidez.

Excesso
- Interrompimento da síntese de hormônios tireóidianos T3 e T4, hipertireóide: diversos problemas metabólicos.

Tiroidite de Hashimoto (por exemplo, como é o caso do Brasil em casos de ingestão excessiva de sal, sendo este último iodado)

Observações
- Antigamente, em determinadas regiões atrasadas que não tinham iodo ( que encontramos na terra ou no sal) algumas crianças nasciam cretinas (retardadas mentais).
Atualmente, na maioria dos países ocidentais, o iodo está integrado no sal de cozinha. Isso é importante pois todas as pessoas devem ter um teor suficiente em iodo.

fonte:http://www.criasaude.com.br/N2922/iodo.html
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sábado, 25 de janeiro de 2014

Suco para emagrecer e tratar Hipotireoidismo

Suco que melhora a queima de gordura e controla a tireoide. Uma das doenças associadas com a obesidade é hipotireoidismo. Portanto, se você está com hipotireoidismo e você também quer perder peso, basta preparar um suco que aumente a queima de gordura e o controle da tireoide.
O hipotireoidismo é uma doença que afeta a glândula tireoide e consequentemente afeta o metabolismo do corpo, queimando gorduras e açúcares de forma muito lenta. Por esta razão, se você sofre de hipotireoidismo, você pode ter uma tendência a ter alguns quilos extras.

A dieta desempenha um papel importante no tratamento natural para doenças da tireoide, portanto, você precisa saber quais alimentos são adequados e quais você deve eliminar de sua dieta.

Uma vez que fica claro para você quais são os alimentos que são benéficos para a perda de peso e controlar a tireoide, facilitara a sua dieta, pois assim, você poderá preparar diferentes tipos de receitas e porções, como o suco de espirulina (um tipo de alga), pepino e limão.
Cada um destes gêneros alimentícios têm que equilibrar as propriedades e os benefícios para a tiroide e para o emagrecimento.

Receita de suco para emagrecer e para tratamento de Hipotireoidismo

Ingredientes:
3 limões, descascadas e cortadas em quartos;
1 pepino, descascado e fatiado;
2 colheres de chá de espirulina em pó.

Preparação:
Coloque os limões e pepino no liquidificador.
Adicionar espirulina, mexa bem para torná-lo uma mistura homogênea.
Se você quiser, pode adicionar gelo picado ou metade de um copo de água gelada.
Ambos pepino, limão e espirulina tem componentes que aumentam o metabolismo, promovem queima de gordura e melhoram a função da tireoide.

Estar acima do peso pode ser devido a diferentes causas, seja por motivos hereditários, hábitos alimentares errados ou distúrbios metabólicos, como hipotireoidismo.

Neste último caso, é muito importante tentar controlá-lo, e para isso você pode considerar este suco, bem como outros remédios naturais e caseiros. Não se esqueça que o exercício também pode ajudar a aumentar o metabolismo e queimar gordura mais rapidamente.

Por favor, note que se você quer beber este suco é importante consultar o seu médico, especialmente se você estiver tomando medicação para o hipotireoidismo.

fonte: http://www.saudedicas.com.br/saude-geral/suco-para-emagrecer-e-tratar-hipotireoidismo-1512633
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Previna nove problemas femininos com a ajuda da alimentação

Dieta adequada protege contra câncer de mama, depressão e osteoporose

Que uma boa alimentação traz benefícios enormes para a saúde, ninguém discute. Além de deixar a mente mais ligada, uma dieta equilibrada está diretamente ligada à prevenção de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto. "No entanto, poucas mulheres sabem que problemas típicos de seu gênero também podem ser prevenidos com ajuda da dieta", afirma a nutricionista Camila Freitas, da Vittali, em São Paulo. Pensando nisso, no Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher (28 de maio), listamos algumas complicações que são mais comuns no universo feminino e montamos um cardápio com os alimentos campeões para combater tais males:


Câncer de mama
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama está entre as dez doenças que mais matam mulheres no Brasil. Segundo a nutricionista Débora La Regina, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta balanceada por contribuir diretamente na prevenção do câncer de mama. "Isso acontece porque, na maioria das vezes, faltam nutrientes essenciais na alimentação da mulher que ajudariam na prevenção desse tipo de câncer", diz.

Um estudo realizado pela Boston University e publicado no jornal American Journal of Epidemiology descobriu que mulheres que comem duas porções de vegetais por dia têm 45% menos chances de desenvolver câncer de mama. Segundo a pesquisa, alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes desempenham um papel ainda maior na redução de chances de câncer de mama, pois são ricos em glucosinolatos, aminoácidos que tem uma função importante na prevenção e tratamento da doença. Além deles, outros alimentos como alho, nabo, alface, abóbora e espinafre possuem menores quantidades de gluconisolatos, e devem fazer parte da dieta.

Câncer de colo do útero
Geralmente causado pelo vírus do HPV, o câncer de colo do útero é facilmente identificado em exames de rotina, como o papanicolau, a colposcopia e a biópsia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença apresenta 18.430 novos casos por ano. Além de evitar os fatores de risco mais comuns, como a diversidade de parceiros sem proteção, o tabagismo e a má higiene íntima, o câncer de colo do útero pode ser prevenido com a alimentação. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) descobriu que consumir três ou mais porções de peixe por semana diminuía em 33% o risco de desenvolver câncer de colo do útero. De acordo com os autores, o poder anti-inflamatório do ômega 3, presente nos peixes, atua combatendo os pólipos adenomatosos - são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.

Dor de cabeça
Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, 76% das brasileiras sofrem com algum tipo de dor de cabeça. Entre as principais causas de cefaleia no público feminino estão estresse, má alimentação e alterações hormonais típicas do ciclo menstrual. "Durante o período de TPM, o organismo das mulheres produz em excesso um grupo de hormônios chamados prostalginas, e essas altas taxas de hormônios são as responsáveis pelas dores articulares, musculares, cólicas e a também a enxaqueca e cefaleia", afirma a endocrinologista Amanda Athayde, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Porém, uma pesquisa desenvolvida pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade Griffith, na Austrália, descobriu que uma dieta rica em vitaminas do complexo B pode ajudar a prevenir crises de enxaqueca. A nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, afirma que essas vitaminas, principalmente a B12, são fundamentais para o pleno funcionamento do sistema nervoso, evitando alterações de sensibilidade no corpo, que podem causar crises de enxaqueca. Ela explica que ao redor dos nossos nervos existe uma espécie de "capa de gordura", chamada bainha de mielina, que é fundamental para a passagem do estímulo nervoso e a proteção do nervo. "Na falta de B12, ocorre a desmielinização, que é uma espécie de defeito na bainha de mielina", completa Roseli. Fígado de boi, mariscos, ostras cruas, atum, ovos e leite são boas fontes dessa vitamina.

Osteoporose
"Durante a menopausa ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, hormônio feminino imprescindível para manter a massa óssea, aumentando a incidência de osteoporose", diz a endocrinologista Amanda. O Ministério da Saúde afirma que a osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo mais da metade mulheres, e 25% delas na pós menopausa. O principal causador da osteoporose é a deficiência em cálcio, nutriente responsável por calcificar os ossos. Para consumir as quantidades recomendadas de cálcio, o ideal é ingerir o equivalente a três copos de leite integral mais uma porção de queijo amarelo por dia. "Outros alimentos, como sementes e verduras verde-escuras também são ricas nesse nutriente, mas a melhor opção são mesmo o leite e seus derivados", afirma a nutricionista Camila Freitas, da Vittali, em São Paulo.

Depressão
Um levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 17 milhões de brasileiros sofram com depressão, sendo que a proporção é de duas mulheres para cada homem com a doença. De acordo com os especialistas, uma hipótese que justifica a maior prevalência em mulheres é que elas sofrem maiores oscilações hormonais, incluindo os níveis de serotonina, hormônio responsável pelo nosso bem-estar. "A doença pode acontecer porque a transmissão de serotonina não está tão efetiva quanto deveria no organismo, diminuindo o humor", explica a neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares, da Unifesp.

A boa notícia é que um cardápio rico em vitamina D pode ser grande aliado contra a depressão. Pesquisadores da Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina e a doença após avaliarem mais de 12.600 participantes de estudos feitos entre 2006 e 2010. A principal fonte dessa vitamina é a luz solar, que estimula a produção da vitamina por nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, já são suficientes. Outras fontes de vitamina D são: ovos, iogurte, fígado de boi, sardinha e óleo de fígado de bacalhau.

Menopausa
Ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso, insônia, irritabilidade, entre outros sintomas, são característicos da menopausa, que afeta todas as mulheres, geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade. Para se livrar das ondas de calor e da irritação, tão comuns na menopausa, invista em boas porções de soja. É o que afirma um estudo realizado pela Universidade de Delaware, nos Estado Unidos. Baseados na análise 19 estudos anteriores que envolveram mais de 1.200 mulheres, os cientistas descobriram que as isoflavonas presentes na soja têm um impacto direto na redução das ondas de calor e nas mudanças de humor. Para aproveitar esses benefícios, é necessário consumir pelo menos 54 miligramas de isoflavonas por dia - o equivalente a dois copos de leite de soja ou sete gramas de tofu.

Endometriose
Caracterizada pelo crescimento do endométrio fora da cavidade uterina (trompas, ovários, intestinos e bexiga), a endometriose ainda não tem causas conhecidas e atinge cerca de seis milhões de brasileiras, sendo que até 50% delas podem ficar inférteis. Apesar de as causas diretas ainda serem desconhecidas, um estudo publicado na revista Human Reproduction e desenvolvido pela Universidade de Harvard (EUA) concluiu que mulheres que consomem muitos alimentos ricos em ômega 3 tem uma chance 22% menor de serem diagnosticadas com endometriose. "Além dos peixes como atum e salmão, outras ótimas fontes de ômega 3 são as oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas", diz a nutricionista Roseli. Para aproveitar os benefícios, basta consumir três unidades de qualquer uma delas por dia.

Infecção urinária
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% da população feminina brasileira apresenta o distúrbio, que é caracterizado por dores ao urinar e desejo súbito e intenso de urinar, sempre em pequenas quantidades. "As mulheres tendem a ter mais infecções que os homens porque têm uma uretra mais curta e próxima ao ânus", explica o urologista Milton Skaff, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além dos hábitos de higiene íntima e da ingestão abundante de líquidos, a infecção urinária pode ser prevenida ou tratada com a ingestão de suco de cranberry, também chamada de mirtilo. É o que afirma um estudo publicado no Archives of Internal Medicine e desenvolvido por pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan, na China. Eles fizeram uma análise de mais de 10 testes clínicos feitos com a fruta, e descobriram que os riscos de uma infecção eram 62% maiores em mulheres que não consumiam cranberry. De acordo com o estudo, a hipótese que justificaria o efeito benéfico da fruta é a presença de compostos que inibem a aderência da bactéria Escherichia coli - causadora da doença - na mucosa do trato urinário.

Hipotireoidismo
Segundo dados levantados pelo IBGE em 2011, cerca de 15% das mulheres adultas sofrem com o hipotireoidismo, incidência que é 10 vezes maior que nos homens. "Ela acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa", diz a endocrinologista e metabologista Gláucia Duarte, da Universidade de São Paulo. "O hipotireoidismo mais comum acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide, como se ela fosse um corpo estranho no organismo", afirma. O que os pesquisadores da USP descobriram é que uma dieta rica em selênio é fundamental para o bom funcionamento da tireoide, prevenindo doenças relacionadas à glândula. "Uma boa fonte de selênio é a carne vermelha, também rica em zinco, outro nutriente importante para a produção hormonal", afirma a nutricionista Roseli. A especialista alerta, entretanto, que a carne também pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. "Por isso, limite o consumo desse alimento a três bifes médios por semana", complementa.

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/15614-previna-nove-problemas-femininos-com-a-ajuda-da-alimentacao
Por Carolina Gonçalves
imagem:umamorumveraoeomilagredavida.blogspot.com
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Insônia, cansaço extremo e inchaço podem indicar problemas na tireoide

Hipertireoidismo e hipotireoidismo são as doenças mais comuns deste órgão

Apesar de ser pequena, a glândula da tireoide é um órgão essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Nela são produzidos os hormônios T3 e T4, responsáveis por manter nossas células dentro dos eixos e acompanhar todas as funções do corpo. E é por isso que os problemas da tireoide - como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo - causam sintomas em diferentes órgãos. Segundo dados do Instituto da Tireoide, 15% da população acima de 45 anos sofre de problemas na tireoide. Mais comum no sexo feminino, os problemas da tireoide afetam cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm mais de 60 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Além disso, a sociedade estima que 60% da população brasileira terá nódulos na tireoide em algum momento da vida, sendo que apenas 5% deles são cancerosos. Por seus diferentes sintomas, é comum que pessoas com problemas na tireoide suspeitem de outras doenças, demorando a pesquisar o problema corretamente. Confira as explicações dos especialistas e entenda os sinais que o corpo manda, dizendo que sua tireoide não está bem:


Falta ou excesso de energia
Os hormônios da tireoide são responsáveis pelo nosso metabolismo basal - eles estimulam nossas células a trabalharem e garantem que tudo funcione corretamente em nosso corpo. Quando produzimos esses hormônios em excesso (hipertireoidismo), o metabolismo passará a funcionar de forma acelerada. É como se fossemos uma máquina a vapor que está recebendo mais carvão que o normal, passando a trabalhar rapidamente. "Isso deixará o paciente muito agitado e com episódios frequentes de insônia, já que seu metabolismo estará constantemente acelerado, causando essa disposição constante", diz o endocrinologista Mauro Scharf, do Laboratório Exame, em Brasília. "Quando a tireoide não está produzindo quantidade suficiente de hormônios (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento, e como resultado temos o cansaço excessivo, com o paciente dormindo mais do que o normal."

Percepção de calor e frio alterada
Quando sentimos frio, nosso cérebro estimula a liberação dos hormônios da tireoide, justamente para que o metabolismo se acelere e o corpo, por consequência, fique mais quente. E esse processo também pode acontecer no sentido inverso: "no hipotireoidismo é comum que a pessoa tenha mais frio que o normal e no hipertireoidismo sofra mais com o calor, justamente porque seus metabolismos estão lento ou acelerado demais, ficando constantemente com a temperatura corporal mais baixa ou alta", afirma a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, vice-presidente do departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia regional do Paraná.

Problemas intestinais
O funcionamento correto do metabolismo também interfere na eficiência de nosso trânsito intestinal - e os hormônios da tireoide não poderiam ficar de fora. "Uma pessoa com hipotireoidismo fica com o intestino mais lento, e portanto é comum a prisão de ventre", afirma o endocrinologista Mauro. "No caso do hipertireoidismo, há um aumento do trânsito intestinal devido ao rápido funcionamento do metabolismo, levando a um maior número de evacuações e até mesmo diarreia", completa Gisah Amaral de Carvalho.

Alterações no peso
O hipotireoidismo pode causar uma alteração nas concentrações de sódio e água do organismo - também chamado de desequilíbrio eletrolítico - levando à retenção de líquidos. "Isso acarreta no aumento de até 10% do peso corporal total", afirma a endocrinologista Gisah. "Já no hipertireoidismo ocorre perda de peso, porque um metabolismo acelerado aumenta o gasto calórico", completa. Segundo a especialista, as duas condições se normalizam quando é feito o tratamento adequado.

Inchaços pelo corpo
"Assim como a retenção de líquidos do hipotireoidismo causa aumento de peso, ela também pode dar sinais na forma de inchaço, principalmente nas áreas do rosto e nas extremidades do corpo, como mãos e pés", explica Mauro Sharf.

Pele seca e sudorese excessiva
Com o aumento do metabolismo e da temperatura corporal causado pelo hipertireoidismo, o organismo tende a suar mais que o normal, como se a pessoa estivesse sempre muito ativa, ainda que parada. "Enquanto no hipotireoidismo, as baixas taxas metabólicas interferem na boa lubrificação da pele, deixando-a com um aspecto mais seco", diz o endocrinologista Mauro.

Taquicardia e tremores
Quando sofremos um susto ou estresse acentuado, nosso corpo entra em estado de alerta, aumentando os batimentos cardíacos e gerando uma descarga de adrenalina, que causa tremores em nosso corpo. E os hormônios da tireoide são os responsáveis por causar essas reações. "No hipertireoidismo ocorre um estímulo excessivo, que aumenta os batimentos cardíacos e a resposta à adrenalina constantemente, ocasionando os tremores e a retração palpebral (olhar assustado)", afirma a endocrinologista Gisah.

Febre e dificuldade para engolir
Pode ser que você sofra uma inflamação no órgão (tireoidite), gerando sintomas como dificuldades para engolir (por conta do inchaço) e febre moderada. "É um quadro incômodo, porém sem gravidade na maioria dos casos", diz a endocrinologista Roberta Frota, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. "No entanto, se a febre estiver acompanhada de outros sintomas comuns do hipertireoidismo, o paciente pode estar com uma manifestação mais severa da doença, devendo procurar ajuda de um especialista."

Tumores na tireoide
O câncer de tireoide ou tumores benignos na tireoide no geral não apresentam sintomas, sendo identificados apenas com exame médico. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia recomenda que as pessoas tenham o hábito de realizar o autoexame em casa, principalmente quem tem casos de alterações ou problemas na tireoide na família. Vale lembrar que o procedimento é um método de alerta para levantar uma suspeita no paciente, mas de maneira alguma serve como diagnóstico ou substitui uma consulta médica. Confira o passo a passo do autoexame a seguir.

1. Segure o espelho e procure no seu pescoço a região logo abaixo do Pomo de Adão - é nesse local que se encontra a tireoide.
2. Estenda a cabeça para trás para que esta região fique mais exposta, mantendo-a no foco do espelho.
3. Beba um gole de água e engula. Nesse ato, a tireoide sobe e desce.
4. Observe se há algum nódulo ou protuberância na sua tireoide, lembrando sempre de não confundi-la com seu Pomo de Adão. Repita este teste várias vezes até ter certeza.
5. Caso encontre alguma alteração, procure seu endocrinologista.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16369-insonia-cansaco-extremo-e-inchaco-podem-indicar-problemas-na-tireoide
por Carolina Gonçalves
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