terça-feira, 10 de junho de 2014

Novo medicamento, que estimula o sistema imunitário, poderá ser usado para combater a obesidade


Um novo medicamento que estimula o sistema imunitário do corpo pode proporcionar um grande avanço no tratamento de doenças relacionadas com a obesidade.

Aumenta no mundo, a cada ano, a taxa de pessoas obesas e, por consequência, doenças como diabetes, doenças cardíacas e também o câncer.

A nova esperança dos cientistas, que estará disponível nos próximos anos, poderá ser um avanço na luta contra a obesidade, diminuindo todos os riscos associados ao problema.

Um novo estudo realizado na Havard Medical School e do Instituto do Câncer Dana-Farber, nos EUA, identificou um hormônio chamado Irisina, que aumenta no corpo quando a pessoa está fazendo exercícios, aumentando assim a energia e controlando os níveis de glicose no sangue.


Segundo o pesquisador Bruce Spiegelman, um novo medicamento ativaria o sistema imunológico do corpo, tratando assim a obesidade, bem como o diabetes: “Esta pesquisa revela uma nova classe emocionante de potenciais tratamentos que poderiam ser usados ​​para tratar distúrbios relacionados com a obesidade."

A pesquisa ainda mostrou que o exercício estimula a produção do hormônio Irisina que, por sua vez, estimula a gordura marrom do corpo. O pesquisador ainda comentou que este hormônio pode ajudar os cientistas a desenvolveram novas terapias para tratar qualquer doença passível de controle com exercícios físicos.

Nos experimentos realizados, a Irisina ajudou a converter a “gordura ruim” – que se acumula no corpo de uma pessoa – em “gordura saudável”, aumentando o gasto de energia, melhorando a resistência à obesidade e o desenvolvimento de diabetes.

Nos ratos testados, com apenas 10 dias de tratamento, os níveis de açúcar no sangue foram controlados através da normalização dos níveis de insulina, o que pode prevenir o diabetes e ajudar na perda de peso. Segundo o professor Spiegelman, quando usado por uma quantidade de tempo ainda maior, os efeitos são potencializados.

Ele acrescentou: "Outro aspecto potencialmente importante deste trabalho diz respeito a outros efeitos benéficos do exercício, especialmente em algumas doenças para as quais não existem tratamentos eficazes”.

Spiegelman disse que é plenamente possível desenvolver um medicamento baseado na Irisina e iniciar, rapidamente, os testes clínicos em no máximo 2 anos, uma vez que a substância é de origem natural, ou seja, encontrada no corpo humano e também nos ratos.
Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / JB / hypnotherapists /

fonte:http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/4048-novo-medicamento-que-estimula-o-sistema-imunitario-podera-ser-usado-para-combater-a-obesidade-
por Osmairo Valverde
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Deixar o celular no bolso pode afetar a qualidade do esperma, alterando a fertilidade masculina, diz estudo

Estudo afirma que celulares podem ter um impacto significativo sobre a fertilidade do homem.

Os que mantêm um telefone no bolso da calça poderiam estar se expondo à radiação, e esta reduz a chance do homem de se tornar um pai.

Cientistas da Universidade de Exeter descobriram que essa radiação eletromagnética baixou a viabilidade e o movimento dos espermatozoides em 8%.

A maioria da população adulta mundial possui celulares, e cerca de 14% dos casais em países ricos têm dificuldade em conceber. Observando a situação, uma equipe liderada pela Dra. Fiona Mathews, da Universidade de Exeter, realizou uma análise dos resultados de 10 estudos, envolvendo 1.492 homens.

Dra. Mathews afirma que os resultados sugerem que a radiação móvel tem um impacto sobre a fertilidade, mas disse que é preciso muito mais pesquisa para tirar conclusões sólidas.

Ela disse: "Dada a enorme escala de uso de telefone móvel em todo o mundo, o papel potencial desta exposição ambiental precisa ser esclarecido. Este estudo sugere fortemente que essa exposição à radiação eletromagnética de radiofrequência vista em celulares nos bolsos das calças afeta negativamente a qualidade do esperma”.

A sua qualidade pode ser afetada de três maneiras diferentes: na viabilidade, ou quanto do esperma é saudável; motilidade, ou quão bem ele se move em direção a um ovo; e concentração de espermatozoides no sêmen.

A maioria dos homens tem 50 a 85 por cento de espermatozoides com movimento normal. Os pesquisadores descobriram que esta proporção caiu a uma média de 8%, quando houve a exposição dessa região aos telefones móveis.

Os autores alertaram que aparelhos portáteis podem ser combinados com a radiação de internet wi-fi e de outras tecnologias, afetando as taxas de fertilidade que estão cada vez mais baixas a nível mundial.

Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, disse que não estava convencido pelo estudo. "Houve algumas manchetes malucas e alarmantes sobre este assunto. Na minha opinião, os estudos realizados até o momento têm sido um pouco limitados. O que nós precisamos é de alguns estudos epidemiológicos, adequadamente projetados, onde o uso do telefone móvel é considerado ao lado de outros hábitos de vida”.
Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / DailyMail

fonte:http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/4052-deixar-o-celular-no-bolso-pode-afetar-a-qualidade-do-esperma-alterando-a-fertilidade-masculina-diz-estudo?
por: Priscila Nayade
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Não comer no café da manhã engorda: mito ou realidade?


Como faz parte da rotina diária de todos nós, o mundo da alimentação vem sendo exaustivamente estudado há muitos e muitos anos. Com isso, mitos são constantemente quebrados. Uma nova pesquisa da Universidade do Alabama em Birmingham (Estados Unidos) refuta a crença comum de que pular o café da manhã poderia contribuir para a obesidade.

Em vez disso, os cientistas descobriram que ir direto para o almoço não ajuda nem atrapalha os esforços para perder peso. “O campo da obesidade e da perda de peso é cheio de crenças comuns que não foram submetidas a testes rigorosos”, diz o pesquisador David Allison, diretor do centro de Pesquisa em Nutrição e Obesidade da instituição, acrescentando que ele sua equipe desbancaram uma destas crenças. “Isto deve servir de alerta para todos nós para que sempre peçamos provas sobre as recomendações que ouvimos tão frequentemente”.

O estudo envolveu 309 adultos com sobrepeso e obesidade entre as idades de 20 e 65 anos. Os participantes saudáveis ​​foram orientados aleatoriamente a tomar café da manhã ou pular a refeição. O estudo também incluiu um grupo de controle que recebeu informações sobre nutrição saudável, mas não quaisquer instruções específicas sobre o café da manhã. Este grupo de controle tinha pessoas que consumiam e que não consumiam café da manhã.

Os pesquisadores analisaram os efeitos de comer ou pular o café da manhã e como a mudança dos hábitos alimentares nesta refeição influenciavam na perda de peso. “Estudos anteriores demonstraram principalmente que existe uma correlação, mas não necessariamente causalidade”, explica a autora do estudo, Emily Dhurandhar, professora assistente no departamento de comportamento de saúde da Universidade do Alabama em Birmingham. “Em contraste, foi utilizado um grande ensaio, randomizado e controlado, para analisar se recomendações de café da manhã têm um efeito causal sobre a perda de peso ou não, com a mudança de peso como o nosso resultado primário”.

O estudo, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, mostrou que não houve diferença na perda de peso entre os vários grupos. “Devemos tentar entender porque comer ou não o café da manhã não influenciou a perda de peso, apesar da evidência de que o café da manhã pode influenciar o apetite e o metabolismo”, Dhurandhar observou. Além disso, os resultados só incluíram o peso corporal e não examinaram os efeitos de hábitos de café da manhã no apetite das pessoas, gordura corporal e do metabolismo.

“Nosso estudo teve 16 semanas de duração, o que é mais do que muitos estudos anteriores, porém pode ser que o efeito da recomendação fique mais claro em um estudo de duração ainda maior”, acrescentou Dhurandhar. “Nós explicamos aos participantes o que é um café da manhã saudável, mas deixamos suas escolhas de alimentos ao seu critério”, pondera.
Aqui no Hype mesmo, nós temos alguns exemplos de dietas recomendadas para o café da manhã, envolvendo o consumo de ovos, leite e até mesmo sobremesas. Ainda que tenha mostrado que esta refeição parece não influenciar na massa corporal, ainda há muitas outras perguntas que o estudo deixou em aberto. [MedicalXpress]

fonte:http://hypescience.com/nao-comer-cafe-da-manha-engorda-mito-ou-realidade/
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Eu terei Alzheimer?


É muito comum que membros da família de um paciente com doença de Alzheimer ou outras formas de demência se perguntem se um dia também terão a doença.
Agora, o neurologista David Geldmacher, que possui um programa sobre distúrbios de memória na Universidade de Alabama em Birmingham (EUA), está oferecendo pela primeira vez nos Estados Unidos um serviço que avalia o risco de demência de forma personalizada.

A demência é a perda da função cerebral que ocorre com determinadas doenças, como o Alzheimer. Ela afeta a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento.
A avaliação incluirá fatores de risco para a condição que afetam as probabilidades da pessoa ter a doença, como histórico familiar, histórico detalhado de memória do paciente, teste cognitivo e um exame de ressonância magnética.

Essa informação será incorporada em modelos de previsão de risco existentes que foram validados por estudos científicos.
Geldmacher irá providenciar aos seus pacientes informações sobre os fatores de risco não modificáveis, como idade e histórico familiar, bem como estratégias para lidar com fatores de risco modificáveis, como peso, dieta, pressão arterial e nível de atividade física.

De acordo com o neurologista, a pesquisa no campo mostra que a redução de um ou mais fatores de risco podem ter um efeito significativo na redução das chances gerais de desenvolver Alzheimer, por exemplo.

A avaliação destina-se principalmente a indivíduos em seus 50 e 60 anos, e irá fornecer uma previsão de risco de 20 anos. Também pode ser feita em indivíduos mais velhos, com uma previsão de risco de seis anos.
Geldmacher irá passar um plano de tratamento personalizado e sugerir estratégias de enfrentamento da doença para cada indivíduo e sua família. O serviço, que inclui duas visitas médicas e o exame de ressonância magnética, custará cerca de US$ 1.000 (R$ 2.275). [MedicalXpress, MinhaVida]

fonte:http://hypescience.com/eu-terei-alzheimer/
por:Natasha Romanzoti
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Conheça os alimentos que ajudam e atrapalham a cicatrização

Não é só a destreza do cirurgião que define a aparência de uma cicatriz. As escolhas alimentares fazem toda a diferença na reconstrução do tecido.Confira abaixo!

Conheça os alimentos que ajudam e atrapalham a cicatrização

Os vilões!

1- Camarão
O crustáceo tem concentrações elevadas de quitosana, uma molécula que favorece a inflamação da pele.

2- Industrializados
Salgadinhos, sorvetes, biscoitos e congelados são alguns dos alimentos que figuram na lista de contraindicados a quem tem encontro marcado com o bisturi. É que, além de patrocinarem inflamações, eles são abastecidos de sódio, mineral que promove inchaço, outro fator que atrapalha a cicatrização.

3- Carne de porco
Ela também inflama a cútis, o que pode elevar além da conta a produção de colágeno e gerar uma super cicatrização - o queloide.

4- Soja
As isoflavonas da leguminosa estimulam a liberação de substâncias do corpo que rendem mais e mais inflamação na ferida.

5- Pimenta
Ela tem capsaicina, substância que é ótima para as artérias, mas um tanto quanto agressiva para a pele. Melhor aposentar por um tempo.

6- Abacate
"Ele tem substâncias que diminuem a ação da colagenase, uma enzima que destrói o colágeno", justifica Hochman. Parece contraditório, não? Mas é que isso afeta o equilíbrio perfeito entre a fabricação e a quebra dessa proteína, o que pode servir de estopim para o surgimento do tal queloide, aquela cicatriz que passou da conta.

Os mocinhos!

Atenção: Esses alimentos devem fazer parte do cardápio antes de uma cirurgia e durante a recuperação da pele.

7- Fontes de vitamina C
Presente em frutas - laranja, pêssego e acerola são bons exemplos -, o nutriente é essencial para a formação adequada do colágeno, proteína que regenera o tecido.

8- Castanhas, nozes e afins
Além de contarem com gorduras benéficas, com poder anti-inflamatório, elas são boas fontes de zinco, mineral que garante o equilíbrio entre produção e degradação de colágeno.

9- Peixes e carnes magras
Os cortes magros de carne vermelha dão incentivo especial para a formação do colágeno. Já os pescados fornecem ômega-3, gordura que barra inflamações.

10- Vegetais arroxeados
A cor indica a oferta de antocianina, um dos antioxidantes mais efetivos para a pele. Cereja, beterraba e berinjela estão cheias dela.

Agora que você já sabe o que consumir e evitar antes e após uma cirurgia, consulte seu médico cirurgião e um nutricionista para melhor adapta-los ás características de seu organismo.

M de Mulher, Revista Saúde
fonte:http://www.guiadanutricao.com/2014/06/dieta-cicatriz-cirurgia.html?
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hipertensão da gravidez: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção

O que é a hipertensão da gravidez?

A pressão arterial pode ser alta na gravidez ou porque ela já era alta anteriormente e continuará a sê-lo depois de engravidar, ou como fato que ocorre especificamente durante esse período e desaparecerá com o fim dele. Aqui trataremos apenas desse último caso e a chamaremos de “hipertensão da gravidez”, para diferenciá-la da “hipertensão na gravidez”.

A hipertensão da gravidez é a elevação da pressão arterial que acontece durante a gestação em mulheres que nunca haviam antes demonstrado o problema e que, se não tratada, pode ter consequências nefastas tanto para a mãe como para o feto. A hipertensão durante a gestação ocorre em 5 a 8% das mulheres brasileiras grávidas, sendo a principal causa de morte materna durante a gestação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. 

Esse distúrbio se apresenta sob duas formas: pré-eclâmpsia, que é o aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina e que pode evoluir para um quadro mais grave, e eclâmpsia, que é a evolução da pré-eclâmpsia, apresentando além da pressão elevada, várias complicações e acessos repetidos de convulsões, as quais podem terminar em coma e, eventualmente, em morte. 

As mulheres que já eram hipertensas antes da gestação e que continuarão a sê-lo depois, não se enquadram no mesmo grupo diagnóstico daquelas que só apresentam a hipertensão especificamente durante a gravidez. As mulheres hipertensas, ao engravidarem, demandam cuidados especiais, alguns deles semelhantes aos que se deve ter com a pré-eclâmpsia ou a eclâmpsia, mas sua hipertensão em geral não assume as proporções e os riscos potenciais da pré-eclâmpsia e da eclâmpsia. Por outro lado, as mulheres que sofreram pressão alta ou hiperglicemia durante a gravidez têm uma maior tendência a apresentarem esses problemas posteriormente.

Quais são as causas da hipertensão da gravidez?
Ainda não se conhece detalhadamente o mecanismo da hipertensão da gravidez, contudo há um consenso de que ela e suas complicações resultam, entre outras causas, da má adaptação do organismo materno à sua condição de gestante. A alimentação desequilibrada, o excesso de sal e o sedentarismo são motivos que contribuem para o surgimento do problema. O começo dele, contudo, parece estar na formação anormal da placenta.

Quais são os principais sinais e sintomas da hipertensão da gravidez?
A pré-eclâmpsia ou a eclâmpsia são mais frequentes em mulheres que engravidam tardiamente, mais estressadas e que ingerem muito café. Também têm maior incidência na primeira gravidez e nas gestações múltiplas. A hipertensão da gravidez, além da pressão sanguínea muito alta, também apresenta dores de cabeça e dores abdominais, escotomas visuais e inchaço em todo o corpo. As convulsões da eclâmpsia podem aparecer antes, durante ou após o parto, sendo mais comuns a partir do último trimestre da gravidez, embora possam acontecer muito antes. Geralmente são precedidas por hipertensão arterial, aumento da albuminúria, cefaleia, edemas, oligúria (diminuição da quantidade de urina), vertigens, zumbidos, fadiga, sonolência e vômitos. Na eclâmpsia podem ocorrer, em razão do aumento considerável da pressão arterial, hemorragias cerebrais, dores de cabeça, convulsões, coma e mesmo morte.

Como o médico diagnostica a hipertensão da gravidez?
O diagnóstico pode ser feito a partir dos sintomas e pela medida dos níveis tensionais, bem como pela comparação deles com os níveis tensionais anteriores. Exames de sangue e urina podem ajudar a complementar o diagnóstico. Diz-se que há hipertensão da gravidez quando os níveis tensionais são maiores que 140 x 90 mmHg, embora na eclâmpsia e pré-eclâmpsia em geral ela seja mais elevada. Devem também ser pedidos exames laboratoriais que avaliem o funcionamento dos órgãos que costumam ser comprometidos com a hipertensão, incluindo a solicitação de urocultura, proteinúria de 24 horas, hemograma, eletrólitos e tolerância à glicose. Um eletrocardiograma pode ser útil para avaliação do coração. Outros exames bioquímicos ou de imagens podem ser necessários para se afastar outras causas de hipertensão secundária.

Como o médico trata a hipertensão da gravidez?
A hipertensão da gravidez pode ser tratada sem o uso de medicação, desde que seja possível controlar a alimentação e o ganho de peso, o que nem sempre acontece. A dieta deve ser rica em ácido fólico e pobre em sal. Se isso não for suficiente para conter a elevação da pressão, a medicação anti-hipertensiva se faz necessária. Outras medicações sintomáticas e repouso também podem ser utilizados. Se o quadro de hipertensão não consegue mais ser controlado, o parto precisa ser acelerado, para evitar o risco de morte para a mãe e para o bebê.

Como evolui a hipertensão da gravidez?
Em geral, a pré-eclâmpsia não chega a comprometer o bebê, mas se não for tratada pode chegar à eclâmpsia, em que o risco para a criança é alto.

Como prevenir a hipertensão da gravidez?
Pode-se tentar prevenir a eclâmpsia por meio de uma assistência pré-natal adequada que recomende muita ingestão de água e abstinência ou redução drástica da ingestão de sal.

Nos casos mais graves, podem ser adotadas medidas preventivas, como suporte cardiorrespiratório, emprego de anticonvulsivantes, tratamentos anti-hipertensivos e antecipação do parto.

Quais são as complicações possíveis da hipertensão da gravidez?
As complicações mais frequentes e graves da eclâmpsia para a mãe são insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral (AVC) e morte. Para o feto são a prematuridade, a restrição ao seu crescimento, lesão neurológica e morte perinatal.

ABC.MED.BR, 2014. Hipertensão da gravidez: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção. Disponível em: . Acesso em: 5 jun. 2014.Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
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Testes de medicamentos contra cancro da pele têm resultados 'animadores'


Resultados de testes internacionais de dois medicamentos contra o cancro da pele em estágio avançado foram considerados "animadores e impressionantes" por cientistas, avança a BBC Brasil, citada pelo portal Terra.

Os dois tratamentos visam garantir que o sistema imunológico humano reconheça e ataque os tumores.

Os remédios experimentais, chamados pembrolizumab e nivolumab, bloqueiam os caminhos biológicos que o cancro usa para "se disfarçar" e evitar ser percebido pelo sistema imunológico.

As descobertas foram divulgadas na Conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (EUA), que encerrou esta terça-feira.

Sobrevivência
O melanoma em estágio avançado, um cancro da pele que se espalhou para outros órgãos, é uma doença de tratamento difícil.

Até há poucos anos, a taxa de sobrevivência a esta doença era de cerca de seis meses.

Num teste realizado com 411 paciente avaliando o pembrolizumab, 69% dos pacientes sobreviveram por pelo menos um ano.

O remédio, que costumava ser chamado de MK-3475, também está a ser testado contra outros tipos de tumores que usam o mesmo mecanismo de bloqueio dos ataques do sistema imunológico.

David Chao, oncologista consultor da fundação Royal Free NHS de Londres, está a realizar os testes em pacientes com o melanoma e com cancro do pulmão.

"O pembrolizumab parece ter o potencial para ser uma mudança de paradigma na terapia contra o cancro", disse.

Um dos pacientes de Chao, Warwick Steele, de 64 anos, recebeu infusões do pembrolizumab a cada três semanas desde Outubro de 2013.

Antes de o tratamento começar, ele mal conseguia andar, porque o melanoma tinha-se espalhado e atingido um dos seus pulmões. Steele começou a ter dificuldades para respirar.

"Eu cansava-me simplesmente por ficar em pé e, literalmente, estava exausto demais até para fazer a barba. Mas agora sinto-me de volta ao normal e posso fazer jardinagem e compras", afirmou.

Exames aos seus pulmões revelam que, depois de apenas três doses, o medicamento parece ter removido completamente o cancro do órgão.

Terapia combinada
O outro medicamento, o nivolumab, foi testado em combinação com um outro fármaco já existente e licenciado, o ipilimumab.

Em teste realizado com 53 pacientes, a taxa de sobrevivência foi de 85% depois de um ano e 79% depois de dois anos.

John Wagstaff, professor de oncologia médica na Faculdade de Medicina de Swansea, na Grã-Bretanha, participa nos testes realizados com os dois medicamentos.

"Estou convencido de que este é um avanço no tratamento do melanoma. O teste ainda está 'cego', então ainda não sabemos quais tratamentos os pacientes estão a receber, mas observei algumas respostas espectaculares", afirmou.

Para Peter Johnson, chefe clínico da Cancer Research UK, ONG britânica especializada em pesquisa sobre o cancro, é "animador ver a variedade de novos tratamentos que estão surgindo para pessoas com melanoma em estágio avançado".

Mas os médicos pedem cautela. Os resultados divulgados ainda estão na chamada Fase I, o que significa que são testes em estágio inicial.

Os testes mais abrangentes, da Fase III, ainda estão a ser realizados e envolvem diversos hospitais britânicos. Apenas quando os resultados desses testes estiverem prontos, dentro de cerca de um ano, os médicos poderão ter certeza dos benefícios dos novos tratamentos.

Como acontece com todos os medicamentos, os tratamentos experimentais têm efeitos secundários. Warwick Steele, por exemplo, relatou que teve suores nocturnos e até chegou a sentir uns "apagões" rápidos durante o tratamento.

Mas, para Steele, valeu a pena e agora os médicos estão a tratar apenas desses sintomas.

Fonte: BBC Brasil/Terra
http://saude.terra.com.br/testes-de-remedios-contra-cancer-de-pele-tem-resultados-animadores.html
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