quinta-feira, 25 de abril de 2013

Medicamento anti-câncer pode eliminar 70% da gordura corporal


Tumores, da mesma forma que tecidos “normais”, precisam de vasos sanguíneos para sobreviver, e inibir o crescimento desses vasos é uma maneira de tratar certos tipos de câncer – e, possivelmente, de eliminar gordura corporal também.
Inspirados por um estudo realizado há pouco mais de dez anos, pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Mississipi (EUA) analisaram como o Sunitinib (medicamento normalmente usado em terapias contra câncer de rim e do sistema gastrointestinal) pode servir para combater obesidade. “Neste exato momento, não temos bons medicamentos que levem a uma perda significativa de peso, e nenhum que não cause outros problemas”, conta Jian-Wei Gu, líder do grupo.

Para isso, Gu e sua equipe deram Sunitinib a ratos com obesidade pós-menopausa induzida (tiveram seus ovários removidos e passaram por uma dieta rica em gordura) durante duas semanas. A perda de peso foi impressionante: os animais perderam 70% da gordura, sem alterar a chamada massa magra (que não envolve gordura). Além disso, mesmo depois que o tratamento foi encerrado, os ratos passaram a comer menos, o que contribuiu para manter o peso reduzido.
Apesar dos resultados promissores, a equipe enfatiza que ainda são necessários mais testes antes de se pensar em usar Sunitinib para tratar obesidade humana – já que a reação do organismo pode ser muito diferente da que foi observada nas cobaias.[Medical Xpress, American Physiological Society]

fonte:http://hypescience.com/medicamento-anti-cancer-pode-eliminar-70-da-sua-gordura-corporal/
Por Guilherme de Souza
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Clara de ovo ajuda a baixar a pressão?


Cientistas da Universidade Jilin, na China, e da Universidade Clemson, nos EUA, anunciaram terem evidências de que a clara do ovo tem uma substância, um peptídeo, que reduz a pressão sanguínea tanto quanto uma dose baixa de Captopril, medicação usada para tratar hipertensão.
Trata-se do peptídeo RVPSL, que funciona da mesma forma que a família de medicamentos que inclui o Captopril, o Vasotec e o Monopril, um inibidor da enzima de conversão da angiotensina ou IECA.

Peptídeo inibidor
As enzimas de conversão de angiotensina transformam a angiotensina I em angiotensina II, que é um potente vasoconstritor (faz com que as veias e artérias se contraiam). Também estimula a produção de aldosterona, que promove a retensão de sódio e água. A vasoconstrição junto com a retenção de líquidos acaba levando à hipertensão.
Os inibidores atuam sobre estas enzimas, impedindo a transformação das angiotensinas e indiretamente baixando a pressão arterial.
No estudo, ratos receberam RVPSL em quantidade equivalente ao que pode ser encontrado na clara de seis ovos, resultando no mesmo efeito de uma dose baixa de Captopril.
Na preparação do RVPSL, as claras foram aquecidas a aproximadamente 93°C, mas o professor Ph. D. Zhipeng Yu, líder da pesquisa, aponta que o efeito parece melhorar com a temperatura, e ovos fritos teriam melhor efeito – pelo menos em ratos.

Nenhum estudo em humanos
Antes que você comece a encaixar dúzias de ovos na sua dieta, é importante notar que o estudo não foi revisado por outros cientistas.
O processo de revisão por pares faz parte da atividade de produção científica, e consiste em outros cientistas examinando o trabalho à procura de erros, como interpretações incorretas, metodologia não apropriada, falhas na execução de rotinas, etc. O passo seguinte seria a reprodução do estudo em outros laboratórios, para verificar se o mesmo resultado pode ser obtido por outros pesquisadores.

Outra coisa a se notar é que o estudo foi feito somente em ratos, por enquanto. Não existem trabalhos examinando o efeito das claras de ovos no ser humano e, conforme aponta a doutora Robin Kaiden, “não podemos extrapolar os resultados para aplicá-los a seres humanos” ainda. [MedicalXpress, Huffington Post, Science Daily]

fonte:http://hypescience.com/clara-de-ovo-pode-ajudar-a-baixar-a-pressao/
Por Cesar Grossmann
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

90% das pessoas que estão prestes a se tornarem diabéticas não sabem disso

Quem tem níveis de açúcar no sangue elevados, mas não a ponto de ser considerado diabético, tem a chamada pré-diabetes e, se não tomar providências, tem de 15 a 30% de chances de desenvolver diabetes tipo II.
Em estudo realizado nos Estados Unidos pelo CDC (“Centro de Controle e Prevenção de Doenças”), quase 90% dos participantes que tinham a condição sequer sabiam que tinham.

Veja também:
Metade das mulheres com diabetes gestacional desenvolve diabetes tipo 2
Consumo de nozes diminui risco de diabetes tipo 2 em mulheres

De 2005 a 2006, apenas 7% das pessoas com pré-diabetes que foram entrevistadas pelo CDC tinham consciência da sua condição. De 2009 a 2010, um estudo similar mostrou que a situação evoluiu de forma modesta: apenas 11% dos participantes (adultos com 20 anos ou mais) que tinham pré-diabetes sabiam.

Medidas como alimentação saudável, rotina de exercícios e perda de peso podem evitar que o quadro evolua para diabetes tipo II. No Brasil, estima-se que a pré-diabetes afete cerca de 12% da população.
O estudo foi publicado no relatório Morbidity and Mortality Weekly Report do CDC.[LiveScience, CDC]

fonte:http://hypescience.com/90-das-pessoas-que-estao-prestes-a-se-tornarem-diabeticas-nao-sabem-disso
Por Guilherme de Souza
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Grávidas podem ingerir bebida alcoólica ocasionalmente: mito ou realidade?


O Ministério da Saúde aconselha que mulheres grávidas não tomem nada alcoólico. Essa também é a diretriz de saúde em muitos países.
Todos conhecem a história: bebida alcoólica faz mal para a saúde, especialmente quando se está grávida. Pesquisadores já concluíram definitivamente que o consumo regular de álcool afeta o bebê dentro do útero, pois quando uma gestante bebe, o álcool atinge rapidamente o feto através da corrente sanguínea e da placenta.

RISCOS
Mulheres que consomem mais de dois copos de bebidas alcoólicas por dia durante a gestação têm mais chances de dar à luz a bebês com problemas de fala e linguagem, de concentração e de hiperatividade. Já mulheres que tomam mais de seis doses de álcool por dia correm o risco de ter filhos com síndrome alcoólica fetal. Crianças nascidas com essa síndrome sofrem de retardo mental e de crescimento, e de distúrbios de comportamento, bem como apresentam malformações cardíacas e na face.

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Pesquisadores esclarecem efeito protetor da gravidez contra o câncer de mama
Alimentos Que Devem Ser Evitados Durante A Gravidez

Alguns médicos, no entanto, adotam uma postura mais flexível, permitindo que suas pacientes tomem, em ocasiões especiais, uma taça de vinho ou um copo de cerveja.
Nos EUA, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças, 7,6% das mulheres grávidas bebem ocasionalmente durante a gestação. O número aumenta para 10% entre as mulheres com formação superior, e também sobe com a idade, atingindo 14% entre as mulheres grávidas com 35 a 44 anos.
Enquanto beber moderada ou pesadamente durante a gravidez é comprovadamente perigoso, alguns estudos sugerem que beber ocasionalmente não carrega o mesmo risco.
Um estudo recente realizado na Grã-Bretanha, onde as diretrizes desencorajam o consumo de bebida alcoólica na gravidez, concluiu que alguma flexibilidade é possível: um copo a cada semana após o primeiro trimestre não resultou em maior risco de saúde para os bebês.

Cientistas da Universidade College London analisaram os hábitos de um grande grupo de mulheres grávidas e acompanharam seus descendentes, 10.534 crianças, até a idade escolar.
A maioria das mulheres absteve-se de álcool durante a gravidez. Mas uma em cada cinco era bebedora “leve” que tomava um copo pequeno de álcool por semana. Testes mostraram que as crianças dessas mães, aos 5 anos de idade, não tinham quaisquer atrasos no seu desenvolvimento emocional, comportamental ou cognitivo.

CONSUMO MODERADO
O consumo considerado moderado de bebidas alcoólicas está na faixa das duas unidades de bebida (um total de 20 g de álcool) por semana. Como cada bebida alcoólica tem uma quantidade diferente de álcool, uma unidade é equivalente a cerca de 280 ml de cerveja ou 35 ml de destilado.
Foram descobertas poucas diferenças entre as crianças de mães que não beberam e de mães que beberam moderadamente. “Sabemos que beber muito durante a gravidez tem um efeito muito prejudicial, mas é improvável que beber pequenas quantidades terá um impacto (na gravidez)”, afirmou Yvonne Kelly, uma das autoras do estudo.
As autoridades de saúde britânicas disseram que as descobertas apoiam a sua posição de que “não há evidência de dano” em se tomar um pequeno copo de vinho de vez em quando, após o primeiro trimestre de gravidez. Mas é necessário mais estudo sobre as consequências dessa conduta a longo prazo e, até então, aconselha-se a abstinência.
“Seguimos estas crianças durante os primeiros sete anos das vidas delas, mas mais pesquisas são necessárias para detectar se algum efeito adverso dos baixos níveis de consumo de álcool na gravidez pode aparecer mais tarde”, afirmou Kelly.
Os pesquisadores alertam ainda que ninguém está sugerindo que consumir bebidas alcoólicas durante a gravidez é benéfico.
“Muitas mulheres ficam divididas, elas sabem que suas mães beberam um pouco quando estavam grávidas delas, elas veem amigos e parentes bebendo, elas podem pensar que uma bebida ocasional é OK, mas elas também sabem que a coisa mais segura a fazer é não beber, pois as provas (de que não faz mal) são limitadas e elas querem fazer o melhor para seus bebês”, afirma Linda Gueddes, autora do livro Bumpology (‘Barrigologia’, em tradução livre).[NYTimes, BBC, BabyCenter]

fonte:http://hypescience.com/gravidas-podem-ingerir-bebida-alcoolica-ocasionalmente-mito-ou-realidade
Por Natasha Romanzoti
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5 desculpas que boicotam seus exercícios para emagrecer

5 respostas que vão ajudar você a seguir o seu plano de perda de peso sem desanimar!

Ao iniciar um tratamento para perder aqueles quilinhos extras indesejáveis, é comum aparecer as mais diversas desculpas para boicotar seus exercícios para emagrecer. Então você deve tomar muito cuidado com as 5 desculpas que vamos lhes apresentar e prestar muita atenção às cinco respostas que vão ajudar a controlar o seu planejamento para perder peso.

Lembre-se sempre que a atividade física não só ajuda a perder peso, mas melhora a sua qualidade de vida, pois funciona como um preventivo de muitas doenças associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, entre outros.

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5 Hábitos saudáveis para uma vida mais longa
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Por isso, na primeira oportunidade que começar com desculpas para boicotar o seu exercício, você precisa colocar no lugar pensamentos positivos e lembrar-se de algumas respostas que ajudem a controlar o seu planejamento de perda de peso. 5 desculpas para não se exercitar e 5 respostas para derrubar essas desculpas:

Primeira desculpa: não tenho tempo para fazer exercício.
Resposta: Muitas vezes a atividade física está associada a uma academia ou um esporte específico, e a realidade é que a caminhada é um exercício cardiovascular muito bom, é gratuito e você pode fazê-lo a qualquer hora. Se você tem algum problema para resolver fora de casa, é um bom momento para caminhar ou fazer algum passeio a pé. Até mesmo, em vez de ver televisão à noite, faça uma caminhada antes de deitar. Você não precisa de muito tempo para isso, apenas 30 a 40 minutos de caminhada é suficiente.

Segunda desculpa: A academia é muito cara.
Resposta: Essa desculpa está ligada à desculpa anterior. A verdade é que você pode esquecer esse custo e se lançar a sua vontade de se exercitar. Você pode não só andar, mas você pode correr ou andar de bicicleta. Ande no seu próprio ritmo, sem exagerar no esforço. Lembre-se que você não vai perder todas as suas calorias em um dia.

Terceira desculpa: O clima, muito frio ou muito quente e sem contar quando está ventando.
Resposta: Com certeza, se você tem que ir trabalhar, ir ao médico ou outros obrigações mesmo chuva, sol ou sensações de frio ou calor você o faz. Bem, o exercício é um compromisso com a sua saúde e com sua meta de perda de peso. Se você tomar as precauções necessárias poderá condicionar o seu corpo a se exercitar independente do clima.

Quarta desculpa: Eu estou muito cansado para fazer exercício.
Resposta: Quando você faz exercícios, seu corpo inteiro está em movimento e começa a liberar hormônios que lhe dão satisfação e prazer. Mesmo quando você terminar o seu treino você vai se sentir mais vivo e muito menos cansado.

Quinta desculpa: O exercício é chato.
Resposta: Não há necessidade de fazer algo que você não gosta, esta seria a pior coisa que poderia acontecer. Pelo contrário, há muitas atividades que você pode escolher e que farão você se sentir melhor.

Embora existam muitas desculpas elas podem aumentar ainda mais quando você começara fazer a atividade física, mas é importante que você considere que é ainda mais difícil começar uma dieta. Mas com o tempo, tudo torna-se um hábito que você reconhecerá que é necessário para sua saúde e que irá ajudar a manter o peso, e além de tudo irá fazer com que você se senta bem.

fonte:http://www.saudedicas.com.br/exercicios-para-emagrecer/5-desculpas-que-boicotam-seus-exercicios-para-emagrecer-2211881
imagem:sapatariadf.wordpress.com
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A importância da vitamina B5 para a pele


A vitamina B5 ou ácido pantotênico é essencial para a adequada função do tecido epitelial; a apresentação em muitos cremes e loções, como dexpantenol, hidrata a pele, ajuda a reparar lesões na pele e possui efeitos anti-inflamatórios.

O dexpantenol, sob a forma de álcool de vitamina B5, acelera a cicatrização de feridas, possui efeitos benéficos em pacientes que foram submetidos a transplante de pele, tratamento de cicatrizes e terapia para lesões provocadas por queimaduras e algumas doenças de pele.

Possui um efeito hidratante sobre a pele, já que melhora a hidratação, e é indicado para a pele seca, escamosa e áspera. Reduz a perda de água e mantêm a suavidade e a elasticidade da pele; tem efeitos anti-inflamatórios e, portanto, é eficaz no tratamento de queimaduras solares.

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A vitamina B5, que se utiliza por via tópica ou oral, ajuda a reduzir a quantidade de óleo que se produz dentro da pele, de modo que em algumas pessoas podem ser úteis para a limpeza de determinadas formas de acne inflamatória.
Combate o envelhecimento, mantém a elasticidade da pele, e aumenta a suavidade da pele. É útil no tratamento de descamação e ressecamento cutâneo. Reduz o tamanho dos poros e se consegue uma pele mais clara com o seu uso.
Deve notar-se que doses elevadas de vitamina B5 por via oral, podem causar náusea, diarreia, azia e perda de cabelo, e por via tópica pode causar irritação, eczema e dermatite de contacto.

A vitamina B5 pode ser encontrada nos alimentos de origem animal, tais como carnes, vísceras, peixe azul, lagosta, leite e seus derivados, e alimentos de origem vegetal, como os cereais, tais como a cevada, o arroz e o centeio; leguminosas, tais como feijões, ervilha, lentilha, soja, hortaliças, frutas e verduras; sementes de abóbora e gergelim; cogumelos e frutos secos.

fonte:http://www.saudedicas.com.br/cuidados-com-a-pele/a-importancia-da-vitamina-b5-para-a-pele-2211884
imagem:www.hiperfeminina.com
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Pesquisadores esclarecem efeito protetor da gravidez contra o câncer de mama


Hormônios produzidos na gestação induzem o remodelamento da cromatina e a reprogramação dos genes nas células mamárias, indica estudo feito por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos (Wikimedia)


Agência FAPESP – Estudos epidemiológicos indicam que mulheres sem filhos apresentam cerca de quatro vezes mais risco de desenvolver câncer de mama na menopausa do que aquelas que se tornaram mães ainda jovens.

Um artigo publicado recentemente no International Journal of Cancer por um grupo do Fox Chase Cancer Center, dos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ajuda a entender melhor as transformações que ocorrem com as células mamárias durante a gravidez que as tornam menos suscetíveis ao surgimento de tumores.

A pesquisa foi feita com amostras de tecido mamário de mulheres saudáveis entre 50 e 69 anos que já estavam havia pelo menos um ano sem menstruar. As amostras foram divididas em dois grupos: 42 mulheres que nunca tiveram filhos e foram classificadas como nulíparas e 71 mulheres que tiveram um ou mais filhos e ficaram grávidas pela primeira vez aos 23 anos em média (com variação de 4,25 anos para mais ou para menos).

Por meio de uma série de análises, os pesquisadores buscaram avaliar se havia diferenças morfológicas e no padrão de expressão dos genes no tecido mamário dos dois grupos. Maria Luiza Silveira Mello e Benedicto Campos Vidal, da Unicamp, ficaram responsáveis por avaliar a supraorganização da cromatina no núcleo das células.


“A cromatina é a estrutura que contém o DNA. Ela forma complexos com proteínas (entre elas, as histonas) e com diversos tipos de pequenos RNAs. Quando a célula entra em processo de divisão, a cromatina se compacta na forma de cromossomo”, explicou Mello.

As análises feitas pelos pesquisadores da Unicamp, com apoio da FAPESP, mostraram que nas amostras dos dois grupos de pacientes havia dois tipos diferentes de núcleo: um em que a cromatina estava mais frouxa e outro em que o material genético estava mais condensado.

“Nas amostras das mulheres que tiveram filhos, a quantidade de núcleos com a cromatina mais condensada foi muito maior. Isso sugere que houve uma modificação epigenética intensa nessas células e isso permaneceu até a menopausa”, afirmou Mello.

As modificações epigenéticas correspondem a um conjunto de processos bioquímicos disparado por estímulos ambientais que moldam o funcionamento do genoma e, consequentemente, o perfil fenotípico, por meio da ativação ou desativação de genes. Metaforicamente, é possível comparar o genoma ao hardware de um computador e o epigenoma ao software que faz a máquina funcionar.

Entre os mecanismos epigenéticos conhecidos estão a metilação do DNA – que ocorre quando há adição de um grupo metila (formado de partículas de hidrogênio e carbono) à base citosina do DNA, podendo impedir que alguns genes se expressem – e a modificação de histonas – relacionadas à adição ou subtração de grupos acetila e metila aos aminoácidos que formam essas proteínas.

No trabalho realizado no Fox Chase Cancer Center, os pesquisadores focaram sua atenção em dois tipos de modificações de histonas e encontraram um número muito maior de resíduos da proteína metilados nas amostras das mulheres que tiveram filhos.

“Aos comparar os dois grupos, encontramos diferença no padrão de expressão de 298 genes. Há cerca de duas a três vezes mais genes metilados no tecido das mulheres que tiveram filhos. Isso mostra que a gestação induziu uma reprogramação local e silenciou alguns genes que poderiam ser inadequados, como aqueles relacionados à proliferação celular”, afirmou Jose Russo, do Fox Chase Cancer Center e autor principal do trabalho.

Segundo Russo, essas alterações na expressão dos genes também modificaram a forma como as células produzem certas proteínas e processam o RNA mensageiro.

“A mama após a gravidez adquire uma assinatura genômica e um perfil fenotípico diferente. Acreditamos que são essas mudanças que fazem com que a mulher fique mais protegida contra o câncer”, disse.

Gravidez precoce

Os resultados confirmam achados de pesquisas anteriores conduzidas pelo grupo de Russo, segundo os quais as células da mama só se diferenciam totalmente quando recebem o estímulo dos hormônios da gravidez.

“Descrevemos anteriormente que existem quatro tipos de lóbulos – as estruturas funcionais da mama responsáveis pela produção do leite. O tipo um é o mais pobremente desenvolvido, como se fosse uma árvore sem folhas durante o inverno. O tipo quatro é o mais desenvolvido, seria a árvore em seu esplendor. Somente no fim da gravidez os lóbulos atingem o nível quatro. Durante esse processo, a glândula mamária se diferencia. As células-tronco ali presentes assumem sua função e isso parece induzir o remodelamento da cromatina”, explicou Russo.

Mas para que a gravidez tenha de fato esse efeito protetor, ressaltou o cientista, é preciso que a diferenciação celular ocorra precocemente, entre 18 e 24 anos. “As células-tronco são mais suscetíveis à ação de carcinogênicos, como tabaco, álcool e radiação, do que as células diferenciadas. Quanto antes ocorrer a diferenciação, portanto, menor é o risco de as células sofrerem mutação”, explicou Russo.

Ciente, no entanto, de que a tendência é as mulheres adiarem cada vez mais a primeira gestação, o pesquisador tem se dedicado a testar um coquetel de hormônios capazes de mimetizar o efeito da gravidez e estimular a diferenciação das células mamárias.

“Em ratos já vimos que isso é possível e de fato confere proteção contra o câncer. Mas em humanos ainda não sabemos”, disse Russo.

fonte:http://agencia.fapesp.br/17174
Por Karina Toledo
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