segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desvende os 10 principais mitos sobre o câncer de mama

Desconhecimento da população atrapalha a prevenção e o tratamento da doença

O mês de outubro marca um período de mobilização internacional chamado Outubro Rosa, campanha com objetivo de informar a população sobre a prevenção do câncer de mama, variação que mais mata mulheres no Brasil, apesar de também afetar os homens, ainda que em menor proporção (1 homem a cada 100 mulheres).

O grande número de casos, no entanto, acabou dando origem a muitos mitos sobre a doença. Para esclarecê-los de uma vez por todas, conversamos com os especialistas que mais entendem do assunto. Desvende um por um e aprenda como se prevenir corretamente ou melhorar a adesão ao tratamento.


MITO 1: o câncer de mama sempre aparece como um caroço
Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. "A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido", afirma o mastologista Eduardo Millen, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia. A outra forma mais comum é a microcalcificação. "Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro", aponta. Em torno de 1,5 e 2 centímetros, essa calcificação já consegue ser identificada pelo exame clínico feito por um bom mastologista. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.

MITO 2: todo caroço na mama é um câncer
Nem todo caroço na mama é um câncer. "Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos", afirma o mastologista Silvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein. Geralmente, eles são fibroadenomas ou proliferações das células da glândula mamária. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos. Neste caso, o potencial de malignidade é nulo, já que o caroço não é nem mesmo sólido.

De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista, independente da idade. Mesmo um nódulo benigno pode exigir acompanhamento médico para que não cresça ou se torne maligno.

MITO 3: antitranspirantes e desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama
"Não há qualquer relação entre o uso de antitranspirantes ou desodorantes e o câncer de mama", afirma a mastologista Maria do Socorro Maciel, diretora de mastologia do Hospital A. C. Camargo. Nenhum estudo comprovou que o uso, seja de produtos roll on, spray ou aerosol, favoreça o desenvolvimento da doença.

MITO 4: apenas mulheres com histórico de câncer de mama na família podem ter a doença
"Qualquer pessoa em qualquer idade pode desenvolver um câncer de mama, independente do sexo, da cor ou do histórico familiar", afirma o mastologista Eduardo. Ele aponta, entretanto, que alguns pacientes apresentam um risco maior de ter a doença do que outras. Elas se enquadram nos chamados 'grupos de risco'.

O primeiro grupo de risco é o daqueles que têm dois ou mais parentes que tiveram câncer de mama ou de ovário antes da menopausa, no caso das mulheres. O segundo se refere aos grupos que apresentaram mutações genéticas diretamente ligados ao câncer de mama. O terceiro grupo inclui pacientes que receberam tratamento contra o câncer com radioterapia no tórax antes dos 25 anos. "Depois dessa idade, o DNA não sofre mutações que podem favorecer o câncer de mama", diz o especialista.

Quem pertence a um desses grupos deve começar a fazer exames de mamografia a partir dos 25 anos, aproximadamente. As demais pessoas devem começar a prevenção com a mamografia a partir dos 40 ou 50 anos.

MITO 5: a biópsia do câncer de mama pode causar uma metástase
"A metástase pode acontecer quando o câncer apresenta células capazes de se deslocar e implantar em outras partes do corpo, o que independe da realização ou não de uma biópsia", afirma a mastologista Maria do Socorro.

MITO 6: sutiã apertado pode causar câncer de mama
Com ou sem aro, com ou sem bojo, com alças largas ou finas, não importa. "O sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama", afirma o mastologista Eduardo. Nenhum estudo foi capaz de provar ação de causa e efeito.

MITO 7: autoexame dispensa a mamografia
O autoexame das mamas caiu por terra. "Nenhum estudo conseguiu provar que ele diminui a mortalidade por câncer de mama", afirma o especialista Silvio. Por isso, nada dispensa consultas com mastologistas ou exames de mamografia. De qualquer forma, o toque durante o banho ou em outro momento mais calmo ajuda a identificar lesões ou nódulos. Quando isso acontece, a primeira medida é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.

MITO 8: mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama
"A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama não está relacionada ao tamanho dos seios", afirma o mastologista Eduardo. Verdadeiros fatores de risco são a obesidade, a hereditariedade e o cultivo de maus hábitos, como fumar.

Mulher segurando próteses de silicone - Foto Getty Images
MITO 9: próteses de silicone favorecem o desenvolvimento do câncer de mama

"Próteses de silicone não aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama", diz o especialista Silvio. Antes de fazer o implante, entretanto, recomenda-se realizar uma consulta com um mastologista para ter certeza de que não há qualquer nódulo nas mamas.

MITO 10: próteses de silicone atrapalham o diagnóstico do câncer de mama, piorando o tratamento
Em maio de 2013, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia.

No entanto, não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. É preciso que mais estudos sejam realizados para que haja uma resolução definitiva. Por hora, é recomendado apenas que pacientes com alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama como as que têm casos próximos da doença na família evitem a colocação das próteses.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15646-desvende-os-10-principais-mitos-sobre-o-cancer-de-mama
por Laura Tavares
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Cor da urina pode revelar doenças renais ou do fígado

Laranja e marrom são tons que merecem alerta

A cor do xixi pode falar muito sobre sua saúde e é bom estar atento a algumas alterações que podemos reconhecer só de olhar para ele, especialmente se o vaso sanitário for branco.
Prestar atenção na cor da urina deve ser um hábito simples que pode prevenir que doenças evoluam sem diagnóstico

Uma urina que se aproxima da água pode significar que bebeu muito líquido ou que seus rins perderam a capacidade de concentrar o xixi, como ocorre na doença renal crônica. Amarelo claro, por sua vez, é a cor da urina normal.

Amarelo forte
A coloração amarela forte ou alaranjada pode ser apenas porque está faltando líquidos no organismo, mas pode significar que outras coisas estejam acontecendo. Por exemplo, em caso de infecção da urina há uma grande quantidade de células chamadas leucócitos que deixam a urina mais forte e frequentemente má cheirosa devido à presença especialmente de bactérias. Podem existir outros sintomas associados como dor ou ardor para urinar, a pessoa acometida pode fazer xixi diversas vezes em pequenas quantidades e mediante esforço, dor na região inferior da barriga, enfim, características de cistite (infecção na bexiga) ou uretrite (infecção na uretra, que é o canal que liga a bexiga ao meio externo).

Vermelho, marrom ou mais escuro
A urina de cor avermelhada ou alaranjada "como suco de laranja", ou ainda cor de "chá mate", ou cor de "refrigerante de cola" é geralmente sinal de perda de sangue pela urina. Este sangue pode estar vindo dos rins (glomérulos) ou das vias urinárias. Por exemplo, pedras que andam pelos canais que levam o xixi podem machucá-los e o sangue sair, geralmente acompanhado de dor na região lombar de forte intensidade. Mas pode ser mais preocupante até do que isso, como é o caso de tumores, nefrites, tuberculose, enfim, apenas o médico poderá, por meio de um exame simples, saber exatamente o que ocorre.
Quando o fígado está doente o paciente pode produzir excesso de bilirrubinas, que podem ser eliminadas pelos rins e colorir a urina de cor acastanhada ou mesmo marrom.

Outras cores
Não podemos nos esquecer que alguns corantes naturais como o da beterraba, amora e mirtilo podem colorir a urina, sem qualquer significado de doença. O mesmo em relação aos corantes artificiais que podem tornar a urina de cores inimagináveis e estão contidos principalmente em remédios.
Além disso, algumas bactérias não tão habituais na urina, geralmente infecções adquiridas em ambiente hospitalar ou na presença de entupimentos da via urinária, são capazes de produzir um pigmento azul ou verde. São as pseudomonas, conhecidas como bacilos piociânicos (ciano=azul).

Na dúvida, busque ajuda médica
Enfim, prestar atenção na cor da urina deve ser um hábito simples que pode prevenir que doenças evoluam sem diagnóstico. E os nefrologistas recomendam que, sempre que possível, o vaso sanitário seja claro, de forma a permitir que pequenas alterações possam ser notadas. Beber bastante líquido também é uma recomendação universal, a menos que o indivíduo esteja em tratamento de insuficiência renal. O certo é que urinemos cerca de 2,0 a 2,5 litros de xixi ao dia, de cor amarelo clara, sem cheiro forte e sem dor. Fique de olho!
A qualquer dúvida, procure seu médico. Um exame de urina simples pode trazer muitas informações importantes a um custo baixo e sem qualquer incômodo na coleta.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18029-cor-da-urina-pode-revelar-doencas-renais-ou-do-figado
por Cibele Rodrigues - Nefrologia
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Uso de antibióticos para sinusite é recomendado apenas em casos causados por bactérias

Quando este tipo de medicamento é usado sem necessidade várias vezes, pode causar resistência das bactérias ao tratamento

Existe uma tendência atual a partir das diretrizes nacionais e internacionais em substituir o termo clássico sinusite por rinossinusite em virtude da dificuldade de se estabelecer limites precisos para os processos inflamatórios que acometem a mucosa do nariz e dos seios paranasais. Os seios da face ou paranasais são cavidades aeradas localizadas na região anterior do cranio que se comunicam com a cavidade nasal através de óstios (orifícios) de ventilação e drenagem. Os seios paranasais recebem o nome de acordo com o osso em que se encontram: seios frontais (na testa), maxilares (região das bochechas), etmoidais (próximo aos olhos) e esfenoidais (só é visualizado internamente).

A rinossinusite é definida como um processo inflamatório da mucosa do nariz e dos seios paranasais em que ocorre a presença de entupimento nasal, secreção nasal anterior (é aquela que vai sair pelo nariz) ou posterior (aquela que se aloja na faringe posterior), dor ou pressão facial e ou redução ou perda do olfato. Podem ocorrer sintomas gerais como mal estar e febre (nem sempre está presente), irritação na faringe, laringe e traqueia, dor de garganta, disfonia e tosse. Há achados na endoscopia nasal: pólipos (são pequenos crescimentos benignos de tecido inflamado na camada mucosa do nariz ou dos seios paranasais, que fazem saliências para dentro deles), secreção mucopurulenta (amarelo esverdeada) e edema. Na tomografia computadorizada pode haver alterações da mucosa do complexo ostiomeatal (via final comum de drenagem dos seios frontal, etmoidal anterior e maxilar) ou dos seios paranasais.

A rinossinusite pode estar relacionada com alergia, pólipos e com processos infeciosos virais, bacterianos e fúngicos. O tipo viral é o mais comum. Acredita-se que um adulto possa apresentar 2 a 5 resfriados por ano e uma criança 6 a 10 episódios por ano. Destes episódios virais 0,5 a 10% evoluem para infeção bacteriana.

Tratamento
O objetivo do tratamento da rinossinusite é erradicar a bactéria do local da infecção, diminuir a duração dos sintomas, prevenir complicações e evitar a cronificação. O tratamento da rinossinusite bacteriana deve ser realizado com antibióticos, baseando-se na frequência da presença de bactérias que podem ser diferentes na rinossinusite aguda e crônica. O período de tratamento na rinossinusite aguda é de 10 a 14 dias. Os pacientes que não fizeram uso de antibióticos nas últimas quatro a seis semanas utilizarão antibióticos de espectro habitual. Para aqueles que utilizaram antibióticos nas últimas quatro a seis semanas ou apresentam doença moderada a grave deve-se orientar antibióticos de maior largo espectro.

Na rinossinusite crônica o tratamento com antibióticos deve seguir por um período de três a seis semanas baseando-se nos agentes mais prevalentes. Uso de baixas doses de antibióticos específicos por longos períodos pode ser considerado. Tratamento cirúrgico para esses casos pode ser indicado. Corticoesteroides por curtos períodos são utilizados tanto na rinossinusite aguda como na crônica. Corticoesteroides tópicos podem ser indicados como tratamento coadjuvante na rinossinusite crônica. Lavagem nasal com soluções de soro fisiológico sem conservante é importante para os dois tipos de quadro. Podem ser utilizados em curto prazo descongestionantes tópicos ou sistêmicos para os casos agudos. Na rinossinusite crônica deve ser orientado o controle ambiental, a diminuição a exposição a fumaça de cigarro e cessação do tabagismo.

Caso o antibiótico seja receitado sem necessidade, se houver orientação de uma proteção gástrica, não acontecerá nenhum prejuízo para o paciente. Porém se isso ocorrer várias vezes o paciente pode se tornar resistente a essas bactérias. O mais importante é estar acompanhando talvez neste caso com um médico especialista que possa distinguir bem entre processo viral e bacteriano e no caso de rinossinusite crônica ou recorrente investigar causas diversas para estabelecer um diagnóstico preciso.

Como se suspeita que um quadro é viral ou bacteriano?

Classicamente coriza clara e aquosa acontece em processos virais ou alérgicos e a medida que a coriza vai se tornando mucopurulenta ou purulenta (amarelo esverdeada) pensa-se em processo bacteriano. Na prática isso nem sempre é verdadeiro pois a secreção purulenta também ocorre em infeções virais. Não existe qualquer sintoma específico e exclusivo para o diagnóstico diferencial entre as infecções virais e bacterianas dos seios paranasais.

A suspeita de uma rinossinusite bacteriana após um quadro viral deve ser considerada quando as manifestações permanecem após 10 dias ou pioram após 5 dias.

A obstrução nasal e congestão nasal são sintomas mais comuns na rinossinusite aguda, nos quadros crônicos não aparecem tanto e quando isso ocorre estão relacionados com rinite alérgica e desvio do septo nasal. Aparecem nas infeções virais e bacterianas.

A dor facial pode estar presente nas rinossinusites virais ou bacterianas, nos quadros virais a cefaleia é difusa e intensa, na bacteriana é "em peso" e piora com a inclinação da cabeça para frente. Pode haver dor dentária na mastigação. Dor facial é incomum na rinossinusite crônica, pode sugerir reagudização. Alterações olfatórias podem aparecer nos casos virais ou bacterianas.

Sintomas que apontam para rinossinusite bacteriana de forma contundente: drenagem de secreção mucopurulenta posterior, edema envolta dos olhos, halitose, hiperemia (vermelhidão) da região posterior da orofaringe, dor à palpação facial.

Diagnóstico
A história clínica e o exame otorrinolaringológico geralmente é suficiente para estabelecer o diagnóstico. O estudo radiológico convencional dos seios paranasais e rinofaringe é uma técnica cada vez menos utilizada, pois não avalia com exatidão a extensão da inflamação. O exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e verificar a extensão da doença é a tomografia computadorizada. Deve ser utilizada para casos crônicos e de difícil resposta ao tratamento clínico. Ressonância magnética deve ser utilizada quando há suspeita de neoplasia ou para sinusite fúngica. A endoscopia nasal é muito útil para identificação de desvio de septo, pólipos, visualização da mucosa nasal e do aspecto da secreção, podendo se retirar material para bacteriologia. A punção do seio maxilar com retirada de material para identificação da bactéria não é um método rotineiro, pois é muito invasivo. A solicitação de um perfil para avaliação de deficiências imunológicas para pacientes com rinossinusite crônica e recorrente é fundamental. Há exames que podem ser realizados quando existe suspeita de alteração do transporte mucociliar.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18031-uso-de-antibioticos-para-sinusite-e-recomendado-apenas-em-casos-causados-por-bacterias
por Rosane Bergwerk - Alergologia
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Tosse seca é sinal de exposição a substâncias nocivas

Se vir acompanhada de sintomas como febre e dores musculares, é necessário buscar ajuda médica

A tosse é um sintoma muito comum e uma das principais causas de ida ao consultório médico, principalmente no que se refere aos pacientes pediátricos. É mais frequente em épocas em que o tempo frio ocorre, mas pode acontecer em qualquer época do ano.

A tosse seca pode também significar patologias mais sérias, sendo o primeiro sintoma de infecções respiratórias diversas como tuberculose, infecções por fungos, inalação e aspiração de pequenos objetos

Tosse seca pode ser definida como o tipo de tosse em que a produção e eliminação de secreção de via aérea é mínima ou nenhuma. É de predomínio noturno, de intensidade variável, e pode incomodar muito, tanto o paciente quanto os familiares. Compromete a qualidade de vida do paciente e mesmo o desempenho profissional. Com tosse é difícil manter uma conversa, rir ou andar mais rápido sem ter ou causar desconforto. Além disso, quando a tosse é intensa causa dores torácicas, rouquidão, dores de garganta e mal estar.

No entanto, na maior parte das vezes a tosse não é muito valorizada pelos pacientes ou familiares, uma vez que ?passa? em dois a três dias. Torna-se um problema a partir daí, quando é valorizada e gera a procura por auxílio médico.
Geralmente a tosse seca é resultado de exposição a substâncias nocivas no ambiente ou variações de temperatura do ar inalado. A exposição pode ser no ambiente doméstico, por exemplo quando fazemos uma bela arrumação de gavetas e armários e aspiramos poeira ou mofo, quando usamos produtos de limpeza de cheiro forte ou ocupacional, quando nos expomos no trabalho a variações bruscas de temperatura, quando trabalhamos em ambientes em que haja pó ou outro tipo de partículas (fuligem, serragem) no ar inalado.

A tosse seca pode também significar patologias mais sérias, sendo o primeiro sintoma de infecções respiratórias diversas como tuberculose, infecções por fungos, inalação e aspiração de pequenos objetos. Em várias ocasiões tivemos oportunidade de retirar pétalas de flores, sementes e até grampo de cantoneira de papelão em árvore respiratória de nossos pacientes. Em todos os casos, a tosse seca foi o sintoma causador da avaliação médica.

A propósito: a avaliação médica de tosse deve sempre ser cuidadosa e meticulosa. Tosse tem muitas origens. O tratamento da tosse engloba diversas abordagens, e é muito frequente confundir remédio para tosse com remédio para secreção ou catarro. Em caso de tosse seca, somente medicamentos de sedação de tosse devem ser utilizados. É um contrassenso utilizar medicamentos que dizem combater a tosse seca facilitando a expectoração, não parece?

Em suma, tosse seca tem múltiplas causas, é bastante incômoda, e representa quase sempre um problema que deve ser encarado como um sinal de que o pulmão reclama atenção. Se vier acompanhada de outros sinais ou sintomas como febre, obstrução nasal, dores musculares e emagrecimento sem causa aparente, ou se a tosse se mantiver por muito tempo, a consulta ao médico é imprescindível.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18037-tosse-seca-e-sinal-de-exposicao-a-substancias-nocivas
por Alberto Coimbra - Pneumologia
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Conheça 11 causas pouco conhecidas da prisão de ventre

Descubra doenças e medicamentos que podem estar por trás do incômodo

Os principais culpados da prisão de ventre já são bem conhecidos, como má alimentação, sedentarismo e estresse. "Na maioria das vezes, o aumento da quantidade de fibras e da ingestão de água e a prática de exercícios já conseguem reverter esse problema", conta o gastroenterologista José Roberto de Almeida, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

No entanto, há casos em que apenas essas medidas não são suficientes porque as causas envolvem medicamentos e até outras doenças, como o diabetes. Confira o que médicos também apontam como motivos da temida prisão de ventre e saiba como revertê-los.


Hipotireoidismo
A tiroide é uma glândula localizada no pescoço responsável por produzir hormônios que regulam o funcionamento de diversos órgãos do corpo. Dados do IBGE apontam que por volta de 15% dos brasileiros sofrem de problemas nessa glândula. Um deles é o hipotireoidismo, que é a baixa produção dos hormônios. "Todo o corpo pode sofrer com essa alteração hormonal, incluindo o intestino", explica a gastroenterologista Débora Dourado Poli, do Hospital São Luiz. A digestão pode ficar mais lenta, por exemplo, provocando a constipação intestinal.

Se você já faz tratamento para problemas na tireoide, converse com o seu médico e verifique se há a necessidade de mudar hábitos ou tomar medicamentos que combatem a prisão de ventre. Tire dúvidas sobre sintomas e tratamento de hipotireoidismo.

Hiperparatiroidismo
Esse problema é menos comum que o hipotiroidismo e está ligádo a uma glândula que fica perto da tireoide, chamada paratireoide. Ela excreta o paratormônio (PTH), que é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. No hiperparatiroidismo, o PTH é preoduzido em excesso, aumentando a quantidade de cálcio no sangue - problema chamado hipercalcemia - e provocando a prisão de ventre. Um médico endocrinologista poderá indicar o teste e o tratamento adequados para combater essa condição.

Analgésicos
Pessoas que se recuperam de uma cirurgia ou estão controlando uma dor crônica costumam ser receitadas com analgésicos chamados opioides, que equivalem à morfina. "Esse tipo de analgésico pode levar a uma constipação intestinal, sendo preciso rever os hábitos alimentares para tentar reverter o quadro e, em casos mais extremos, indicar o uso de um laxante", explica a gastroenterologista Débora, do Hospital São Luiz.

Uso indevido de laxantes
Alguns laxantes apáticos - que irritam mais as mucosas intestinais - podem gerar uma lesão nos nervos que comandam o intestino, criando uma dependência ao uso do remédio. Quanto mais a pessoa usar esse medicamento, mais o intestino pode ficar tolerante e precisar de ainda mais laxante para funcionar. "Faltam mais estudos para comprovar essa relação, mas mesmo assim é importante que as pessoas façam uso de laxante com orientação médica adequada", afirma a gastroenterologista Debora.

Antidepressivos
"Medicamentos para depressão chamados antidepressivos tricíclicos costumam provocar a constipação intestinal", diz Debora Poli. Uma possível explicação para isso é que esses remédios afetam a transmissão dos nervos para que o intestino funcione corretamente. Se você toma esses medicamentos, converse com o seu médico para verificar se realmente pode ser essa a causa da sua constipação. Ele pode indicar a mudança de alguns hábitos e até a troca do tipo de antidepressivo.

Antiácidos
Débora Poli explica que o antiácido feito com hidróxido de magnésio costuma prender o intestino, enquanto o hidróxido de alumínio costuma soltar. "Há antiácidos que possuem uma combinação dessas duas substâncias para deixar o intestino regulado", conta. Por isso, cheque o rótulo antes de comprar o seu remédio contra azia e má digestão.

Doença do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma doença que envolve alterações nos movimentos intestinais, provocando dor abdominal e cãibras. "Esse problema pode trazer tanto constipação quanto diarreia, depende do organismo da pessoa", explica o gastroenterologista José Roberto. Quando há prisão de ventre, a pessoa tem dificuldade na passagem das fezes e sente muita cólica.

A Doença de Crohn, um processo inflamatório intestinal que envolve as paredes do órgão, também pode causar prisão de ventre, embora seja pouco comum. "A maioria das pessoas com essa doença costuma ter diarreia durante as crises", afirma José Roberto.

Gravidez
A gestante passa por uma montanha russa hormonal durante os nove meses que antecedem o parto. Tantas alterações podem interferir no funcionamento do intestino, provocando a prisão de ventre. No último trimestre da gravidez, a pressão do bebê sobre o intestino e outros órgãos também podem atrapalhar a digestão. Por isso, é importante que a futura mamãe adote hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios leves com frequência para manter o intestino em dia desde os primeiros meses de gestação.

Diabetes
Caracterizada pela dificuldade de metabolizar a glicose do sangue, o diabetes pode causar danos nos nervos do corpo (neuropatia diabética), incluindo os nervos que transmitem estímulos para que o intestino se movimente corretamente. Como resultado, surge a desagradável prisão de ventre. Controlar o diabetes, portanto, é fundamental para evitar esse prejuízo aos nervos.

Uso errado de suplementação
Quem usa suplementos alimentares sem orientação médica pode ter problemas de sáude, incluindo o intestino preso. O problema acontece, principalmente, com o excesso de cálcio e ferro, que sobrecarregam e prejudicam o trabalho do intestino. Consulte sempre um médico antes de investir na suplementação e jamais ultrapasse a quantidade que ele recomendar.

Hemorroida
A prisão de ventre favorece o surgimento de hemorroida: quando a pessoa está com o intestino preso e faz força demais para evacuar, as veias do ânus podem ficar doloridas e inchadas. Uma vez que a hemorroida aparece, pode acontecer o inverso: como a pessoa está com dores na região anal, tende a ficar mais tensa. Essa tensão pode interferir nos movimentos intestinais, fazendo com que a prisão de ventre aumente ainda mais. Por isso, o tratamento médico adequado é fundamental para se livrar desse problema.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15972-conheca-11-causas-pouco-conhecidas-da-prisao-de-ventre
por Letícia Gonçalves
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Dez obstáculos que te impedem de chegar ao orgasmo

Ansiedade, baixa autoestima e até o ciclo menstrual atrapalham o clímax da mulher

Você tem certeza de que já chegou a um orgasmo? Parece uma pergunta óbvia, mas muitas mulheres não sabem se realmente alcançaram o clímax: uma pesquisa realizada pelo Projeto Sexualidade (Prosex), da Universidade de São Paulo, revelou que 34,6% das brasileiras sofrem com a falta de desejo sexual e 29,3% delas têm vida sexual sem orgasmo. Além disso, 92% das mulheres não costumam se masturbar.

De acordo com a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, durante o orgasmo a mulher tem uma grande sensação de prazer físico. "A lubrificação da vagina e a musculatura da pélvis apresentam contrações rítmicas e involuntárias - algumas mulheres sentem contrações fortes e outras, mais suaves", explica. Esse momento não dura mais do que alguns segundos, mas é arrebatador e dá para saber que aconteceu - o corpo ficará relaxado depois, como se estivesse anestesiado. Se você tem dificuldades de chegar a esse clímax, confira a seguir dez dos principais motivos apontados por especialistas.

Ficar dispersa durante o sexo
Pode até parecer que você não está interessada no momento, mas há grandes chances de a culpa ser do excesso de estresse e preocupações que bloqueiam o relaxamento. A ginecologista e obstetra Erica Mantelli conta que os fatores psicológicos que interferem na relação são até mais importantes que os físicos para a mulher. "Ela precisa estar 100% focada na relação sexual para conseguir identificar em seu corpo os locais onde mais sente prazer", afirma a médica. "A mulher depende de estímulos sonoros e táteis, diferente do homem que é excitado mais facilmente - muitas vezes apenas com estímulo visual", afirma. Procure tomar um banho, ouvir uma música ou fazer uma massagem para ficar mais relaxada.

Apego aos tabus
A psicoterapeuta Evelyn Vinocur explica que a educação rígida gera crenças falsas em relação ao sexo oposto, sexualidade, masturbação e orgasmo. "Muitas mulheres que acreditam nisso se sentem culpadas, ficam preocupadas demais e não conseguem chegar ao orgasmo", diz. Procurar um psicólogo, nesses casos, pode ser uma ótima forma de trabalhar com o medo e a tensão.

Só com a luz apagada...
Sentir vergonha do corpo a ponto de se preocupar na hora da relação sexual interfere no seu prazer. A psicóloga Janaína Reis explica que a mulher com autoestima baixa tende a não se sentir à vontade para explorar o corpo por meio de toques e carícias para descobrir os pontos de prazer. "A masturbação é uma das principais formas de alcançar o autoconhecimento sexual", diz. Se a mulher não se sente segura e não sabe como ter prazer, pode ter dificuldade em atingir o orgasmo tanto sozinha quanto com o parceiro - já que não consegue guiá-lo ou expressar de que forma sente mais prazer.

A psicoterapeuta Evelyn lembra outro problema da autoestima baixa: o fingimento. "Por medo de não agradar o parceiro, a mulher finge que chegou ao orgasmo quando, na verdade, não sente", afirma a profissional. "Nesses casos, recomendo uma terapia breve para incentivar a mulher a ultrapassar esse bloqueio em relação ao corpo."

Falta de atração
Se você sente que o seu parceiro não a atrai sexualmente, as especialistas recomendam fazer uma reflexão: você já sentiu desejo antes com esse parceiro? Segundo Janaína Reis, é preciso identificar qual disfunção sexual a mulher apresenta: desejo sexual hipoativo (a falta de vontade de fazer sexo, frigidez) ou anorgasmia (incapacidade de chegar ao orgasmo mesmo com excitação).

Se for o primeiro caso, talvez seja preciso rever os motivos que a levou a ter um relacionamento amoroso com o seu parceiro ou os fatores que estão interferindo na atração física, pode ser até rancor do marido. "É importante buscar ajuda com um terapeuta sexual", recomenda Janaína.

Medo de não conseguir
A expectativa de querer chegar ao orgasmo pode causar o efeito inverso: deixar você ainda mais longe do clímax. "Quando a mulher vivencia o relacionamento sexual preocupada tanto com o seu desempenho como com o objetivo de atingir o orgasmo, ela pode deixar de se entregar às sensações prazerosas do encontro sexual", explica Janaína Reis. Se você sentir que não consegue controlar essa ansiedade, converse com um psicólogo.

Fadiga
Há diversas causas por trás da fadiga, desde a correria do dia a dia até problemas de saúde, como alteração hormonal, hipertensão e fadiga crônica. "Mulheres com fadiga podem perder o interesse pelas relações sexuais e iniciá-las apenas para agradar o parceiro, sem conseguir aproveitar o momento e chegar ao orgasmo", explica a psicóloga Janaína. O excesso de cansaço pode ser reflexo da rotina agitada, mas se você sentir que está sonolenta e indisposta demais, converse com um médico.

Saúde debilitada
Há uma infinidade de doenças e problemas de saúde que podem interferir na libido e no orgasmo feminino. Confira os principais, apontados pela ginecologista Érica:
- Infecções vaginais e doenças no colo do útero, que podem gerar desconforto na penetração e dor durante a relação, prejudicando a lubrificação e interferindo no prazer sexual;
- Doenças como diabetes e alterações hormonais, que diminuem o estímulo causado na zona erógena (zona de maior prazer), reduzindo também a sensibilidade da mulher e a condução do estimulo através de nervos que mandam mensagem ao cérebro;
- Doenças psiquiátricas, estresse e ansiedade, que prejudicam os pensamentos da mulher, atrapalhando seu relaxamento e impedindo que chegue facilmente ao clímax;
- Uso abusivo de drogas e álcool, que causam repercussões negativas na relação sexual, dificultando e até impedindo a chegada ao orgasmo.

Medicamentos
Alguns medicamentos inibem a libido, ou seja, a vontade sexual: antidepressivos, diuréticos, medicação para úlcera gástrica e anticoncepcionais. "Os anticoncepcionais inibem a ovulação e, com isso, diminuem a libido", explica Érica Mantelli. Já os outros medicamentos atuam no sistema nervoso central, diminuindo o hormônio responsável pelo prazer.

Ciclo menstrual
O prazer sexual pode variar de acordo com o seu ciclo. "Na semana da menstruação, a sua libido pode ficar maior devido aos altos níveis hormonais, principalmente estrógeno e testosterona", conta a ginecologista Erica. Com o aumento de circulação sanguínea na região da pélvis, o clitóris também fica mais sensível e é mais fácil chegar ao orgasmo.

Uma semana após a menstruação, os níveis hormonais continuam altos e o seu corpo começa a se preparar para a ovulação - que ocorre aproximadamente 14 dias após a menstruação. "Nesse período, a lubrificação vaginal está maior, favorecendo a penetração e trazendo mais conforto à mulher, que fica mais relaxada para ter orgasmos", afirma a médica.

No meio do ciclo, ocorre a ovulação e pode ser um período doloroso para a mulher, menos favorável à relação sexual. Já na semana que antecede a menstruação, há queda da libido e TPM, sendo uma fase bem mais difícil de chegar ao orgasmo. "Vale lembrar que é preciso respeitar esse tempo se não houver possibilidade de manter relações sexuais - afinal, dura apenas alguns dias", afirma Erica.

Trauma de violência sexual
Mulheres que já foram vítimas de violência sexual necessitam de acompanhamento médico de rotina, com suporte psicológico e orientação sexual. "Não tenha medo ou vergonha de falar sobre o que aconteceu e converse com o seu ginecologista", recomenda Erica Mantelli. Ela explica que, em vez de relaxar e aproveitar a relação sexual, a mulher pode relembrar cenas tristes que aconteceram, interferindo na libido. O apoio profissional irá minimizar esses traumas e preparar a mulher para uma vida sexual saudável.

fonte:http://www.minhavida.com.br/bem-estar/galerias/16067-dez-obstaculos-que-te-impedem-de-chegar-ao-orgasmo
por Letícia Gonçalves
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Médicos australianos conseguem transplantar corações sem batimento


A nova técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil, na qual o órgão é mantido em uma solução de conservação, ressuscitado e permanece aquecido até o transplante. Foto: AFP/Arquivos Philippe Huguen

Médicos do Hospital Saint Vincent's de Sydney anunciaram nesta sexta-feira que conseguiram transplantar corações que haviam deixado de bater, um avanço que pode revolucionar o mundo da doação de órgãos.

Até agora, os médicos utilizavam apenas corações que permaneciam com batimentos, procedentes de doadores com morte cerebral, mas cirurgiões do Hospital Saint Vicent's conseguiram desenvolver uma técnica para "ressuscitar" órgãos que estavam parados por até 20 minutos.

"Sabíamos que durante um certo tempo o coração pode ser reanimado, assim como outros órgãos, e agora tivemos a capacidade de reanimá-lo com uma máquina para depois realizar o transplante", explicou à AFP o cirurgião Kumud Dhital, professor associado da Universidade de New South Wales de Sydney.

A nova técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil, na qual o órgão é mantido em uma solução de conservação, ressuscitado e permanece aquecido até o transplante.

O diretor médico da unidade de transplantes de coração do Saint Vicent's, Peter MacDonald, explicou que "o uso de corações doados após a morte circulatória do paciente aumentará consideravelmente a disponibilidade destes órgãos para a realização de transplantes.

"É um grande avanço para reduzir a escassez de órgãos doados", completou.

Até o momento, três pessoas receberam este tipo de transplante. Duas se recuperam com normalidade e uma permanece na unidade de terapia intensiva.

Michelle Gribilas e Jan Damen, os dois primeiros pacientes submetidos à nova técnica, estão satisfeitos com o resultado.

"Agora eu sou uma pessoa completamente diferente. Eu sinto que tenho 40 anos. Tenho muita sorte", disse Michelle, de 57 anos.

Dhital se mostrou otimista a respeito da técnica.

"Eu me atreveria a dizer que nos próximos cinco anos veremos mais e mais transplantes com o novo método", afirmou.

fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/internas_cienciaesaude,538431/medicos-australianos-conseguem-transplantar-coracoes-sem-batimento.shtml
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