quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Você conhece os perigos do micro-ondas? Confira cinco dicas para viver sem ele

O uso do forno de micro-ondas pode reduzir a qualidade nutritiva de seus alimentos e oferecer riscos de contaminação


O forno de micro-ondas é o eletrodoméstico queridinho de muitas pessoas por facilitar o preparo e aquecimento de alimentos. Existem diversas receitas realizadas inteiramente com seu auxilio (como bolos, pudins, molhos, etc.). Algumas pessoas já nem sequer possuem o forno convencional em suas casas. Mas você sabe quais as consequências que esse hábito pode trazer para sua saúde?

Muita gente já sabe que o micro-ondas não deve ser utilizado se a dobradiça, o trinco ou a vedação da porta estiverem danificados. Mas por quê? O funcionamento do aparelho é baseado na emissão de ondas eletromagnéticas que penetram nos alimentos, de 2 cm a 4 cm da superfície, agitando as moléculas de água, fazendo-as entrarem em atrito umas com as outras. Essa radiação pode escapar e prejudicar sua saúde se o micro-ondas estiver danificado.

Além disso, é muito importante estar atento ao tipo de vasilha utilizada no aparelho. Você já deve saber que não pode colocar metal dentro do micro-ondas, mas plástico também não é uma boa. A melhor opção é utilizar recipientes de vidro temperado ou cerâmica. Quando o plástico é aquecido, ele libera maiores quantidades de itens como bisfenol A (BPA) (um produto químico utilizado para endurecer plástico que está relacionado a diversos problemas de saúde, incluindo a diabetes, doença cardiovascular e infertilidade) e ftalatos (que causam problemas à saúde, incluindo danos ao fígado, aos rins e ao pulmão, bem como anormalidades no sistema reprodutivo). Recipientes de plástico desgastados ou rachados tendem a liberar ainda mais dessas substâncias. Comidas, como carnes e queijos tendem a absorver tais compostos.

Nunca faça uso de embalagens de margarina ou outros recipientes projetados para serem utilizados em baixas temperaturas. Esses recipientes não são estáveis ​​ao calor e os itens químicos do plástico podem migrar para os alimentos durante o aquecimento. Bandejas de espuma em que carnes e frios são vendidas são inadequadas para cozinhar ou descongelar no micro-ondas. Elas não são projetadas para serem aquecidas e podem derreter e contaminar seus alimentos.

Cobrir um prato antes do reaquecimento no micro-ondas é inteligente: ajuda a evitar respingos, mantêm os alimentos úmidos e também ajuda a distribuir o calor de forma mais uniforme. Cobrir um prato com filme plástico, porém, não é inteligente. Aquecer alimentos em um recipiente coberto com plástico pode gerar gases químicos que migram para a comida - mesmo quando o plástico não está tocando a comida diretamente.

Além de tudo isso, o tipo de aquecimento do forno de micro-ondas faz com que os nutrientes dos alimentos sejam reduzidos.

Seu guia para a vida sem um micro-ondas
Você pode escolher viver sem micro-ondas por diversos motivos, sejam pelos diversos perigos citados anteriormente, para viver uma vida mais minimalista e ter mais espaço na cozinha, ou por achar a comida mais apetitosa quando sai de um forno convencional. Independente de quais forem seus motivos, confira as dicas a seguir, que podem te auxiliar nessa transição:

• Planeje suas refeições com antecedência
Você costuma descongelar seus alimentos no micro-ondas? Como em quase tudo na vida, o planejamento também vai te ajudar nessa tarefa. Se você sabe que vai precisar tirar algo do freezer para o jantar de amanhã, certifique-se de tirar hoje a noite e colocar na geladeira. Afinal, você não irá utilizar o micro-ondas para acelerar esse processo. Se você esquecer, pode manter o pacote selado imerso em água fria na pia.

• Utilize recipientes de vidro
Use recipientes de armazenamento de vidro em vez de plástico. Além de evitar a contaminação com as substâncias químicas do plástico, você poderá colocar o recipiente diretamente no forno para esquentar as sobras da refeição anterior.

• Não compre refeições congeladas
Você já deve saber que refeições congeladas não são muito saudáveis. Elas possuem conservantes e não são tão nutritivas. Esse é um bom incentivo para livrar-se delas e consumir comidas de verdade.

• Compre milho para suas pipocas
Pipocas de micro-ondas podem ser muito práticas, contudo não são muito saudáveis e e nem sustentáveis. Compre o milho e estoure suas próprias pipocas, assim você irá economizar dinheiro ( já reparou como o saco de milho é mais barato?) e reduzirá o uso do micro-ondas. Clique aqui e saiba mais sobre os perigos da pipoca de micro-ondas.

• Compre um timer ou utilize o alarme do celular
Uma das maiores vantagens do micro-ondas é que ele se desliga sozinho após o tempo programado, e isso torna muito mais difícil queimar suas receitas. Mas se você tiver um timer ou colocar um alarme, pode evitar queimar suas comidas ao passar tempo demais no telefone.

No começo, pode ser um pouco difícil largar esse hábito. Mas faça um teste: guarde-o por um mês ou dois e verifique como se sai sem ele. Ter menos coisas e ser consciente sobre seus hábitos é fundamental para aumentar sua qualidade de vida. Se depois desse tempo estiver pronto para viver sem ele, doe ou recicle. Clique aqui e saiba como.

Fonte: MNN
equipe eCycle
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Confira dez dicas para ter uma dieta saudável

A primavera já está aí trazendo seus belos dias floridos e ensolarados. Para aproveitar o melhor da estação e ficar em forma para o verão, confira dez dicas á fim de ter uma dieta saudável.

Confira dez dicas para ter uma dieta saudável


1- Reduza doces gradativamente
Com o aumento do consumo dos doces, o paladar acaba se acostumando e querendo cada vez mais açúcar. Começar a reduzir um pouco o consumo deles, colocar menos colheres de açúcar ajuda o paladar a se reeducar. Sucos naturais, por exemplo, podem ser consumidos sem açúcar. Mas lembre-se, a transição tem de ser gradual. Não adianta se entupir de doce de leite e, no dia seguinte, cortar tudo. A chance de a mudança de hábito dar errado dessa forma é grande.

2- Coma de três em três horas
É um bom hábito, já que é esse o tempo médio para o organismo receber alimentos e entender que não está no meio de uma calamidade, em que é necessário poupar energia. Se demorar mais do que quatro horas para comer, o metabolismo tende a desacelerar, ou seja, o organismo começa a armazenar gordura, pensando que vai passar por tempos de privação de alimentos. Logo, as chances de aquele lanchinho que você comerá depois se transformar em gordura são bem mais altas. Comer de três em três horas é um hábito a ser criado. Que tal colocar o celular para despertar para relembrar que é hora de comer algo? Fora das refeições principais, com o café da manhã, almoço e jantar, os lanchinhos intermediários podem variar de frutas, iogurtes até lanches naturais. A quantidade de calorias vai mudar de acordo com a dieta. Um nutricionista poderá indicar a melhor opção.

3- Coma devagar
Parece bobagem, mas comer devagar é uma das chaves para não ganhar peso. A resposta para isso é simples: o cérebro leva cerca de 20 minutos para enviar um sinal de saciedade, que já comeu o suficiente. Ou seja, quem come muito rápido tende a exagerar na quantidade. Mastigar bem os alimentos ajuda também na sensação de saciedade.

4- Não faça jejum
Provavelmente há um aumento nas taxas de jejum ao longo do mundo às segundas-feiras, já que é o dia internacional do início da dieta. Determinação e foco não faltam nesse dia, e muitos reduzem drasticamente a quantidade de comida ingerida, outros só bebem líquidos e, alguns mais radicais, até jejuam. Na sexta-feira, por exemplo, a chance de toda essa determinação ter dado errado é enorme. Afinal, nenhum corpo aguenta isso por muito tempo, além de fazer muito mal à saúde. Quem quer perder peso deve fazer boas escolhas e comer de três em três horas. Dietas radicais são prejudiciais à saúde, comprometem o metabolismo e até mesmo a memória.

5- Persista para alcançar o objetivo
Seja ele para perda de peso ou manutenção dele, a constância em uma dieta é importante. Às vezes aquela dieta receitada pelo nutricionista não fará efeito na primeira semana, mas, ao longo de um mês, poderá fazer um efeito ótimo. Além disso, as dietas receitadas pelos nutricionistas são saudáveis e compreendem todas as vitaminas que o corpo precisa diariamente. Perder peso com saúde é o que há.

6- Não queira perder 10 kg em uma semana
Não é nada saudável e o efeito sanfona virá ainda mais fácil, afinal, o corpo não consegue entender o que está acontecendo para perder tanta gordura. O ideal é perder os quilos extras gradativamente e, depois de o peso ajustado, mantê-lo por até um ano e meio. É o tempo médio que o organismo leva para entender que pode viver mais leve, não querendo contribuir para a engorda.

7- Prefira alimentos naturais
É sabido que não existem meios de alimentar 6 bilhões de pessoas mundialmente sem o advento dos industrializados, que facilitou a conservação dos alimentos e aumentou a segurança alimentar. No entanto, quando se diz "evite alimentos industrializados", normalmente a referência é para aqueles itens ricos em sódio, como salgadinhos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, hambúrgueres processados, além de outros. Alimentar-se naturalmente é preferir frutas, verduras, grãos. Se forem orgânicos, melhor. Assim o fígado não precisa trabalhar arduamente para tentar colocar para fora as toxinas dos agrotóxicos.

8- Beba água
Alguns não têm o hábito de beber água. O corpo precisa de cerca de dois litros de líquidos por dia para funcionar bem. Chás, sucos e água preenchem essa necessidade. Ter sempre uma garrafinha de água na mesa do trabalho e carregar uma consigo ajuda a aumentar o consumo. Lembre-se: se você pratica exercícios físicos, a necessidade de água pode aumentar, já que líquidos são eliminados pelo suor.

9- Coma mais alimentos integrais
Uma das vantagens dos alimentos integrais em relação aos refinados é a quantidade de fibras. O carboidrato branco, por exemplo, se transforma rapidamente em açúcar (glicose) no sangue. Para deixar o sangue do jeito certo, o hormônio insulina é liberado para poder "sequestrar" a glicose e tirá-la do sangue. Mas onde colocar toda essa energia que não está sendo gasta? Armazenando-a em forma de gordura. Já os carboidratos integrais não, porque as fibras deixam a liberação de açúcar para o sangue mais lenta, então não há muita insulina tendo de trabalhar e a energia é gasta, com pouco armazenamento de gordura. Trocar alimentos refinados por integrais é uma boa escolha, além de contribuir para diminuir o colesterol, já que as fibras dificultam a absorção de colesterol no intestino.

10- Sinta prazer alimentando-se! 
Ser saudável não significa comer comida sem gosto. Diversificar nos molhos das saladas é uma boa pedida. Evite comer o mesmo tipo de molho todos os dias, pois a chance de enjoar é bem alta. E lembre-se: ninguém consegue viver com uma dieta restritiva. Não se prive, apenas procure fazer boas escolhas. Deu vontade de comer algum tipo de junk food? Deixe uma refeição na semana para isso, nada mais. E varie nas receitas, fuja do mesmo tipo de comida todos os dias.

Com essas super dicas com certeza você ficará repleta (o) de saúde e energia para curtir o melhor da estação mais quente e colorida do ano. Se deseja maiores informações consulte um médico e um nutricionista.

fonte: saude.ig.com.br
imagem:www.42rapv.com.br
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Brasileiro teria encontrado a cura do câncer, mas estaria sendo “impedido” de registrar o medicamento

A cura do câncer é uma ambição de muitos cientistas, há anos, por se tratar da doença com mais vítimas fatais ao redor do planeta.

As células cancerígenas, que crescem de forma desordenadas e sem explicação, podem atacar qualquer parte e região do corpo humano. Os tratamentos utilizados, atualmente, não são tão efetivos e, na maioria dos casos, a doença acaba sendo reincidente.

Porém, recentemente, um especialista brasileiro afirmou ter descoberto a verdadeira e efetiva cura para o tão temido câncer. Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo), passou 20 anos de sua vida desenvolvendo a fosfoetanolamina sintética, uma substância que é capaz de infiltrar-se no organismo como parte de nosso corpo, sinalizando um ataque de células cancerígenas ao sistema imunológico.

De acordo com a pesquisa de Gilberto, no período de apenas 6 e 8 meses, o tumor pode desaparecer por completo, graças ao composto desenvolvido por ele, que seria tomado por forma oral. Como ele enfrenta dificuldade para registrar o produto, ele oferece o tratamento gratuitamente em sua cidade, São Carlos, no interior de SP, com grande aceitação de pacientes.

A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, emitiu um comunicado para a USP, proibindo veementemente a venda ou distribuição do medicamento, até que ele seja devidamente testado, registrado e aprovado pelo conselho especialista. Porém, de acordo com o professor, a Universidade de São Paulo não demonstrou interesse em ajudá-lo, muito menos os órgãos federais.

A fosfoetanolamina é encontrada em alguns produtos do cotidiano, como xampus para cabelo. Ela é resultado da unificação da monoetanolamina com o ácido fosfórico, conservante de alimentos, criando um marcador diferenciado para células afetadas pela doença. A substância é fabricada no organismo naturalmente, no interior das células musculares, dentro do retículo endoplasmático, localizado no fígado, para promover a defesa integral de células estranhas invasoras.

Através do trato digestivo, ela chega até o fígado, é inserida no sistema sanguíneo e reage com um ácido graxo, alimentando o tumor cancerígeno, obrigando a mitocôndria estagnada a voltar a funcionar. Este é o alerta de que o sistema imunológico precisa para eliminar a célula “descontrolada".

Gilberto garante que, aproximadamente, 10 mil pessoas por mês receberam o tratamento gratuito com as cápsulas. “Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 para cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora, quantas pessoas foram beneficiadas, não sou capaz de dizer, porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas”, disse em entrevista ao portal G1.

Muitos teóricos da conspiração acreditam que a indústria farmacêutica não tenha interesse na descoberta da doença, para poder lucrar em cima dos caros tratamentos parcialmente ineficazes atuais, como a quimioterapia e a radioterapia.

Gilberto não acredita nesta hipótese e garante que o problema é a má vontade do governo e falta de cuidado por algo tão essencial e importante para o mundo. A fosfoetanolamina, atualmente, possui dados experimentais concluídas de fase I, II e III. Restam apenas o apoio do corpo médico regulamentador, para que a lei seja aplicada de forma correta, sob supervisão da ANVISA.

A ANVISA declarou oficialmente que não existe nenhum processo formal para que o produto seja avaliado e que a USP não teve nenhuma atitude ou iniciativa para transformar o conhecimento gerado nos estudos em um medicamento passível de aprovação.

Fatos Foto: Reprodução / EPTV via Fatos
fonte:jornalciencia.com
por Bruno Rizzato
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Conheça os mitos e verdades sobre o limão

Muito utilizado para temperar alimentos ou em limonada a fruta é rica em vitamina C que protege o sistema imunológico, possui ainda vitaminas do complexo B que melhoram o humor e auxiliam na digestão. Contêm também magnésio bom para os ossos e potássio importante para a saúde do coração e dos músculos. Ainda protege contra catarata e alguns tipos de câncer por seu poder antioxidante. 

Saiba mais sobre o limão assistindo ao vídeo e inclua-o em sua dieta sob orientação de um médico e um nutricionista.



fonte:guiadanutricao.com
por Marcia Parente
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Grupo investiga genes que dão às células tumorais características de células-tronco

Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) estão estudando um grupo de genes humanos que, quando expressos em tumores malignos, conferem às células tumorais propriedades semelhantes às de células-tronco, tornando-as mais agressivas e resistentes ao tratamento.

Experimentos in vitro foram feitos com linhagens de meduloblastoma, o tipo de câncer cerebral mais comum em crianças. Resultados recentes foram publicados nas revistas Stem Cells and Development e Cancer Science. (imagem: Wikimedia Commons)

“Esses genes, quando expressos, não são simples marcadores de um pior prognóstico. Eles contribuem ativamente para a agressividade tumoral. São, portanto, alvos terapêuticos a serem explorados”, afirmou Oswaldo Keith Okamoto, professor do IB-USP e membro do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEHG-CEL), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

O grupo coordenado por Okamoto tem se dedicado a investigar o papel de quatro genes que codificam fatores relacionados à pluripotência: OCT4, L1TD1, LIN28 e miR-367. Este último, em vez de uma proteína, codifica um microRNA (pequeno pedaço de RNA que não contém informação para a produção de proteína mas tem papel regulatório no genoma).

De acordo com o pesquisador, esses quatro genes deveriam estar predominantemente expressos em células-tronco embrionárias existentes na primeira semana após a fecundação.

“Nesta fase, o embrião é formado por uma estrutura conhecida como blastocisto e, dentro dela, existe uma massa de células-tronco embrionárias que expressam fatores relacionados à pluripotência importantes para essa etapa do desenvolvimento”, explicou.

No entanto, análises de bancos de dados de expressão revelaram que esses mesmos genes frequentemente encontram-se expressos em amostras de meduloblastoma, conferindo às células tumorais algumas propriedades de células-tronco, como alta capacidade de autorrenovação (gerar novas células-tronco semelhantes) e de disseminação pelo corpo.

Estudos anteriores do grupo de Okamoto já haviam mostrado que a presença desse tipo de célula-tronco tumoral está correlacionada a uma menor sobrevida do paciente e a um maior risco de metástase.

“Diversos estudos foram feitos nos últimos 15 anos para compreender o papel dessas células-tronco tumorais, que já foram observadas em diversos tipos de câncer, entre eles mama e próstata. Elas são relevantes do ponto de vista clínico, pois são mais tumorigênicas, têm maior capacidade de autorrenovação, grande capacidade de se espalhar pelo corpo e colonizar sítios a distância e são mais resistentes ao tratamento”, disse Okamoto.

Segundo o pesquisador, ainda não se sabe ao certo como as células-tronco tumorais surgem. Existe a possibilidade de elas serem resultado da transformação maligna de uma célula-tronco normal. Outra hipótese é a de que uma célula já maligna ganhe novas alterações genéticas que lhe conferem características típicas de célula-tronco.

“Para alguns tumores de origem embrionária, como é o caso do meduloblastoma, acredita-se que ao longo do processo de maturação dos órgãos alguns genes que estão ativos nas células-tronco embrionárias e deveriam ser desligados ao longo do desenvolvimento do embrião, por algum motivo, não são. Isso impediria que essas células se diferenciassem de maneira adequada. Se elas se tornarem instáveis geneticamente, podem dar origem a um tumor. É uma hipótese plausível”, disse Okamoto.

Experimentos

Durante o pós-doutorado de Márcia Cristina Teixeira dos Santos, realizado com Bolsa da FAPESP, foi investigado mais profundamente o papel do gene L1TD1.

Usando uma técnica conhecida como RNA de interferência, que consiste em usar pequenas moléculas de RNA não codificadoras de proteínas capazes de se ligar ao RNA mensageiro do gene-alvo e interromper sua expressão, o grupo silenciou em duas linhagens de meduloblastoma o L1TD1 para ver se o procedimento afetava alguma propriedade importante para a agressividade tumoral.

Cerca de 48 horas após o silenciamento, sem qualquer outro tipo de intervenção, apenas 50% das células tumorais ainda permaneciam viáveis. Após 96 horas, cerca de 80% das células já estavam mortas.

A capacidade de migração e de invasão celular, essencial para a geração de metástase, caiu para menos da metade nesse período. Também foi observada redução nas taxas de proliferação e na resistência à morte por apoptose (uma espécie de suicídio celular).

Em outro ensaio, os pesquisadores observaram que o silenciamento do L1TD1 tornou as células tumorais mais sensíveis ao tratamento com quimioterápicos. Uma dose que normalmente seria suficiente para matar 40% das células em cultura conseguiu matar cerca de 70% após o procedimento.

Na avaliação de Okamoto, porém, o resultado mais interessante foi o obtido no ensaio de geração de neuroesferas.

“Quando isolamos células-tronco neuronais normais e as cultivamos em laboratório, elas crescem formando estruturas conhecidas como neuroesferas. Normalmente, o mesmo acontece quando cultivamos as células-tronco tumorais de meduloblastoma. Mas, quando silenciamos o L1TD1, a capacidade de gerar as neuroesferas diminuiu cerca de 75%”, contou o pesquisador.

Estudos anteriores já haviam mostrado que, quanto maior é a capacidade de células tumorais gerarem neuroesferas, mais agressivo é o tumor e menor é a sobrevida do paciente.

“Observamos ainda que o silenciamento do gene diminuiu a expressão de proteínas que são marcadores típicos de células-tronco neuronais, como a CD133 e a nestina. Existe, portanto, uma correlação direta entre a expressão desse gene com a aquisição de propriedades típicas de células-tronco. Por inferência, acreditamos que esse gene é importante para a proliferação do tumor e para a resistência às drogas quimioterápicas”, disse Okamoto.

Em outro trabalho, realizado durante o mestrado de Carolini Kaid Dávila, também com apoio da FAPESP, o foco foi o microRNA miR-367. Mas desta vez, em vez de silenciar o gene, os pesquisadores induziram uma superexpressão.

“Nas linhagens de meduloblastoma com as quais trabalhamos, o miR-367 é pouco expresso. Silenciá-lo provavelmente não teria muito impacto. A superexpressão, por outro lado, ajuda a ressaltar seu efeito e torná-lo visível”, explicou Okamoto.

Para isso, o grupo injetou diretamente nas células tumorais moléculas de microRNA sintéticas que mimetizam a sequência de nucleotídeos encontrada no miR-367.

“Esse microRNA sintético tem a mesma sequência do original, mas algumas pequenas alterações químicas que tornam a molécula mais estável dentro da célula, então ela permanece tempo suficiente para observarmos o efeito”, explicou.

O método foi aplicado em quatro linhagens de meduloblastoma e em todas, em maior ou menor grau, foi observado aumento na proliferação e na capacidade de invasão de tecidos.

Para Okamoto, no entanto, o resultado mais significativo foi novamente a capacidade de geração de neuroesferas. “Variou de linhagem para linhagem, mas em alguns casos chegou a dobrar. Essas neuroesferas expressavam os marcadores típicos de células-tronco neuronais, como as proteínas CD133 e nestina”, disse.

O pesquisador ressalta que em nenhum dos trabalhos do grupo foi alterada a expressão de mais de um gene simultaneamente.

“Modificar a expressão de um único gene relacionado à pluripotência foi o suficiente para alterar significativamente o potencial agressivo do tumor. Portanto, acreditamos que interferir em L1TD1 ou qualquer outro desses seria uma boa estratégia para diminuir a resistência a drogas e inibir recidivas tumorais”, concluiu.

O artigo Embryonic Stem Cell-Related Protein L1TD1 Is Required for Cell Viability, Neurosphere Formation, and Chemoresistance in Medulloblastoma (DOI: 10.1089/scd.2015.0052) pode ser lido por assinantes da Stem Cells and Development em online.liebertpub.com/doi/10.1089/scd.2015.0052http://online.liebertpub.com/doi/10.1089/scd.2015.0052.

O artigo miR-367 promotes proliferation and stem-like traits in medulloblastoma cells (DOI: 10.1111/cas.12733), pode ser lido por assinantes da Cancer Science em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/cas.12733/abstract;jsessionid=28951E53F5B1818717BE479F7D4A3AB1.f01t02.

fonte:agencia.fapesp.br
por Karina Toledo | Agência FAPESP
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Líquido de resto do pirarucu pode curar má digestão do leite

Divulgação

Cientistas brasileiros transformam restos do pirarucu em líquido proteico capaz de enriquecer alimentos para quem tem intolerância à lactose

As carcaças do pirarucu, hoje descartadas após a retirada dos filés do peixe, podem virar matéria-prima para a indústria alimentícia. Cientistas brasileiros criaram uma maneira de transformar os restos de carne em uma substância líquida chamada hidrolisado proteico de pirarucu, capaz de enriquecer alimentos com baixo teor de proteína, como pães, cereais e biscoitos. O líquido também pode ser usado em alimentos para pessoas que não digerem a proteína do leite.

A técnica consiste em transformar esses restos de carne com o uso de enzimas, que geram reações químicas e resultam em um líquido com mais de 70% de proteína. A tecnologia é resultado de parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a Universidade Federal do Amazonas e já está disponível para a produção e comercialização. O pedido de patente já foi feito ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O especialista em ciência de alimentos Rogerio Souza de Jesus, pesquisador do Inpa, conta que quando a manta do pirarucu é retirada para a venda, sobra grande quantidade de carne presa aos ossos que é jogada fora. “Em um pirarucu de tamanho médio, com cerca de 60 quilos, sobram mais ou menos 3 quilos de carne, não dá para desperdiçar isso”, diz Rogério, lembrando que a comercialização do animal tem crescido muito desde o início do manejo da espécie na Amazônia.

O pescado é uma fonte saudável de proteínas, lipídios, vitaminas A, D e do Complexo B e minerais como cálcio, fósforo, ferro, cobre e selênio. Segundo o pesquisador, é possível fazer o hidrolisado com outros peixes para aproveitar esses nutrientes, mas para isso são necessários novos estudos, pois cada espécie precisa de uma enzima específica.

Rogério de Jesus também contou que é possível retirar o odor de peixe do hidrolisado, que não altera o sabor dos alimentos e pode entrar como ingrediente em diversas formulações.

fonte:noticias.terra.com.br
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cirurgia bariátrica ou remédio: veja o que é melhor para obesos diabéticos?


Segundo um relatório publicado na revista “The Lancet” por Francesco Rubino, da Kings College London, no Reino Unido, e seus colegas, a cirurgia de perda de peso é melhor do que medicação para controlar a diabetes tipo 2 em obesos. O artigo é resultado do mais longo estudo a comparar as duas abordagens já feito.

Segundo a equipe, metade dos pacientes tratados com cirurgia no estudo estavam há cinco anos livres de diabetes. “A marca de cinco anos é importante em muitas doenças”, explicou Rubino à agência Reuters. “O fato de que alguns pacientes, em cinco anos, estão basicamente livres da doença é uma descoberta notável”.

Em 2009, ele e seus colegas escolheram aleatoriamente 20 pacientes obesos com diabetes tipo 2 para receber tratamento médico, 20 para receber um tipo de cirurgia de perda de peso chamada bypass gástrico, e outros 20 para se submeter a uma operação de perda de peso chamada de derivação bileopancreática.

Dos pacientes que passaram por processos cirúrgicos, 80% apresentaram níveis de açúcar no sangue sob controle a longo prazo, contra cerca de 25% dos pacientes tratados somente com medicamentos.
Todos os grupos do estudo tiveram uma redução no risco cardiovascular. Mas os pacientes tratados com cirurgia tiveram um risco 50% menor de sofrer de doenças cardíacas do que aqueles tratados apenas com medicamentos, e eles precisavam de menos remédios para tratar pressão arterial elevada ou colesterol elevado. As melhorias no controle de açúcar no sangue e risco de doença cardíaca não eram relacionadas à quantidade de peso perdido.

Causas incertas
“O que realmente está causando a remissão da diabetes após a cirurgia permanece um mistério”, afirma o pesquisador. O que se sabe até agora é que os intestinos produzem uma série de hormônios envolvidos na regulação do metabolismo. Ele explica que a reconstrução do trato gastrointestinal da cirurgia pode ajudar a restaurar o controle metabólico normal.

Como qualquer procedimento cirúrgico, operações de perda de peso apresentam riscos. Um estudo internacional publicado no início deste ano, por exemplo, descobriu que, após dois anos, as pessoas escolhidas aleatoriamente para passar pela cirurgia de bypass gástrico tinham melhor controle de sua diabetes tipo 2 do que as pessoas que recebiam um grupo de medicamentos. Porém, os pacientes operados também tiveram um maior risco de infecções e fraturas nos ossos. E alguns pacientes podem ganhar de volta um pouco do peso que perderam.

Cura?
De acordo com Philip Schauer, diretor do Instituto Bariátrico e Metabólico da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, os médicos estão cada vez mais se referindo a este tipo de cirurgia como “cirurgia de diabetes”, ao invés de cirurgia de obesidade. Schauer, que também é cirurgião bariátrico, não participou do novo estudo.
“Há algumas pessoas, este estudo mostra, que podem entrar em remissão por até cinco anos ou mais”, aponta. “Nós hesitamos em usar a palavra ‘cura’, mas isto é muito, muito próximo de uma cura, quase tão perto de uma cura quanto se pode chegar”.

Schauer acrescentou que cerca de metade dos pacientes com diabetes tipo 2 são incapazes de controlar o açúcar no sangue com medidas de medicação e estilo de vida. Com base nas novas descobertas, a cirurgia bariátrica deve ser oferecida a esses pacientes se eles são moderadamente obesos, por exemplo, com um índice de massa corporal (IMC) de 35.

Atualmente, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA afirmam que os pacientes devem ter um IMC de 40, ou um IMC de 35 com doenças relacionadas com a obesidade, como diabetes tipo 2, para serem elegíveis para a cirurgia de perda de peso. Por isso, segundo ele, muitos planos de saúde se recusam a pagar pela operação, seja para diabetes ou obesidade. “Isso significa que eles estão negando a pessoas um tratamento eficaz”, afirma. Para ele, estes resultados podem fazer com que estas companhias revejam estas posturas. [Reuters]

fonte:http://hypescience.com/
por Jéssica Maes
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