quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Bactérias podem ser eficazes para combater a asma

Um novo estudo mostrou que a exposição precoce a bactérias "boas" presentes no intestino pode diminuir o risco de desenvolvimento da doença inflamatória.

Bebês de três meses que apresentaram maiores níveis de um grupo de bactérias no organismo corriam menos risco de desenvolver asma aos três anos de idade (Thinkstock/VEJA/VEJA)

A exposição a bactérias “boas” desde cedo pode evitar o desenvolvimento da asma. É o que diz um estudo realizado por cientistas canadenses e publicado recentemente na revista científica Science Translational Medicine.

A equipe de pesquisadores da Universidade da British Columbia e do Hospital Infantil de Vancouver, ambos no Canadá, comparou o microbioma de bactérias intestinais de bebês aos três meses e com um ano de idade e o risco de desenvolver asma aos três anos.

A análise das fezes de 319 crianças com apenas três meses de idade mostrou que aquelas que corriam maior risco de asma tinham menores níveis de quatro tipos de bactérias em seu organismo: Faecalibacterium, Lachnospira, Veillonella e Rothia (apelidadas de FLVR). Entretanto, os níveis destas bactérias no corpo das mesmas crianças com um ano de idade não provocou o mesmo efeito no risco de desenvolvimento de asma. De acordo com os resultados, os primeiros meses de vida são cruciais para a prevenção da doença. “A exposição aos microrganismos no momento ideal pode ser a melhor forma de prevenir várias alergias e principalmente a asma”, relataram os autores.

De acordo com os pesquisadores, identificar o grupo bacteriano e sua relação com a asma é fundamental para tentar encontrar maneiras de prevenir a doença. No futuro, eles esperam que seja possível evitar a asma por meio da administração de probióticos em bebês que apresentarem deficiência dessas bactérias.

Asma – A asma é inflamação crônica das vias aéreas, que se estreitam e dificultam a respiração. Embora não tenha cura, é uma doença controlável se for corretamente tratada. Caso contrário, o estreitamento das vias aéreas torna-se ainda mais espesso. Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas no mundo convivam com o problema. No Brasil são 20 milhões pacientes asmáticos — o que significa uma prevalência de 10% na população.

(Da redação)
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Remédio para asma é associado a surtos psicóticos em crianças

Autoridades australianas lançaram o alerta em relação ao princípio ativo montelucaste de sódio. Especialistas afirmaram a VEJA, porém, que o risco é baixo

Entre 2000 e 2016 a agência australiana responsável pela regulação de medicamentos recebeu quase 90 relatos de efeitos colaterais neuropsiquiátricos, dos quais oito estavam relacionados a pensamentos suicidas e outros oito a depressão grave em crianças que tomavam algum medicamento com esse princípio ativo. Nos EUA, houve um caso de suicídio em 2008. (iStock/Getty Images)

Uma classe de medicamentos para asma tem preocupado autoridades de saúde australianas. Ela estaria associada a episódios de depressão e até pensamentos suicidas em crianças. Tratam-se dos remédios à base de montelucaste de sódio, um composto comum utilizado para tratamento de rinite, asma e dermatite atópica, principalmente em crianças e adolescentes.

Segundo informações da rede australiana ABC, a agência australiana responsável pela regulação de medicamentos, dispositivos médicos, sangue e tecidos, (TGA, na sigla em inglês), recebeu, entre 2000 e 2016, quase 90 relatos de efeitos colaterais neuropsiquiátricos, dos quais oito estavam relacionados a pensamentos suicidas e outros oito a depressão grave em crianças que tomavam algum medicamento com esse princípio ativo.

A australiana Melanie (que não quis revelar seu sobrenome), contou que Harrison, seu filho de 6 anos, teve um surto psicótico após começar o tratamento com o medicamento. Segundo a mãe, o menino sempre foi amigável e afetuoso, mas começou a ter ataques de raiva, chegando a derrubar móveis, ranger os dentes e contorcer a face, após iniciar o tratamento.

“Eu estava incrivelmente chocada quando percebi que uma pequena pastilha para controlar os sintomas da asma poderia ser vinculado a tais sintomas psicológicos graves.”, disse Melanie à ABC.

Segundo José Carlos Perini, alergista e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), não há razão para desespero. Apesar do risco ser real, esse tipo de efeito adverso é raríssimo. Os efeitos colaterais mais comuns a esse medicamento são sonolência e dor de cabeça. No entanto, é preciso estar ciente e, caso perceba-se uma mudança de comportamento na criança, o ideal é buscar orientação médica. “No Brasil não há relatos de casos tão graves”, disse Perini a VEJA.

Para Joaquim Carlos Rodrigues, professor da Faculdade de Medicina da USP (Fmusp) e pneumo-pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, o alto número de prescrições do montelucaste de sódio por pediatras é devido ao fato de o medicamento ser de fácil administração em crianças. “O método mais eficiente contra a asma é a ‘bombinha’, mas muitos pais têm aversão a ela, o que melhora a adesão ao montelucaste e acaba aumentado o número de prescrições”, explicou a VEJA.

Um levantamento realizado pela FDA, agência americana responsável pela regulação de medicamentos e alimentos, identificou cerca de 15.000 efeitos adversos associados ao uso de montelucaste em crianças e adolescentes. Destes, 10% estavam associados a problemas psiquiátricos. Sendo os mais comuns insônia, irritabilidade, hiperatividade e agressividade e outros mais graves como alucinações, depressão, ansiedade e comportamento suicida, menos frequentes.

Vanessa Sellick, australiana que também tem um filho chamado Harrison, conta que a criança mudou de comportamento após começar o tratamento quando tinha apenas dois anos de idade, e que os problemas se agravaram conforme ele foi crescendo. “Ele tinha 4 anos quando começou a fazer comentários sobre querer morrer, querer estar morto, dizendo que ele era um pedaço de lixo – ele tinha uma terrível auto-aversão”, contou a mãe.

A situação chegou a tal ponto que, um dia, ele tentou se suicidar. “Foi apenas devastador no momento. Para mim não há dúvida que ele realmente queria acabar com sua vida, ele queria acabar com a dor. Eu acho que ele era apenas um rapaz pequeno em um terrível stress emocional.”, contou Vanessa. Harrison tomou o montelucaste de sódio por três anos.

Embora na época não tenha havido um diagnóstico, os médicos acreditam que tudo isso tenha sido uma reação adversa à medicação. Segundo o pediatra especializado em respiração Adam Jaffe, do Hospital Infantil de Sydney, na Austrália, não há como saber quais pacientes apresentarão esse tipo de reação à medicação.

“Alguns dos meus pacientes reclamaram de pesadelos, mau humor, raiva ou tristeza e o grande desafio para mim e para os pais era descobrir se isso era um efeito colateral do remédio ou o comportamento da criança,” explicou à ABC, ressaltando que a maioria dos pacientes não apresente nenhum sintoma.
Anvisa

No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, atualmente existem 24 medicamentos com o princípio ativo montelucaste de sódio no Brasil. A bula desses medicamentos alerta para a possibilidade de efeitos colaterais severos, como alterações de comportamento e humor (agitação, inclusive comportamento agressivo ou hostilidade, depressão, desorientação, distúrbio de atenção, anormalidades no sonho, ansiedade, alucinações, insônia, irritabilidade, perda de memória, inquietação, sonambulismo, pensamentos e atos suicidas e tremor). Mesmo assim, as autoridades australianas lançaram o alerta, frente ao relato das mães.

A FDA (na sigla em inglês), agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, tem investigado a segurança do montelucaste de sódio desde a morte de um menino de 15 anos, em 2008, segundo a ABC. Cody Miller se suicidou 17 dias depois de começar a tomar o medicamento. Depois disso, a FDA passou a exigir que os fabricantes alertassem na bula sobre possíveis efeitos colaterais psiquiátricos do remédio.

Em abril de 2013, a TGA publicou um artigo alertando profissionais de saúde sobre esses riscos associados ao medicamento e a importância de alertar pais e pacientes. Entretanto, tanto Vanessa quanto Melanie afirmaram que não receberam nenhum tipo de aviso dos médicos.

Apesar do que aconteceu com seus filhos, ambas ressaltam a eficácia do medicamento no controle da asma e pedem que os pais não parem de dar o remédio a seus filhos sem consultar um médico. Por outro lado, elas clamam por avisos mais claros na bula desses medicamentos sobre a existência de tais efeitos colaterais e também pela importância do médico informar essa possibilidade aos pais.

O tratamento é indicado para casos de asma frequente, persistente ou induzida por exercício leve.

Por Giulia Vidale
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 11 de setembro de 2016

Comer salsicha faz você perder 15 minutos de vida, segundo a Ciência

Você come muita comida rápida? A gente sabe que existe uma série de alimentos que colocamos na mesa todos os dias e que nos fazem mal, mas nada é tão destrutivo para nossa saúde quanto comer salsicha, qualquer tipo de embutidos e outras comidas parecidas, ricas em sódio e em gorduras.

No entanto, é bem difícil uma pessoa que resista a um belo carrocho-quente, não é mesmo? Se for um daqueles bem incrementados, com batatas palha e tudo o mais que tiver direito; comer salsicha se torna apenas uma pequena parte do processo de destruir esse lanchinho, não é mesmo?

O problema, no entanto, é que comer salsicha não é ruim apenas para sua pressão arterial, para o seu colesterol e para sua perda de peso. Ao contrário do que muita gente imagina, o simples ato de comer salsicha pode colocar um fim prematuro em nossa vida. Dá para acreditar?


Comer salsicha + bacon
Um estudo desenvolvido pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, mostrou que a cada salsicha ingerida, perdemos 15 minutos de vida, em média. Quantos desses “15 minutos” você já deve ter perdido ao longo dos últimos anos? Que tal tentar fazer a conta?


Mas, claro, este não é um “mérito” apenas da salsicha. Qualquer tipo em embutido, e até mesmo o bacon, se consumido frequentemente e em grandes quantidades, aumenta de forma significativa o risco de desenvolver câncer, especialmente o colorretal.


Cigarro + bebida
Mas, infelizmente, comer salsicha não é o único mal hábito que pode nos levar mais cedo para a cova. Praticamente tudo que fazemos, e que não deveríamos fazer, podem roubar nosso tempo de vida.


Um bom exemplo disso é o consumo de bebidas alcoólicas, como você já conferiu nessa outra matéria. Conforme o British Medical Journal, se as pessoas diminuíssem pelo menos 40% do consumo de álcool, o que gira em torno de 5 ml por dia, cerca de 4,5 mil mortes seriam evitadas todos os anos, somente na Inglaterra.


E, na lista de vilões contra a vida e a saúde também estão os cigarros. Como você também já viu aqui, a cada maço de cigarro fumado, algo em torno de 20 cigarros, se perde aproximadamente 4 horas de vida. Mas o risco de morte pode ser ainda mais alto, caso se trata de um indivíduo sedentário e com idade mais avançada.

por Renata Medeiros
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sábado, 10 de setembro de 2016

Existe até 10 vespas mortas em cada figo que você come!

O figo é um dos frutos mais bonitos que existem na natureza e, além de render receitas maravilhosas, ainda há quem diga que ele, e não maçã, era o fruto proibido citado na Bíblia. Mas, religiosidades à parte, o figo é muito mais complexo que você jamais imaginaria e, na matéria de hoje, você vai entender porque por meio de duas notícias não muito legais, ou no mínimo surpreendentes, sobre esta obra de arte da natureza.

A primeira delas é que o figo não é uma fruta! Ele se trata de uma flor que, de forma resumida, se trata de uma flor invertida, que floresce internamente, e depois de madura dá origem a nosso pseudofruto.

Essa notícia, embora não seja nada chocante ou desagradável, leva ao segundo fato sobre os figos e é o que mais vai surpreender nesta matéria. E, se o negócio todo é chocante, vamos por partes, para ninguém levar um susto.


Polinização do figo
Todo mundo sabe que para que as flores e frutos continuem existindo é preciso que alguns insetos e outros bichos façam a polinização, correto? No caso do figo, no entanto, acesso ao pólen é complicado, já que está na parte interna da fruta, ou melhor, da flor. Logo, somente uma espécie é capaz de cumprir essa missão e dar continuidade aos frutos e sementes das figueiras: a vespa do figo.


A parte nada agradável de se descobrir sobre o assunto é que as vespas precisam entrar no fruto, tanto para polinizar, quando para se reproduzir, porque é dentro dos figos que elas têm suas larvas e as alimentam. Então, sim, o figo é um berçário de vespas.


Mas a pior parte ainda está por vir: a vespa mãe, que entra para ter acesso ao pólen e para procriar, nunca mais consegue sair de dentro do figo. A passagem que ela usa para a polpa é tão estreita que suas asas e antenas são arrancadas. Logo, a vespa fica dentro do figo para sempre.

Vespas machos
No entanto, isto não é tudo. Neste ponto da história é precisa acrescentar ainda que, em cada figo que você come, existe pelo menos 10 corpinhos de vespas mortas. Interessante, não?

E isso é possível porque não é só a vespa mãe que permanece ali dentro para sempre. Somente as fêmeas de cada ninhada saem do figo para continuar o ciclo e carregar o pólen.


Os machos, por outro lado, nascem sem asas e têm o trabalho de ir abrindo túneis para as vespas fêmeas. Quando terminam esta missão e fecundam suas “irmãzinhas”, eles também morrem dentro do figo.

Mutualismo
Claro que o processo todo pode parecer bem cruel, mas é um perfeito plano da natureza. Nem as figueiras conseguiriam completar o ciclo da vida sem as vespas do figo, nem estes pequenos insetos seriam capazes de se reproduzir sem a ajuda dos figos. Essa correlação natural, aliás, é conhecida pela Ciência como mutualismo.


A coisa toda só não tem um desfecho “feliz”, segundo o ciclo natural das coisas, se uma vespa desavisada entra em uma flor feminina do figo (sim, os figos têm flores masculinas, onde todo o processo descrito acontece, e femininas). Nesse caso, a vespa apenas poliniza o figo, mas não consegue colocar seus ovos.

Vai um figo aí?
A parte ruim de descobrir todas essas nojeirinhas é que você toma consciência do problema que é comer um figo. Porém, se servir de consolo, você não consome os corpinhos das vespas aprisionadas ali dentro, já que o próprio pseudofruto conta com a ficina, uma enzima que “digere” os insetos mortos e os transforma em uma porção extra de proteína para a flor.


E, frente a tudo isso que você acabou de ficar sabendo, a notícia boa é: os pedacinhos crocantes de um figo maduro e suculento são realmente sementes, não vespas. Isso é um consolo, não acha?

Agora, se você não consegue lidar com esse passado dos figos, calma que você não precisa abdicar completamente dessas iguarias da natureza. Hoje em dia já existem figos autogâmicos, normalmente plantados em pequenas propriedades rurais, e que não precisam das vespas e de todo esse processo nojento, mas natural, para seu desenvolvimento.


Renata Medeiros
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sexualidade: 6 alimentos que são viagras naturais


Aposte na alimentação para aumentar a sua potência e turbinar a sua vida sexual sem medicamentos.

A dieta do sexo
É muito comum ouvirmos sobre uma ou outra dica para melhorar o rendimento sexual, mas depois da proliferação de alguns medicamentos como viagra, ciales, etc, o melhor amigo do homem passou a ser o farmacêutico, mas também podemos recorrer à natureza e aos nutricionistas.

Na verdade existem os alimentos afrodisíacos, que são aqueles que desencadeiam a produção de testosterona no organismo e favorecem a vasodilatação do pênis. Conheça-os:

Ostra alimento rico em zinco, é o melhor alimento afrodisíaco pois gera testosterona e atua na formação dos espermatozoides;

Romã possui antioxidantes que "limpam" o sangue, ativam a circulação e fortalecem a parede das artérias;

Gengibre a raiz é um vasodilatador e é usada no tratamento contra a disfunção erétil;

Catuaba é um estimulante do SNC, além de combater a insônia e ativar a memória;

Pinhão é rico em Zinco, substância fundamental para o bom funcionamento urológico;

Pimenta vermelha rica em capsaicina, tornam-se um potente vasodilatador da microcirculação peniana.

imagem:casacarandai.com.br
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15 Melhores alimentos vasodilatadores


Uma das maneiras de melhorar o desempenho durante os exercícios e acelerar a recuperação no pós treino é através do uso de vasodilatadores, substâncias que, como o próprio nome já diz, dilatam a parede dos vasos sanguíneos.

Você pode obter esse efeito através do uso de suplementos específicos ou então optar pelo consumo de alimentos vasodilatadores, que ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo de maneira natural.

Confira para que servem e quais são alguns desses alimentos vasodilatadores que podem colaborar para uma melhora no desempenho durante e após a atividade física.

O que são Alimentos Vasodilatadores?
A vasodilatação pode ser definida como a expansão (relaxamento) dos vasos sanguíneos, condição que favorece o envio de mais nutrientes para os músculos durante os exercícios e na recuperação pós-treino.

Uma das maneiras de estimular naturalmente a vasodilatação é através de um aumento no consumo de arginina, aminoácido precursor do óxido nítrico (NO2). Sintetizado regularmente pelo organismo, o óxido nítrico dilata a parede das artérias e aumenta o transporte de oxigênio, glicose, aminoácidos e outros nutrientes pela circulação.

Como resultado, há um maior volume de sangue chegando até os músculos e com isso você consegue treinar com mais intensidade (já que haverá mais oxigênio disponível e a fadiga tende a ser diminuída) e irá se recuperar mais rapidamente após os treinos.

Para que servem os alimentos vasodilatadores?
Ok, você já sabe que servem para dilatar os vasos sanguíneos, mas qual a utilidade desses alimentos para quem está preocupado com a saúde e a boa forma?

Simples: alimentos que relaxam a parede dos vasos sanguíneos melhoram a circulação e estimulam a chegada de nutrientes até os músculos, criando um estado anabólico que favorece a recuperação e o ganho de massa muscular.

Isso significa que você poderá treinar por mais tempo antes da chegada da fadiga muscular, e seu intervalo de descanso – entre as séries e também entre um treino e outro – será reduzido.

Como aumentar seu consumo de NO2
Embora você possa aumentar seus níveis de NO2 através de suplementos esportivos, a melhor maneira de incorporar a substância à sua dieta ainda é através do consumo de alimentos vasodilatadores naturais, como algumas verduras e legumes.

Como a arginina, os flavonoides e os nitratos são dilatadores naturais, fizemos uma lista com alimentos ricos nestes nutrientes para que você possa aumentar seus níveis de NO2 de maneira natural e sem precisar recorrer a suplementos caros.

Confira então os melhores alimentos vasodilatadores para aumentar suas taxas de NO2 em circulação na corrente sanguínea:

1. Beterraba
A beterraba é um dos melhores alimentos vasodilatadores para você incluir na sua dieta, pois além de nutritiva é barata e de fácil utilização. A raiz avermelhada é fonte de nitratos e citrulina, um aminoácido necessário para a síntese de arginina, outro aminoácido que é precursor do óxido nítrico.

Estudos indicam que um aumento na concentração de óxido nítrico na circulação está diretamente ligado a um maior relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, resultando em um maior aporte de nutrientes para os músculos.

Além do oxigênio necessário para a contração muscular durante os exercícios, um fluxo sanguíneo aumentado melhora a oferta de aminoácidos, vitaminas e minerais necessários para o processo de reconstrução das microlesões musculares.

Tomar um copo de suco de beterraba com água cerca de 30 minutos antes do treino poderá ajudá-lo a enviar mais nutrientes para os músculos, melhorando não só o desempenho durante as séries como também a recuperação no pós-treino.

Em um estudo desenvolvido com ciclistas pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, pesquisadores observaram que o consumo de suco de beterraba foi responsável por um aumento de até 16% na distância percorrida pelos atletas durante os treinos.

2. Alho
Além de ser um excelente anti-inflamatório natural, o alho também pode ser um dos melhores alimentos vasodilatadores. Um estudo publicado em 2010 na Bratislavske Lekarske Listy afirma que o alho é capaz de gerar pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio, e esse processo pode levar à vasodilatação e também a uma melhora nos níveis de colesterol.

Como os efeitos do alho são cumulativos, a recomendação é incluir o tempero de maneira regular na dieta.

3. Espinafre
Assim como a beterraba, o espinafre é uma excelente fonte de nitratos, compostos que também atuam como precursores do óxido nítrico. Quando você consome uma porção de espinafre, a saliva da boca converte os nitratos em nitritos, que por sua vez serão convertidos em óxido nítrico pela ação do ácido gástrico no estômago.

Esse NO2 resultante é então utilizado pelo corpo para expandir e relaxar as paredes dos vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue para os tecidos – entre eles, os músculos, tendões e ligamentos.

4. Chocolate Amargo
Os chocolates com teor de cacau acima de 70% são uma ótima fonte de flavonoides, compostos químicos que também são necessários para a produção de óxido nítrico. Os flavonoides encontrados no cacau favorecem a atuação da oxido nítrico-sintetase, uma enzima que atua na produção de NO2.

Portanto, quanto maior o consumo de flavonoides, maior será a atuação da enzima, o que por sua vez irá aumentar as taxas de NO2 na circulação, favorecendo a vasodilatação.

Outros alimentos vasodilatadores ricos em flavonoides incluem as frutas vermelhas, ameixa, couve, espinafre, brócolis e soja.

5. Nozes
As sementes oleaginosas são ótimas fontes de arginina, e portanto também estimulam a produção de óxido nítrico. Certifique-se de incluir na sua dieta de 3 a 4 porções semanais de alimentos como amêndoas, castanha de caju e semente de girassol.

6. Melancia
Saborosa e refrescante, a melancia é também um dos alimentos vasodilatadores mais práticos e fáceis de serem consumidos. Seja fresca ou batida com água e gelo, a melancia pode entrar no seu cardápio diário como fonte de citrulina, o aminoácido que, como já vimos, é convertido em arginina e eleva indiretamente os níveis de óxido nítrico na circulação.

Outros benefícios da melancia: é diurética, ajuda a regular a pressão arterial é ainda é fonte de vitamina C, betacaroteno e licopeno, antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres que são gerados no dia a dia e também através da prática de atividade física.

7. Salsão
A planta mais conhecida dos brasileiros como ingrediente principal do tradicional salpicão é também um excelente vasodilatador natural. Isso porque o salsão contém 3–n–butil-ftalida, um composto químico que regula a produção de prostaglandinas.

Na circulação, as prostaglandinas dilatam as paredes dos vasos, o que significa que consumir mais salmão pode ajudá-lo a melhorar a circulação sanguínea. Além de utilizar a planta na forma de salada e nas sopas, experimente também acrescentar salsão ao suco detox ou então fazer um chá com os talos e folhas.

8. Soja
A soja pode estimular a produção de ácido nítrico de duas maneiras distintas, já que é fonte tanto de flavonoides quanto de arginina. E para quem está interessado em hipertrofia muscular, vale lembrar que a soja contém proteínas de alto valor biológico e pode ser uma alternativa às fontes de proteína mais comuns e caras, como as carnes vermelha e de frango.

9. Banana
De acordo com a Harvard Medical School, as bananas fazem parte da lista de alimentos vasodilatadores porque são ricas em potássio, mineral que ajuda a dilatar as paredes dos vasos sanguíneos através de um aumento na eliminação de sódio através da urina.

E consumir uma banana 30-40 minutos antes do treino irá garantir que você tenha mais força e energia para suas séries, uma vez que a fruta fornece uma boa quantidade de carboidratos.

10. Pimenta vermelha
Sabe aquela sensação de calor e rosto avermelhado que algumas pessoas sentem logo após comer pimenta vermelha? Pois é, uma das explicações é o fato da especiaria ser termogênica e “esquentar” a parede dos vasos, fazendo com que estes se dilatem.

Neste caso, a capsaicina, ingrediente responsável pelos benefícios da pimenta, melhora o fluxo sanguíneo e estimula o envio de mais oxigênio e aminoácidos para as fibras musculares.

11. Carne e Laticínios
Nós já vimos que a L-arginina é precursora do NO2, e algumas das melhores fontes do aminoácido incluem as carnes vermelha e de frango, ovos, leite e queijos. Para melhorar a vasodilatação sem exagerar nas calorias, opte pela carne com baixo teor de gordura e laticínios light.

12. Gingko Biloba
Embora não seja um vasodilatador potente, o Gingko biloba estimula levemente a produção de NO2 e pode melhor o fluxo sanguíneo de maneira indireta, favorecendo a chegada de mais nutrientes para o tecido muscular.

Estudos indicam que o consumo regular de Ginko biloba é particularmente benéfico para a circulação cerebral, uma vez que melhora a clareza do raciocínio e pode estimular tanto a memória quanto o bem estar como um todo.

13. Alimentos ricos em niacina
Conhecida como vitamina B3, a niacina dilata a parede dos vasos e estimula o fluxo sanguíneo. Os alimentos com maior concentração de niacina incluem o atum, salmão, carne de frango e de peru, amendoim, cogumelo, ervilha, sementes de girassol e abacate, e todos eles são portanto alimentos vasodilatadores.

14. Guaraná
Rica em cafeína, a planta de origem amazônica tem efeito vasodilatador e pode ser utilizada para melhorar tanto a atenção e o foco como também o desempenho muscular durante os treinos.

Ao contrário dos demais alimentos vasodilatadores, no entanto, o guaraná deve ser utilizado com moderação, uma vez que a cafeína atua diretamente no sistema nervoso central e pode causar uma série de efeitos colaterais.

15. Aspargos
Ainda pouco consumido no Brasil, o aspargo entra na lista porque é uma excelente fonte ácido nicotínico, um dos precursores da vitamina B3 (niacina). E, como vimos anteriormente, a niacina tem o potencial de relaxar as paredes das veias e artérias, melhorando o fluxo sanguíneo.
Dica

Você já viu que são vários os alimentos vasodilatadores que você pode incluir na sua dieta. No entanto, para obter todos os benefícios desses alimentos sem exagerar, a dica é consumir uma porção de cada um deles todos os dias, sempre alternando entre todos os componentes da lista.

Ou seja: ainda que espinafre e beterraba sejam bons vasodilatadores, você não precisa consumir somente estes dois alimentos durante dias a fio. Exemplo: experimente consumir suco de beterraba no café da manhã, soja ou carne no almoço e melancia à tarde.

Na manhã seguinte comece o dia com um suco de salsão, seguido por um almoço com frango temperado com alho e um lanche da tarde composto por dois quadradinhos de chocolate amargo. E assim siga sucessivamente.

Vale a pena ressaltar que, como estes alimentos provocam vasodilatação, você poderá apresentar uma diminuição nos valores da pressão arterial. Caso já seja suscetível à pressão baixa, converse com seu médico antes de aumentar seu consumo de alimentos vasodilatadores.
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

O que as 5 substâncias mais viciantes do planeta fazem com seu cérebro

Quais são as drogas mais viciantes do planeta? Esta questão não tem uma resposta simples.

Diferentes pesquisadores consideram diferentes fatores para fazer essa afirmação. Por exemplo, a substância pode ser avaliada em termos dos danos que causa, do seu valor comercial, da extensão em que ativa o sistema da dopamina do cérebro, de quão agradáveis as pessoas relatam se sentir após usá-la, do grau em que provoca sintomas de abstinência, e da facilidade com que uma pessoa que a experimenta se torna viciada.

Há, inclusive, pesquisadores que argumentam que nenhuma droga é sempre viciante.

Dada essa visão variada, David Nutt e seus colegas tentaram classificar as drogas que causam dependência com a ajuda de especialistas em vício em 2007. Confira suas conclusões:

1. Heroína

A droga número um da lista de Nutt e dos especialistas é a heroína. Ela é a mais viciante, atingindo a pontuação máxima, que é 3. A heroína é um opiláceo que fez com que o nível de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumentasse em até 200% em animais experimentais.

A heroína é perigosa, também, porque a dose que pode causar morte é apenas cinco vezes maior do que a dose necessária para “ficar chapado”.

A heroína também foi classificada como a segunda droga mais prejudicial em termos de danos para os usuários e para a sociedade. O mercado mundial de opiláceos ilegais, incluindo a heroína, foi estimado em US$ 68 bilhões em 2009.

2. Cocaína

A cocaína interfere diretamente com o uso de dopamina do cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, impede os neurônios de transformar o sinal da dopamina, resultando numa ativação anormal das vias de recompensa do cérebro.

Em experimentos com animais, a droga fez com que os níveis de dopamina subissem mais de três vezes o nível normal. Estima-se que entre 14 a 20 milhões de pessoas no mundo inteiro utilizem cocaína. Em 2009, seu valor de mercado era de cerca de US$ 75 bilhões.

Aproximadamente 21% das pessoas que experimentam cocaína se tornam dependentes dela em algum momento de sua vida.

A cocaína é semelhante a outros estimulantes que causam dependência, como a metanfetamina – que está se tornando um problema cada vez maior, conforme torna-se mais amplamente disponível – e anfetamina.

3. Nicotina

A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelo pulmão e alcança seu cérebro. Logo, para os especialistas, esta é a terceira substância mais aditiva do mundo.

Mais de dois terços dos americanos que já fumaram cigarro relataram tornarem-se dependentes dele durante a sua vida. Em 2002, a Organização Mundial da Saúde estimou que havia mais de 1 bilhão de fumantes em todo o globo, e que o tabaco vai matar mais de 8 milhões de pessoas por ano até 2030.

Em testes de laboratório, ratos pressionaram um botão para receber nicotina diretamente em sua corrente sanguínea – e isso fez com que os níveis de dopamina no sistema de recompensa dos seus cérebros aumentassem em cerca de 25 a 40%.

4. Barbitúricos (calmantes)

Os barbitúricos – também conhecidos como calmantes, balas azuis e gorilas – são uma classe de drogas inicialmente utilizadas para tratar ansiedade e induzir o sono.

Eles interferem com a sinalização química no cérebro, desligando várias regiões do órgão. Em doses baixas, causam euforia. Em doses mais elevadas, podem ser letais porque suprimem a respiração.

A dependência de barbitúricos era comum quando eles eram facilmente disponíveis por prescrição, mas isso tem diminuído dramaticamente conforme outras drogas substituem essas substâncias em tratamentos padrões.

Isso destaca o papel que o contexto desempenha na dependência: se uma droga que vicia não é amplamente disponível, pode fazer pouco dano. Os especialistas do estudo de Nutt classificaram os barbitúricos como a quarta substância mais viciante do mundo.

5. Álcool

Embora seja uma droga legal em muitos países do mundo, incluindo o Brasil, o álcool foi considerado pelos especialistas como bastante viciante: 1.9 de um máximo de 3.

O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas em experimentos de laboratório com animais, a substância aumentou os níveis de dopamina no sistema de recompensa por 40 a 360%. Quanto mais os animais bebiam, mais seus níveis de dopamina aumentavam.

Cerca de 22% das pessoas que bebem desenvolvem uma dependência do álcool em algum momento durante a sua vida. A OMS estima que 2 bilhões de pessoas consumiram álcool em 2002, e mais de 3 milhões de pessoas morreram devido a danos no corpo causados pela bebida em 2012.

Alguns pesquisadores consideram o álcool a droga mais prejudicial do mundo. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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