quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ômega 3 e 9 auxiliam no controle da fome e no gasto energético




Fonte:www.comciencia.br
Por Cristiane Paião
04/08/2010

Até alguns anos atrás acreditava-se que a obesidade se devia, em grande parte, ao valor energético dos alimentos que os indivíduos ingeriam. A tese, na verdade, não estava de todo errada, mas faltava ainda uma explicação mais profunda sobre como esse complexo mecanismo de ação se desenvolvia ao nível celular. Diante deste questionamento, os pesquisadores do Laboratório de Sinalização Celular (Labsincel), da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, foram buscar em modelos animais outras explicações para a gênese da...leia mais

Dieta de poucos carboidratos aumenta o “colesterol bom”



Fonte:http://hypescience.com
Segundo uma nova pesquisa, a longo prazo, uma dieta de baixo carboidrato funciona tão bem como uma dieta com baixo teor de gordura para perder quilos – e ainda pode ser melhor para o seu coração.

A investigação de dois anos, que incluiu aconselhamento em grupo intensivo, descobriu que ambas as dietas melhoraram o colesterol. Mas aqueles que fizeram a dieta de baixo carboidrato tiveram um grande impulso em seu chamado “colesterol bom”, quase duas vezes maior do que aqueles que fizeram a dieta de baixo teor de gordura.

Em estudos anteriores, as dietas de baixo carboidrato tinham se saído melhor na perda de peso em seis meses, mas os resultados a longo prazo têm sido mistos. E houve uma sugestão de colesterol melhor ao comer carboidratos.

Essa pesquisa é uma das mais longas para comparar as abordagens. Ao final de dois anos, a perda de peso foi a mesma para ambos – cerca de 7 quilos ou 7%.

A principal diferença foi no HDL, ou bom colesterol: um aumento de 23% na dieta de baixo carboidrato comparado a uma melhoria de 12% a partir da dieta de baixo teor de gordura. A mesma melhoria conseguida nessa dieta de baixo carboidrato é o tipo que se poderia obter a partir de medicamentos que melhoram o HDL.

Os resultados são baseados em um estudo com 307 adultos, dois terços deles mulheres. Os participantes eram obesos, mas sem problemas de colesterol ou diabetes. Metade seguiu uma dieta de baixo carboidrato e metade seguiu uma dieta de baixas calorias, baixo teor de gordura. Todas as sessões de grupo foram para ajudar os participantes a mudar maus hábitos alimentares, serem mais ativos e manterem a sua dieta.

Os voluntários fizeram verificações periódicas do seu peso, sangue, densidade óssea e composição corporal. Após dois anos, não houve diferenças significativas entre os grupos de dieta, exceto no bom colesterol. Os investigadores ainda não sabem por que a dieta de baixo carboidrato teve um maior efeito sobre o colesterol bom.

Como os planos de dieta de baixo carboidrato se tornaram populares, os especialistas temiam que elevasse o risco de doença cardíaca, pois permite mais gordura. Mas os resultados mais recentes sugerem que essas preocupações são infundadas. No grupo de baixo carboidrato, houve um aumento no início de colesterol “ruim”, do tipo que se acumula nas artérias. Porém, depois de dois anos, os dois grupos acabaram com melhorias semelhantes em relação ao colesterol ruim.

Segundo os pesquisadores, mais do que qual dieta você deve fazer, o mais importante é se manter na linha, com ações motivacionais que o ajudem a levar os hábitos saudáveis até o fim.

Alimentação que ajuda a combater a TPM.




TPM
Fonte:Equipe Bem Star 

A síndrome pré-menstrual (ou tensão pré-menstrual), que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, é caracterizada por um complexo de sintomas físicos, cognitivos e emocionais que ocorrem durante a fase lútea do ciclo menstrual e diminuem rapidamente com o inicio da menstruação.

Evidências científicas têm mostrado que tais sintomas podem ser amenizados com uma dieta contendo alguns alimentos que ajudam a evitar estes agravantes. O objetivo do tratamento para a síndrome pré-menstrual é melhorar ou eliminar os sintomas, reduzir seu impacto nas atividades diárias e relacionamentos e minimizar os efeitos adversos do tratamento.

Os principais alimentos relacionados com a prevenção dos sintomas da TPM são: o carboidrato, pois a ingestão do mesmo aumenta a biodisponibilidade de triptofano, hormônio precursor da serotonina, associado à sensação de bem-estar.

Vitamina B6, que também atua como co-fator na formação de serotonina. E ainda, arroz integral, germe de trigo, aveia, amendoim, nozes, batata, banana, salmão, atum, além de vitamina E, são boas fontes que podem aliviar sintomas como ansiedade e sensibilidade mamária.

Muitos outros alimentos podem contribuir, como cereais integrais, noz, castanhas, azeite de oliva, azeitona, óleo de soja e de girassol, milho, gema de ovo, agrião. Além de leite e derivados, vegetais e folhas verde escuro, como couve e brócolis.

Uma alimentação balanceada e rica nos nutrientes citados acima é a base para melhorar estes desagradáveis sintomas e consequentemente proporcionar uma melhor qualidade de vida.

Por Fernanda Lage

Tratamentos eficazes contra dores musculares e lesões




Banhos
Fonte:Equipe Bem Star 

Quente ou frio os banhos podem ajudar a aliviar dores musculares e a relaxar após treinos, diminuindo as dores e incômodos. E neste caso os tratamentos que utilizam a água como principal ferramenta, são ótimas alternativas para recuperação.

A imersão parcial do corpo em água fria é indicada após atividades pela ação preventiva antiinflamatória. Isso se deve à rápida ativação circulatória e pela diminuição da velocidade de condução do estímulo da dor pelas fibras nervosas, além do estímulo à produção de endorfinas.

Esta técnica é denominada crioterapia, que é o uso local ou geral de baixas temperaturas (entre 5ºC a 13ºC), processo que também diminui a fadiga, espasmos musculares e auxilia no relaxamento, sendo mais vantajosa do que o tratamento em água quente, já que a duração do efeito é maior.

Depois de uma atividade são indicados tanto tratamentos com água fria quanto com água quente. Porém, a água fria recupera a dor muscular e também as microlesões musculares e ósseas – que o atleta não sente.

Já os tratamentos em água quente são indicados para exercícios que causam contraturas e fraquezas musculares, limitações na amplitude de movimento, dores incapacitantes e lesões. Como benefícios promovem o relaxamento muscular, diminui espasmos nos músculos e a dor, facilita o movimento articular e aumenta a circulação, entre outros.

Por Fernanda Lage

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fimose

O que é?

O pênis é composto por corpo e glande.

O corpo do pênis é a parte pendente do órgão, tendo na sua extremidade a glande, popularmente chamada de “cabeça” . O corpo do pênis contém os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso que envolve a uretra. Os corpos cavernoso e esponjoso são tecidos eréteis.

Na extremidade do pênis, o corpo esponjoso se dilata formando a glande na qual se encontra a extremidade final da uretra e o meato uretral (orifício uretral).

A pele envolve o pênis, sendo que, ao chegar perto da glande, ela se destaca e avança por sobre a glande, constituindo o prepúcio. O prepúcio é retrátil, ou seja, quando tracionado, expõe a glande. A incapacidade de expor a glande ao se tracionar o prepúcio é chamada de fimose.

A fimose é fisiológica (normal) em recém-nascidos, devido a aderências naturais entre o prepúcio e glande. Com o crescimento do pênis, ocorre uma separação natural entre o prepúcio e a glande.

Esse processo é ajudado por ereções que ocorrem ocasionalmente nas crianças maiores. Aos 3 anos de idade, 90% dos prepúcios podem ser retraídos e menos que 1% dos homens tem fimose aos 17 anos.


Como se trata?

A separação entre a glande e o prepúcio deve ocorrer ao natural.

Tentativas de forçar o prepúcio nesta separação podem levar a pequenos traumatismos locais com formação de tecido cicatricial. Este tira a elasticidade do prepúcio levando à piora da fimose ou à formação de uma fimose secundária.

Em crianças maiores (4-5 anos), nas quais a fimose possa estar causando problemas de higiene, com conseqüente balano-postite (inflamação da glande e prepúcio), pode-se aplicar cremes com corticóides a fim de facilitar a tração do prepúcio.

Nos casos resistentes aos cremes, o tratamento cirúrgico está indicado.

Em muitos casos, o prepúcio é demasiadamente fechado sobre a glande interferindo no jato de urina. Uma espécie de “balão” se forma na ponta do pênis originado pelo prepúcio dilatado pela urina. A obstrução formada pode levar à infecção local como também à infecção urinária. A cirurgia – circuncisão – deve ser considerada nestes casos.


Circuncisão

A circuncisão, também chamada de postectomia, é a retirada do prepúcio que envolve a glande, deixando-a exposta. É realizada de rotina por algumas religiões (judeus e muçulmanos).

A indicação de circuncisão em recém-nascidos, visando prevenir câncer, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e balano-postite, é tema de controvérsia.

No caso de câncer peniano, verificou-se que somente 2% dos homens com carcinoma peniano haviam sido circuncizados por ocasião do nascimento.

Entretanto, sabe-se atualmente que não é a presença de prepúcio a origem da neoplasia, mas sim dos hábitos de higiene genital dos indivíduos.

Em 1989, a Academia Americana de Pediatria concluiu que:

“... A circuncisão em recém-nascidos tem potenciais benefícios médicos com vantagens, mas também com desvantagens e riscos”.

Estas conclusões foram reafirmadas recentemente. Além disso, cada caso deve ser individualizado e uma discussão com os pais deve ser efetuada.

A circuncisão apresenta uma média de 1,5 a 5% de complicações tais como:
sangramento,
infecção,
estreitamento de meato uretral,
retirada excessiva ou insuficiente do prepúcio,
assimetria prepucial.

Lesões graves de pênis pelo eletrocautério também foram relatadas.
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Abcesso

O abcesso resulta de uma infecção local, por uma bactéria, que dá origem à produção e formação de pus.

União de pus produzida em geral por uma infecção bacteriana. Pode se formar em diferentes regiões do organismo (cérebro, osso, pele, músculo). Pode causar febre, calafrios, tremores e vermelhidão e dor na área afectada.

O que é 
O abcesso pode localizar-se em diversos órgãos ou tecidos: pele, boca, cérebro, pulmão, coração, fígado, intra-abdominal, pilo-nidal, entre outros. Resulta de uma infecção local, por uma bactéria, que conduz à produção de pus. Este material organiza-se num espaço fechado, o que dificulta a actuação dos mecanismos de defesa do próprio organismo.

Quais as causas 
Os abcessos são frequentemente provocados por infecções bacterianas, originando abcessos piogénicos. As bactérias implicadas variam com o local do abcesso - na pele, a bactéria mais frequente é o Estafilococos aureus, mas também podem aparecer anaeróbios ou flora mista; estão habitualmente relacionados com o folículo piloso e desenvolvem-se em zonas com suor e fricção.

Os abcessos intra-abdominais costumam ter origem em infecções de outro órgão abdominal, perfuração de víscera ou feridas.

As infecções da cavidade bocal podem originar abcessos faríngeos ou nos gânglios do pescoço.

Os abcessos cerebrais podem ter origem em infecções da órbita, mastoide, dentes, ouvido médio, seios perinasais e meninges.

Quais os sintomas 
Os sintomas dependem do órgão ou tecido afectado. Ao nível da pele, por exemplo, os doentes apresentam sempre inflamação local com dor, inchaço, calor e vermelhidão, por vezes com drenagem espontânea de pus e febre. Os abcessos "maduros" têm flutuação à palpação e a pele que os reveste torna-se mais fina.

Os abcessos intra-abdominais podem encontrar-se em vários órgãos ou localizações (rim, fígado, baço, pâncreas, diafragma, pélvis, retroperitoneais, próstata). Os sintomas variam, mas habitualmente há queixas de dor e de febre.

Os abcessos cerebrais podem provocar dor de cabeça, náuseas e vómitos, febre, deterioração do estado de consciência e convulsões.

Os abcessos pulmonares provocam tosse produtiva, dor torácica e febre. Se forem subagudos, produzem fadiga e emagrecimento.


Como se diagnostica 
Os abcessos cutâneos (da pele) são facilmente diagnosticados pela sua observação. Contudo, os abcessos em órgãos profundos podem ser de difícil diagnóstico, sendo necessários exames complementares de imagem como raio-x, ecografia, tomografia axial computorizada ou outros, para determinar a sua localização e tamanho. As análises ao sangue revelam habitualmente um aumento do número de glóbulos brancos, em resposta à infecção. A análise bacteriológica do sangue (hemocultura) também pode isolar o agente implicado, se este se encontrar em circulação.

Quando os abcessos são drenados pode ser útil a colheita de pus para análise bacteriológica, de modo a identificar o microorganismo implicado, e a sua sensibilidade aos antibióticos.

Como se desenvolve 
Quando ocorre a infecção de um tecido ou órgão observa-se inflamação local, pela chamada de grande número de células defensoras (glóbulos brancos) e destruição de células. A acumulação destes detritos constitui o pus, que é envolvido por tecido são, formando o abcesso "encapsulado", de forma a conter a infecção.


Formas de tratamento 
Os abcessos piogénicos são tratados com antibióticos e, frequentemente, requerem drenagem cirúrgica ou por punção com agulha, pois o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a quantidade de antibiótico no local é escassa. A drenagem também alivia a dor e acelera o processo de cura. Se o abcesso for de grandes dimensões, pode ser deixado um dreno na loca ("buraco") do abcesso.

Formas de prevenção 
Para prevenir a formação de abcessos é fundamental seguir regras de higiene adequada, controlar a diabetes e tratar eficazmente as infecções que surgem, cumprindo o esquema de antibióticos prescrito.

Doenças comuns como diferenciar 
Nos órgãos profundos, pode ser difícil distinguir um abcesso de um tumor - os exames de imagem são fundamentais, mas por vezes é necessário a excisão ou drenagem do abcesso com recolha e análise do pus.

Outras designações 
Nos órgãos profundos, pode ser difícil distinguir um abcesso de um tumor - os exames de imagem são fundamentais, mas por vezes é necessário a excisão ou drenagem do abcesso com recolha e análise do pus.


Quando consultar o médico especialista 
Quando surgem os sintomas descritos, o médico assistente deve ser consultado no sentido de prescrever o antibiótico mais indicado. O antibiótico pode delimitar a infecção mas, se não for suficiente, pode ser necessário recorrer a consulta ou urgência de cirurgia geral para drenar o abcesso quando se encontra "maduro". Nos abcessos profundos, a gravidade de determinadas situações justifica o internamento.

Pessoas mais predispostas Os abcessos da pele, com origem no folículo piloso, são mais frequentes em indivíduos:

* obesos;

* com higiene deficiente;

* com seborreia,

* que usam vestuário apertado;

* com diabetes mellitus;

* que fazem qualquer tratamento com corticóides;

* com baixa do número de glóbulos brancos neutrófilos;

* com debilidade do sistema imunitário.

Outros Aspectos Os abcessos da pele, com origem no folículo piloso, são mais frequentes em indivíduos:

* obesos;

* com higiene deficiente;

* com seborreia,

* que usam vestuário apertado;

* com diabetes mellitus;

* que fazem qualquer tratamento com corticóides;

* com baixa do número de glóbulos brancos neutrófilos;

* com debilidade do sistema imunitário.
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Gordura do bem: nutriente é indispensável para ganhar energia e melhorar rendimento




Dieta

Fonte: Globo
Publicada em 01/08/2010 às 08h27m
Antônio Marinho

Gorduras têm reputação ruim, mas nem todas na família desse nutriente fazem mal à saúde. Pelo contrário, algumas são essenciais às células, especialmente de quem se exercita com frequência. Sem elas, é difícil absorver certas vitaminas e produzir os hormônios sexuais, a testosterona e o estrogênio. Então o segredo é saber separar as boas das más, e, segundo pesquisadores reunidos na 12ª edição da Rio Sports Show e Sports Nutrition Convention, no Pier Mauá, no Rio, para não errar, é melhor optar pelas monoinsaturadas, como azeite e girassol, e poli-insaturadas, como salmão. Com elas, o corpo ganha mais energia.

Comer gorduras é tão importante quanto ingerir carboidratos e proteínas, destacam os nutricionistas. Elas têm funções importantes quando, por exemplo, alguém realiza atividade física, explica a nutricionista Renata Silvério, do Laboratório de Lípides do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, e que falou sobre o tema no Rio. Quanto mais gordura boa na dieta, maior a liberação do hormônio anabólico testosterona, que normalmente já acontece na prática de musculação, e isso favorece o ganho de massa muscular.

Leia também: Cardápio para pessoas fisicamente ativas e saudáveis que praticam exercício físico pela manhã

E as gorduras boas também atuam como protetoras do corpo. É fácil entender. O exercício físico estimula a produção de radicais livres (essas moléculas em excesso oxidam as células, acelerando o envelhecimento) e os lipídios são fonte de dois importantes antioxidantes: as vitaminas A e E. Outra ação benéfica de gorduras, como a do tipo ômega-3 (comum em peixes como salmão) é reduzir a inflamação decorrente da prática de exercício de alta intensidade, auxiliando a recuperação.

Leia também: Dieta para pessoas fisicamente ativas e saudáveis que praticam exercício físico no final do dia

Renata explica que dietas muito pobres em gordura podem prejudicar o desempenho no dia a dia ou mesmo no treino físico, porque essa carência favorece à oxidação de carboidratos (glicose, glicogênio, reserva energética e presente, principalmente, no fígado e nos músculos), levando à exaustão precoce. E ainda os exercícios prolongados, de alta intensidade interferem no sistema imune, e os ácidos graxos ômega-3 nos protegem desse efeito.

Deficiência pode alterar o ciclo menstrual

Uma outra consequência da falta de gorduras na dieta é a deficiência das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Nas mulheres, pode ocorrer redução na concentração de hormônio estradiol, o que alteraria o ciclo menstrual. Então só falta saber quais são as gorduras boas. Tanto faz se a pessoa pratica ou não exercícios, a escolha é a mesma: as poli-insaturadas (dos tipos ômega-6 e ômega-3, encontradas em alimentos como nozes, castanhas, amêndoas, salmão, atum, linhaça dourada e óleos vegetais) e as monoinsaturadas (azeite de oliva, girassol, canola e abacate, por exemplo). Elas aumentam o bom colesterol (a fração HDL), reduzem o ruim (o LDL) e os triglicerídeos.

- Gorduras saturadas de alimentos de origem animal, como carnes, leite e derivados podem até ser consumidas, porém em pequenas quantidades - ensina Renata. - A recomendação de consumo diário de gorduras é de 20% a 30% do valor calórico total da dieta, e as saturadas devem constituir menos de 10%.

Leia também: Cardápio para praticantes de musculação, saudáveis, que têm como objetivo a hipertrofia muscular

Mas as gorduras sozinhas não resolvem, e elas precisam estar acompanhadas de proteínas e carboidratos. E quem se exercita deve estar ainda mais atento a esta combinação, diz a nutricionista Cibele Crispim, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e especialista em nutrição esportiva.

- Comer depois do treino é mais importante porque é a hora da recuperação, mas não se pode malhar em jejum, nem esquecer de comer algo em atividades acima de uma hora - explica Cibele.

Esse alerta é importante porque há quem acredite, erradamente, que malhar de estômago vazio queima gordura. Na verdade, esse hábito termina gastando mais músculo como fonte de energia. O certo é ingerir algo não pesado antes do treino:

- Quem gosta de treinar no final da tarde, por volta de 17h30m, pode comer um lanche com cereal, aveia, iogurte, queijo, duas horas antes. Se preferir comer 20 minutos antes, opte por alguma fonte de carboidrato, o nutriente que será usado como fonte de energia. Pode ser uma fruta, e banana é uma boa, barra de cereais, fatia de pão com geleia.

Açúcar deve ser evitado no treino

Para as pessoas que malham mais de uma hora, intercalando musculação e exercícios aeróbios, Cibele sugere durante o esforço uma bebida esportiva, do tipo isotônico, que fornece cerca de 30g de carboidratos e outros minerais, ou comer uma banana ou barrinha de cereais. Outra dica são os sachês de carboidratos em gel, mas não se pode esquecer de beber água, caso contrário forma-se um bolo no estômago.

- Chocolate não vale porque pode ter muito açúcar. No treino, o organismo está mais receptivo à glicose. Se o açúcar entra rapidamente na circulação, há o risco de hipoglicemia. Então tudo que for doce demais não interessa na hora do exercício - diz.

Depois da malhação, a refeição deve ser mais consistente, com fontes de carboidratos, proteínas e gorduras. É a janela de oportunidade para o músculo se recuperar. Aí vale usar arroz, frango, salada.

- Shakes proteicos e outros suplementos como creatina, só para pessoas que praticam atividade física em alta intensidade, e mesmo assim com orientação de nutricionista especializado em nutrição esportiva - alerta.

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