Considerado um dos principais desafios na área de saúde, o crescimento dos casos de diabetes continua a preocupar especialistas. Dos atuais 285 milhões de pacientes no mundo, a doença deve atingir 438 milhões nos próximos 20 anos, segundo levantamento da Fundação Mundial de Diabetes. Na América Latina, a previsão é de um aumento de 65% de casos nesse período. O número de pacientes deve chegar a 30 milhões. O Brasil ocupa a oitava posição entre os países com mais casos. "O problema não é que o número está alto. É que está alto e continua aumentando", comenta o endocrinologista Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Os hábitos de vida dos brasileiros são um dos principais motivos do aumento progressivo da doença. O diabetes Tipo 2, que é o mais popular, tem relação com ganho de peso - hoje, 45% dos brasileiros têm excesso de peso, então, é possível afirmar que muitos irão desenvolver esse tipo da doença. "Os brasileiros têm trabalhado mais, ou seja, quase não sobra tempo para fazer exercícios. Estão mais ansiosos e canalizam sua ansiedade para a comida", analisa o profissional. A falta de conhecimento sobre a doença também atrapalha o tratamento precoce. De 40% a 50% dos brasileiros não sabem que são diabéticos. Já muitos daqueles que têm o Tipo 2 da doença não sentem sintomas e, por isso, acabam optando por não seguir com o tratamento. Corpo em movimento, dieta balanceada e atividades físicas são essenciais tanto para prevenir o Tipo 2 do diabetes (o Tipo 1 surge sem causa definida) quanto para controlar a glicose nos dois tipos da doença. O professor de educação física Emerson Bisan e a empresária Mônica Meyer são exemplos de pessoas com diabetes que usam os exercícios em seu favor. "A atividade ajuda a baixar o açúcar do sangue", explica Cavalcanti. A endocrinologista Roberta Frota Villas Boas, do Hospital 9 de Julho, sugere que as pessoas comecem a se exercitar com atividades leves: "É muito importante aprender a ter prazer com o exercício". Fonte: www.diariosp.com.br |
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sábado, 7 de agosto de 2010
Casos de diabetes devem aumentar 65% em 20 anos
Língua pode sentir até 5 sabores. Saiba quais!
Você sabia que a nossa língua tem áreas específicas para cada sabor? E sobre o fato de que atualmente, se sabe que além dos sabores básicos doce, azedo, salgado e amargo, existe um quinto sabor? Pois então saiba que, todos os dias, quando nos deparamos com os mais diversos alimentos e temos o prazer de experimentar as mais diferentes sensações de sabor, este é na verdade um processo resultante da associação complexa das sensações de gosto, aroma e sensações táteis químicas. Até há pouco tempo, o "mapa da língua" dividia-se em quatro áreas distintas (doce, azedo, salgado, amargo), onde a ponta da língua sentiria os sabores doces, as laterais os salgados e azedos e a porção traseira os amargos. Atualmente, especialistas consideram que exista um quinto sabor, o umami, palavra que tem origem japonesa e poderia ser traduzida como delicioso ou saboroso. Estudos apontam que este quinto sabor estaria relacionado a uma sensação picante do sabor. Sobre a sensação picante do umami, sabe-se que certas substâncias químicas, sobretudo aminoácidos, presentes em certos alimentos podem ser detectadas na língua por receptores específicos (TmGluR4), onde um dos principais aminoácidos relacionados ao paladar umami seria o glutamato monossódico. Além dele, o monofosfato de inosina, o monofosfato de guanosina, o guanilato dissódico e o inosilato dissódico seriam também intensificadores da percepção do sabor umami. Portanto, podemos então entender que na verdade a gustação ou paladar são sentidos químicos, uma vez que receptores celulares específicos da língua são excitados por estimulantes químicos. A gustação é primariamente uma função da língua, embora regiões da faringe, palato e epiglote tenham alguma sensibilidade. Os aromas da comida passam também pela faringe, onde também podem ser detectados pelos receptores olfativos. Os receptores gustativos são excitados por substâncias químicas existentes nos alimentos, enquanto que os receptores olfativos são excitados por substâncias químicas do ar e esses sentidos trabalham conjuntamente na percepção dos sabores. Assim, cada alimento tem um sabor único que é resultado de uma diferente combinação de fatores. O sabor distinto é resultado da soma de seu gosto e cheiro, percebidos simultaneamente. Curiosidades à parte, muito do que chamamos gosto é, na verdade, olfato, pois os alimentos, ao penetrarem na boca, liberam odores que se espalham pelo nariz. Por exemplo, é comum uma pessoa dizer que não está sentindo o sabor dos alimentos quando está resfriada, contudo, se um teste fosse realizado em suas papilas gustativas na língua, estas se apresentariam normais e em plena função. As sensações olfativas funcionam ao lado das sensações gustativas, auxiliando no controle do apetite e da quantidade de alimentos que são ingeridos. O contrário também é válido; por exemplo, ao se queimar a língua com algum alimento muito quente, o paladar ficará comprometido, enquanto as percepções olfativas se mantêm inalteradas. Outro caso seria a famosa expressão "de dar água na boca". Somente o cheiro do alimento é capaz de ativar o córtex cerebral, que passa a modular a secreção salivar na iminência de se ingerir aquele alimento. Faça um teste na sua próxima refeição. Dr. Francisco Carlos Rehder Neto é Cirurgião Dentista graduado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP; Mestre pelo Programa de Pós-Graduação do Departamento de Odontologia Restauradora da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP e Doutorando no mesmo tema. Fonte da matéria e da ilustração: www.idmed.com.br |
Ficar de olho na balança diminui em 58% casos de diabetes
A melhor forma de prevenir o diabetes é um estilo de vida saudável. É o que afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva. Segundo ela, atividades físicas e o controle do peso corporal diminuem em até 58% os números de casos da doença. Ellen é diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen) e no seu dia a dia profissional trata diretamente com pacientes com diabetes. Para ela, a doença deixou de ser uma sentença negativa e sinônimo de uma vida de privações. O avanço da medicina e da indústria de alimentos permitem aos pacientes levar uma vida normal e sem restrições. Na entrevista abaixo, Ellen fala da prevenção e do diagnóstico da doença, além de identificar os grupos de risco e das complicações que o diagnóstico tardio podem trazer à saúde dos pacientes. Como prevenir o diabetes? Ellen Simone Paiva: A melhor forma de prevenção do diabetes é através de um estilo de vida saudável. As duas atitudes mais contundentes nesse sentido são atividade física e peso corporal. As pesquisas indicam que temos a chance de reduzir em até 58% a incidência de diabetes em pessoas susceptíveis com essas medidas. Os Programas de Prevenção do Diabetes geralmente preconizam atividade física de no mínimo 150 minutos por semana e perdas de peso de pelo menos 7% do peso corporal. São atitudes que podem mudar a vida das pessoas e torná-las mais saudáveis, independentemente de evitar o diabetes. De que forma o paciente diagnosticado com diabetes pode garantir uma vida com qualidade e sem privações? Ellen: Todos nós temos de nos privar de alguma coisa. Desde crianças há coisas que podemos e não podemos fazer, coisas que podemos e não podemos comer. Não há como escapar disso. Mesmo assim, não é fácil lidar com as restrições. Talvez a maturidade possa nos ajudar um pouco a tolerar melhor isso. Quando não conseguimos, a vida se torna mesmo muito difícil. Para um portador de diabetes, o conhecimento abrangente de suas possibilidades nutricionais talvez seja uma das ferramentas mais importantes para uma vida prazerosa. Através desse conhecimento, o paciente saberá fazer trocas inteligentes e terá possibilidades de se engajar em uma dieta versátil e adequada ao seu perfil. Hoje, as possibilidades são enormes e a dieta de quem tem diabetes se tornou muito mais fácil. Não há mais motivos para as antigas restrições. Quem está dentro do grupo de risco? Ellen: Quando descrevemos as pessoas de risco, estamos sempre falando do diabetes Tipo 2 ou não insulino-dependente, ou seja 90% das pessoas com diabetes. São de risco todos os descendentes diretos de diabéticos, uma vez que é bem conhecida a natureza hereditária da doença. Além disso, a obesidade por si só pode levar ao diabetes, mesmo sem a predisposição genética. Ainda há outros fatores como o sedentarismo e a ingestão de uma alimentação com excesso de carboidratos. Quais sintomas podem representar um sinal de alerta para que as pessoas busquem um médico para averiguarem se portam a doença? Ellen: O quadro clínico consagrado de perda de peso, sede intensa, perda excessiva de urina e desidratação caracteriza um diabetes de longa data. Pelo menos a maior parte deles, aqueles que chamamos Tipo 2 ou não dependentes de insulina, evoluem longos anos com glicemias de jejum falsamente normais, às custas de uma produção excessiva de insulina. Isso mesmo, são portadores de diabetes com valores de insulina muito maiores do que aqueles das pessoas normais. Aqui, já podemos identificar o primeiro sinal de fumaça: a insulina elevada. Assim uma glicemia de jejum normal associada a uma insulina alta já indica a necessidade de se proceder uma investigação mais criteriosa da possibilidade de diabetes. Filho de peixe, peixinho é... Assim um filho de uma pessoa com diabetes, pode até se livrar da doença, mas será sempre um paciente de risco. Deverá receber atenção redobrada para a possibilidade de desenvolver a doença. Neles, uma glicemia de jejum de 80mg/dL não deve ser tranquilizadora, principalmente quando encontramos outros sinais de fogo. Finalmente, um sinal que salta aos olhos: a obesidade. Uma obesidade com características próprias, caprichosamente depositada no tronco, deformando cinturas e expondo um risco do comprometimento visceral. Isso significa que, muitas vezes, um peso normal, principalmente com braços e pernas normais, pode esconder uma circunferência abdominal típica de obesidade central, onde a gordura se deposita no fígado e demais vísceras. Esse tipo tão especial de gordura corporal está intimamente ligado ao excesso de triglicérides e de insulina, fechando um ciclo patológico ou uma armadilha da qual dificilmente se escapa: o diabetes. Fonte: www.clicrbs.com.br |
Fortalecer o abdômen pode melhorar a sua corrida.
Abdômen
Fonte: bemstar.globo.com
A tarefa de desenvolver um abdômen duro como um tanquinho não é fácil, porém, não é impossível e com certeza exige esforço e dedicação. Ao trabalhar o abdômen será necessário exercitar também os dorsais. São dois músculos pouco trabalhados pela maioria dos corredores, mas, são os que mais podem ajudá-lo a melhorar o desempenho, especialmente, na longa distância.
Esses dois grupos musculares somados ao do quadril são chamados de core. O core é o nosso centro de gravidade, responsável pela estabilidade da coluna e do quadril ao andar, correr e respirar.
Ele também protege a coluna vertebral, absorvendo o impacto da corrida e mantém a postura mesmo quando o cansaço chega. Portanto, além do fator estético, o restante de seu corpo terá muitos benefícios caso comece a trabalhar os abdominais.
Estudos mostram que exercícios com abdominais superiores trabalham num nível de 90% a 100% da capacidade máxima. Mas os de elevação do quadril, somente cerca de 30%. Por isso, há diversas variações para trabalhar os abdominais superiores, inferiores e oblíquos.
Correr por correr pode não ser a melhor atitude. Precisamos exercícios complementares como os abdominais para economizar energia, melhorar a técnica e ficar bem distante das lesões. Ao atingir um estágio mais avançado, os abdominais são músculos que podem ser trabalhados todos os dias.
Por Fernanda Lage
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Estudo aponta 95 regiões no DNA ligadas ao metabolismo de gorduras
Identificação pode trazer avanços no trato de doenças cardiovasculares.
Regiões do genoma humano estão relacionadas a colesterol e triglicérides.
Do G1, em São Paulo
Um estudo realizado por cientistas do Centro Helmholtz em Munique e coordenado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, identificou 95 loci de genes no genoma humano, cada um deles associado com pelo menos um dos fatores fundamentais ao metabolismo de lipoproteínas: colesterol e triglicérides...leia mais
Butantan desvenda causa de hemorragia após picada de jararaca
Da Redação
saude@eband.com.br
Um estudo realizado pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, descobriu pela primeira vez, como desenvolver novos medicamentos que evitariam amputações de membros e outras seqüelas graves da picada da jararaca.
As picadas desta cobra representam 90% do total de acidentes com serpentes no Brasil. Isso porque a toxina hemorrágica jararagina, presente no veneno, se liga aos vasos sanguíneos e induz o sangramento local, uma das principais características do envenenamento pela mordida.
Segundo Ana Maria Moura, uma das responsáveis pelo estudo, há dois tipos de sintomas que ocorrem com acidentes com jararacas – os locais, que ocorrem no local da mordida, e os generalizados, que acometem o organismo como um todo. O soro antiofídico, aquele que é produzido em cavalos, é capaz de neutralizar os alguns efeitos, impedindo a morte do paciente, mas não consegue reverter os efeitos locais, no caso como da hemorragia que pode resultar em seqüelas como a amputação do membro atingido.
“O tratamento com o soro antiofídico ainda continuará sendo utilizado, mas a ideia é desenvolver a pesquisa para “atacar” diretamente a toxina responsável pelos danos”, explicou a pesquisadora Cristiani Baldo.
A pesquisa contou com o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e foi publicada na revista clínica americana de doenças negligenciadas PLoS Neglected Tropical Diseases. Também participaram do estudo pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA).
Redação: Ana Elisa Erdmann
Receita da farinha que seca até cinco quilos
Foto: Thinkstock
Segundo o artigo, apesar de ser rica em sódio, ela pode ser consumida até por quem tem problemas de hipertensão. A farinha de berinjela ajuda a emagrecer, regula o funcionamento do intestino, aumenta a sensação de saciedade e reduz o colesterol, entre outros benefícios.
Veja como preparar a farinha (o ideal é consumir duas colheres de sopa por dia, diluídas em sucos, sopas e até combinadas em receitas de pães e bolos):
Separe um quilo de berinjela com a casca lisa, brilhante e sem manchas. Corte-as em fatias finas, coloque-as em uma forma e leve ao forno em temperatura média de 200º por duas horas ou até que ressequem e fiquem crocantes. Depois basta triturar tudo no liquidificador e conservar em um pote fechado na geladeira. Quer mais detalhes e receitas? Não perca essa “AnaMaria”.
(Por Monique dos Anjos)
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