terça-feira, 10 de novembro de 2015

Conheça o glutamato monossódico, substância “viciante” presente em alimentos que pode causar problemas de saúde


O glutamato monossódico, também chamado de glutamato de sódio, está presente na grande maioria dos produtos industrializados que conhecemos.

Ele é, basicamente, o sal sódico do ácido glutâmico, um dos aminoácidos que não são essenciais para a dieta humana que existem em maior quantidade na natureza. Este aminoácido está presente em em proteína vegetal hidrolisada, extratos de soja, tomates, queijos e leveduras. Sua versão sódica é extensamente usada, principalmente, porque ele é capaz de realçar os sabores de alimentos processados, enlatados e carnes.

Os órgãos de fiscalização alimentar mundiais, em geral, aprovaram o glutamato monossódico como ‘seguro’, embora isso cause grande discussão entre especialistas. Segundo indícios de prognósticos relacionados ao seu consumo, a substância pode causar dor de cabeça, suor excessivo, pressão na região da face, dormência, formigamento, queimação, palpitações cardíacas, dor no peito, náusea, fraqueza e alguns outros sintomas.


Existente em grande escala nos alimentos desde 1908, após sua descoberta feita professor Kikunae Ikeda, do Japão, quando era extraído de algas. Atualmente é feito a partir da fermentação do amido, do açúcar de beterraba, da cana-de-açúcar ou do melaço. O consumo excessivo – acredita-se que, em média, um adulto consuma 13 gramas de glutamato de sódio natural e 0,55 grama industrializado por dia -, poderia causar danos piores, matando células do corpo, segundo o How Stuff Works.

Segundo a nutricionista Karin Honorato, o glutamato monossódico também altera as papilas gustativas, deixando o consumidor excessivo ‘viciado’ no sabor resultante. Ela recomenda que o consumo seja sempre moderado, com o intuito de evitar problemas futuros.

Russel Blaylock, professor e assistente clínico de neurocirurgia do Centro Médico da Universidade de Mississippi, nos EUA, escreveu um livro para revelar os efeitos do glutamato monossódico, inclusive citando uma pesquisa que revela a associação entre a substância e a obesidade e o sedentarismo, além de distúrbio hormonais graves.

Ele afirma ainda que, a curto prazo, podem ocorrer alergias e sensação de queimação, mas a longo prazo pouco se sabe. O teste mais atual envolvendo o consumo prolongado foi feito em 2002, com animais que receberam a substância durante 6 meses. Eles acabaram apresentando danos graves em sua retina, mostrando mais um possível efeito devastador do glutamato monossódico.

Mega Curioso / How Stuff Works Foto: Reprodução /
fonte:jornalciencia.com
por Bruno Rizzato
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Nova descoberta muda todo o conhecimento existente sobre a produção do sangue no corpo humano!


Cientistas pesquisadores de células-tronco mudaram o conhecimento atual sobre a produção do sangue humano dentro do corpo, abrindo o caminho para novos estudos e tratamentos.

As conclusões do pesquisador principal, John Dick, e sua equipe da Universidade de Toronto, no Canadá, desafiam ideias que estão em vigor desde 1960.

A nova pesquisa, publicada na revista Science, sugere que o sangue é formado em menos etapas do que se acreditava anteriormente. Evidências anteriores indicaram que células-tronco passam por várias etapas intermediárias antes de se tornarem células adultas brancas ou vermelhas. Dick e sua equipe acreditam que o processo é muito mais rápido e mais simples, embora seus resultados ainda precisem ser confirmados por pesquisadores independentes.

“Uma série de experimentos foi capaz de resolver definitivamente como os diferentes tipos de células do sangue formam-se rapidamente a partir da célula-tronco, a célula sanguínea mais potente no sistema. Seria como passar do mundo da televisão em preto-e-branco para o de alta definição", disse Dick.

A equipe de pesquisadores também provou que o sistema de sangue possui dois níveis, variando entre o desenvolvimento humano precoce e a idade adulta. Até agora, acreditava-se que o sistema permanecia estável uma vez formado. Cerca de 3.000 células diferentes foram analisadas ​​como parte da pesquisa, feita por voluntários de várias idades, e os resultados poderiam abrir o caminho para terapias personalizadas e tratamentos no futuro. "A nossa descoberta significa que poderemos compreender muito melhor uma grande variedade de doenças humanas de sangue e outras, como anemia, onde não há células sanguíneas suficientes e leucemia, onde há muitas células sanguíneas", explicou o pesquisador.

Como o processo parece diferir quando os bebês ainda estão no útero, a pesquisa também pode ajudar a desvendar as causas de alguns tipos de câncer infantil e outras mutações biológicas. Além do mais, as descobertas poderiam, um dia, nos permitir fabricar glóbulos em um laboratório, podendo, em última análise, salvar as vidas de pacientes à espera de transfusões de sangue, caso nenhum doador humano adequado possa ser encontrado a tempo. A pesquisa baseia-se em trabalhos anteriores de Dick, de 25 anos.

“Se este trabalho for replicado por outros grupos, os livros serão reescritos”, disse Larry Goldstein, da Universidade de San Diego, nos EUA, que não esteve envolvido no estudo. "Em primeiro lugar, há uma grande mudança na forma como as células do sangue são construídas, do feto ao estágio adulto, e as relações da linhagem adulta são completamente diferentes do que pensávamos. É o tipo certo de análise e depende de marcadores de superfície. O que a gente conhecia sempre pareceu suspeito, e a metodologia parece boa, de um grupo com uma excelente reputação”, acrescentou Goldstein.

Science Alert Foto: Reprodução / Site do Bem
fonte:jornalciencia.com
por Bruno Rizzato
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nove problemas de saúde que a massagem ajuda a tratar

Pessoas com estresse, dores e depressão estão entre as beneficiadas pela prática

Massagem é um termo geral para quando se manipula, pressiona ou esfrega a pele com o intuito de abordar músculos, tendões e ligamentos. Elas podem ser suaves ou demandar grande pressão, e são benéficas para ajudar no tratamento de diversas condições de saúde, desde que realizadas por um profissional qualificado e respeitando-se a condição do paciente. "A escolha do tipo de massagem passa em parte pela condição de saúde que a pessoa tem e em parte pelo que ela gosta ou deseja fazer", diz Cesar Abreu Akiho, fisiatra do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês. "A massagem pode potencializar os ganhos do tratamento convencional, mas ela não pode substituí-lo, por mais que apresente resultados sozinha", completa o especialista. São diversos os problemas de saúde e doenças que a massagem pode auxiliar no tratamento, mas é importante lembrar que antes de procurar um massagista é preciso saber a causa do problema, ter um diagnóstico, pois, dependendo do que está ocasionando os sintomas manipular a região pode agravá-los. Conheça nove casos em que a massagem pode ajudar:

Circulação
Imagem do sistema circulatório humano - Foto: GettyImages

O fato da massagem movimentar certas partes do corpo, da pele, traz diversos benefícios, principalmente para a circulação, que pode ser beneficiada por diferentes tipos de massagem Isso porque "a massagem, em geral, ajuda na circulação e causa vasodilatação, melhorando o aporte sanguíneo", afirma o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, diretor clínico da Spaço Vascular e professor livre-docente de Cirurgia Vascular da Universidade de São Paulo (USP).

Inchaço
O benefício de ativar a circulação contribui para a redução do inchaço (edema) da região massageada. "Para ativar a circulação a massagem deve ser realizada de modo que comprima a região massageada da extremidade para o centro do corpo. Desta forma é possível ativar o sistema linfático, atuando na movimentação dos líquidos para os coletores linfáticos principais, diminuindo o inchaço e desconforto das extremidades do corpo", explica Sidney Galego, cirurgião vascular do Hospital e Maternidade Brasil. Nestes casos, normalmente, é utilizada a drenagem linfática, que ajuda na redução da retenção de líquido, ativação da circulação sanguínea, combate à celulite e relaxamento corporal.

Tensão
Para que a massagem seja efetiva como tratamento auxiliar, é importante que se identifique a causa do problema. Mesmo nos casos de tensão, há diferença quando ela é ocasionada pelo estresse ou é uma tensão muscular. "A tensão muscular irá responder melhor à massagens mais profundas, com mais energia e pressão. No entanto, se for causada por estresse, a massagem relaxante pode ter um efeito mais satisfatório", explica o fisiatra Cesar Abreu Akiho, do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês.

Estresse e ansiedade
Um estudo publicado pelo jornal Depression and Anxiety mostrou que três meses após receber uma série de massagens de dez sessões os pacientes analisados apresentavam metade dos sintomas de ansiedade que tinham antes. E não é só para os adultos que os benefícios foram comprovados. Um estudo realizado pelas universidades americanas de Louisville e Utah mostrou que massagens terapêuticas em bebês prematuros podem diminuir o estresse que eles estão passando por conta dos cuidados necessários nas unidades de terapia intensiva, auxiliando no processo do seu desenvolvimento.

Dores nas costas
É importante ressaltar que a pessoa com dor nas costas jamais deve procurar tratamento com massagem antes de ter o diagnóstico da causa da sua dor para não acabar por atrapalhar o tratamento e até piorar os sintomas. "As dores nas costas que geralmente respondem melhor à massagem são as de origem mecânica e inespecífica, em que os exames não conseguem localizar a causa, que se aplica a maior parte das lombalgias", diz o fisiatra Akiho. Um estudo publicado no jornal Annals of Internal Medicine mostra que as massagens (estrutural ou relaxante) ajudam nas dores e na funcionalidade da movimentação de pessoas com dores crônicas na região baixa das costas mesmo seis meses após o tratamento. Os participantes receberam uma massagem semanalmente, com duração de uma hora cada.

Dores no corpo
Dores neurofaciais, dor de cabeça, dor nas pernas, dor muscular e várias outras podem ser beneficiadas ou não pela massagem, tudo depende da causa deste sintoma. Então, antes de procurar um massagista, por exemplo, é preciso ter o diagnóstico certo da causa, uma vez que dependendo da condição de saúde que está ocasionando a dor, a massagem pode agravar o quadro. "Se a pessoa tem uma infecção ou neoplasia, por exemplo, há o risco da doença se disseminar, se há uma aterosclerose das artérias cervicais o risco é de que com a manipulação uma placa acabar se soltando e causar um AVC e, se massagear uma perna com trombose, há o risco de embolia pulmonar", alerta Akiho. No demais, segundo o especialista, dores musculares normalmente reagem melhor a massagens mais vigorosas e profundas. Já as dores neurofaciais podem ser reduzidas com uma manipulação facial. Caso seja um atleta, a massagem pode ser realizada com movimentos rápidos.

Depressão
"Para que a massagem auxilie no tratamento da depressão é necessário que o paciente se sinta confortável durante a prática. Os estudos demonstram resultados semelhantes para os diversos tipos de massagem, das mais relaxantes até as que aplicam maior pressão, dependendo da vontade da pessoa", diz o fisiatra.

Insônia
Para quem tem insônia as massagens mais suaves e que promovem o relaxamento são mais indicadas. Bons exemplos são a massagem relaxante - que faz uso de movimentos deslizantes e leves, com uso de óleos aromáticos, o que proporciona uma sensação de conforto e descanso - e o shiatsu, que faz parte da medicina chinesa e promove o relaxamento, liberação dos pontos de tensão muscular e melhora da função dos órgãos internos.

fonte:minhavida.com.br
por Jéssie Panegassi
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sábado, 7 de novembro de 2015

Pesquisadores de SC descobrem que flor de hibisco pode inibir câncer

Ratos que tiveram acesso à planta tiveram avanço da doença reduzido.
Pesquisadora sugere que substância poderia ser 'quimioterapia natural'.

Pesquisa foi apresentada no 13º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Foto: Epagri/Divulgação)

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. "O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante", conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Pesquisa vai ser publicada em uma revista científica internacional (Foto: Epagri/Divulgação)

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar.
Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença.
A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Foco é no tratamento de pessoas já doentes (Foto: Epagri/Divulgação)

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. "Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas", diz a professora.

Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.
"O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural", explica a pesquisadora.
Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

fonte:g1.globo.com
Joana Caldas - Do G1 SC
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Pular por dois minutos todo os dias reduz risco de osteoporose

De acordo com novo estudo, idosos que realizaram exercícios com uma perna só diariamente tiveram aumento da densidade óssea -- uma melhora também capaz de prevenir fraturas no futuro

Idoso
Os idosos que pularam durante dois minutos por dia, apresentaram um aumento de até 7% na densidade óssea da parte externa do osso (córtex) e também na densidade da camada de osso esponjoso(iStock/Getty Images)

Pular por dois minutos diariamente pode fortalecer os ossos do quadril de pessoas mais velhas, reduzir o risco de fratura após uma queda e diminuir a probabilidade de desenvolver osteoporose. É o que diz um estudo publicado na edição de setembro da revista científica Journal of Bone and Mineral Research e conduzido por pesquisadores da Universidade de Loughborough, na Grã-Bretanha.
Participaram da pesquisa 34 homens com idade entre 65 e 80 anos que, durante um ano, executaram um programa de exercícios distribuídos aleatoriamente que envolviam saltar em apenas uma perna. Os voluntários foram orientados a evitar quaisquer outras alterações em sua atividade física ou hábitos alimentares durante o período do estudo.
Os resultados mostraram que houve uma melhora de até 7% na densidade óssea da parte externa do osso e também na densidade da camada de osso esponjoso. De acordo com os pesquisadores, a melhoria mais importante foi o aumento de massa nas áreas mais finas do osso, que consequentemente correm maior risco de fratura após uma queda.

Segundo os autores, estes resultados têm implicações importantes para a prevenção e tratamento da osteoporose, que afeta os idosos e está associada a um risco aumentado de fratura no quadril.
"As fraturas no quadril são um importante problema de saúde pública entre os idosos, gerando custos econômicos e sociais elevados. Os afetados sentem muita dor, perda de mobilidade e de independência, além do aumento do risco de morte. Nós sabemos que o exercício pode melhorar a resistência óssea e, por isso, queríamos testar um exercício fácil e rápido para as pessoas praticarem em suas casas", disse Sarah Allison, uma das autoras do estudo.

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que, como qualquer exercício, é preciso começar a pular devagar e com cautela, pois uma queda poderia causar uma fratura em alguém com ossos fracos.

fonte:veja.abril.com.br
(Da redação)
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Suplementos de cálcio não melhoram a saúde dos ossos

Dois novos estudos mostram que não existem evidências que o aumento do consumo do mineral seja capaz de aumentar a densidade óssea e previnir fraturas


Leite e regime
Os estudos não encontraram evidências entre um maior consumo de cálcio por meio da alimentação ou de suplementos e a redução da osteoporose e o aumento da densidade óssea(Digital Vision/Thinkstock/VEJA)
Aumentar o consumo de cálcio não melhora a saúde óssea e nem ajuda a reduzir o risco de fraturas em pessoas com mais de 50 anos. Inclusive, o consumo exagerado de suplementos pode causar diversos efeitos colaterais como problemas estomacais, pedras nos rins, constipação e até doenças cardiovasculares. É o que dizem dois novos estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, publicados na revista científica The BMJ.

Um dos estudos analisou os resultados de 59 pesquisas realizadas anteriormente sobre a relação entre o cálcio e a densidade óssea. De acordo com os cientistas, aumentar o consumo diário de cálcio, seja na alimentação ou por meio de suplementos, elevou em até 2% a densidade óssea. Entretanto, segundo a pesquisa, esse aumento não é suficiente para reduzir o risco de fratura. Por exemplo, as mulheres na pós-menopausa perdem, em média, 1% de densidade óssea por ano.

O segundo estudo analisou 40 pesquisas que relacionavam o consumo de cálcio por pessoas com mais de 50 anos e o impacto disso na ocorrência de fraturas. De acordo com os resultados, a ingestão da substância não aumentou nem reduziu o risco. Em relação à ingestão de suplementos, o estudo também não encontrou evidências consistentes que confirmem os benefícios para a saúde óssea.

"Não há associação entre o risco de fraturas e o consumo de cálcio por meio da alimentação e não existem estudos clínicos que mostrem que o aumento deste consumo previna fraturas. Quanto aos suplementos à base de cálcio, as evidências também são fracas e inconsistentes. O risco moderado de efeitos colaterais causados pela ingestão de cálcio em excesso parecem superar as pequenas reduções na perda da densidade óssea destas pessoas", escreveram os autores.

Diante dos resultados, o autores sugerem que sejam feitas alterações nas políticas públicas de saúde para que o aumento da ingestão diário de cálcio por meio de suplementos ou através de fontes alimentares deixe de ser recomendado. As diretrizes atuais indicam a ingestão de 1.000 a 1.200mg de cálcio diariamente para os idosos.

fonte:veja.abril.com.br
(Da redação)
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Tomar chá fortalece os ossos

De acordo com novo estudo, o consumo de três xícaras da bebida por dia reduz em 33% o risco de fraturas ósseas



Chá preto
As mulheres que bebiam três ou mais xícaras de chá por dia tinham uma probabilidade 30% menor de sofrer uma fratura, em comparação com aquelas que bebiam menos de uma xícara de chá por semana(VEJA.com/Thinkstock)
O consumo diário de três xícaras de chá pode reduzir em 33% o risco de fraturar o quadril. É o que diz um estudo publicado no periódico cientifico Journal of Clinical Nutrition.

Cientistas dos Hospitais Sir Charles Gairdner, em Perth, de Royal Perth e da Universidade do Sul da Austrália Flinders, em Adelaide, todos na Austrália, avaliaram a saúde de cerca de 1.200 mulheres, com cerca de 70 anos. Cada uma das participantes respondeu sobre seus hábitos de consumo de chá e foi acompanha de perto pelos pesquisadores por um período de dez anos.

Ao longo do estudo 288 mulheres caíram e quebraram um osso. Quase a metade delas sofreram fraturas no quadril. Os resultados mostraram que as mulheres que bebiam três ou mais xícaras de chá por dia tinham uma probabilidade 30% menor de ter o osso fraturado, em comparação àquelas que bebiam menos de uma xícara de chá por semana. Diante disso, os pesquisadores concluíram que cada xícara de chá correspondia à redução de 9% no risco de fratura.

"Há evidências de que os alimentos ricos em flavonoides (classe de fitoquímicos amplamente distribuídos em alimentos vegetais), como frutas, vegetais e chás, podem estar relacionados à perda de massa óssea. E o chá é a principal fonte dessa substância para muitas populações. Nossos resultados apoiam a hipótese de que o chá e os seus flavonoides podem ter um efeito protetor à saúde óssea.", disse Jonathan Hodgson, um dos autores do estudo.

Os autores afirmam que são necessárias mais pesquisas para recomendar o chá como alimento de prevenção à osteoporose. Mas, eles acreditam que a bebida poderá, sim, se tornar uma arma poderosa contra a doença que acomete, sobretudo, mulheres que já entraram na menopausa.

(Da redação)
fonte:veja.abril.com.br
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