segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Especialista mostra que exercícios mentais ajudam a perder peso sem ficar fissurado pela balança

Angústia e ansiedade são dois sentimentos que te acompanham quando você faz dieta? Caso a sua resposta seja positiva, além de seguir um cardápio estruturado, você precisa lançar mão de medidas que acalmem a mente. Focado em seu objetivo sem deixar as neuras ganharem espaço, fica mais fácil resistir às tentações e esperar o ponteiro da balança descer em seu devido tempo. "Pessoas acima do peso usam, de alguma maneira, a comida para driblar certas frustrações ou angústias. Por isso, somente a dieta pode não ser suficiente", reforça a psicóloga Marcia Atik.
De acordo com ela, exercícios mentais servem como investimento pessoal e ajudam a ultrapassar as dificuldades do processo de emagrecimento. A especialista esclarece que, apesar do objetivo principal ser a perda de peso, as reflexões não passam de uma reformulação global de postura diante da vida. "Fazer uma leitura sincera e objetiva sobre o que você está vivendo no momento e o que pretende melhorar mais adiante é o primeiro exercício recomendado pela psicóloga. Isso pode ser feito sozinho numa ocasião de relaxamento, ou ainda, com ajuda terapêutica", completa.
Mais um conselho de Marcia é simples e fácil de ser cumprido: saia da toca. "Pode parecer uma dica óbvia, mas, muitas vezes, a vergonha toma conta das pessoas que sofrem com o excesso de peso", lembra. A psicóloga também incentiva a prática de atividade física, sempre respeitando os próprios limites. Com força de vontade e assiduidade, a perda de peso vai acontecendo naturalmente e assim ocorre a melhora da autoestima.
Segundo Marcia, a retomada da autoestima é de extrema importância para as pessoas com sobrepeso e deve ser colocada na lista de exercícios mentais. Isso porque, além de sofrerem com os quilos a mais, é comum o sentimento de falta de coragem e pouco esforço para entrar em forma. "Faça o contrário, use a superação como estímulo. Esteja atento à verdadeira dificuldade em emagrecer e seja mais tolerante com os seus erros, corrigindo-os em seguida", orienta.
Para resistir às tentações, a psicóloga afirma que o conjunto de exercícios é importante, assim como um cardápio equilibrado. Ela não acredita que dietas muito restritivas sejam o caminho ideal para o emagrecimento e, por isso, um menu que corresponda às suas necessidades individuais precisa entrar em ação.
Depois disso, o próximo passo é estar ciente dos seus valores. Pense que você vale a pena e pode vencer este desafio. "Seu amor próprio é mais forte que as tentações e os hábitos alimentares errados. Você sabe negociar com seus desejos e não precisa extrapolar na comida para combater a ansiedade", ensina. Marcia aconselha ainda a encarar a situação não apenas como um projeto de emagrecimento, mas sim como uma fase de mudanças de hábitos. "Desligue-se de valores impostos por uma imagem idealizada de si mesmo e do próprio mundo", finaliza.

PENSE MAGRO
Mas se você sofre com a irresistível vontade de se deliciar com um pratão de macarronada, seguido de uma sobremesa com muito chocolate, atente para as dicas da nutricionista Roberta Stella, que ensina alguns truques para espantar o pensamento gordo.
Mude seus conceitos: não encare verduras, legumes e frutas como um sacrifício para emagrecer. Eles são fundamentais em uma alimentação saudável e precisam fazer parte da sua rotina alimentar. Sem contar que, devido à variedade de nutrientes que contêm, trazem diversos benefícios ao seu corpo, ressalta a especialista do Minha Vida. Além disso, existem tantas opções, que é impossível odiar todas. Alguma, certamente, agrada o seu paladar.
Direcione seu foco: está claro que você precisa estar atento a tudo que leva à boca quando está de dieta, mas isso não significa que seu pensamento deve estar totalmente voltado para a comida. Quando não estiver na hora das refeições, faça alguma coisa que te distraia, como ler um livro, ouvir música, assistir a um filme, enumera Roberta. Isso evita que você pense excessivamente nos alimentos, completa.
Previna-se das tentações: caso você ainda se sinta vulnerável diante das suas delícias preferidas, evite dar de cara com elas. "Não se exponha a situações de risco", brinca a nutricionista. A solução apontada por ela é, na hora das compras, fugir das gôndolas e corredores que abrigam os alimentos tentadores, como bolachas recheadas e chocolates, por exemplo.
Escape das armadilhas: você não precisa deixar de sair com seus amigos só porque eles sempre pedem sua sobremesa preferida. E também não precisa nem deve ficar chupando o dedo. Não hesite na hora da sobremesa, peça uma fruta , dá a alternativa Roberta. Se surgirem comentários descritivos das sobremesas saboreadas pela turma, mude de assunto. (Mude os 13 maus hábitos que azaram a sua dieta)
Mire no alvo: se você está pensando em matar uma das refeições principais para se esbaldar com um doce, afaste esta idéia para bem longe. Jamais pule uma refeição para compensar com um doce ou salgado muito calórico. O máximo que você consegue é, em vez de economizar calorias, se privar de diversos nutrientes, alerta a especialista.
Na dúvida, fique com o trivial: diante da variedade dos cardápios de restaurantes, opte pelos pratos mais simples, que, certamente, serão os menos calóricos. Prefira um prato de arroz, feijão, carne grelhada, legumes e verduras a uma fatia de torta ou quiche com salada e molho. "Não se esqueça de trocar a mousse por uma fruta, na sobremesa", aconselha a nutricionista.
Abandone o radicalismo: mude seus hábitos alimentares visando um cardápio balanceado, que favoreça sua saúde. Segundo Roberta, nenhuma restrição excessiva é saudável. Portanto, nada de pular o café-da-manhã para abusar no almoço. Planejando todas as refeições, você não chega afoito e faminto em nenhuma delas.
Pense positivo e aja da mesma forma: esqueça a idéia de que, para emagrecer, é preciso passar fome de barriga vazia, certamente você vai sentir mais vontade de devorar qualquer prato. A partir daí, mude também as suas atitudes, programando suas refeições, que devem somar cinco a seis por dia (café da manhã, almoço, jantar e pequenos lanches intermediários). É comum as pessoas que seguem uma orientação nutricional questionarem a quantidade dos alimentos que vão ingerir, ao seguir o cardápio da dieta. "Elas duvidam que irão emagrecer, comendo mais do que costumam comer", conta Roberta. Ela explica que, optando por alimentos mais saudáveis e menos calóricos, dá sim para treinar mais a mastigação, quando se está de dieta. Além disso, uma alimentação saudável permite que você consuma uma variedade maior de nutrientes.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Zona de risco de febre amarela atinge 109 cidades no RS

ELDER OGLIARI - Agencia Estado

PORTO ALEGRE - A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul incluiu hoje mais dez municípios na relação das áreas de risco de febre amarela. Todos os novos integrantes da lista, que já tem 109 das 496 cidades gaúchas, estão localizados na região central do Estado, até então considerada imune à doença. A decisão de ampliar a área foi tomada depois de exames laboratoriais comprovarem que a causa da morte de um macaco em Júlio de Castilhos, na semana passada, foi a febre amarela.
Por precaução, os técnicos da secretaria entenderam que deveriam formar uma espécie de cordão de segurança vacinando os moradores de todos os municípios vizinhos. Com isso, os 270 mil habitantes de Santa Maria, a maior cidade da região e uma das maiores do Estado, terão de buscar imunização, assim como os de Jari, Itaara, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Silveira Martins, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e Toropi.
A Secretaria da Saúde já confirmou o óbito de uma mulher, ocorrido no dia de Natal, por febre amarela, e investiga se uma segunda morte e uma internação tiveram como causa a doença. Nos três casos, as pessoas, que não estavam vacinadas, estiveram em matas da zona de risco, onde vive o mosquito transmissor.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Febre amarela faz vítima no RS após 42 anos


Midiacon

O Globo
BRASÍLIA - Após 42 anos sem registro de óbito por febre amarela, o Rio Grande do Sul confirmou que uma morte ocorrida no estado no dia 25 de dezembro foi em decorrência da doença. Um segundo caso foi notificado na terça-feira e está sendo analisado ...
Vai a 99 nº de cidades no RS em risco por febre amarela Terra Brasil
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Nutrição inteligente

Muito além de um termo, uma atitude para a vida.

Por Marília Fernandes*

Nutrição inteligente e atividade física. A "dobradinha" é infalível quando o objetivo é manter a forma, promover a saúde e o bem estar. É interessante, no entanto, diferenciarmos atletas de pessoas fisicamente ativas. Os primeiros são esportistas profissionais que se submetem em seus treinos diários a uma carga de exercícios bastante intensa e por conta disso têm seu metabolismo e necessidades nutricionais completamente alterados e aumentados. Ao passo que pessoas fisicamente ativas são aquelas que buscam na prática de atividades físicas, a promoção da saúde, o bem-estar e a longevidade saudável.

Portanto, os cuidados nutricionais com atletas devem ser não só de melhora da performance durante os treinos e provas, mas também de reposição das perdas de vários nutrientes que ocorrem durante os exercícios. Pessoas fisicamente ativas não podem ter como referência a alimentação de atletas profissionais.

A alimentação nos dois casos, atletas e fisicamente ativos, é uma grande aliada, mas com estratégias e objetivos diferentes.

A abordagem nutricional que segue, refere-se aos cuidados com a alimentação de pessoas fisicamente ativas.

Carboidratos

A alimentação tanto das pessoas sedentárias como daquelas praticantes de atividades físicas deve conter, em grande parte, alimentos que fornecem carboidratos, fontes de glicose, o principal combustível do nosso corpo. Cerca de 60 a 65% do total de calorias de uma alimentação saudável deve ser proveniente de alimentos ricos em carboidratos, a base da Pirâmide de Alimentos (pães, arroz, macarrão, batata).

A glicose é armazenada em nosso corpo sob a forma de glicogênio muscular e hepático. Os carboidratos são a matéria-prima para a produção do glicogênio que é a primeira e principal fonte de energia utilizada durante o exercício. Os estoques musculares e hepáticos de glicose são limitados e por isso é importante atentar para o consumo de carboidratos quando se pratica exercícios.

De 2 a 3 horas antes das atividades físicas é importante fazer uma refeição basicamente com alimentos ricos em carboidratos ou um pequeno lanche, 1 hora antes.

Após os exercícios os músculos têm "fome e sede" de carboidratos. Logo após as atividades físicas, o carboidrato é muito bem vindo, pois repõe os estoques de glicogênio, beneficiando assim a recuperação e a preparação dos músculos para atividades posteriores.

Jejum e atividade física

Apesar de o cérebro constituir apenas 2% da massa corporal total de um adulto, cerca de 15% do gasto energético de uma pessoa em repouso é por conta da atividade cerebral. Isso se deve principalmente à intensa condução dos impulsos nervosos.

Em repouso, um organismo saudável pode até se adaptar com mais facilidade ao jejum, mas durante a prática de atividade física, a situação é bem diferente. No intuito de se proteger, o corpo induz desmaios e os danos neurais provocados pelo jejum podem ser perigosos. Por isso, nada de barriga vazia para fazer exercícios físicos porque "saco vazio não pára em pé!".

Proteínas

A ingestão de proteínas deve manter a mesma proporção máxima recomendada para indivíduos saudáveis e sedentários, ou seja, 12 a 15% em relação ao valor calórico total da alimentação diária.

Os alimentos fontes de proteínas (leite, iogurtes, queijos, carnes, ovos, feijões, nozes) não devem ser consumidos muito próximos do início e término das atividades físicas, uma vez que têm uma digestão mais lenta e, com isso, provocam o desconforto gástrico.
Alimentos ricos em proteínas devem ser consumidos distantes dos horários de atividade física e de forma fracionada, ou seja, em várias refeições ao longo do dia, garantindo o melhor aproveitamento dos aminoácidos na manutenção e formação dos músculos.

Quer hipertrofiar?

Para quem está preocupado com a definição e o aumento dos músculos (hipertrofia muscular) é importante saber que uma alimentação que fornece diariamente de 12 a 15% do valor calórico total em proteínas é suficiente para atender as necessidades de quem pratica atividade física com essa finalidade. Os resultados sobre o uso da suplementação com aminoácidos para o aumento de massa muscular assim como seus respectivos efeitos colaterais à longo prazo, são controversos. Por isso, uma alimentação equilibrada, planejada e individualizada que garanta a ingestão de porções adequadas de alimentos fontes de proteínas é o caminho mais saudável, além da prática de exercícios indicados para este fim e orientados por um profissional. É importante também não descuidar do consumo de carboidratos na quantidade e horários recomendados. Além de garantir a manutenção do tônus muscular, os carboidratos mantêm os depósitos de glicogênio muscular e hepático sempre repletos e preservam a utilização da proteína dos músculos como fonte de energia.

Lipídios

O consumo de gorduras deve ficar entre 20% e 25% do valor calórico total da alimentação diária, tanto para pessoas sedentárias como para indivíduos fisicamente ativos.
Quando a prática de atividades físicas visa o emagrecimento e a manutenção do peso corporal, os resultados são mais rápidos se houver maior controle e restrição no consumo de gorduras pela alimentação.

Assim como os alimentos fontes de proteínas, os alimentos que contém gorduras, por terem a digestão mais lenta, não devem ser consumidos próximos aos horários dos exercícios.

Do total de 25% das calorias provenientes das gorduras recomenda-se:

• Acima de 40% de gorduras monoinsaturadas (azeite de oliva extra virgem processado à frio, óleo de canola, abacate, nozes, castanhas, linhaça, semente de abóbora, semente de girassol, gergelim e peixes de águas frias - atum, arenque, salmão, cavalinha, truta e sardinhas);
• Abaixo de 33% de gorduras saturadas(alimentos de origem animal, azeite de dendê, coco, óleo de coco e banha) e gorduras hidrogenadas (alimentos industrializados);
• Em torno de 33% de gorduras poliinsaturadas(margarinas e óleos).

Hidratação

A ingestão de água e/ou água de coco, antes, durante e após as atividades é necessária para o bom desempenho físico, manutenção dos líquidos corporais e temperatura corporal.

Somente a água e/ou água de coco é suficiente para repor a perda hídrica e de minerais em atividades leves e moderadas (caminhada, musculação, ginástica, hidroginástica, dança).

A ingestão de bebidas isotônicas para a reposição rápida de água e sais minerais é indicada para atletas profissionais que tem um treinamento intenso e freqüente. O uso de carboidratos em gel ou soluções com algum tipo de carboidrato simples diluído seguem o mesmo critério.

Vitaminas, minerais e Antioxidantes

As vitaminas e minerais são encontrados naturalmente nos alimentos e atuam na produção de energia e em uma série de reações metabólicas que envolvem proteínas, carboidratos e lipídeos.

Teoricamente uma alimentação equilibrada e planejada, onde estejam presentes, diariamente, as porções adequadas de todos os Grupos alimentares, é suficiente para atender aos requerimentos de vitaminas e minerais dos indivíduos sedentários e praticantes de atividades físicas moderadas. Entretanto, sabe-se que a prática de atividade física leva ao aumento do consumo de oxigênio e, conseqüentemente, da produção de radicais livres, sendo assim é importante atentar para que alimentos fontes de antioxidantes estejam presentes na alimentação diária e assim promovam o fortalecimento das defesas imunológicas e retardem o envelhecimento precoce.

Seguem alguns antioxidantes essenciais e suas respectivas fontes alimentares:

Betacaroteno (pré-vitamina A):abóbora, moranga, agrião, batata doce, brócolis, pimentas, cenoura, couve, espinafre, melão amarelo, mamão, damasco, pêssego.

Vitamina C: melão, pimentão e frutas cítricas como kiwi, goiaba, caju, abacaxi, morango, laranja, tangerina, maracujá, cereja e acerola.

Vitamina E:amêndoas, avelãs, amendoim, castanha do para, azeite de oliva, óleo de girassol, leite, batata doce, abacate, manga, gérmen de trigo.

Cobre: grãos integrais, chocolate amargo, carnes e legumes.

Zinco: carnes, ostras, moluscos, grãos, cereais integrais e alimentos enriquecidos.

Selênio: grãos, alho, cebola, castanha do pará, carnes, peixes, leite e derivados.

Antocianidas: frutas

Catequinas: chás de folhas verdes, ban-chá.

Flavonas: frutas e vegetais

Sulfuranos: vegetais crucíferos –brócolis, couve-flor, repolho liso, repolho roxo, couve manteiga, couve de Bruxelas.

Quercetinas: cebolas roxa e amarela, brócolis, uvas rosadas.

Glutationa: abacate, aspargos, brócolis, melancia.

Resveratrol:uvas rosadas com casca, vinho tinto, suco de uvas rosadas.

Coenzima Q –10:frutos do mar

Licopeno: tomate, molho de tomate, goiaba, melancia.
Observação: O licopeno é melhor absorvido em nosso organismo após ter passado pelo processo de cozimento e na presença de gorduras, de preferência monoinsaturadas (azeite, nozes, castanhas).

Guia alimentar para indivíduos fisicamente ativos - sugestões de alimentos 4 horas ou mais antes e 4 horas após os exercícios:

Arroz, carnes magras e frutas
Lanches de peito de peru com folhas e tomate
Massas ao molho de tomate com carnes magras
Queijos magros, leite ou iogurte desnatado.
Biscoitos ou bolo simples.
Barra energética ou proteica
Frutas frescas ou secas (passas, damasco)
Sucos de frutas.
Água de coco.
Água.

Sugestões de alimentos 2-3 horas antes e 2 horas após os exercícios

Cereais com leite ou iogurte desnatado.
Pães, biscoitos sem recheio, batatas assadas ou cozidas, bolo simples.
Frutas frescas ou secas.
Barra energética ou proteica
Água de coco.
Água.

Sugestões de alimentos 1 hora ou menos antes e 30 minutos depois do exercício

Barra energética ou proteica
Frutas frescas ou secas.
Suco de frutas.
Água de coco.
Água.

*Marília Fernandes é nutricionista e consultora nas áreas de Educação Alimentar, Qualidade de Vida e Bem Estar, Nutracêutica, Estética, Longevidade saudável, Atividade Física, Marketing alimentício e Saúde Ocupacional. Para entrar em contato, escreva para fernandesmarilia@uol.com.br

"As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, o nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar um tratamento e/ou acompanhamento nutricional."
Fonte: Mais de 50

Extrato de semente de uva pode matar células de câncer

Pelo menos foi o que mostrou um estudo realizado por norte-americanos da Universidade de Kentucky. As experiências feitas em laboratório mostraram que as células de leucemia expostas ao extrato diminuíram 76 por cento e a células saudáveis ficaram intactas.

Segundo os pesquisadores, as sementes de uva contêm alta concentração antioxidante, substância conhecida por suas propriedades contra a doença. No entanto, os cientistas envolvidos no estudo disseram que são necessárias mais pesquisas. Ainda é cedo para recomendar que as pessoas comam uvas para evitar o câncer.
Fonte:Gazeta Online


Sementes de uva contra o câncer

Cientistas da Universidade de Kentucky (Estados Unidos), demonstraram que um extrato feito com sementes de uva é capaz de matar 76% das células da leucemia em um período de 24 horas.

Outras pesquisas já haviam demonstrado que o extrato da semente de uva é eficaz no combate a células de outros tipos de câncer, como pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata. A atual pesquisa concentrou-se na leucemia, vulgarmente conhecida como "câncer do sangue".

Apoptose

As sementes de uva contêm grandes quantidades de antioxidantes, conhecidos por sua ação em diversos processos metabólicos, o que tem sido demonstrado em pesquisas que analisam diretamente o consumo de uvas e até mesmo a ingestão de vinho.

As células cancerosas foram mergulhadas em doses do extrato altamente concentradas, o que fez com que a maioria delas iniciasse um processo chamado apoptose, uma espécie de morte programada da célula.

A atuação do extrato se deu pela ativação da proteína JNK, que participa do processo de regulação do mecanismo de autodestruição celular. Para comprovar o mecanismo de ação do extrato de sementes de uva, os cientistas acrescentaram à solução um agente que inibe a proteína JNK. Isto fez com que o processo de apoptose não se iniciasse, mantendo as células cancerosas vivas.

Medicamentos contra a leucemia

Os cientistas afirmam que ainda é cedo para que se recomende às pessoas a ingestão do extrato de semente de uvas para o combate ou a prevenção ao câncer. Mas eles estão entusiasmados com os resultados e afirmam que a pesquisa abre um novo caminho para o desenvolvimento de medicamentos mais eficientes contra a leucemia.

A pesquisa foi publicada na revista científica Clinical Cancer Research.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pesquisa revela dietas feitas com base no índice glicêmico dos alimentos

Agência Brasil

Uma pesquisa feita pelo nutricionista Fábio Vinícius Pires da Silva, da Universidade de Brasília (UnB), revela que é possível melhorar a silhueta com uma ingestão de alto índice glicêmico, dependendo do perfil do paciente e da restrição calórica. A hipótese foi confirmada na dissertação de mestrado do pesquisador, que analisou 41 pessoas entre 18 e 50 anos.
De acordo com Fábio, a pesquisa teve como objetivo ver o efeito do índice glicêmico no metabolismo dos indivíduos com excesso de peso. “Existe hoje uma grande divergência, na ciência, em saber se o índice glicêmico é benéfico ou não para a saúde. Nosso intuito era exatamente ver isso, se uma dieta a partir de alto ou baixo índice glicêmico trariam ou não benefícios para um paciente”, explica.
Os voluntários foram divididos em três grupos, de acordo com a presença ou não de alterações na glicose do sangue e de insulina. Em cada um dos grupos, foi aplicada uma dieta diferenciada, definida a partir do perfil analisado de cada um dos voluntários, acompanhados por um período de quatro meses.
“Todos os indivíduos fizeram uma dieta de baixo e alto índice glicêmico. Todos perderam peso. Cada indivíduo teve uma restrição calórica, ou seja, energética, que acabou fazendo com que perdessem peso e melhorassem seu metabolismo. Alguns apresentaram melhorias em relação ao colesterol e à glicose”, ressalta Fábio.
Para o nutricionista, o que diferencia os alimentos de baixo e alto índice glicêmico é sua natureza, ou seja, ao ingerir um alimento é observado quanto tempo se leva para aumentar a quantidade de açúcar no sangue. Os alimentos refinados, na maioria dos casos não possui fibras e esses apresentam um alto índice glicêmico, enquanto os alimentos integrais têm baixo índices. “Sabemos que as pessoas buscam um equilíbrio entre alimentação e corpo. Para isso é necessário um acompanhamento médico”, pondera.

Dieta para emagrecer reduz resistência a gripe, diz estudo

Fazer regime para emagrecer durante o inverno pode afetar a habilidade do organismo de combater o vírus da gripe, adverte um novo estudo realizado nos Estados Unidos.
Cientistas da Universidade Estadual do Michigan descobriram que ratos de laboratório que se submeteram a uma dieta de baixa caloria tiveram maior dificuldade em debelar a infecção do que os que haviam sido colocados em uma dieta normal.
Segundo a equipe, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais ainda não conseguiram produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.
Além de uma maior probabilidade de morrer vítima da contaminação por um vírus, os ratos - que consumiam cerca de 40% das calorias dadas aos submetidos a uma dieta normal - levaram mais tempo para se recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.
"Nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus vai levar a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos que do que se ele está tendo calorias restringidas", disse a autora do estudo, Elizabeth Gardner.
Vacina

Os especialistas recomendam que mesmo as pessoas vacinadas deveriam evitar dietas para emagrecer quando o clima é frio.
"Se uma variedade de gripe infecta uma pessoa e é diferente da variedade incluída na vacina, então seu corpo vê como uma infecção primária e pode produzir os anticorpos para lutar (contra a infecção)", afirmou Gardner.
Os cientistas afirmam que a pesquisa não deve representar uma carta branca para que as pessoas evitem dietas durante todo o ano, mas para se concentrem na perda de peso nos outros oito meses do ano, quando o vírus da gripe não se prolifera tão facilmente.
Para o professor John Oxford, especialista em gripe da Escola de Medicina e Odontologia Queen Mary, em Londres, o "bom senso" deve prevalecer no inverno.
"Existem muitos vírus e, embora pudesse ser melhor evitar aqueles doces de Natal, esse (o inverno) não é o momento para pensar em dieta", afirmou.
A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Nutrition.

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