sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tabagismo: sete métodos ajudam a parar de fumar

Adesivos de nicotina, chicletes e até spray nasal são alternativas

Quem já tentou sabe que largar o cigarro não é fácil. No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram uma luz no fim do túnel: de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% em 2012. Essa é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.

Vários métodos podem ser utilizados para deixar de fumar, desde a parada abrupta até o suporte de produtos à base de nicotina, as chamadas terapias de reposição. "Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, medos sobre parar de fumar e sintomas de ansiedade", afirma a psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead). Segundo a especialista, um tratamento efetivo envolve a abordagem de três aspectos: físico, psicológico e comportamental. "Além de contornar a abstinência (físico), é preciso desvincular o cigarro de emoções como alegria ou tristeza (psicológico) e de hábitos como tomar café ou dirigir (comportamental)", diz. Só uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Está interessado e quer saber mais sobre os métodos disponíveis? No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de Agosto), confira as orientações dos especialistas:

Chicletes de nicotina

As gomas de mascar feitas à base de nicotina devem ser utilizadas quando o paciente estiver com sintomas de abstinência ou vontade intensa de fumar. "Aos serem mastigados, os chicletes liberam nicotina gradualmente, e esta é absorvida pela mucosa oral, com pico em 20 minutos", explica o cardiologista Roberto Cury, do Laboratório Pasteur, em São Paulo. Nesse caso, a ação da nicotina no organismo é diferente de quando é inalada com a fumaça do cigarro, pois será depositada na corrente sanguínea em doses pequenas com o objetivo de controlar o vício. A psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), diz que um fator importante para que o uso desses chicletes seja eficaz é sua técnica de utilização. "Eles não devem ser mastigados como um chiclete comum, e sim mascados algumas vezes até que o sabor da nicotina fique aparente, e após isso deve-se depositar o chiclete entre a gengiva e a bochecha até que o gosto desapareça", afirma. "O mesmo ciclo de mastigar e depositar o chiclete deve ser repetido até que se completem 30 minutos de uso, quando ele deve ser desprezado."

O cardiologista Roberto afirma que os chicletes de nicotina são contraindicados para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular, má dentição ou gengivite e gestantes. "No caso das futuras mães, sabe-se que a nicotina está associada ao nascimento de bebês de baixo peso, devendo ser excluída toda a nicotina da gestação", afirma a psicóloga Sabrina. "Entretanto, a utilização das terapias de reposição de nicotina, como adesivos e chicletes, ainda é mais segura que continuar fumando." Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômito, dor abdominal, cefaleia, tosse, excesso de salivação e irritação da mucosa da orofaringe. Além disso, ingerir líquidos enquanto masca a goma pode "lavar" a nicotina bucal, tornando o produto ineficaz.

Pastilhas de nicotina
Parecidas com os chicletes, as pastilhas de nicotina também liberam a substância gradativamente, devendo ser usadas em baixo na língua. "As pastilhas exigem uma dose maior para pacientes que fumam o primeiro cigarro em menos de 30 minutos após acordar", afirma o cardiologista Roberto. Por não exigir mastigação, ele pode ser usado em pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição, mas as demais contraindicações são as mesmas do chiclete. "As pastilhas de nicotina podem ser usadas por até três meses e os efeitos colaterais são similares ao da goma." O ideal é que a pastilha seja movida de um lado para o outro da boca até se dissolver completamente, sendo utilizada quando o paciente sentir vontade de fumar, não excedendo a quantidade diária indicada na bula.

Adesivos de nicotina
Com o objetivo de aumentar ainda mais as taxas de abstinência ao tabaco, foram desenvolvidos os adesivos de nicotina transdérmica. "Eles devem ser usados constantemente e trocados a cada 24 horas, sem interferir nas atividades do indivíduo", explica a especialista em tabagismo Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que eles estão indicados para todas as pessoas que querem largar o tabagismo, não possuindo nenhuma contraindicação formal, com a ressalva para gestantes. O uso dos adesivos de reposição deve ser feito durante 45 a 90 dias, sendo que a dosagem depende de quantos cigarros a pessoa fumava por dia. Entre os efeitos colaterais estão a presença de irritações na pele, que podem impedir a continuidade do tratamento. "Efeitos colaterais mais comuns devido ao uso durante a noite são insônia e pesadelos, nestes casos o adesivo deve ser retirado antes de dormir", alerta o cardiologista.

Spray nasal de nicotina
O spray nasal libera uma solução aquosa com nicotina na mucosa nasal com rápida absorção e pico de 10 minutos, quando comparada ao chiclete e pastilha. Seu uso é recomendado por até três meses. Ele deve ser ministrado a uma ou duas doses por hora, sem exceder o número de cinco doses por hora ou 40 doses por dia. "Seus efeitos colaterais mais comuns são irritação nasal e da orofaringe, rinite e lacrimejamento, sendo que 94% dos usuários apresentam algum sinal de irritação nasal nos primeiros dois dias", afirma o cardiologista Roberto. No entanto, nenhum desses efeitos justifica a suspensão do tratamento. O produto pode ser usado em conjunto com outras formas de reposição, conforme indicação médica. ?A maioria dos pacientes usa em média 15 doses por dia, diminuindo o número de doses com o passar do tempo?, diz Sabrina.

Bupropiona
Originalmente um antidepressivo, essa medicação foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para tratamento do tabagismo. Seu efeito no combate ao tabaco foi descoberto em estudos para verificar seus efeitos contra a depressão, nos quais os participantes declaravam diminuição do desejo de fumar. Diferente das terapias de reposição de nicotina citadas acima, os fumantes devem iniciar o uso da bupropiona uma semana antes da abstinência. "Ela é administrada por meio de comprimidos via oral e age no sistema nervoso central, não sendo recomendado que a pessoa fume durante o tratamento", explica o cardiologista Roberto. Os efeitos colaterais mais comuns são insônia, agitação, boca seca e dor de cabeça. Os especialistas lembram que a bupropiona pode ser usada em conjunto com outras terapias de reposição, como o chiclete de nicotina, mas independente de ser ministrada individualmente ou não, pede o acompanhamento médico.

Parada abrupta
Algumas pessoas optam por não usar qualquer tipo de terapia ou medicamento para cessar o vício, optando apenas pela parada imediata - que consiste em marcar uma data para largar o vício e, chegado o dia, não ter qualquer cigarro guardado e interromper seu uso. "É importante nessa situação que o paciente receba acompanhamento psicológico, para atingir com sucesso a abstenção do tabagismo sem reincidência do vício", explica Roberto Cury. Os principais efeitos colaterais da parada imediata podem ser ganho de peso e ansiedade.

Parada gradual
O método de parada gradual consiste em diminuir o número de cigarros com o passar dos dias ou então retardar a hora do primeiro cigarro. "Com a parada gradual, você tem um risco menor de abstinência, mas o sucesso muitas vezes é dependente do acompanhamento médico e psicológico", diz o cardiologista Roberto. A redução varia conforme a quantidade que o paciente fuma. "Um fumante de 30 cigarros por dia, por exemplo, pode reduzir cinco cigarros a cada dia, cessando completamente após uma semana", explica Sabrina Presman. Ou então, uma pessoa que começa a fumar às 9h vai atrasando em duas horas o seu primeiro cigarro a cada dia, chegando ao sétimo dia sem cigarros. "A estratégia gradual não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar", explica Sabrina. O mais importante é marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.

Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa, pois todos os derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, cigarrilhas, narguilé, entre outros) fazem mal à saúde. Ao sinal de dificuldades, o paciente pode optar por terapias de reposição de nicotina associado à parada gradual.

Cigarro eletrônico
A comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Segundo a especialista em tabagismo Sabrina Presman, o cartucho interno desses produtos contém nicotina, a mesma substância dos cigarros comuns que causa dependência, apesar de os fabricantes alegarem que a fumaça é apenas vapor d?água. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não há evidências de que o dispositivo tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. "Como se trata de um produto não regulamentado, não há como saber de fato quais são as substâncias presentes nesses cigarros nem se elas podem trazer malefícios", explica Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que existem pesquisas sobre o cigarro eletrônico que não mostraram benefício a longo prazo, mas sim problemas e dificuldades respiratórias nos usuários.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16395-tabagismo-sete-metodos-ajudam-a-parar-de-fumar
por Carolina Serpejante
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Estudo indica que adoçante eleva glicose no sangue

O consumo de adoçante pode causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo pesquisa.

Adoçante no café: os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal.

Berkley - O consumo de adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e sacarina, pode elevar o nível de glicose no sangue e causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Conforme a pesquisa, pessoas que consomem esses produtos regularmente, com o objetivo de perder ou evitar o ganho de peso, podem estar colocando sua saúde em risco da mesma forma que uma pessoa obesa.

Em experimentos com camundongos, realizados em Israel, os pesquisadores demonstram que o consumo desses adoçantes artificiais - que milhões de pessoas colocam no cafezinho e estão presentes em um grande número de produtos light ou diet - pode causar a chamada intolerância à glicose, uma condição metabólica que inclui várias doenças caracterizadas pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia); entre elas, a diabete tipo 2.

Isso ocorre, segundo eles, porque os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal e essas alterações aumentam a quantidade de glicose no sangue.

Ou seja: a pessoa evita o ganho de peso associado às calorias do açúcar, mas sofre os efeitos fisiológicos do excesso de peso da mesma forma, pelo menos no que diz respeito à glicemia. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Weizmann Institute of Science. Segundo os cientistas, o uso em massa desses produtos precisa ser "reavaliado".

fonte:http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/estudo-indica-que-adocante-eleva-glicose-no-sangue
imagem:noticias.r7.com
Herton Escobar e especial para AE
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O que é câncer de pele?

Sempre que ouvimos ou lemos a palavra câncer, já ficamos um pouco assustados. Afinal, essa é uma das doenças que mais mata no mundo e os meios de tratamento nem sempre são eficazes. No entanto, em relação ao câncer de pele, vale destacar que cerca de 97% dos casos podem ser tratados. Por isso, é muito importante que as pessoas conheçam mais sobre o problema e aprendam a preveni-lo e diagnosticá-lo precocemente.

Câncer de Pele - Em caso de dúvida, procure um médico!

Entendendo a Doença
O câncer de pele é o câncer mais comum, com 60% de toso os casos. Ele é um tumor formado pela produção anormal e desordenada das células da pele. A forma mais perigosa é conhecida como melanoma, mas representa somente 5% dos casos. Já o tipo mais comum – cerca de 75% dos casos – é o carcinoma basocelular e é bem menos agressivo.

No Brasil, estima-se que 100 mil novos casos da doença ocorram anualmente. 1/3 dessas pessoas tem histórico de câncer de pele na família, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Diferentemente dos outros tipos de câncer, o de pele atinge a população mais jovem (entre 20 e 35 anos) e até mesmo crianças e adolescentes.

Causas do Problema
Como vimos, os fatores genéticos são preponderantes para o aparecimentos do câncer de pele, mas existe uma outra causa de grande relevância: a exposição ao sol. Pessoas que tomam muito sol ao longo da vida sem a devida proteção estão bem mais propensas a desenvolver os tumores. Além disso, o fumo pode dobra o risco de câncer de pele, revelando que a precaução pode ser uma excelente forma de evitar o problema.

Autoexame
As manchas que aparecem em nossa pele são indicativos que algo errado está ocorrendo. Por isso, os dermatologistas aconselham que as pessoas sempre observem pintas, verrugas e sinais. Elas se tornam perigosas quando:

mudam de cor;
sofrem alterações no tamanho;
se tornam desformes;
perdem o contorno.

Quem quer evitar o aparecimento do câncer, deve apostar no uso diário do protetor solar. Ele precisa ser usado mesmo em dias nublados e repassados várias vezes para manter a proteção. Um bom produto com fator 30 é o suficiente, desde que seja usado corretamente.

Fonte: http://natural.enternauta.com.br/doencas/o-que-e-cancer-de-pele/
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Micose de unha: tire suas dúvidas sobre o tratamento

Alguns fatores podem fazer com que essa dermatite demore mais tempo para ser curada

A micose de unha é uma dermatose incômoda e antiestética que afeta os pés, principalmente, mas que pode também estar presente nas mãos. Trata-se de uma infecção por fungos que se alimentam da queratina, presente na pele e unhas. Em geral, o paciente primeiro adquire a micose na planta dos pés e, após um período variável de tempo, devido às condições favoráveis para o desenvolvimento desses fungos (sapatos fechados tornam o ambiente quente e úmido), eles acabam por atingir também as unhas.

O problema em relação a essa doença é que o tratamento é longo (média de 12 meses para os pés e quatro meses para as mãos) e os resultados demoram a serem percebidos, levando muitas pessoas a desistirem de se tratar. Além disso, alguns pacientes apresentam condições que dificultam o seu tratamento, o que prolonga ainda mais este período. Elaboramos este post com dicas do que fazer para evitar a reinfecção e sinais de que a sua micose de unha é de tratamento mais complicado.

Como reconhecer o problema?
A micose de unha geralmente se manifesta com manchas brancas na superfície ou embaixo da unha, espessamento da pele sob a unha e da lâmina ungueal em grau variável. Além disso, alterações da coloração podem acompanhar os achados anteriores, variando do branco-amarelado ao acastanhado e até preto. Sempre que observar esse tipo de alteração nas unhas é aconselhável procurar o dermatologista para iniciar rapidamente o tratamento, uma vez que a doença mais avançada tende ser mais difícil de tratar. O melhor tratamento vai ser indicado pelo médico dermatologista e pode consistir de medicações orais, locais ou uma associação de ambas.

Quais os sinais de que o tratamento vai demorar mais?
Os sinais mais importantes que indicam uma maior dificuldade para tratar a onicomicose são: a doença está na lateral da unha e chega até a região da cutícula, intenso descolamento da unha em relação ao leito e quando temos unhas muito espessadas.

Além disso, pacientes que apresentem um crescimento mais lento das unhas - devido a problemas como: hipotireoidismo, doença vascular periférica, diabetes ou simplesmente idade avançada - têm uma maior suscetibilidade para o surgimento da infecção e, uma vez presente, uma maior dificuldade no seu tratamento.

Pacientes do sexo masculino, imunossuprimidos e com doenças associadas que impedem o tratamento oral, também terão uma maior dificuldade de tratamento. Os fungos dermatófitos são mais facilmente eliminados que as leveduras e estas, por sua vez, do que os bolores. Portanto, o tipo de fungo que está envolvido também ajuda a estimar o tempo de tratamento e o que esperar dele.

O que fazer para evitar a reinfecção?
Após fazer o tratamento da micose, é importante tomar alguns cuidados: secar bem os pés antes de calçar os sapatos, limpá-los muito bem e deixá-los no sol, usar talcos antifúngicos para evitar a contaminação e ficar atento a qualquer sinal de retorno da doença.

fonte:http://www.minhavida.com.br/beleza/materias/17513-micose-de-unha-tire-suas-duvidas-sobre-o-tratamento
imagem:remedioparamicosedeunha.com
Escrito por:Tatiana Gabbi - Dermatologia
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer

Entre as mudanças de hábito estão parar de fumar e manter uma alimentação saudável

Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro), conheça quais os hábitos recomendados e por que eles são tão necessários para quem quer evitar um câncer.


1. Não fume
Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. Veja aqui como as substâncias do cigarro afetam o organismo.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior.

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.

3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha.
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, a importância de praticar sexo seguro e sempre com o uso da camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. "Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.
O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer."

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados.

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão.

7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h.
Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.
A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.

9. Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.
Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.
Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/13821-adote-dez-passos-para-prevenir-varios-tipos-de-cancer
Por Ana Paula Araújo
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Dieta baseada em vegetais e com baixo teor de gordura pode ajudar pacientes com câncer de mama

Nutricionista ensina como se rcuperar do câncer com dieta. (Foto: Divulgação)

A maioria dos médicos recomendam várias medidas para controlar o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Para a prevenção do câncer, a maioria dos profissionais sugere reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, controlar o peso, não fumar e fazer exercícios.

Para os portadores dessa doenças, o cumprimento dessas recomendações traz benefícios significativos – e vários estudos sugerem que se deve ir mais além. Uma dieta baseada em vegetais e com baixo teor de gordura pode melhorar a qualidade de vida, ajudar na recuperação após o tratamento e reduzir as possibilidades de recorrência.

“Uma dieta baseada em vegetais é alta em nutrientes e compostos que parecem ajudar a proteger nosso corpo contra o câncer e outras doenças”, diz a nutricionista Sonia Murgueytio Jurado, da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

Alimentos de origem vegetal contêm substâncias conhecidas como fotoquímicas. Segundo a nutricionista, que frequentemente aconselha sobreviventes de câncer, os fotoquímicos são simplesmente compostos químicos produzidos pelas plantas.

“Alguns exemplos de fitoquímicos são as ligninas, flavonoides e licopenos, que são encontrados em grãos integrais, amoras, morangos e tomates, respectivamente”, explica Sonia.

Uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais pode garantir os benefícios desses compostos. Além disso, é muito importante reduzir o consumo de gorduras.

Unir alimentos vegetais e/ou com pouca gordura a exercícios físicos é o ideal para os pacientes com câncer. (Foto: …

Confira, a seguir, algumas sugestões para otimizar o consumo dos alimentos recomendados para uma dieta saudável:

Consuma refeições que não contenham carne várias vezes na semana. Busque receitas que incluam vegetais, massa integral ou legumes como alimento principal e seu prato.

Explore uma variedade de grãos integrais. Experimente receitas que incluam grãos e produtos integrais, como cevada, aveia, trigo integral e arroz silvestre.

Prefira o pão integral e os cereais integrais, como a aveia e o cereal de farelos (bran).

Coma frutas em todas as refeições. Use as frutas como sobremesa ou ingredientes de receitas. “Estudos indicam que o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais ao dia pode reduzir a incidência de câncer em cerca de 20%”, diz Sonia Jurado.

Escolha alimentos que não sejam altamente processados e, sempre que possível, frescos e da temporada, para otimizar os nutrientes saudáveis e os antioxidantes.

Para reduzir o consumo de gordura, use azeite de oliva ou óleo de canola em seus pratos. A margarina proveniente dessas fontes também é aceitável.

Limite o consumo de gorduras para 25% a 35% do total de calorias ingeridas. “Por exemplo, limite a quantidade de gordura para não mais de 500 a 700 calorias, em uma dieta de 2.000 calorias”, diz Sonia Jurado.

Prefira laticínios com baixo teor de gordura ou sem gordura.

Para manter um peso saudável, controle as porções de alimentos que consome. Sirva-se das quantidades recomendadas pela pirâmide de alimentos da Clínica Mayo. Qualquer excesso resultará em ganho de peso.

Aprenda a ler as informações sobre o valor nutricional dos alimentos e use essas informações para planejar suas refeições.

Outra recomendação muito importante é fazer exercícios. “Estudos já demonstraram que, para mulheres que são ativas, as probabilidades de desenvolver câncer de mama são 30% menores, do que as das mulheres sedentárias”, explica a médica.

Quanto aos exercícios:
Pratique atividades físicas todos os dias.
Use as escadas em vez de elevadores.
Estacione longe de onde vai, para caminhar mais.
Procure fazer algum exercício aeróbico por 20 a 30 minutos, diariamente (caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta).
Consulte o médico, antes de aumentar a quantidade ou mudar significativamente a rotina de seus exercícios.

fonte:https://br.mulher.yahoo.com/dieta-baseada-em-vegetais-e-com-baixo-teor-de-gordura-pode-ajudar-pacientes-com-c%C3%A2ncer-de-mama.html
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Peixes oleosos: poderosos para uma dieta equilibrada

Peixes oleosos: o caminho para uma dieta equilibrada e ideal. (Foto: iStock)

Cozido, grelhado, assado, frito, cru ou à milanesa, os peixes são ricos em proteínas e indispensáveis para uma dieta saudável. Ao contrário do que se imagina, os peixes oleosos também são alimentos poderosos e trazem inúmeros benefícios à saúde. Por isso, devem estar presentes à mesa.

Conhecidos pelo sabor peculiar, os peixes oleosos como salmão, atum, sardinha, arenque e cavalinha são importantes fonte de ômega 3, com exceção do atum enlatado, que tem pouca quantidade dessa substância. Além de um excelente antiinflamatório natural, o ômega 3 evita doenças do coração, coágulos no corpo e atua nas doenças ósseas.

Estes peixes possuem diversas propriedades terapêuticas como redução da pressão arterial, do nível de colesterol total e do LDL (colesterol ruim) e diminuição dos coágulos do sangue. Eles ainda atuam em doenças inflamatórias como dermatite, artrite reumatóide, psoríase e inflamações no intestino grosso (colites) e protegem o organismo de câncer, aumentando a resistência do corpo.

Ao ingerir ômega 3 é necessário aliar às receitas alimentos fontes de vitamina E para proteger as propriedades atuantes do ômega 3 de serem oxidadas. Sementes como nozes, amêndoas e avelã são fontes da vitamina E. Já os óleos de girassol e linhaça são responsáveis pela vitamina D.

Os peixes defumados, em geral, também são excelente fonte de ômega 3. Na preparação de peixes defumados é adequado associar alimentos que contenham vitamina C, pois também evitam a oxidação e produção de substâncias tóxicas que são subprodutos desta degradação.

O ideal são duas refeições de peixes na semana, em torno de 250g para mulheres e 400g para homens. Vale lembrar que a ingestão de mais de 700g por semana não produz benefícios adicionais à saúde. De acordo com estudos realizados no Instituto do Coração e Pulmão dos EUA, o consumo de 50g de peixe defumado ou 100g de salmão por dia evitam ataques cardíacos.

Valor nutricional dos peixes oleosos:

Rico em fósforo, potássio, folatos, ácido pantotêmico e vitaminas D, B6, B12 e B1.

Salmão cru. (Foto: iStock)

Calorias: cada 100g - 210 calorias

Rica em fósforo, cálcio, vitaminas A, B6 e B12, potássio, sódio e ferro.
Sardinha. (Foto: iStock)

Calorias: cada 100g - 269 calorias

Rica em fósforo, potássio, sódio, vitaminas A, D e B2, magnésio e folatos.
Cavalinha. (Foto: iStock)

Calorias: cada 100g - 138 calorias

Rico em vitaminas A, D e B12, sódio, fósforo e cálcio.
Arenque. (Foto: iStock)

Calorias: cada 100g - 290 calorias

fonte:https://br.mulher.yahoo.com/peixes-oleosos-dieta-equilibrada.html
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Conteúdo de terceiros

O http://saudecanaldavida.blogspot.com/ sempre credita fonte em suas publicações quando estas têm como base conteúdos de terceiros, uma vez que não é do nosso interesse apropriar-se indevidamente de qualquer material produzido por profissionais ou empresas que não têm relação com o site. Entretanto, caso seja detentor de direito autoral sobre algo que foi publicado no saudecanaldavida e que tenha feito você e/ou sua empresa sentir-se lesados, ou mesmo deseje que tal não seja mostrado no site, entre em contato conosco (82 999541003 Zap) e solicite a retirada imediata.