sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ômega 3 e os fitoesteróis são os nomes da moda nas dietas

Fonte: Vida Feminina

Substâncias ajudam a reduzir o colesterol ruim e combatem os radicais livres

Gordura e vida saudável. Engana-se quem pensa que uma coisa não combina com a outra. Uma dieta com ácidos graxos no cardápio faz muito bem, segundo os especialistas. Eles previnem doenças, têm poder antioxidante e combatem a osteoporose. E o melhor: podem até acabar com o temido colesterol alto. Quem quer estar em dia com a saúde não vive sem esses quatro tipos de gorduras no cardápio ômega 3, 6, 9 e fitoesteróis.

De acordo com o nutricionista Rodrigo Valim, o primeiro passo para reduzir o colesterol é incluir frutas oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas, além de um bom azeite de oliva no cardápio do dia a dia.

Para diminuir o LDL, conhecido como colesterol ruim, os fitoesteróis entraram na briga. De acordo com um estudo realizado na Universidade de Lisboa, eles podem reduzir os níveis de colesterol em até 70%. Como as duas substâncias têm estruturas químicas parecidas, elas se unem no intestino e, com isso, em vez de ser absorvido pelo organismo, o colesterol é eliminado. Nos supermercados é possível encontrar bebidas, iogurtes e margarinas com fitoesteróis. Os esteróis vegetais não têm contraindicação.

A lista de indicações dos ômegas 3, 6 e 9, por outro lado, é extensa. Recomendados por grande parte dos nutricionistas, eles podem ser encontrados como suplementos vendidos em cápsulas. Mas em dezenas de alimentos também. Segundo a nutricionista Giuliane Feitosa, os dois métodos são indicados, desde que a ingestão dos nutrientes seja deficiente na alimentação ou esteja relacionada a algum efeito específico, como a prevenção de doenças.

Estudos apontam que o primeiro deles, o ômega 3, é o que traz mais benefícios ao organismo. Para começar, tem poder antioxidante, ou seja, combate os radicais livres e, consequentemente, retarda o envelhecimento. Também previne doenças neurológicas e cardiovasculares, reduz a osteoporose, é anti-inflamatório e aumenta a saciedade. Mas, cuidado, se consumido em excesso, ele pode reduzir a concentração de plaquetas sanguíneas, o que causa perda de imunidade.

Giuliane diz que é preciso analisar se a pessoa já tem quantidades suficientes desses nutrientes.

Confira a lista de alimentos

Quando tomar proteína

EmForma.net



Proteína é fundamental em
qualquer dieta!
 
Proteína é fundamental em qualquer dieta!A proteína é fundamental em qualquer dieta. Deve ser tomada o mais frequentemente possível, ou seja, o objectivo é distribuir da melhor forma possível pelas várias refeições do dia sem muitos exageros. Quanto melhor for feita essa distribuição melhor será o estado anabólico do corpo e maior será a propensão para o ganho de massa muscular. Contudo há certas alturas em que deve ser tomada em maior quantidade por factores de necessidade ou oportunidade.
Ao acordar
Quando acabamos de acordar o nosso corpo está num estado de catabolismo, ou seja, estamos a perder massa muscular devido a uma longa noite sem comer. Nesta altura a maior parte dos atletas avançados opta por uma proteína de efeito rápido (Whey), contudo, a toma de uma proteína animal também é aceitável e mais económica.
A seguir ao treino
Esta é a fase mais importante, onde o nosso corpo está a necessitar rapidamente de nutrientes. Normalmente é tomada proteína de acção rápida (Whey Protein) para colmatar o efeito do treino com pesos no corpo humano.
Ao longo do dia
Ao longo do dia a proteína deve ser tomada moderadamente. O importante é consumir proteína (não é a proteína de suplementos!) no máximo de 3h em 3h, excepto quando se está a dormir.
Ao deitar
Nesta altura do dia a maior parte dos culturistas toma uma proteína de acção lenta. A caseína é uma das proteínas de absorção lenta mais usadas. Ela irá coagular no estômago durante mais tempo que a proteína normal atrasando a digestão.Outra forma também de atrasar a digestão é tomar gorduras saudáveis à noite, elas tem a propriedade de atrasar significativamente a digestão e também provoca efeitos desejados na hormona de crescimento.
Conclusão
É fácil verificar através deste artigo que o processo de toma de proteína não é nenhum bicho de sete cabeças. Este artigo foi escrito com um carácter introdutório e não usou qualquer tipo de medidas nem quantidades, visto que isso varia de pessoa para pessoa, de treino para treino, de idade para idade, etc Num futuro próximo será colocado no EmForma.net um artigo a explicar as diversas formas de calcular a necessidade proteica diária, a quantidade no PWS e outros subtemas relacionados, por isso, não esqueçam de passar pelo EmForma.net regularmente.

Comer rápido engorda

Fonte:Revista Saúde

Emagreça com Saúde!
A fome anda de mãos dadas com os quilos a mais. E não só porque se ingere mais comida, como você vai ver a seguir.
por Thais Cavalheiro

Você leva a primeira garfada à boca e começa a mastigar. Que delícia! O prazer de saborear um bom prato, porém, faz acelerar o ritmo da comilança. Eis a grande armadilha: não esperar pelo menos 20 minutinhos para que o cérebro entenda que você já está satisfeito. Só quando cai a ficha lá na massa cinzenta, é que entra em cena o PYY, o hormônio da saciedade. “Está mais do que comprovado: quem mastiga com calma, em vez de encarar as refeições como um rali de velocidade, certamente come porções menores”, informa o pesquisador Hiroyasy Isso, que investiga assuntos relacionados à obesidade no Departamento de Medicina da Universidade de Osaka, no Japão.

Em outras palavras, é uma questão de comportamento, conforme aponta seu estudo. Juntamente com seus colegas de equipe, Hiroyasy Isso recrutou 1.122 homens e 2.165 mulheres com idades entre 30 e 69 anos. Passou, então, a indagar sobre seus hábitos à mesa, levando em conta também o índice de massa corporal de cada um deles. Os estudiosos descobriram que praticamente a metade dos varões e um pouco mais da metade das voluntárias só paravam de comer após se sentirem completamente saciados. Em comum, eles compatilhavam este perfil: eram o que se pode chamar de comedores rápidos.

A etapa seguinte foi comparar esses dois grupos com os participantes que não iam com tanta sede ao pote, por assim dizer. Resultado: os homens e as mulheres que comeram até não ter mais um pingo de vontade tinham duas vezes mais probabilidade de chegar ao sobrepeso. Esse risco aumentava três vezes entre os que comiam até a satisfação total e ainda por cima o faziam rapidamente. “A combinação desses dois tipos de comportamento têm efeito considerável no ganho de peso”, conta Isso.

Nem só as atitudes à mesa, no entanto, explicam essa relação. “Sabemos que há um mecanismo genético que nos leva a comer além da conta como forma de garantir um suprimento de energia enquanto ela está disponível”, continua o cientista japonês. E ele finaliza: “Também contribui para o consumo desnecessário de calorias o fato de que muita gente hoje em dia come distraído, sem prestar atenção no que está pondo no prato.”

Bem, se você se identifica com esses casos, compare seu comportamento à mesa com o dos seus amigos ou familiares e responda francamente:

1. Você continua mordiscando petiscos ou pães do couvert depois de terminar a refeição só para acompanhar os outros?

2. Você mantém guloseimas à vista no escritório ou na sala de casa?

Bem, responder sim a uma só pergunta já indica que é preciso mudar de comportamento, sob pena de disparar o ponteiro da balança ladeira acima. E quanto ao peso da genética nessa história, ninguém aqui vai subestimá-la, mas já se sabe que o estilo de vida é capaz de ativar no nosso corpo os genes que previnem várias doenças – a obesidade entre elas. Mais um motivo para adotar hábitos saudáveis!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Abuse do coco e enxugue a barriga

Fonte:Revista Saúde
Emagreça com Saúde!

Se existe uma fruta que dá calafrios em quem quer emagrecer, ela se chama coco. O máximo que as pessoas às voltas com a balança se permitem é beber da sua água. Esse, porém, é um grande equívoco. Verdade seja dita: trata-se de um alimento gorduroso. Mas, por mais paradoxal que pareça, é justamente por isso que ajuda a eliminar medidas. ¿Inúmeras pesquisas demonstram a importância da gordura de coco no emagrecimento¿, afirma a nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro. Uma delas, publicada no International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, revista científica da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, aponta que algumas de suas moléculas gordurosas estão relacionadas à redução do peso corporal e à perda significativa de pneuzinhos.
Por CARLA CONTE

Entenda o paradoxo
O coco é riquíssimo em duas gorduras – o ácido láurico e o monolauril –, que têm tudo a ver com um corpo mais esbelto. De rápida digestão, elas não ficam estocadas nas células. Ao contrário, servem de combustível para gerar energia, evitando assim que se transformem em pneus. “Essa dupla reduz o percentual de gordura corporal porque os triglicerídios de cadeia média, caso do ácido láurico e do monolauril, favorecem a oxidação de ácidos graxos e a sua utilização como fonte de energia”, explica Tamara. Resultado: esse processo combate e diminui os depósitos de... sim, elas mesmas, as bandidas que estufam o corpo. “O ácido láurico e o monolauril também regulam o funcionamento da tireóide, acelerando o metabolismo orgânico, o que facilita o emagrecimento”, completa Tamara. Como se não bastasse, têm uma ação antiinflamatória a nível celular. “Eles aumentam a produção de substâncias protetoras e, ao mesmo tempo, diminuem as concentrações de outras pró-inflamatórias. E isso dá uma grande ajuda no emagrecimento, porque obesidade e sobrepeso são decorrentes de desequilíbrios inflamatórios”, explica a nutricionista funcional Daniela Jobst, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, em São Paulo. Apesar de a água-de-coco ser muito usada por quem vive de olho na balança, ela não interfere significativamente na perda de peso justamente por não ser rica nessas gorduras do bem. Mas, claro, a bebida é válida como um refresco leve e nutritivo.


Mil e uma utilidades
O ácido láurico e o monolauril têm ainda outras funções importantes no nosso organismo. Atuam como antivirais, combatem fungos e bactérias, melhoram a resposta imunológica, aumentam o colesterol bom (HDL) e protegem o coração.

Como usar
Essa fruta pode entrar no menu regularmente na forma de gordura de coco, encontrada em lojas de produtos naturais, leite de coco, coco desidratado ou natural. A fruta verde, embora saudável, não se presta para eliminar quilos extras. É que nesse estágio ainda não há teor significativo de ácido láurico e monolauril. Por isso, para fins antibarriga, só vale usar a fruta madura, seca. Quais as quantidades?

Coco seco: de 20 a 30 gramas, cortado em pequenas lascas, como petisco na hora do lanche aos pedaços. Ele é excelente para reduzir o apetite.

Coco desidratado: de 1 a 2 colheres de sopa, no iogurte, no suco ou na vitamina.

Leite de coco: a quantidade fica a seu critério. O importante é adotá-lo com regularidade. Vale usar na preparação de pratos, como peixe, e de suco (misture ½ copo (100 ml) de leite de coco e ½ copo de água, sem adoçar). Nesse caso, prefira bebê-lo antes das refeições para aplacar o apetite. Importantíssimo: a versão light deve ser totalmente descartada, porque os benefícios estão justamente na sua gordura -- lembra?

Gordura de coco: de novo, a quantidade depende do gosto pessoal, mas não abuse. Ela é indicada para refogar arroz, legumes etc.)

Ah, não custa ressaltar o óbvio: doce de coco não pode entrar no cardápio com freqüência. É uma delícia, mas contém muito, muito açúcar. E aí, os quilos que você perdeu fazendo uso da fruta conforme o sugerido, acabam voltando.

O coco e suas calorias
20 g de polpa do coco bem verde = 35 calorias
25 g ( que correspondem a 1/8 da fruta em lascas ou 2 colheres de sopa da polpa ralada) da polpa do coco maduro = 75 calorias

>> 1 colher de sopa (10 g) de coco desidratado = 45 cal
>> 1 colher de sopa (20 ml) de leite de coco = 50 cal
>> 1 colher de sopa (10 g) de gordura de coco = 90 cal
>> 1 copo (250 ml) de água de coco = 55 cal
>> 1 colher de sopa (15 g) de doce de coco = 70 cal
>> 1 cocada pequena (50 g) = 160 cal

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Peixes oleosos podem evitar doença degenerativa nos olhos, diz estudo

Cavala (arquivo)
Peixes como cavala são ricos em Ômega 3

Uma pesquisa americana sugere que pessoas que sofrem de degeneração macular relacionada à idade (AMD na sigla em inglês) deveriam comer peixes oleosos pelo menos duas vezes por semana para evitar as doenças dos olhos.

De acordo com o estudo da Universidade Tufts de Boston, ácidos graxos como Ômega 3, encontrado em abundância em peixes como salmão e cavalinha, podem desacelerar ou até mesmo frear o progresso da doença nos primeiros estágios ou em estágios avançados.

Outros estudos já sugeriram que o Ômega 3 poderia diminuir em um terço o risco de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade.

Os pesquisadores basearam suas descobertas em exames feitos em quase 3 mil pessoas que consumiam vitaminas e suplementos e a pesquisa foi publicada na revisa especializada British Journal of Ophthalmology.

O avanço de duas formas da doença, seca e úmida, foi 25% menor entre os que consumiram uma dieta rica em ácidos graxo como o Ômega 3.

Suplementos

A pesquisa americana também descobriu que pessoas que estavam no estágio avançado da doença e que seguiam uma dieta de baixo índice glicêmico - de alimentos que liberam açúcar mais lentamente - acompanhada de suplementos de vitaminas e minerais antioxidantes, como vitamina C e zinco, parecem ter reduzido o risco do avanço da degeneração em até 50%.

Esses suplementos, no entanto, não deram bons resultados para as pessoas que estavam nos primeiros estágios da degeneração macular, anulando os efeitos do Ômega 3. Os suplementos parecem até ter aumentado o risco de avanço da doença.

Os que tomaram todas as vitaminas antioxidantes mais o zinco e que tiveram um alto consumo diário de beta caroteno, encontrado em vegetais amarelos e verdes, tiveram um risco 50% maior de avanço da doença.

Os pesquisadores acreditam que os ácidos graxos do tipo Ômega 3 oferecem proteção contra a degeneração macular relacionada à idade ao alterar os níveis de gordura no sangue depois de uma refeição que poderia ser prejudicial à saúde.

Entretanto os estudiosos afirmam que não está claro se os pacientes também devem consumir suplementos junto com o Ômega 3.

Eles sugerem que consumir duas ou três porções de peixes oleosos - como atum, salmão, cavalinha e arenque - ou moluscos por semana, corresponde ao nível de consumo diário recomendado (650 mg) de Ômega 3, e que diminui de forma significativa o progresso da doença.

Uma porta-voz da entidade de caridade britânica para pessoas com problemas de visão, a RNIB, afirmou que espera que a pesquisa americana destaque a importância de um estilo de vida saudável para manter também a saúde dos olhos.

"Estas descobertas parecem ser coerentes com pesquisas anteriores que mostraram que o consumo de Ômega 3, como parte de uma dieta equilibrada, pode ajudar a evitar o desenvolvimento de degeneração macular relacionada à idade", afirmou.

A TPM É SEU TERMÔMETRO

Fonte:Vida em Paz
O que está escondido no seu subconsciente geralmente ganha enorme força quando você passa por alguma crise na vida.Isso acontece porque aquilo que você vem guardando, ou melhor, escondendo dos olhos dos outros e principalmente de você mesmo, vai se acumulando dentro de você, esperando apenas um momento de fragilidade para emergir com força total.

É assim no tempo da TPM para as mulheres, por exemplo. Todas as tensões, frustrações, “sapos engolidos”, pelos quais elas passam ao longo do mês e que suprimem, sem lhes dar vazão ou sem resolvê-los na hora, vão aparecer naquele momento em que o corpo está eliminando toxinas, em que os hormônios estão passando por uma transição, ou seja, no momento em que a defesa fica mais frouxa e então, a mulher não pode conter os acessos de raiva e nem de choro.

E, para piorar o quadro, aqueles que estão à sua volta não entendem que esta reação exagerada se deve a muitos e muitos sentimentos abafados e mal-resolvidos e têm, portanto, a tendência a ridicularizar a mulher pelo seu sentimentalismo. É preciso, portanto, que cada uma de nós, mulheres, perceba e meça a intensidade de nossas tensões pré-menstruais como uma forma de autoconhecimento. Além disso, é preciso que nossos companheiros, amigos e familiares se compadeçam de nós, nos auxiliando a desabafarmos todos esses sentimentos.

Afinal de contas, quanto mais intensa for a crise, significa que mais emoções, pensamentos e situações foram armazenadas no subconsciente. Por isso, quando estiver de TPM, não tente analisar o porquê dos seus sentimentos. Isso só gera desgaste em você e em quem convive com você. Apenas deixe fluir o choro e a raiva, sem nada fazer a respeito e informe que neste período você está apenas liberando uma energia represada. Quando tudo passar, fique atenta aos seus pensamentos e as suas posturas. Não se permita mais engolir frustrações ou ofensas, medos ou dúvidas, sem resolvê-los e sem tomar decisões no momento em que elas surgem. Assim, quanto mais resolutiva você for e mais desapegada de coisas, pessoas e opiniões, mais leve será sua TPM, chegando até mesmo, depois de algum tempo, a desaparecer.

Por isso, não veja mais a TPM como uma sina e sim como um termômetro.

Paralelamente a isso, você pode usufruir de mecanismos exteriores para aliviar sua tensão, tais como passeios agradáveis, comidas deliciosas, banhos relaxantes e companhias agradáveis.

Permita-se ser mais feliz, pois a dor só vem para lhe ensinar algo. Depois de aprendida a lição, ela perde o sentido e simplesmente desaparece.

Algumas dicas que podem lhe deixar melhor:

  • Evitar - substâncias estimulantes, como derivados de cafeína, cola e xantina;
  • Não fumar;
  • Reduzir – uso de bebida alcóolica, sal marinho e açúcar refinado;
  • Preferir – alimentos diuréticos, como morango, melancia, salsa e agrião, além de verduras e legumes nas alimentações;
  • Habituar-se a dormir bem;
  • Praticar - exercício físico regularmente, pois propiciona o auto-controle e estimulam a produção de beta-endorfinas no organismo;
  • Praticar se possível - hidroginástica, yoga, tai-chi-chuan;
  • Conceder-se massagens relaxantes.

Os riscos de tentar emagrecer com pílulas naturais

Na luta para perder peso, costuma valer tudo: exercícios físicos, dietas rigorosas ou remédios, muitos remédios. A oferta de medicamentos para emagrecer é enorme e qualquer novidade logo consegue adeptos. No Reino Unido, a pílula Alli, que acaba de chegar às farmácias, alega evitar a absorção de um quarto da gordura dos alimentos ingeridos. Mas a droga tem causado crises de diarreia e gases em quem ingere alimentos muito gordurosos depois de tomá-la.

Mas existe uma opção "natural" eficaz e sem risco de efeito colateral? Pílulas de extratos vegetais, como de laranja-amarga ou algas, são vendidas como "remédios naturais", sem necessidade de receita médica, e são muito procuradas porque parecem uma opção menos agressiva ao corpo. Aí está o problema.

Médicos endocrinologistas se opõem ao uso desses produtos porque faltam pesquisas que comprovem sua eficácia, além de muitos efeitos colaterais que podem surgir. Um deles é o efeito laxante dessas pílulas, que prometem acelerar o metabolismo, fazendo o corpo queimar mais calorias, e reduzir a ingestão de gordura.

Por serem classificadas como suplementos alimentares, e não como remédios, essas cápsulas não precisam de prescrição nem são alvo de uma regulamentação rígida. Seus rótulos informam que elas devem ser consumidas em associação a tratamentos para perda de peso, com remédios indicados por um profissional e uma dieta balanceada. Ou seja, elas não funcionariam isoladamente para diminuir o peso. "È como uma pílula para matar a sede", diz Walmir Coutinho, endocrinologista e presidente da Federação Latino-Americana para o Estudo da Obesidade. "Só que, para tomar essa pílula, é necessário tomar um copo de água; ou seja, não é ela que mata a sede." Por isso, muitas vezes elas parecem dar resultado, quando a perda de peso foi causada por uma outra mudança de hábito.
Perigo na fórmula das pílulas

Segundo Coutinho, a composição desses produtos traz riscos por incluir medicamentos de uso controlado, como anfetaminas, diuréticos e hormônios. Em doses descontroladas, os hormônios, por exemplo, levam ao hipertireoidismo - distúrbio que pode causar taquicardia e levar à morte. Ele cita uma pesquisa feita pelo Instituto Adolfo Lutz, nos anos 90, com produtos vendidos como naturais para perda de peso. Metade das marcas tinha medicamentos na fórmula. "Quando desenvolvemos um remédio, na maioria das vezes ele vem de uma planta, mas não usamos suas folhas, e sim seu princípio ativo, que é o que importa para resolver um determinado problema", diz Coutinho, sobre a crença de que as pílulas são melhores apenas pelo fato de serem naturais. "Escolher esses produtos é jogar no lixo tudo o que a medicina já fez até hoje", diz.

A seguir, a revista ÉPOCA selecionou as principais substâncias presentes nessas cápsulas de emagrecimento, listou suas promessas e pediu a opinião do endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Ágar-ágar - O extrato de algas marinhas é um laxante e também aumenta a sensação de saciedade. Como não é solúvel em água, "incha" e aumenta de volume, preenchendo mais o espaço do estômago. Mas essa sensação não é suficiente para ajudar no emagrecimento, pois nada garante que a pessoa vá comer menos, mesmo sentindo-se satisfeita.

Caralluma fimbriata - O remédio derivado de um cacto encontrado na África e na Índia foi comercializado por muito tempo como uma solução para tirar o apetite, agindo no cérebro. Tribos nativas das regiões onde a planta é encontrada usavam-na para não ter fome durante longas caças. "Nada disso foi comprovado. Laboratórios farmacêuticos abandonaram as pesquisas com essa substância. Ela é inútil para o emagrecimento", afirma o médico.

Cáscara sagrada - Planta medicinal, originária de florestas de coníferas dos Estados Unidos. Age no intestino contra prisão de ventre e tem efeito laxativo. Pode até causar perda de peso, mas por conta da desidratação. "Laxantes não devem ser considerados remédios para emagrecer. Esse tipo de substância alivia a constipação porque inflama o intestino", diz Mancini.

Cassiolamina - Extrato do fruto da leguminosa Cassia nomame. Promete inibir a ação da enzima lipase, responsável por digerir a gordura que chega ao corpo por meio dos alimentos. Sem ser digerida, essa gordura seria eliminada. Segundo Marcio Mancini, não há estudos comprovando que uma substância natural como a cassiolamina tenha a mesma ação do orlistate, princípio ativo do remédio Xenical.

Citrus aurantium - Extraído da laranja-amarga, teria a capacidade de acelerar o metabolismo e queimar gordura, além de ser fonte de vitamina C, que é um antioxidante. Além disso, ajudariam a aumentar a massa muscular. Esse extrato tem uma substância chamada sinefrina, e não há consenso de seus benefícios. Ela é similar à efedrina, proibida em alguns países por causar problemas cardíacos. Segundo Mancini, a sinefrina não aumenta as proteínas musculares nem estimula a liberação de adrenalina, como se acredita. E comer a própria laranja é a melhor forma de obter fibras e vitamina C.

Faseolamina - Glicoproteína retirada do feijão-branco. Promete favorecer o funcionamento do intestino com suas fibras solúveis, inibir a absorção de gordura e conter a elevação da glicose no sangue. Mas a quantidade de fibras seria pequena demais para a substância realizar tudo isso. A gordura não-absorvida é tão pequena que não faz diferença na perda de peso.

Fonte: revista época

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