quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Casos de febre amarela crescem 64% em uma semana, afirma ministério

Juranir Badaró/Futura Press

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (30) aponta que o país já registra 213 casos confirmados de febre amarela, com 81 mortes.

Os dados, que abrangem o período de julho de 2017 a 30 de janeiro de 2018, representam um aumento de 64% no total de casos em relação ao levantamento da última semana, que apontava 130 confirmações. Há ainda 435 casos suspeitos em investigação, de acordo com a pasta.

Entre os Estados, São Paulo continua a concentrar a maior parte dos registros, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já o Distrito Federal registrou apenas um caso.

Apesar de divulgado todas as terças-feiras, os números contabilizados no balanço federal costumam mostrar uma defasagem em relação aos divulgados pelas secretarias estaduais de saúde, que mantém dados mais atuais.

No balanço federal, por exemplo, São Paulo aparece com 108 casos confirmados e 43 mortes. O último dado informado pela secretaria de saúde paulista, porém, aponta 134 casos confirmados no Estado, com 52 mortes.

REDUÇÃO
Em nota, o Ministério frisa que o número de casos é menor do que o registrado no mesmo período de 2016 até 30 de janeiro de 2017, quando houve 468 casos e 147 mortes confirmadas por febre amarela. A pasta justifica o parâmetro de contagem devido à sazonalidade da doença, que é maior no verão.

Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em reunião no Conselho Nacional de Saúde que o menor número de casos registrados no período atual em relação ao anterior mostra que "as ações de prevenção e planejamento foram adequadas".

"Considerando que neste ano temos 22 milhões de pessoas na área de risco, e no ano passado foram 15 milhões vacinados, temos um número de eventos menor para um público de risco maior", diz.

Especialistas, no entanto, apontam problemas de planejamento e de vigilância da cobertura vacinal como fatores que levaram ao novo aumento de casos registrado neste ano.

CAMPANHA
Com o crescente número de casos de febre amarela, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro iniciaram na última quinta-feira (25) uma campanha emergencial de vacinação, com o uso da dose fracionada. A Bahia também fará parte da nova mobilização, mas entre os dias 19 de fevereiro a 9 de março.

A diferença da vacina fracionada em relação à integral está no volume aplicado. Enquanto a dose padrão tem 0,5 ml, a fracionada tem 0,1 ml. Um frasco com cinco doses, por exemplo, pode vacinar até 25 pessoas.

O tempo de proteção também varia: enquanto a primeira protege por toda a vida, a segunda tem duração menor. Inicialmente, esse período era citado em até um ano.

Novos estudos feitos pela Fiocruz, porém, mostram que a imunização já dura ao menos oito anos. A instituição afirma que continuará a avaliar o tempo de proteção para definir se haverá a necessidade de aplicação de uma nova dose no futuro.

Ao todo, serão repassados R$ 54 milhões aos Estados para a realização da campanha, informa o ministério.

Ainda segundo a pasta, todos os casos registrados no país são de febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que circulam em áreas rurais e de mata. O último caso de febre amarela urbana, que é transmitida por outro vetor, o Aedes aegypti, foi registrado em 1942.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Teste de edição genética nos EUA vai tentar inibir três tipos de câncer

© Reprodução

O primeiro teste usando o método de edição genética CRISPR em humanos para tratar uma doença pode começar a qualquer momento nos Estados Unidos. O procedimento, liderado pela Universidade de Pensilvânia, usará a ferramenta de edição genética para modificar células, com o objetivo de atacar três diferentes tipos de câncer.

Se você não está habituado com CRISPR, o termo vem de Clustered Regularly Interspeced Short Palindromic Repeats (Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas). Basicamente, isso quer dizer que é uma técnica de edição precisa de genoma, e que com ela é possível curar doenças genéticas.

O MIT Tech Review notou que a Universidade da Pensilvânia nesta semana postou seu teste em uma lista de estudos clínicos em curso, um sinal de que o estudo está deve começar em breve. Um porta-voz da Penn Medicine confirmou ao Gizmodo que os preparos para o estudo estão no estágio final, embora não tenha especificado quando vão começar.

O estudo começará com 18 pacientes com mieloma (câncer nas células plasmáticas), sarcoma (câncer que atinge a mesoderme) e melanoma (câncer de pele). Os pesquisadores removerão células sanguíneas dos pacientes, e então usar CRISPR para tentar apagar dois genes em linfócitos T, que são conhecidos por serem os “soldados” do sistema imunológico que procuram e destroem ameaças dentro do nosso corpo. Os genes deletados poderiam reprogramar os linfócitos T para atacar o câncer. As células sanguíneas então serão injetadas novamente no paciente.

Será um pequeno experimento, porém muito significativo — o primeiro teste médico usando CRISPR em humanos foi feito por cientistas chineses em 2016, e um segundo teste foi conduzido no ano passado. Essa tentativa para combater os três tipos de câncer foi registrada no meio do ano passado, após ter recebido o ok regulatório necessário em 2016. Quem está bancando este teste é a Parker Institute for Cancer Immunotherapy, uma organização de caridade voltada ao estudo do câncer bancada por Sean Parker, um dos cofundadores do Napster e o primeiro presidente do Facebook.

Um segundo teste com CRISPR, conduzido pela CRISPR Therapeutics, está programado para começar ainda neste ano na Europa, em um tipo de terapia que combina edição genética e células tronco para tratar um distúrbio sanguíneo chamado beta-talasemia — pessoas com essa enfermidade tem quantidades menores de proteína que transportam o oxigênio.

por Kristen V. Brown
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Dieta vegetariana ligada a pior saúde: estudo


Uma equipe de pesquisadores austríacos do Instituto de Medicina Social e Epidemiologia da Universidade Médica de Graz realizou meta-análise de milhares austríacos, revelando importantes pontos de vista sobre o que significa uma dieta vegetariana para a nossa saúde.

Alerta
Antes de falarmos dos resultados, é importante ressaltar que notícias sobre pesquisas nutricionais são sempre complicadas, uma vez que são muitas vezes confusas.

Uma hora, peixes são saudáveis para o coração. Na outra, vão lhe dar um ataque cardíaco. Primeiro, a carne vermelha é o diabo. Depois, só o é a menos que seja crua. E assim por diante.

Parte do desafio dos estudos nutricionais é reconhecer que pequenos grupos de amostra nem sempre geram ciência sólida ou alguma conclusão prática.


No que diz respeito a dietas, fatores como ambiente, nível de atividade física e genética todos desempenham um papel na forma como interagimos com nossas escolhas alimentares. Algumas pessoas simplesmente processam certos alimentos melhor do que outras. Não existe uma dieta ideal universal.

Dito isso…

A equipe analisou os dados de 1.320 indivíduos, dentro de um grupo de 15 mil austríacos com 15 anos ou mais. 330 eram vegetarianos, 330 eram carnívoros que comiam também muitas frutas e vegetais, 330 eram carnívoros que não comiam tanta carne assim, e 300 eram carnívoros que comiam muita carne.

Eles levaram em consideração idade, sexo e fatores socioeconômicos ao combinar os grupos. No final, 76,4% eram mulheres, com 40% tendo menos de 30 anos. Outros 35% tinham entre 30 e 50 anos.

Curiosamente, enquanto houve benefícios positivos associados ao vegetarianismo, o grupo concluiu que, no geral, os vegetarianos possuíam pior saúde, faziam tratamentos médicos com mais frequência, tinham piores práticas preventivas de cuidados de saúde e uma qualidade de vida menor.

Os resultados ainda mostraram que os vegetarianos relatam mais condições crônicas e menos saúde mental com mais frequência.


Mais detalhes

Os pesquisadores descobriram, por exemplo, incidências “significativamente maiores” de câncer em vegetarianos, bem como taxas aumentadas de transtorno de ansiedade e depressão, embora esses dados sejam inconsistentes com os de algumas outras pesquisas.

Em geral, os vegetarianos sofrem de mais condições crônicas e tomam mais medicação do que até mesmo comedores de carne ocasionais.

Mas nem tudo são más notícias. Os vegetarianos têm um menor índice de massa corporal e sofrem menos com problemas de colesterol, hipertensão, doença arterial coronária e diabetes tipo 2.

Os vegetarianos também gozam de um status socioeconômico mais elevado, embora a correlação não seja uma causalidade: muitos trabalhadores de baixa renda podem não ter recursos para consumir produtos vegetais de alta qualidade. Os vegetarianos também tratam seus corpos melhor: eles se exercitam mais e fumam e bebem menos álcool.
Curiosamente, os vegetarianos são menos vacinados e visitam o médico para checkups com menos frequência do que os outros grupos, o que pode afetar os dados das condições crônicas. Dadas as táticas de marketing questionáveis das marcas de “alimentos saudáveis” que afirmam que “comida é medicina” e chamam seus produtos de “superalimentos”, não é surpresa que alguns vegetarianos acreditem que sua dieta seja uma panaceia. Ao levar em conta o fato de que este grupo se vacina com menos frequência, é fácil entender como uma “conspiração” puxa a outra, um padrão que pode ser prejudicial para sua saúde.

Carne, bebida e barriga
A correlação entre IMC e carne foi clara neste estudo. Os carnívoros que comem muita carne têm o IMC mais alto, enquanto os exclusivamente vegetarianos têm o menor.

Novamente, a correlação e a causa não são claras, pois os consumidores de carne também têm uma taxa muito maior de consumo de álcool, que é uma das formas mais rápidas e certas de engordar.

Equilíbrio
De acordo com os pesquisadores, a nossa dieta é um ato de equilíbrio em uma era de excessos.

A proteína e a gordura foram, durante a maior parte da nossa história evolutiva, escassas e difíceis de conseguir. Tínhamos que comer principalmente plantas.

Comer muita carne hoje em dia, ignorando os carboidratos e fibras das plantas, parece ser tão perigoso quanto evitar a carne totalmente.

Durante um tempo em que muito está disponível, a sabedoria inerente – e necessária, dado que eles não tinham escolha – dos nossos antepassados pode ser a solução para escolhermos com cuidado o que colocar na boca. [BigThink]

por Natasha Romanzoti
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Uma planta tóxica pode ser a resposta para a criação de um legítimo contraceptivo masculino

© Reprodução

A busca por uma pílula contraceptiva para homens é mais ou menos como o Charlie Brown de “Peanuts” tentando chutar a bola de futebol americano: um ato aparentemente realizável, mas ele é sempre interrompido pela Lucy (ou, no caso do contraceptivo masculino, por resultados decepcionantes de estudos) no último segundo.

Recentemente, em 2016, um grande teste clínico de um contraceptivo injetável foi interrompido depois que homens reportaram sofrer mais efeitos colaterais do que o esperado, incluindo sérios problemas emocionais e alterações de humor – um voluntário chegou a cometer suicídio durante o estudo. Dada a dificuldade presente neste campo, apresentamos com cauteloso otimismo um novo estudo: os autores de uma pesquisa publicada no Journal of Medicinal Chemistry dizem ter encontrado um potencial contraceptivo masculino, um composto presente no extrato de uma planta que caçadores da África há muito tempo usam para criar veneno para as pontas de suas flechas.

O extrato, conhecido como ouabain, inibe uma enzima chamada Na/K-ATPase que ajuda células a bombear sódio para fora e potássio para dentro por sua membrana. Apesar desse bombeamento de sódio e potássio ser encontrado em virtualmente qualquer tipo de célula, o efeito da ouabain é mais aparente em células cardíacas. Nestas células, inibir a enzima faz com que elas (e o coração) desacelerem. Por séculos isso fez da ouabain uma boa opção de arma letal.

Mas a ouabain também inibe o bombeamento de sódio e potássio em células de esperma maduro, o que os transforma em péssimos nadadores. Nossos corpos produzem uma versão natural da ouabain (em doses muito menores das encontradas nas flechas dos caçadores), e homens com alto nível do composto tendem a ter menor fertilidade, afirmam estudos. Isso faz da ouabain um atraente candidato a contraceptivo masculino, exceto pela possibilidade dele parar o seu coração caso você consuma muito do composto.

Para solucionar este problema, os pesquisadores alteraram a estrutura química da ouabain e criaram três compostos que parecem inibir o bombeamento apenas das células do esperma. Eles testaram o composto mais promissor em ratos vivos, e descobriram que ele tornava os animais inférteis em apenas três dias. Melhor ainda, é o fato que o composto não causou nenhum efeito colateral notável. E sua maneira particular para reduzir a fertilidade faz do composto um contraceptivo ideal.

“Ele apenas inibe a mobilidade do esperma e não interfere no desenvolvimento”, explica Gunda Georg, autora sênior do estudo e chefe do Departamento de Medicina Química na Universidade de Minnesota, em um email. “Portanto, é um agente muito seletivo”.

Mas é claro, como admite Georg e sua equipe, a descoberta é apenas prova de um conceito. Ainda há muitas questões sobre o composto criado pelos cientistas, sendo uma delas por quanto tempo o efeito do contraceptivo duraria em pessoas. A resposta ditaria então um cronograma de dosagem. Georg diz que sua equipe já está cuidando dos próximos passos e planeja experimentar a criação em testes de animais em acasalamento, que eles esperam completar ainda este ano. E se tudo correr bem – de novo, um grande “se” no mundo dos contraceptivos masculinos – eles esperavam começar os testes clínicos dentro dos próximos cinco anos.

por Ed Cara
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domingo, 21 de janeiro de 2018

Sintomas do câncer de mama

Os sintomas iniciais de câncer de mama estão relacionados com alterações visíveis na mama, principalmente o surgimento de um pequeno caroço, que podem surgir tanto na mulher como no homem e, quando descobertos precocemente, podem aumentar as chances de cura.

Os 12 sintomas de câncer de mama que não devem ser ignorados incluem:

*Alterações do tamanho ou forma da mama;
*Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama;
*Nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho;
*Inchaço e nódulos frequentes nas ínguas das axilas;
*Assimetria entre as duas mamas, como, por exemplo, uma muito maior que a outra;
*Presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;
*Endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;
*Coceira frequente na mama ou no mamilo;
*Formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;
*Liberação de líquido pelo mamilo, especialmente sangue;
*Inversão súbita do mamilo;
*Veia facilmente observada e crescente.

Estes sintomas podem surgir em simultâneo ou isoladamente, e podem ser sintomas de câncer na mama inicial ou já avançado. Além disso, a presença de um algum destes sintomas não significa necessariamente a existência de câncer na mama, mas, deve-se consultar o médico mastologista, pois pode ser um nódulo benigno ou uma inflamação do tecido mamário, que necessita de tratamento.


Sintomas do câncer de mama

Quanto antes os sinais e sintomas do câncer de mama forem detectados, maiores são as chances de cura, por isso, é muito importante que a mulher siga as formas de rastreio, através da realização da mamografia regular, além da realização mensal do autoexame da mama. Saiba o período correto e o passo-a-passo em como fazer o autoexame da mama.


Qualquer pessoa pode desenvolver um câncer de mama, sendo que apresentam maior risco as pessoas com idade maior que 50 anos, que já tiveram história deste câncer anteriormente ou na família, que são obesas, sedentárias, que consomem bebidas alcoólicas em excesso ou que têm alteração genéticas deste tipo de câncer, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.


Sintomas de câncer de mama no homem

Os sintomas de câncer de mama masculino são semelhantes aos sintomas de câncer de mama na mulher, por isso, quando existe algum tipo de alteração na mama, é importante consultar um mastologista para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.



Sintomas do câncer de mama
Como identificar o câncer de mama avançado

Os sintomas de câncer de mama maligno avançado incluem, além da piora dos sintomas e lesões na mama, outros sinais não relacionados com as mamas, como náuseas, dor nos ossos, perda de apetite, fortes dores de cabeça e fraqueza muscular. Geralmente, estes sintomas são causados pois o câncer avançado causa metástases das células malignas para outros órgãos do corpo, como pulmões e cérebro, por isso, eles devem ser observados pelo mastologista o mais depressa possível.

fonte
por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista
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O que é, como identificar e como é a cirurgia para Apendicite

A apendicite é uma inflamação do apêndice, que é um pequeno órgão localizado no lado direito do abdômen, que tem ligação direta com o intestino e que causa dor intensa no lado direito e inferior do abdômen, além de vômitos, febre e enjoos e, geralmente, ocorre devido à entrada de fezes no apêndice.

Para tratar este problema, o apêndice deve ser retirado o mais rapidamente possível através de cirurgia indicada pelo médico, para evitar complicações mais graves como peritonite.


Como identificar os sintomas da apendicite
Os principais sintomas da apendicite incluem:

*Dor em volta do umbigo, que depois se vai intensificando, especialmente para o lado direito e embaixo do abdômen, em forma de pontadas fortes;
*Dor intensa no lado direito, que pode ser confundido com gases;
*Sensação de má digestão com barriga inchada;
*Enjoo ou vômitos e perda de apetite;
*Febre entre 37.5ºC e 38ºC;
*Diarreia;
*Calafrios e tremores associado a mal-estar geral.

Estes sintomas são mais frequentes em crianças e adolescentes, porém a apendicite aguda pode ocorrer em qualquer individuo.

Além disso, quando a dor dura mais de um mês é considerado apendicite crônica e é mais comum a partir dos 40 anos de idade, acontecendo lentamente e que pode diminuir com a toma de analgésicos e anti-inflamatórios. 

Causas da apendicite
Uma das causas mais comuns da apendicite mais comuns é a entrada de fezes no apêndice ou o traumatismo direto no apêndice, causando sua ruptura ou impedindo o fluxo de sangue no local. 

Apêndice


Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da apendicite pode ser feito através da palpação do abdômen pelo médico, exame de sangue como hemograma, exame de urina e para confirmar o diagnóstico é necessário fazer exames de imagem, como raio-x do abdômen e tomografia computadorizada. Leia mais detalhes sobre o diagnóstico em: Diagnóstico da apendicite.

Cirurgia é a melhor solução para apendicite
A cirurgia para apendicite, chamada apendicectomia, é a única forma de tratamento e, nela é retirado o apêndice que se encontra inflamado, através de um pequeno corte no abdômen, sendo que, por isso, o indivíduo, normalmente, fica internado por, aproximadamente 2 dias até a dor diminuir. 

Caso o apêndice não seja removido, pode ocorrer o seu rompimento, conhecida por apendicite supurada, aumentando a possibilidade de libertar bactérias no abdômen e levar à ocorrência de peritonite e formação de abcessos no abdômen, por exemplo.

Ter apendicite na gravidez é perigoso
É perigoso ter apendicite na gravidez porque o apêndice pode se romper espalhando bactérias dentro do abdômen que podem causar infecções graves para a mãe e para o bebê.

A apendicite na gravidez apresenta os mesmo sintomas e a cirurgia também é a única opção de tratamento, não sendo prejudicial para o desenvolvimento do bebê.

Desta forma, é muito importante que a grávida ao sentir dor intensa e contínua do lado direito do abdômen vá imediatamente ao hospital para fazer o diagnóstico e realizar a cirurgia.

por Dr. Arthur Frazão - Clínico geral
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sábado, 20 de janeiro de 2018

Febre amarela: governo de Minas decreta situação de emergência em 94 cidades

O decreto assinado pelo governador Fernando Pimentel autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção do surto


Belo Horizonte - O governo de Minas Gerais decretou hoje situação de emergência de saúde pública em três regionais do estado por seis meses por causa da febre amarela. A medida abrange as unidades regionais de saúde dos municípios de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova – 94 cidades no total.

O decreto assinado pelo governador Fernando Pimentel autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção do surto, em especial a aquisição pública de insumos e materiais. Além disso, a medida assegura a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação emergencial.

Casos
Com o segundo período de monitoramento epidemiológico dos casos de febre amarela em Minas Gerais, de julho do ano passado até o início deste ano, foram confirmados no estado 22 casos da doença. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, destes, 15 evoluíram para óbito. Nesse período, foram descartados 40 casos suspeitos, e há 46 casos em investigação em 24 municípios.

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela no estado de Minas Gerais está em torno de 82%. De acordo com informe epidemiológico divulgado na quarta-feira (17), estima-se que haja no estado pouco mais de 3 milhões de pessoas que ainda não foram vacinadas, especialmente na faixa etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017.

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