terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dor “da ou na” coluna lombar

Importância do Diagnóstico

Considerações gerais: A dor lombar é uma entidade comum em adultos acometendo adolescentes e em menor proporção crianças. Entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem é muito freqüente, com incidência apenas menor que a cefaléia. A incidência é de aproximadamente 5 % ao ano, sendo que em alguma fase da vida 80% dos indivíduos terão dor lombar. Ela é classificada em aguda e crônica. É considerada aguda quando apresenta duração inferior a um mês e resultante de uma patologia médica destituída de gravidade. Caso a dor persistir por até ou mais de seis meses, é considerada crônica e representa 1% a 5% dos casos. Quando ocorrer compressão de nervos das regiões lombares e sacras esta situação denomina-se ciática, sendo observada em até 40% dos indivíduos ao longo da vida. Em 85% dos pacientes, o diagnóstico é sindrômico, ou seja, a estrutura responsável pela dor da coluna não é identificada.

Entre as principais causas de dor aguda temos: hérnia de disco, fraturas de corpos vertebrais, estiramento muscular ou ligamentar e doenças das articulações interapofisárias posteriores. Estas dores poderão em sua evolução se cronificar. As dores crônicas são de várias causas e entre as mesmas temos:

• mecânico-posturais (posturas viciosas, obesidade, gravidez, esforços repetitivos, seqüelas neurológicas).

• degenerativas (estenose do canal vertebral, artrose das articulações interapofisárias posteriores, ossificação ligamentar idiopática),
• congênitas ( cifoescoliose, lordoses, espondilolistese - escorregamento de um corpo vertebral sobre outro).
• inflamatórias (espondilite anquilosante, espondiloartropatias, artrite psoriática, artrite reativa, artrite reumatóide juvenil),
• infecciosas (bacterianas e micóticas), tumorais (metástases ósseas, mieloma múltiplo), metabólicas (osteoporose)
• psicológicas (fibromialgia e dor miofascial)

É importante salientar que doenças em estruturas nas proximidades da coluna também podem causar dor na região lombar, como observado nas seguintes doenças: aneurisma de aorta, úlcera duodenal perfurada, pancreatite aguda, calculose renal, doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, ileíte regional), ginecológicas (endometrioses, útero retrovertido, tensão pré-menstrual) prostatite e doenças inflamatórias pélvicas.

Alguns fatores contribuem para a dificuldade na abordagem das lombalgias e lombociatalgias:

• Incompatibilidade entre os achados clínicos e os exames de imagem;

• Dificuldade em se determinar o local que deu origem à dor, em parte decorrente da complexidade da inervação da região;
• As contraturas musculares não se acompanham de uma lesão demonstrável ao exame histológico;
• Dificuldade na interpretação dos fenômenos dolorosos.

É importante conscientizar o paciente dos fatores de risco que podem promover dor de coluna, dos quais destacamos os principais:

• Idade;

• estilo de vida (vida sedentária e tabagismo);
• exercícios inapropriados ou a não realização dos mesmos;
• sobrepeso e obesidade;
• desobediência às regras básicas de postura;
• já ter apresentado dor previamente.

recorrência é comum e estudos demonstraram que após um ano de tratamento apenas 21% dos pacientes se apresentavam em remissão. Os outros, em sua maioria, não seguiram as orientações quanto aos fatores de risco, apresentavam problemas relacionados ao trabalho ou psicológicos, particularmente a depressão.

DIAGNÓSTICO
É importante ressaltar que em aproximadamente 80% dos casos o diagnóstico se estabelece por meio de uma avaliação clínica do adequada do paciente, que inclui história clínica completa, antecedentes pessoais, familiares e psicológicos, interrogatório sobre os diversos aparelhos e exame físico completo, exame do aparelho locomotor inclusive o exame neurológico, segundo resolução número 1627/2001 do Conselho Federal de Medicina, autarquia que regulamenta a prática da medicina.

O médico deve permanecer atento para os sinais relacionados a dor lombar de origem psicossomática. Nessa situação deve-se ter em consideração os seguintes aspectos:

• a irradiação da dor não apresenta uma distribuição anatômica correspondente à raiz nervosa comprometida;
• exame físico de dor lombar, que caracteriza simulação;
• discrepância na pesquisa de sinais de compressão nervosa, estando o paciente sentado ou deitado.

Na maioria dos casos a dor lombar se resolve satisfatoriamente; porém existem situações em que os seus sinais e sintomas podem ser um alerta de que o paciente possa ter doenças que durante sua evolução coloque-o em risco de vida, fazendo-se necessário um diagnóstico precoce e preciso.

É obrigatório que o paciente seja informado e conscientizado a respeito de seus problemas. Ele deve ter participação ativa no raciocínio médico que envolve o seu caso, sendo que o médico deve se assegurar que foi compreendido. Os fatores de risco devem ser claramente colocados. Isto possibilitara uma melhor compreensão e aderência por parte do paciente ao tratamento.

Assim sendo, para que se seja realizado um diagnóstico precoce, preciso e rápido com relação custo benefício satisfatório, é necessário que o profissional que se proponha a cuidar desta afecção, tenha conhecimento e experiência em doenças do aparelho locomotor, clínica médica e neurologia, bem como discernimento em solicitar e interpretar exames auxiliares, de imagem e laboratoriais.

A historia natural da dor aguda da coluna lombar (lombalgia aguda) é de uma evolução media de 14 a 30 dias, sendo que 89% dos pacientes se recuperam neste período e retornam ao trabalho e para as suas atividades normais.

Já a síndrome da dor lombar crônica, apresenta características próprias entre as quais destacamos principalmente os problemas psicosociais, em especial depressão maior, ansiedade, abuso de drogas e álcool, medo exagerado, falta de atividade física falta de condicionamento físico, problemas familiares, disfunção sexual, dificuldade de relação no trabalho, desemprego, busca de benefícios previdenciários, entre outros.

Em aproximadamente 1,5% dos casos, os pacientes descrevem sintomas radiculares verdadeiros, resultantes da compressão de uma ou mais raízes nervosas, conhecido como ciática.
Em indivíduos jovens até aproximadamente 55 anos de idade, são de causas mecânicas, principalmente a hérnia de disco e naqueles acima desta idade, são de causa degenerativa, particularmente a estenose de canal.
Naqueles casos em que a ciática é devido à hérnia de disco, no mínimo 95% dos mesmos melhoram com tratamentos clínico, em um período de 02 a 08 semanas, não sendo necessário tratamento cirúrgico.
A indicação cirúrgica deve ser criteriosa, após a realização do tratamento clínico , por um período de 06 a 12 semanas, levando em conta todos os fatores de risco do paciente, a fim de se obter os melhores resultados.
Nos casos de ciática devido à estenose de canal sintomático, 80% dos casos apresentam boa evolução com tratamento clinico com tempo de segmento mínimo de 4 anos, sendo que a cirurgia somente deve ser indicada na falha do tratamento clinico com critérios rígidos.
Em conclusão, o tratamento dos pacientes portadores de dor da coluna lombar, deve ser fundamentado na medicina baseada nas melhores evidências científicas associada à experiência adquirida pelo profissional responsável ao longo dos anos.

Fonte: www.clinicagoldenberg.com.br

Toda a verdade sobre a gordura

Gorda, gordura, fritura, creme de leite… Se essas palavras mexem com você, vá em frente, leia esta matéria. Você vai descobrir muitas novidades sobre a personagem que virou a bandida da nutrição, mas que também tem seu lado mocinho. Quer um aperitivo? Beber água reduz os estoques de gordura! Essa e outras novidades podem ajudá-la a acertar a medida para não pesar na balança


Entender o mundo das gorduras não é fácil: descobertas e novas avaliações sobre esse nutriente surgem a cada dia – ele está e sempre esteve na berlinda. Mas não desista! BOA FORMA foi atrás de informações fresquinhas para você aproveitar apenas o lado bom dessa história. A mais incrível delas: beber mais água ajuda você a acumular menos gordura no corpo. Será possível? Segundo pesquisadores do Instituto de Genética e Citologia, da Universidade de Changchun, na China, beber pouca água (menos de 2 litros por dia) prejudica o funcionamento dos rins, que pede socorro ao fígado, passando parte de suas tarefas para ele. ”Sobrecarregado, o fígado deixa de cumprir uma de suas principais atribuições: metabolizar a gordura, transformando-a em energia“, explica a nutricionista Elisangela Brioschi, de Curitiba. A solução é beber mais água!



Agora, se você está apostando tudo na moda das gorduras do tipo ômega, vá devagar: o consumo de ômega 3 e 6 deve ser equilibrado para não interferir no sistema imunológico! Exagerar no ômega 6 pode aumentar os riscos de infecções nas articulações (artrite) e infarto. O alerta foi dado no II Simpósio de Ácidos Graxos e Saúde, organizado no início deste ano pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Artrite e infarto não estão na sua lista de preocupações imediatas? Ok, mas é sempre bom pensar no futuro.



Juntar gordura na barriga também é sinal de perigo e tem preocupado os especialistas. ”Um dos riscos desse estoque, chamado de gordura visceral, é desencadear um sério problema de saúde: a resistência à insulina. É assim: o pâncreas não produz insulina suficiente para carregar a glicose para dentro das células. Com isso, sobra açúcar no sangue que é estocado na forma de gordura, comprometendo a estética e trazendo prejuízos à saúde“, diz Gabriella Guerrero, nutricionista da Runner Academia, em São Paulo. Confira a seguir outros notícias sobre a gordura – no prato e no corpo. Você não precisa eliminá-la da sua vida, basta aprender a usar do jeito certo.




no corpo
Você vive batalhando para secar os estoques de gordura e ficar de bem com suas curvas. Mas se seu objetivo é atingir 0% de gordura no corpo, esqueça. ”Para um funcionamento fisiológico normal, as mulheres precisam de pelo menos 12% de gordura corporal. Estocada na medula óssea, coração, pulmão, fígado, baço, rins, intestinos, músculos e sistema nervoso central, ela tem funções nobres – regula a temperatura interna, leva certas vitaminas (A, D, E e K) para as células, mantém a elasticidade da pele, protege os órgãos vitais e serve de matéria-prima para os hormônios sexuais“, explica a nutricionista Gabriella Guerrero. Veja bem, sem gordura, você vai perder até o apetite sexual – uma lástima! Só que excesso também não é bom. Quando você passa da dose, lá vem culote, celulite, pneuzinho, gordura localizada. ”Ninguém escolhe onde quer alocar a gordura. É a genética que define se ela se concentra nas partes superior, inferior do corpo ou nas duas“, conta a nutricionista Elisangela Brioschi. E qual é o limite? Acima de 28% (nas mulheres), o tecido adiposo vira um inimigo perigoso, especialmente se concentrado no abdômen. Pode causar resistência à insulina, assunto que está pintando com freqüência nos consultórios dos endocrinologistas. E resistência à insulina engorda ainda mais. Contra-ataque: além de cortar calorias, tem de malhar. E aí o que mais interessa é a intensidade do treino: quanto mais você se impuser um ritmo intenso, mais calorias vai gastar, queimando as reservas de gordura. Pegar muito pesado também não pode. ”O momento certo de aumentar a carga da ergométrica ou inclinar mais a esteira é quando o esforço não deixa você ofegante“, explica o personal trainer Waldyr Salles, da Academia Energia Vital, no Rio de Janeiro.

Cada bebê nasce com uma quantidade diferente de células de gordura. É por isso que uns são mais fofos do que outros. Mas as dobrinhas que agradam as vovós devem ser vistas com cautela – manter o corpo rechonchudo na infância e na adolescência pode resultar em obesidade na fase adulta. ”Até por volta dos 15 anos, as células de gordura se multiplicam, especialmente se a pessoa estiver acima do peso (a partir dessa idade, as células aumentam de tamanho, mas não de número)“, diz Elisangela Brioschi. Quanto mais células adiposas você tiver juntado na juventude, maior o esforço para mantê-las magrinhas e conquistar uma silhueta enxuta. Pode ser ainda pior: cientistas da Univeridade do Estado de New Jersey (EUA) descobriram que, se você tem excesso da enzina lipina, suas células tendem a acumular 90% mais gordura

no prato

Se você anda pegando muita gripe e as infecções não dão paz, pode estar faltando os ômegas 3 e 6 (da família das poliinsaturadas) na sua mesa. Essas gorduras do bem dão a maior força ao sistema imunológico. Mas, se você errar na proporção entre esses dois tipos de gordura, pode perder o benefício. Campeões de ômega 6, os produtos industrializados dominam a dieta do brasileiro. A solução é pegar mais leve nos enlatados e aumentar as fontes de ômega 3


Gordura dá mais sabor, mais aroma, mais textura aos alimentos – ninguém pode negar. É por isso que a batatinha frita faz mais sucesso que a assada. (Dica da editora: caldo de carne ou de vegetais ou ervas realçam o sabor da sua receita – inclusive da batata assada — sem engordar.) O problema é que só de 25 a 30% das calorias diárias podem vir de gorduras, e, de preferência, das gorduras amigas. Sim, existem as do bem e as do mal. E isso é sério, já comprovado por pesquisas feitas na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, lá pelos anos 70. As gorduras saturadas provocam o aumento do colesterol ruim no sangue, o LDL, e, por tabela, os riscos de problemas cardíacos. ”Portanto, o consumo dessas inimigas não deve ultrapassar 7% do total diário“, orienta a nutricionista Gabriella Guerrero. Onde é que elas estão? Nos alimentos de origem animal, como carnes, leite e derivados, e alguns poucos de origem vegetal (azeite-dedendê e manteiga de cacau). Se as saturadas merecem cuidado, muito mais perigo representam as tais das gorduras trans, cuja presença está discriminada nos rótulos dos alimentos. ”Além de elevar o LDL, a trans diminui o HDL, colesterol bom, aumentando sensivelmente o risco de infarto, derrames e outras doenças“, alerta Jorge Mancini Filho, professor titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. A ordem é: fique longe dela. Agora, no time do bem, anote aí, tem as insaturadas que ajudam a tirar da circulação o colesterol ruim. Divididas em monoinsaturadas e poliinsaturadas, merecem um espaço de 20% do total de gorduras que você deve botar no seu prato. Isso quer dizer: sinal verde para óleo de canola, girassol, soja, azeite de oliva, semente de linhaça e frutas oleaginosas (caju, amendoim, castanha, amêndoa e avelã). Peixes de água fria como a sardinha, o atum e o salmão (fontes de ômega 3) também são bem vindos à sua mesa.

6 dúvidas que pesam na balança

O que funciona mais para emagrecer: cortar calorias ou gordura?
Gordura. Quando você corta esse nutriente, reduz muito mais calorias do que se diminuísse qualquer outro item do prato. Isso porque 1 grama de gordura tem 9 calorias (as proteínas e os carboidratos têm menos da metade – 4 calorias por grama). Além disso, a gordura é uma molécula pronta para ser estocada. Veja um exemplo: quando você come 100 calorias na forma de carboidratos, necessita de 23 calorias só para processar esses nutrientes. Isso significa que sobram 77 calorias para engordar você. Se comer 100 calorias na forma de gordura, precisará somente de 3 calorias para processá-las e sobrarão 97 para serem estocadas nos culotes, pneuzinhos e barriga.

Qual é a dieta que faz queimar mais gordura?
Uma dieta baixa em gorduras, especialmente das saturadas (as moniinsaturadas e poliinsaturadas, como você viu, também engordam. Mas, na medida certa, só fazem bem). A sugestão é você organizar seu cardápio com alimentos com gordura reduzida. Para isso, dê preferência a leite e iogurte desnatados, queijo-de-minas light, creme vegetal light, filé de frango, peixe e carnes magras, por exemplo. E evite radicalismos. Adotar dietas que prometem emagrecimento a jato (mais de 1 quilo por semana), faz você perder muita água, massa muscular e quase nada de gordura.

Como saber se estou perdendo água ou gordura?
A margem de erro das balanças que registram apenas o seu peso é muito alta para você confiar nelas durante a dieta. Na verdade, as mudanças mais importantes estão nas suas medidas. Por isso mesmo muitos especialistas recomendam adotar a fita métrica como ferramenta de avaliação. Você deve fazer as medições nas áreas críticas de acúmulo da gordura. Nas mulheres, elas são: no abdômen, dois dedos acima do umbigo; nos quadris, nos ossinhos da bacia; e na altura dos culotes. Essas medidas não dão a porcentagem da perda de gordura, mas apontam para o seu progresso. Detalhe: o local onde você mais armazena gordura costuma ser o último a emagrecer e o primeiro a voltar a engordar caso recupere o peso perdido. Culpa da genética (outra vez!).

Colesterol alto é problema exclusivo de gente mais velha?

Não mesmo. Existem muitas adolescentes com as taxas lá em cima – algumas porque seguem um cardápio carregado de alimentos industrializados, outras porque já nascem com a tendência de apresentar as taxas altas. Por isso, se você tem pai, mãe ou avós com colesterol elevado, fique atenta, independentemente da sua idade e de estar ou não acima do peso.

Existem alimentos que ajudam a eliminar a gordura antes que ela vire estoque?

Sim. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo mostrou que as fibras solúveis da aveia ajudam a diminuir a absorção das gorduras, o que facilita o controle dos níveis do colesterol no sangue, além de ser uma aliada no tratamento de diabetes e do controle do peso. As fibras solúveis também são encontradas em outros alimentos que você pode incluir todos os dias no cardápio, como cereais integrais, verduras, legumes, frutas, quínua (cereal boliviano com altíssimo teor de fibras e proteínas), farelo de trigo e semente de linhaça.

A lipoaspiração acaba definitivamente com os depósitos de gordura?

Antes de você se submeter a um processo doloroso como esse, fique sabendo que a gordura pode voltar. Pesquisas do Centro de Ciências e Saúde da Universidade do Colorado, em Denver (EUA), concluíram: a não ser que você consiga manter o peso depois da cirurgia, pode, sim, recuperar o acúmulo de gordura na parte do corpo que foi lipoaspirado. Portanto, o conselho dos especialistas é que você esteja preparada e convencida de que tem de adotar o exercício como um hábito e manter uma dieta equilibrada.

por Eliane Contreras

Fonte: boaforma.abril.com.br

Estudo determina nível de açúcar ideal para diabético


Um índice glicêmico de 6,5% reduz em até 30% as complicações renais provocadas por tipo 2 da doença

Fabiana Cimieri, RIO

Um dos estudos mais amplos já realizados no mundo sobre diabete tipo 2 concluiu que a intensificação do tratamento para manter em 6,5% o nível de açúcar no sangue (índice glicêmico) é uma forma eficaz de reduzir em até 30% as complicações renais provocadas pela doença.

O Advance, estudo realizado pelo Instituto George for International Health, de Sydney, na Austrália, acompanhou 11 mil pacientes com a doença ao longo de cinco anos. Concluiu que uma maior dose de Glicazida - um medicamento que há mais de 20 anos é utilizado no controle de diabete no Brasil - é eficaz para que o paciente atinja o nível de 6,5% de índice glicêmico quando associada à insulina, a atividades físicas e a dieta. Em pessoas saudáveis, o porcentual é de, no máximo, 6%.

Esse índice glicêmico é medido por meio do exame de hemoglobina glicada, que dá a idéia de controle de açúcar no sangue em um período entre 60 e 90 dias. Essa medida é importante para determinar se o tratamento de diabete está sendo ou não eficaz.

As conclusões do trabalho foram apresentadas no Congresso da Sociedade Americana de Diabete (ADA, sigla em inglês), realizado no início deste mês nos Estados Unidos.

EFICÁCIA

Segundo o endocrinologista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Bruno Geloneze, o resultado do estudo foi surpreendente porque a maioria dos médicos acreditava que não fazia diferença se o índice glicêmico fosse mantido abaixo de 7%, valor preconizado pela ADA.

“Alguns médicos desconfiavam que não houvesse benefícios, porque 7% já era um índice considerado bom. Outros achavam que era necessária a descoberta de uma nova droga para conseguir alcançá-lo”, disse Geloneze. Isso porque a Glicazida, apesar de já ser usada há anos no Brasil, não é comercializada em outros países, como os Estados Unidos.

A presidente da Sociedade Brasileira de Diabete, Marília de Brito Gomes, destaca a associação que o estudo fez do uso de Glicazida e outros medicamentos, mostrando ser significativamente eficaz para reduzir em 30% as complicações renais decorrentes da doença.

No entanto, ela faz ressalvas porque não foram encontradas reduções significativas das complicações cardiovasculares dos pacientes.

Geloneze discorda. Para ele, o trabalho acompanhou os pacientes por cinco anos, tempo estatisticamente pequeno para avaliar o comprometimento cardíaco. “A doença renal no diabético está associada a doenças cardiovasculares futuras. Logo, uma coisa está ligada à outra”, afirma o endocrinologista.

ABRANGÊNCIA

Atualmente, cerca de 250 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabete tipo 2, que está ligada, na maior parte dos casos, à obesidade e ao sedentarismo. A incidência é maior após os 40 anos. Esse tipo também é cerca de 8 a 10 vezes mais comum do que o tipo 1 (mais informações nesta página).

Até hoje, as pesquisas ligadas ao tema ainda não tinham estabelecido o porcentual de açúcar no sangue para a prevenção das complicações mais freqüentes da doença. Entre essas complicações estão, por exemplo, acidente vascular cerebral (AVC), cegueira, hipertensão, enfarte e comprometimento dos rins. Em casos mais graves pode haver também a necessidade de amputação de membros.

O estudo Advance teve início em 2003 e envolveu 11.140 pacientes diabéticos de alto risco em 215 centros de estudo. Em média, a idade dos pacientes era de 66 anos. Eles tinham diabete havia pelo menos oito anos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

CÂNCER DE PRÓSTATA

Sinais e sintomas de uma doença curável

O que é a Próstata?
A próstata é uma glândula auxiliar do Sistema Genital Masculino.E responsável pelo fornecimento de nutrientes para os espermatozóides. Tem estreita relação anatômica com a bexiga,por isto os sintomas das doenças prostáticas apresentam-se diretamente relacionados com a micção.
Como o Câncer de Próstata aparece?
É mais comum o aparecimento após os 60 anos de idade,mas casos são encontrados ate em indivíduos aos 40 anos.Seu crescimento depende de altos valores de Hormônio Masculino na circulação sangüínea, por isto é importante a prescrição destes hormônios, para tratamento de Impotência, por um especialista, no caso,um urologista.Existem estudos relacionando seu aparecimento com características raciais, genéticas e com doenças venéreas.
E quais são os sintomas?
Na sua grande maioria, os sintomas estão relacionados a obstrução urinaria podendo estar também associada a infecção urinaria.Dentre eles podemos citar:
• Dificuldade de iniciar a micção.
• Perda da força e do calibre do jato urinário.
• Dor ao urinar.
• Varias micções noturnas.
• Retenção de urina
• Dores na coluna, fêmur e bacia.
• Sangue na urina(hematúria).
• Perda de peso.

É importante frisar, que em alguns casos, é totalmente silencioso.
Como prevenir?
Indo ao Urologista, a partir dos 45 anos de idade, pois o especialista terá como identificar a doença em seu estagio inicial, podendo promover a cura, e tratamento adequado nos estágios posteriores da doença.
Dr. Theophilo José da Costa Neto

Urologista e Cirurgião Geral

Dieta Na Prevenção Do Câncer Da Próstata

O maior índice de mortalidade por câncer da próstata é observada em negros americanos, duas vezes mais freqüente que em brancos(1) .Por outro lado, em Shanghai, China, essa taxa é 120 vezes menor que no negro americano. Muito curioso é observar que japoneses e chineses ao migrarem para os Estados Unidos passam a ter muito mais câncer da próstata que os patrícios vivendo no Japão e na China. Ainda mais interessante é que, com a introdução dos hábitos ocidentais nos países orientais, está ocorrendo aumento das doenças prostáticas nessa região. A observação que os orientais têm uma incidência muito menor de tumor prostático que os ocidentais, levou os pesquisadores a procurar um possível fator dietético para esse fato.
Estudos populacionais verificaram existir fatores dietéticos causadores protetores de doenças prostáticas. A dieta ocidental é rica em gordura e relativamente pobre em fibrasa dieta oriental ao contrário é relativamente pobre em gordura e muito rica em fibras, essencialmente vegetais e frutas. Existe tendência em admitir a gordura como um fator causativo de câncer da próstata, embora ainda não se tenha confirmação absoluta (2) .
Talvez o mais importante seja conhecer os fatores protetores existentes na alimentação dos orientais e introduzí-los na dieta dos ocidentais. A falta desses componentes e não o excesso de gordura seria o mais importante. A sugestão inicial que as "fibras"protegeriam contra o câncer do cólon foi baseada na observação de que na África Oriental, onde o consumo de fibras é muito alto, a doença é muito rara.
A maior fonte de fibras são os vegetais, cuja ação deve-se a dois elementos denominados isoflavonóides e ligninas. A soja, pertencente à família das Leguminosas, é a maior fonte de isoflavonóides, e é o elemento básico da alimentação japonesa. As dietas tradicionais da Ásia, África e Mediterrâneo contêm um alto índice de legumes, particularmente feijão, soja, lentilha e ervilha; cereais e aspargos que constituem as maiores fontes de ligninas. Estudos japoneses demonstraram que os indivíduos que comem diariamente ou ocasionalmente esses produtos têm muito menos câncer da próstata que os que nunca se alimentam com esses produtos.
ISOFLAVONÓIDES E FLAVONÓIDES- Os alimentos ricos nesses elementos, uma vez no intestino, irão sofrer a ação das enzimas bacterianas e serão metabolizados em genistein e daidzein que prosseguem no ciclo metabólico, porém são os responsáveis pela ação protetora contra o câncer da próstata.
LIGNINAS - constituem um grupo de compostos difenólicos de origem vegetal. As duas principais ligninas encontrados em fluidos biológicos são a enterolactone e .enterodiol, que têm ação estrogênica fraca.
VITAMINA A, RETINÓIDES E ÁCIDO RETINÓIDE- De modo geral é aceito que a vitamina A é essencial para o crescimento e diferenciação celular, principalmente controlando e promovendo a proliferação celular. Análogos sintéticos, os retinóides, manifestam as mesmas características e possuem potencial de agentes quimioterápicos, embora a vitamina A natural provavelmente possue ação limitada em tumores já desenvolvidos.A maior fonte de vitamina A em humanos é o beta-caroteno, originário de frutas e vegetais. No entanto, existem opiniões conflitantes quanto à proteção da vitamina A no câncer da próstata. Admite-se que o consumo exagerado de vitamina A aumentaria o risco de câncer da próstata (1) .ao passo que outros pesquisadores descreveram um aumento significante no risco de câncer quando associado à menor concentração de vitamina A (3) . Atualmente, à custa da biologia molecular está sendo melhor entendida a influência do ácido retinóico e retinóides no mecanismo fisiológico celular.
VITAMINA D- O consumo de vitamina D está relacionado ao risco de câncer da próstata (4) .Os níveis de (1,25-diOH-VitD3 ), nos pacientes com câncer da próstata, são significantemente mais baixos que nos controles. O risco de câncer diminui com a elevação dos níveis pimenta verde, cenoura, alface, brócolis, lentilha, nabo, couve-flor, alho, cebola, ervilha.
• Frutas: banana.
Dentre as suplementações vitamínicas na prevenção do câncer da próstata, a vitamina E é a mais indicada podendo haver participação, em menor escala, das vitaminas C, D e A. Finalizando, o essencial num programa de prevenção das doenças prostáticas, em especial do câncer da próstata, é elevar a concentração dos isoflavonóides e ligninas no sangue dos povos ocidentais, procurando atingir níveis semelhantes aos existentes nos asiáticos ou nos vegetarianos. No Reino Unido, cientistas estão ultimando o lançamento comercial de um produto dietético, sob a forma de biscoito, que ingerido uma vez ao dia, será capaz de fornecer os elementos protetores necessários para que a dieta ocidental tenha as mesmas características orientais.
Nelson Rodrigues Netto Jr

Saúde da Família ultrapassa a marca dos 50% de brasileiros atendidos



No ano em que completa 15 anos de existência, o Programa de Saúde da Família ultrapassou neste mês a cobertura de 50% da população brasileira. O número de equipes superou os 27,3 mil, garantindo assistência para 93 milhões de brasileiros. A estratégia busca remodelar a atenção à saúde no país, realizando ações de promoção à saúde, prevenção e cuidados que evitem o surgimento ou o agravo de doenças das pessoas atendidas.

“A Saúde da Família é uma das prioridades deste governo. Os índices são bastante claros. Onde as equipes estão presentes, a vacinação aumenta, as grávidas fazem mais exames de pré-natal, as internações diminuem e a mortalidade infantil cai”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A estratégia é uma das bases do programa Mais Saúde, lançado em dezembro.

Na região Norte, a expansão do Saúde da Família, entre dezembro de 2002 e hoje, foi de 68,5%. No Nordeste, de 68,4%, no Sudeste, de 66,7%, no Sul, de 58,2% e no Centro Oeste, de 34,9%.

Desde 2003, o governo federal, em parceria com os estados e municípios, implementou 10.600 equipes de saúde da família e aumentou de R$ 1,6 bilhão para R$ 4,1 bilhões os repasses para a ação.

Cada equipe de saúde da família é composta por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e em média seis agentes comunitários. O trabalho da equipe é fazer o acompanhamento de saúde da comunidade em que estão inseridos, prestando atenção integral (ações de promoção, prevenção e reabilitação) à população.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde, José Carvalho de Noronha, a atenção básica à saúde, na qual se insere a estratégia de Saúde da Família, deve ser entendida com a porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Neste nível de serviço, a população tem acesso ao atendimento através das equipes de Saúde da Família.

“Estudos demonstram que a atenção básica é capaz de resolver até 80% das necessidades e problemas de saúde da população. Quem é atendido pela atenção básica pode ser encaminhado a outros níveis de atendimento, caso precise de algo mais especializado”, afirma o secretário.

Um estudo do Ministério da Saúde analisou o programa Saúde da Família entre os anos de 1998 e 2004. Entre os resultados temos que o registro de óbitos em menores de um ano de idade por causas mal definidas, por exemplo, baixou de 22,3%, em 1998, para 10,9%, em 2003 (dados de 2004), no conjunto de municípios com 70% ou mais de cobertura do PSF. No mesmo período, a proporção de recém-nascidos com mães sem nenhuma consulta de pré-natal também caiu em todos os grupos de municípios, principalmente naqueles com alta cobertura do programa. A queda foi de 8,54%, em 1998, para 2,95%, em 2003.

O número de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população de 40 anos ou mais, por sua vez, é um indicador que reflete a evolução das ações de atenção básica no controle das doenças hipertensivas. Percebe-se que, nesse período, as taxas de internação no grupo de municípios com maior cobertura do PSF caíram de 52,30 por grupo de 10.000 habitantes para 37,7 por grupo de 10.000. Além disso, destacamos também que, associado ao Bolsa Família, a Saúde da Família foi responsável pela diminuição em 52% das desnutrição infantil.

Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, entre 1998 e 2004, demonstra que os municípios com maior cobertura do Programa Saúde da Família obtiveram avanços significativos em indicadores que demonstram a efetividade da atenção básica. O registro de óbitos por causas mal definidas em menores de um ano de idade, por exemplo, baixou de 22,3%, em 1998, para 10,9%, em 2003 (dados de 2004). No mesmo período, a proporção de recém-nascidos com mães sem nenhuma consulta de pré-natal caiu de 8,54% para 2,95%. Por outro lado, o número de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população de 40 anos ou mais, reduziu-se de 52,30 para 37,7 por grupo de 10.000 habitantes, refletindo o impacto positivo das ações de atenção básica no controle das doenças hipertensivas. Além disso, destaca-se também que, associado ao Bolsa Família, a Saúde da Família foi responsável pela diminuição em 52% das desnutrição infantil

Diante de tantos dados positivos a Saúde da Família vêm ano após anos se consolidando como uma proposta vencedora e a mais adequada para o enfrentamento dos problemas de saúde mais comuns da população brasileira.

Informe-se sobre o 'MAIS SAÚDE' acessando o hotsite do programa. Clique aqui

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Insulina e dieta


Insulina não é um tema que interesse só a diabéticos. Saiba como os níveis de insulina podem fazer toda a diferença numa dieta

Quando os níveis de glucose no sangue ficam demasiado altos, como acontece após uma refeição rica em carbohidratos, o pâncreas segrega insulina a qual “ abre a porta das células” e permite a entrada deste açúcar para dentro das mesmas.

Uma vez no interior das células, a glucose é usada como fonte de energia ou guardada sob a forma de glicogénio. A insulina promove ainda o armazenamento de gordura pelo que é importante que os níveis de glucose no sangue nunca sejam demasiado altos para não potenciar a formação de gorduras.

Quando os níveis de insulina são demasiado altos, a glucose é retirada em excesso do sangue o que origina o aumento do apetite. Ao mesmo tempo a acumulação de gordura é favorecida.

Diferentes alimentos têm diferentes efeitos nos níveis de glucose no sangue. Alimentos ricos em carbohidratos e pobres em fibra como os doces e o pão refinado tendem a ser absorvidos rapidamente e provocar um aumento muito rápido dos níveis de glucose no sangue. O corpo reage produzindo insulina em excesso a qual baixa em demasia os níveis de glucose no sangue aumentando o apetite ao mesmo tempo que força a glucose a entrar para dentro das células estimulando a produção de gordura.

Outros alimentos como pão integral e os cereais ricos em fibra, embora também ricos em carbohidratos são absorvidos a uma velocidade mais lenta e não produzem um pico tão elevado dos níveis de glucose. Deste modo, quem os ingere, sente-se saciado durante mais tempo e não produz tanta gordura com a sua ingestão.

Algumas pessoas desenvolvem aquilo que se chama a resistência à insulina. Nestas pessoas os níveis de insulina são mais elevados que o normal, o que pode ser um factor adicional a dificultar uma dieta de emagrecimento. O exercício físico é particularmente benéfico para estes indivíduos uma vez que tende a normalizar os níveis de insulina circulantes.

O índice glicémico mede o efeito dos alimentos nos níveis de glucose do organismo. Alimentos com índices glicémicos elevados causam um aumento demasiado rápido dos níveis de glucose e por isso devem consumidos moderadamente.

Os alimentos que ajudam a manter o estado de espírito em alta



Humor na mesa
Por Maília Fernandes*

Você sabia que a alegria e a tristeza também têm sua origem bioquímica no laboratório que carregamos dentro de nós?? Através da " Nutrição Inteligente" podemos dar uma "mãozinha" nessa bioquímica. Alguns alimentos fornecem nutrientes que participam da produção de neurotransmissores, substâncias químicas que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. Veja a seguir, alguns dos alimentos e nutrientes que podem contribuir para o seu bom humor.


Triptofano e Carboidratos bem humorados!
Dos vários neurotransmissores, a serotonina é de grande influência no estado de humor. Ela é também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral e principalmente em pessoas com depressão. Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes de triptofano (aminoácido precursor da serotonina) e de carboidratos.


A ingestão de carboidratros leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácirculantes no sangue. Nessa limpeza de aminoácidos só escapa o triptofano que, uma vez no cérebro, aumenta a produção de serotonina, que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.


Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão, assim como uma alimentação com excesso de proteínas das carnes.


Fontes saudáveis de triptofano: carnes magras, peixes, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, nozes e leguminosas.
Fontes saudáveis de carboidratos: pães, cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, frutas, legumes e chocolate amargo (com moderação).


Proteínas que são só alegria!
O processo de digestão das proteínas fornece os aminoácidos para o nosso corpo formar suas próprias proteínas. Um aminoácido conhecido como tirosina está relacionado com a produção de dopamina e adrenalina, ambos são neurotransmissores que promovem o estado de alerta, o "pique" e a alegria.


Fontes saudáveis de tirosina: peixes, carnes magras, aves sem pele, ovos, leguminosas, nozes e castanhas, leite e iogurte desnatados, queijos magros e tofu.


Folato anti-depressão
O Folato ou ácido fólico é um potente antidrepressivo natural. Em baixas concentrações no organismo, diminui os níveis cerebrais de serotonina.


Fontes saudáveis de Folato: espinafre, feijão branco, laranja, aspargo, couve de Bruxelas, maçã e soja.


Vitaminas, com muito prazer
É uma vitamina que também participa da produção de serotonina, e conseqüentemente melhora o humor.


Fontes de B6: aveia, filé de frango, banana, batata, uva passa.


O Cálcio nosso de cada dia
Os estudos mostraram que esse importantíssimo mineral ajuda controlar e reduzir a irritabilidade e o nervosismo em mulheres que sofrem de TPM (tensão pré-menstrual). Diariamente ele deve fazer parte do cardápio de homens e mulheres e assim garantir ossos e dentes saudáveis e ainda de "quebra" doses extras de bom humor!


Fontes saudáveis de Cálcio: leite e iogurte desnatados, queijos magros.


Magnésio colaborador do Cálcio
Além de ser um colaborador do Cálcio, o Magnésio está também envolvido na regulação de serotonina.


Fontes de Magnésio: tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia, arroz integral.


Selênio, um mineral magistral!
Os resultados dos estudos ainda não são conclusivos, mas, tudo indica que o selênio tem uma grande participação no estado de humor. Pessoas que tem carência de selênio são mais depressivas, irritadas e ansiosas.


Fontes de selênio: castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral, peixes. Duas castanhas do Pará, diariamente, fornecem 200 microgramas de Selênio de forma segura.


Camomila, uma florzinha de longa data!
Conhecido de nossas tataravós, a camomila sempre foi usada para acalmar crises de nervosismo. Tem efeitos relaxantes, amenizam a ansiedade e a depressão.


Um cafezinho bem brasileiro!
Três a quatro cafézinhos ao longo do dia, pode prevenir a depressão, auxiliar na memória e no estado de alerta. O café coado em filtro de papel retém os fatores lipídicos existentes no grão e que parecem aumentar o colesterol.


*Marília Fernandes é nutricionista e consultora nutricional pessoal. Para entrar em contato, escreva para fernandesmarilia@uol.com.br

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