quinta-feira, 17 de julho de 2008

Osteoporose e exercícios físicos

O esqueleto é um sistema dinâmico bem organizado formado por cristais de hidroxiapatia, constituída principalmente pelo cálcio e fósforo. O esqueleto tem como função providenciar suporte estrutural e proteção aos órgãos, servindo também como um grande reservatório de cálcio corporal no esqueleto (mais de 99%).

“O cálcio é de fundamental importância para os ossos já que é o responsável pela integridade estrutural do esqueleto, sendo essencial para suportar o tamanho corporal cada vez maior do indivíduo durante sua fase de crescimento” (Avioli, 1984). Segundo Avioli o cálcio é fundamental para a resistência dos ossos, sendo que a falta deste componente torna a estrutura óssea mais frágil há fraturas e doenças como a osteoporose.

“A osteoporose é uma doença óssea disseminada por todo o esqueleto, caracterizada por baixa massa óssea, é uma deterioração de micro arquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas” (Sitta, 1998).

As fraturas ósseas e suas complicações são as principais manifestações clínicas da osteoporose, pois na maioria dos casos trata-se de uma doença silenciosa. Embora todos os ossos sejam sensíveis, as fraturas típicas ocorrem no colo do fêmur, vértebras e punho. Em termos gerais acredita-se que as incidências de fraturas ósseas sejam maiores em pessoas que possuem uma densidade mineral óssea baixa.

“Os estudos que compararam a densidade mineral óssea de atletas de diferentes modalidades demonstraram que o treinamento com pesos pode aumentar de forma significante a densidade mineral óssea” (Klesges et al., 1996). As atividades e exercícios físicos beneficiam não apenas os tecidos ósseos, ma também outros fatores relacionados às quedas, como a força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Esses estudos demonstraram o aumento de 1% na densidade mineral óssea de mulheres pós-menopausa, por meio de uma série de treinamento com pesos.

Como vimos a atividade física desempenha uma grande importância sobre o esqueleto ajudando na qualidade dos ossos por todo o corpo. Por isso, é fundamental manter uma vida ativa na juventude, especialmente com atividades que sobrecarreguem sensatamente a estrutura óssea do indivíduo. Esta intensidade maior nas ações que compõem um programa de exercícios fará com que os ossos tornem-se mais densos, saudáveis e menos suscetíveis aos efeitos da osteoporose.


Referência: Jornal da musculação, ano IX, nº 47, fev/março de 2003.


Acadêmico Elizandro Assing

OSTEOPOROSE
DEFINIÇÃO:
É a perda de massa óssea, ou seja, o osso vai desgastando-se ao ponto que até pequenos traumas podem provocar fraturas.
A perda começa, geralmente, entre os 34 a 39 anos podendo levar anos para ser percebida. Ambos os sexos são afetados pela doença , porém as mulheres têm um maior índice de incidência devido a redução hormonal (estrógenos) após a menopausa.
Infelizmente, muitas mulheres percebem o problema entre os 50 a 70 anos quando sofrem uma fratura dolorosa inesperadamente ( principalmente punho e mão). Outras percebem que sua altura está diminuindo ou que suas roupas já não lhe caem tão bem, pois as vértebras se tornam tão frágeis que com movimentos como tossir ou carregar alguma coisa pode sofrer uma lesão na coluna.
A hereditariedade também é um fator muito importante no surgimento da osteoporose. Por exemplo, alguém que tenha na família a mãe ou avó com a doença tem grandes chances de tê-la.
Então, é importante ficar atenta em alguns pontos:
  • Se há casos de hereditariedade na família;
  • Se vem sofrendo ou já sofreu fraturas por traumas mínimos;
  • Se a altura está diminuindo;
  • Se a pessoa for muito magra seus ossos são menores e o ponto de fratura é atingido mais rapidamente;
  • Pessoas com anorexia nervosa, glândula tireóide hiperativa e doença do fígado;
  • Dor nas costas, principalmente se esta dor concentra-se entre o final da torácica e início da lombar;
O que fazer para evitá-la:
  • Em primeiro lugar , procurar um médico para averiguar se está com a doença. Caso não tenha ainda, a melhor medida é a prevenção;
  • Não fumar- além de prejudicar os pulmões, coração e circulação também favorece osteoporose;
  • Diminuir o consumo de álcool, pois aumenta a possibilidade de desenvolver a doença;
  • Fazer exercícios ajuda a preveni-la
OBS: o simples fato de que o nosso esqueleto sustente o peso, já é essencial para a saúde dos ossos. No entanto, sobrecargas afetam na manutenção e na integridade desse esqueleto.
Outro fator importante é que o exercício físico diário, além de contribuir para a prevenção da osteoporose pelo aumento da massa óssea, melhora a coordenação e função neuromuscular evitando quedas que podem causar fraturas, principalmente as fraturas de quadril.
Na alimentação:
É importante lembrar que a prevenção começa na infância , então tanto crianças quanto adultos devem continuar ingerindo alimentos ricos em cálcio como:
  • Leite, queijo, iogurte
  • Pão
  • Sardinha
  • Brócolis
  • Ovos, etc.
A dose diária de cálcio no organismo, por dia, para adultos sadios é de 1000mg e, para pessoas com osteoporose, é de 1500mg.
Caso seja diagnosticada a doença:
  • Em primeiro lugar consulte seu médico sobre os diversos tratamentos
  • Continuar exercitando-se com moderação ( caminhadas curtas, exercícios que não exijam pesos etc).
  • Não fumar
  • Não consumir bebida alcoólica
  • Aumentar ingestão de cálcio (conforme orientação médica).
  • Se necessário, fazer uma reposição hormonal (conforme orientação médica).

Importância da atividade física para a saúde

Você faz parte daquele grupo de pessoas que se exercita somente no verão? Pior, você é daqueles que se exercita somente no período das férias? Ou ainda, pior, você não se exercita nunca? Então, cuidado, você pode inconscientemente estar comprometendo o funcionamento do seu corpo e muito provavelmente sua saúde.

Para entender melhor sobre o que estamos falando basta analisar que o nosso corpo foi feito para se movimentar e se pensarmos um pouco mais, será fácil entender que nossos ancestrais eram muito mais ativos do que nós, eles não tinham os recursos que temos atualmente.

Com o passar dos anos, a tecnologia foi tomando parte nas nossas vidas estamos a cada dia mais informatizados, e ainda a maioria das pessoas mora nos centros urbanos, o que favorece a mecanização. Do ponto de vista da locomoção e trabalhos “braçais” nossas vidas se tornaram mais fáceis e confortáveis.

Porém, com toda essa economia de movimentos e de força para realizá-los temos um custo, a atrofia de todo o organismo. O simples toque de botão para controlamos máquinas que fazem o serviço pesado para nós, pode ser agradável, cômodo e aumenta a velocidade de execução das tarefas, mas tem um preço, deteriora nossa saúde.

E, como não queremos voltar no tempo extinguindo os controles remotos, volantes hidráulicos, computadores, liquidificadores, etc., temos que encontrar espaço na nossa agenda para investir em nós mesmos. E este investimento é nos movimentos que nosso corpo é capaz de fazer.

Ao realizar atividades físicas exercitamos nossos músculos, fazendo-os contrair e isto faz com que aja uma maior necessidade de sangue para nutrí-los, acelerando o ritmo do coração e da respiração, o metabolismo altera-se, enfim, todo o corpo entra em ação quando nos movimentamos.

E estas alterações são benéficas e necessárias para um bom funcionamento orgânico. Muitos benefícios são adquiridos através da prática de atividades físicas: diminuição da ansiedade, melhora da auto-estima, prevenção da depressão, uma melhor qualidade do sono, mais disposição e vivacidade para as atividades diárias, incremento na capacidade de concentração e mudança significativa no humor, são apenas alguns deles.

Cada pessoa pode perceber mudanças em seu corpo, mente e também no aspecto social e afetivo quando realiza atividades físicas. Agora, você somente poderá saber se fizer com que elas façam parte dos seus hábitos. Atividades esportivas, recreativas, exercícios físicos ou mesmo atividades do cotidiano são atividades físicas.

E qualquer atividade que gaste energia de forma significativa e movimento suas articulações, músculos, tracione os seus ligamentos e tendões e cause pressões nos seus ossos são consideradas como suficiente para não classificá-lo como sedentário. Portanto, se você não gosta de correr, que tal caminhar, nadar, pedalar ou simplesmente pular corda? Se não gosta de realizar ginástica com pesos numa academia, que tal dançar ou mesmo lavar o carro, limpar o jardim ou passear com o cachorro?

Agora, não se esqueça: a atividade física para fazer bem ao nosso organismo deve ser freqüente (no mínimo 3 vezes por semana) e com intensidade adequada (nada que faça seu corpo ficar todo dolorido no dia seguinte pode ser benéfico). Jogar futebol com os amigos somente no sábado, ou ao terminar de ler este artigo iniciar na ginástica todos os dias não seria o mais recomendado. Sempre busque o equilíbrio, aprendendo a sentir seu corpo.

Concluindo, procurar um profissional de Educação Física para aconselhá-lo, prescrever uma atividade e acompanhá-lo seria o melhor, afinal ele é um especialista em movimentos.

Depois desta leitura fica a pergunta: QUANDO VOCÊ COMEÇA A INVESTIR NA SUA SAÚDE?

Dr. Aluízio
aluimm@proserv.com.br

O cigarro e as mulheres

O FUMO E AS MULHERES

A relação da mortalidade por doença arterial coronária entre homens e mulheres que em 1970 era de 10 para 1, hoje é 2,45 para 1 no Estado de São Paulo. Apesar de reconhecermos que parte desta diferença foi ocasionada pelo diagnóstico inadequado da doença arterial coronária nas mulheres, a prevalência do tabagismo em 1970 foi inferior a 10% nas mulheres com idade entre 15 e 64 anos e atualmente é ao redor de 25%, sendo de até 33% nas mulheres na fase fértil.

As mulheres brasileiras têm também um dos mais elevados coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular no mundo, principalmente antes dos 64 anos(3).

Peculiaridades do tabagismo nas mulheres

1. Implicações na fase reprodutiva

A taxa de fertilidade é menor nas mulheres fumantes. Este efeito foi constatado examinando a concentração de nicotina e de cotidina no fluido folicular ovariano e a capacidade do oócito ser fertilizado in vitro. A fertilização foi observada em 75% e 57%, respectivamente, na ausência ou presença dessas substâncias.Ocorrendo fertilização, durante a gravidez, o tabagismo acarreta ações consideravelmente deletérias para a mãe e para o concepto.

A nicotina reduz o fluxo placentário, determinando envelhecimento precoce da placenta e favorecendo descolamento prematuro, abortamento, menor crescimento do feto, neonato com baixo peso e, portanto, maior natimortalidade. Fumar de um a quatro cigarros já reduz consideravelmente o fluxo placentário.

Em estudo realizado e no Estado de Missouri (EUA) no período de 1979 a 1983, pela análise de 360 mil certificados de nascimento, foi observado 25% e 50% maior risco de morte fetal ou neonatal em ulheres que fumavam, respectivamente, menos ou mais de 20 cigarros por dia.

Mais preocupante ainda é o uso de anticoncepcionais hormonais em fumantes, pois eles potencializam os efeitos trombogênicos. O risco de doença coronária chega a ser 39 vezes e o risco de acidente vascular cerebral 22 vezes superior em fumantes que usam anticoncepcionais com não fumantes ou com fumantes que deles não fazem uso . Isto torna imperioso o interrogatório sobre o tabagismo, particularmente quando há indicação do uso de anticoncepcionais.

As ações desfavoráveis do tabagismo sobre o perfil de coagulação, lipídico, metabólico (síndrome de resistência a insulina e o dano endotelial por ele causado são responsáveis pelo aparecimento e desencadeamento da doença aterosclerótica coronária e cerebral em ambos os sexos. Acrescenta-se ainda nas mulheres ação antiestrogênica, ocasionada pela nicotina, proporcionando elevação no risco de aparecimento de doença aterosclerótica antes da menopausa.

Foi constatado que nas mulheres fumantes maior metabolização hepática de estrógeno, sendo este efeito dose-dependente, ou seja, quanto maior o consumo de cigarros menor a concentração sérica de estrógenos e sua produção ovariana. Esta situação é reversível quando da interrupção do fumo.

Hoje sabemos que a menor incidência de eventos isquêmicos nas mulheres antes da menopausa são determinados pelos efeitos cardioprotetores dos estrógenos, e que nas mulheres fumantes é significativamente maior a ocorrência de menopausa precoce, antecipando o risco do aparecimento da doença cardiovascular. Estudo com 32 mil mulheres de 43 a 50 anos observou maior prevalência da menopausa entre as fumantes.

2. Implicações na menopausa

Ainda em conseqüência da ação antiestrogênica, há maior incidência de osteoporose, principalmente, na fase da menopausa. Evidências dessa alteração foram observadas em estudos com o uso da densitometria óssea, em que foram constatadas maiores perdas ósseas em fumantes. A interrupção do fumo antes da menopausa possibilita redução de 25% na ocorrência da osteoporose.

Existe grande evidência derivada de estudos epidemiológicos que a reposição hormonal possa diminuir o risco cardiovascular das mulheres na menopausa, principalmente na prevenção primária; além de proporcionar alívio de sintomas (ondas de calor, irritabilidade, depressão) e impedir a rápida progressão da desmineralização óssea. Nas mulheres fumantes, existe diminuição da efetividade do tratamento com reposição hormonal. Contudo, a proporção de mulheres fumantes que se beneficiam com o tratamento foi consideravelmente maior que não fumantes.

Evidências epidemiológicas do aumento de risco cardiovascular

O tabagismo é o principal fator de risco para doença arterial coronária nas mulheres. Estudo com 11843 homens e mulheres na faixa etária de 25 a 52 anos, residentes na Noruega, revelou que as mulheres que fumavam mais de 20 cigarros por dia tinham seis vezes mais chances de ter infarto agudo do miocárdio quando comparadas a não fumantes. Nos homens fumantes o risco foi três vezes maior.

Interessante ressaltar que não existe diminuição do risco de infarto do miocárdio nas mulheres que fumam cigarros com menores teores de alcatrão e nicotina .

O tabagismo tem sido também associado a espasmos coronarianos em mulheres na pré-menopausa. Estudo caso-controle comparou 21 mulheres com angina de peito cuja a cineangiocoronariografia revelou somente espasmo coronariano induzido ou não por drogas, com 59 mulheres de mesma faixa etária assintomáticas e sadias. O tabagismo esteve presente em 62% das mulheres com espasmos e somente em 17,5% das mulheres assintomáticas e sadias.

O seguimento por seis anos de mulheres com mais de 55 anos submetidas a cirurgia de revascularização do miocárdio revelou risco 1,6 vez maior de morte nas tabagistas em comparação com as que abandonaram o tabagismo(16). Este comportamento também foi observado entre as mulheres com menos de 55 anos de idade.

Estudo da Saúde das Enfermeiras Americanas mostrou risco 2,58 vezes maior de acidente vascular cerebral nas fumantes. Este risco incluiu o acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico, e foi tanto maior quanto maior o número de cigarros fumados.

Nas mulheres, o tabagismo constituiu fator de risco para aterosclerose de artérias membros inferiores, diminuindo a tolerância a caminhadas inclusive no plano horizontal.

Interrupção do tabagismo

A interrupção do tabagismo esta associada a redução de 50% a 70% do risco para doenças cardiovasculares nas mulheres. Após dois a três anos de abandono do tabagismo as ex-fumantes têm risco cardiovascular igual as das mulheres que nunca fumaram(20). Entretanto, apesar do grande benefício em parar de fumar, as mulheres apresentam mais dificuldades que os homens.

Não é incomum muitas interromperem o tabagismo durante a gestação, motivadas por preocupação com o feto ou por aversão ao cigarro proporcionada pelas alterações hormonais próprias da gravidez. No entanto, a taxa de recaída após a concepção é muito elevada. Fora do período da gravidez, a preocupação com ganho de peso é muitas vezes responsável por recaídas ou mesmo, importante fator desmotivador.

Parar de fumar envolve ganho de peso em ambos os sexos. Estudo que acompanhou 5887 homens e mulheres fumantes com idade entre 35 a 60 anos, residentes no EUA e Canadá (Lung Health Study)(21), no período de 1986 a 1994, observou, nas mulheres que pararam de fumar, uma média de ganho de peso de 5,2 ± 5 quilos no primeiro ano e 3,4 ± 5,5 quilos até o quinto ano. Entre os homens, o ganho de peso foi 4,9 ± 4,9 no primeiro ano e 2,6 ± 5,8 quilos até o quinto ano. Quando se utilizou produtos farmacológicos que diminuem a abstinência a nicotina o ganho de peso foi menor.

No Instituto de Coração realizamos tratamento com nicotina transdérmica em 100 fumantes, sendo 50 homens e 50 mulheres(22). O sucesso em parar de fumar ao final de um ano foi de 50% nos homens e 32% das mulheres. O ganho de peso nas mulheres foi de 3,9 ± 3,4 quilos e nos homens de 3,7 ± 2,5 quilos. Possivelmente este efeito tenha sido decisivo para menor eficácia do tratamento nas mulheres.

Entendemos que para otimizarmos os resultados na abordagem do tabagismo nas mulheres, devamos acrescentar orientações dietéticas específicas e valorizar a necessidade de incorporar atividade física durante esta abordagem. Recentemente, temos a possibilidade de prescrever no tratamento da abstinência ao fumo o antidepressivo bupropiona, que parece minimizar o ganho de peso por diminuição do apetite.


www.tabagismoumadoenca.hpg.ig.com.br

Ômega 3: amigo do cérebro e do coração

Quando se fala em gordura, todo mundo torce o nariz e pensa em colesterol alto, aumento de peso etc. Mas nem todas as gorduras são tão ruins assim. Algumas delas são benéficas e essenciais para a nossa saúde. Com vocês, a gordura do bem: o Ômega 3.

Segundo a nutricionista Dra. Ana Paula Sivieiro, “o Ômega 3 é um ácido graxo essencial, ou seja, um tipo de gordura que vem da alimentação, não sendo produzido pelo nosso corpo.”

Dentre os benefícios do consumo de Ômega 3 podemos destacar os seguintes:
• diminuição das taxas de triglicérides e colesterol total no sangue;
• redução da pressão arterial de indivíduos com hipertensão leve;
• alteração da estrutura da membrana das células sanguíneas, tornando o sangue mais fluido.

Com tantas vantagens, o consumo de alimentos ricos em Ômega 3 tornou-se um hábito indispensável para a manutenção da boa saúde.

Os benefícios do Ômega 3 são essenciais para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos de nosso corpo: coração e cérebro.

Os benefícios para o coração
“Cientistas confirmam que os povos que consomem regularmente mais peixe possuem uma incidência menor de doenças cardíacas, pois as gorduras Ômega 3 desempenham um papel significativo na redução de doença cardíaca coronariana”, diz o nutricionista Dr. Luís Meirelles.

Os nutricionistas afirmam que o Ômega 3 reduz a tendência das plaquetas de gordura se agregarem nas artérias (o que pode provocar aterosclerose e precipitação de ataques cardíacos). Além disso, as gorduras Ômega 3 reduzem os triglicérides, o colesterol e as reações inflamatórias.

“Os ataques cardíacos acontecem quando um acúmulo de colesterol ruim (LDL), proveniente da ingestão de gorduras ruins na dieta, como, por exemplo, a hidrogenada e saturada, são depositadas e oxidadas nas artérias, provocando uma certa “escamação” da parede do vaso sanguíneo.

Quando isso ocorre, o organismo aumenta a liberação de certas proteínas, como a apoproteína A e a fibrina, buscando reparar a lesão instalada. A apoproteína entra em ação para reparar o dano e a fibrina vai se depositando na artéria. Com o tempo, os depósitos de fibrina estreitam o diâmetro das artérias, fazendo com que o coração tenha um débito, aumentando para impulsionar o sangue ao seu destino durante o processo circulatório.

Nesse caso, o Ômega 3
evita a fixação e oxidação do LDL na parede das artérias. Diante disso, ocorre uma menor produção de apoproteína A e fibrina que se acumulariam nos vasos”, explicam os nutricionistas.

Os benefícios do Ômega 3 para o cérebro
Mais de 20% do cérebro é constituído de substâncias gordurosas que desempenham importantes funções. Por isso, a saúde do nosso cérebro depende da quantidade de gordura que ingerimos, e, principalmente, do tipo de gordura que consumimos. Ou seja, a performance mental exige um tipo específico de gordura: o Ômega 3.

“Sabe-se que o Ômega 3 é um ácido graxo estrutural da matéria cinzenta do cérebro, promovendo a comunicação entre as células nervosas, além de ajudar na construção das bainhas de mielina ao redor das fibras nervosas, permitindo assim uma melhor neurotransmissão química, o que, conseqüentemente, auxilia no monitoramento do humor e da memória”, afirma a Dra. Siviero.

Segundo o Dr. Meirelles, “as gorduras Ômega 3 são essenciais no metabolismo de prostaglandinas, que são moléculas precursoras de hormônios, entre elas os hormônios sexuais, colesterol bom e neurotransmissores.

O Ômega 3 é um nutriente essencial para o funcionamento adequado da bainha de mielina, uma estrutura presente nos neurônios que tem a função de proteger a integridade dessas células nervosas e participar do processo de envio de mensagens através dos neurotransmissores”.

O Ômega 3 cria um ambiente ideal para a troca rápida de mensagens entre as células do nosso cérebro. Se o cérebro pára de receber Ômega 3, procura se adaptar a essa deficiência. Como conseqüência, fica “preguiçoso” e as respostas passam a ser mais lentas. A repetição desse comportamento faz com que o cérebro passe a encarar esse novo estado como um novo padrão de funcionamento. Os resultados disso são problemas de memória, alterações de humor e dificuldades de aprendizado.

Estudos recentes mostram que o consumo regular de Ômega 3 ajuda a:

• melhorar a concentração;
• melhorar a memória;
• aumentar a motivação;
• melhorar as habilidades motoras;
• aumentar a velocidade de reação;
• neutralizar o estresse;
• prevenir doenças degenerativas cerebrais.


Ômega 3: onde eu encontro?

As maiores fontes de Ômega 3 são os peixes de águas frias e profundas (como, por exemplo, sardinha, salmão, cavala, atum e leão marinho), oleaginosas e óleo de linhaça, ovos enriquecidos e leite fortificado.

“Alguns estudiosos dizem que devemos consumir 1 grama/dia de óleo de peixe. Outros falam que você deve comer peixe pelo menos uma vez na semana. Mas se você consumir três vezes na semana, consegue reduzir entre 20 e 27% a incidência de doenças do coração”, afirma a Dra. Siviero.

Não pense, porém, que comer peixe diariamente é a solução para todos os seus problemas, pois qualquer excesso acarreta em prejuízos para a saúde. Por ter um alto poder de oxidação, o consumo de Ômega 3 deve ser associado à ingestão de vitaminas antioxidantes.

“As fontes de Ômega 3 que encontramos na natureza geralmente já apresentam na sua forma natural outros nutrientes antioxidantes que protegem a estrutura química do Ômega 3. No entanto, podemos associá-las ao consumo de vitamina E e selênio (brócolis, azeite extra-virgem, oleaginosas, castanha e nozes) e sucos cítricos - que são fontes de vitamina C - para que estes alimentos formem um “pool” de antioxidantes a fim de preservar a integridade da estrutura química do Ômega 3”, conclui o Dr. Meirelles.

Ômega 3 melhora o bom humor

“Como os ácidos graxos Ômega 3 participam da fabricação de prostanglandinas e estas estão relacionadas com a integridade neuronal, os neurônios são capazes de fabricar com êxito os seus mensageiros químicos e moduladores cerebrais, necessários para nos adaptarmos a diferentes sensações de prazer ou estresse. No caso, a serotonina é um dos principais neurotransmissores envolvidos no mecanismo de relaxamento e prazer e está relacionada diretamente ao bom humor.

A acetilcolina - outro neurotransmissor, associado ao processo cognitivo e memória - também é beneficiado pelo consumo de gorduras essenciais como o Ômega 3. Outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, também participam e interagem entre si para que seja mantido um equilíbrio emocional”, explica o Dr. Meirelles.


Dra. Ana Paula Sivieiro é nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo.
Dr. Luís Meirelles é nutricionista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e tem especialização em Nutrição Clínica e Ortomolecular pelo Instituto Fapes e em Medicina Biomolecular pela Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres.


Fonte: transcrito da revista Viver Nutrilite (Ano 2, Número 8, Junho de 2006, páginas 8 e 9).

Nutrição: aliada e inimiga do stress


A correria do dia a dia, cumprir metas no trabalho e vida pessoal, além do trânsito e a má alimentação tudo isso colabora para o comum quadro do stressado, quase todos nós.

Imagine ainda que todo esse processo piora cada vez mais com a “desnutrição”, um processo que pode iniciar apenas pelo emocional e ir se agravando com o tempo devido a união de fatores acumulativos. Como a Nutrição pode favorecer a piora ou melhora deste quadro é oque vamos discutir no texto abaixo.

Imagine que seu dia começou errado, você acordou atrasado e potanto já saiu tem tomar o café da manhã, ou digamos apenas que vc prefere sempre dormir mais 5 minutinhos ao invés de levantar para fazer sua prmeira refeição, entrando no local de trabalho consegue apenas tomar 1 cafezinho e segue para a primeira reunião do dia, não tão importante quanto a que irá acontecer no horário do almoço.

Una-se a isso a preocupação em ser o profissional que deverá ter melhor empenho neste mês pois há a possibilidade de uma promoção, portanto seu sono já não é tranquilo a várias noites.

Montamos um quadro propenso ao início de um grande desgaste emocional, que por si só irá desencadear reações químicas no seu organismo, provavelmente algumas substâncias serão liberadas na corrente sanguínea, alterando toda a estabilidade do seu organismo, não vamos nem considerar a paossibilidade de você ser uma mulher e estar prestes a entrar no período menstrual, portanto obssecada por doces e chocolates.

Com todos estes sintomas a digestão dos alimentos pode tornar-se um processo mais complicado, podemos supor que você seja propenso a gastrite,além disso nutrientes como vitaminas (complexo B por exemplo) e minerais tornam-se mais escassos tornando o organismo mais indefeso, e a queda da imunidade dará início a processos inflamatórios, abrirá o caminho para vírus e bactérias se instalarem no corpo, neste momento indefeso. Até aqui temos a nutrição, neste caso má nutrição, como ALIADA do stress, colaborando para que o quadro continue evoluindo.

Sua próxima opção é, reverter este quadro a favor do corpo e contra a depleção do organismo. É fundamental que os horários das refeições sejam respeitadas, ao menos as 3 principais do dia, café da manhã, almoço e jantar, e sendo assim sua qualidade peça principal para manter um bom perfil de nutrientes.

O fator emocional costuma influenciar nas escolhas dos alimentos, um truque para evitar excessos que levem ao arrependimento,é prestar muita atenção ao que for colocado no seu prato, isso torna mais fácil o controle da gula já que você está consciente do alimento que iria escolher (a emoção faz com que nos tornemos compulsivos, comemos sem perceber).

Frutas também são uma boa opção para os momentos de desespero, muitas horas de fome levam a uma péssima seletividade, portanto uma maçã na bolsa para os momentos de aperto pode permitir que você tenha tempo de ir até um local próximo e fazer uma refeição ao menos razoável.

Muito comum em momentos de stress é a obstipação (intestino preso), tanto pelo aspecto emocional como também pela má alimentação, acabamos aumentando o consumo de pão, bolachas e doces, que contribuem para esse quadro, em tal situação é recomendado tomar bastante água e consumir alimentos ricos em fibras, com grãos integrais (aveia, linhaça, centeio, farelos etc), frutas, legumes cozidos e oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes e outros).

Todo esse desgaste emocional poderá acarretar na falta de alguns nutrientes então vitaminas antioxidantes como a Vitamina C irão colaborar com a manutenção da saúde, alguns alimentos indicados são: frutas cítricas ( laranja, tangerina, mexerica, etc.) e, também goiaba, caju, manga, mamão, morango. Vegetais folhosos crus, tomate, repolho e pimentão verde também são boas fontes.

Unindo a alimentação a outro fator está a atividade física, dependendo do grau de stress, tal prática pode levar ao invés de uma válvula de escape relaxante, à piora do estado de desnutrição facilitando a ocorrência de lesões e inflamações que irão comprometer cada vez mais a saúde do indivíduo.
Estas são algumas orientações nutricionais que se seguidas podem evitar a evolução de um quadro que torna-se cada vez mais grave caso não seja tratado com a devida importância.


Dra. Ana Claudia Montezino – CRN3 5510
Nutricionista
Especialista em Nutrição Materno Infantil pela UNIFESP/EPM
Autora do Livro Forma Light – Editora Nobel – Agosto de 2006

Site Médico

Ejaculação rápida

Desde o início as civilizações sempre foram liberais com a sexualidade masculina, o importante era que o homem tivesse uma capacidade eretiva de modo a produzir uma relação sexual satisfatória.

A ejaculação precoce não tinha significado, desde que alcançado o prazer, já da mulher o orgasmo não era esperado, pois o único objetivo era a procriação. Para o macho só era problemático quando a ejaculação fosse tão rápida que impedisse a penetração comprometendo desta forma a reprodução.

Com o advento das pílulas contraceptivas, as mulheres finalmente conquistaram o direito a uma sexualidade saudável e prazerosa, passando a exigir daí em diante uma troca sexual mais gratificante com seus parceiros.

Nas sociedades igualitárias em que a relação sexual é encarada como um prazer compartilhado é natural que a ejaculação rápida seja considerado um problema psicocultural e disfuncional, causando sofrimento psicológico. Porém em algumas culturas machistas se o homem não leva em consideração o prazer de sua companheira a ejaculação rápida não tem nenhum significado cultural psicológico ou biológico.

Nas civilizações orientais o prazer compartilhado sempre foi uma preocupação comum. O Xeique NEFZAUI (O jardim das delícias) dizia que homem louvável é
aquele que sabe controlar a emissão, não sendo rápido na descarga, mesmo porque um beijo úmido é bem melhor do que um coito apressado.

Os TAOÏSTAS faziam distinção entre ejaculação e orgasmo, o primeiro como um evento circunscrito à pelve, o segundo como um reflexo em que todo o corpo participa. Com a ejaculação se perde substancia com o orgasmo se ganha prazer, preconizavam, pois muito orgasmo e pouca ejaculação. O significado era de não só dá prazer à mulher, mas principalmente manter a saúde e a longevidade, nesta cultura, ejacular demais então era considerado uma prematuridade.

O entrosamento sexual de qualquer par depende da harmonia sexual desenvolvida ao longo de uma convivência, valorizando mais a adequação e o
envolvimento do casal que o tempo ejaculatório, ou o desempenho.

A ejaculação precoce pode ser causada em grande parte por problemas emocionais. Neste caso geralmente devido a sexo rápido e mal feito na adolescência, masturbação com objetivo único de ejacular e tensões emocionais, porém qualquer doença que interfira nas vias nervosas, também pode alterar o reflexo ejaculatório, como por exemplo, alcoolismo, diabetes, uso de drogas etc.

De longe a ansiedade é o grande inimigo e responsável pelo fracasso sexual, fazendo do homem ator e platéia na ânsia de agradar sua companheira, quebrando desta forma a espontaneidade dos sentimentos eróticos O interese pela cura só ocorre quando a mulher cobra uma atitude do companheiro ou quando o relacionamento é significativo para o homem.

As conseqüências deste problema são inúmeras, desde um desgaste das relações com uma separação até a evitação de sexo causando então a disfunção sexual.

A companheira no início, tolera esta disfunção justificando como nervosismo e inexperiência os episódios de ejaculação rápida, porém numa segunda fase, sente-se rejeitada e usada, acusando seu parceiro de egoísmo, chegando à agressão e a busca de um novo par. O tratamento é dos mais promissores em terapia sexual e procura combater a ansiedade aumentando a auto estima afetada com exercícios comportamentais que induzem o homem a olhar para si próprio reconhecendo e identificando os sinais prenunciadores da
ejaculação de modo a controlar sua ejaculação.

Algumas clínicas oferecem tratamento com medicações injetáveis intrapenianas, que além de não servirem para tal propósito tornam o homem cada vez mais dependente e menos confiante no controle do próprio pênis. Das
disfunções em terapia sexual é a patologia que mais resultados positivos apresenta com o tratamento em que empregamos a psicodinâmica com intuito do esclarecimento das prováveis causas, mesclado a exercícios sexuais eróticos realizados a sós ou entre o casal com o objetivo do reconhecimento dos sinais orgânicos e emocionais que antecedem a ejaculação.


Amaury Mendes Júnior

Site Médico

Número de casos de câncer de próstata cresceu 10% em três anos

15/07 - 14:08 - Agência Estado

O número de casos de câncer de próstata cresceu cerca de 10% nos últimos três anos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo estimativas da entidade, dos 231.
860 novos casos que ocorrerão em 2009, 49.530 serão desse tipo de câncer.

De acordo com o coordenador da equipe de urologia do Hospital do Coração (HCor) em São Paulo, Antonio Corrêa, entre todas as doenças urológicas, o câncer de próstata é o que mais preocupa os homens, principalmente no que diz respeito à prevenção.

“O câncer de próstata em sua fase inicial não apresenta sintomas, podendo ser suspeitado por meio do exame de toque retal. Os pacientes acima de 45 anos com antecedentes familiares são os de maiores riscos", alerta Corrêa. Segundo ele, para evitar o surgimento da doença também é importante uma avaliação anual, que permite o diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura.

No setor de urologia do HCor, são realizadas, por mês, aproximadamente 12 cirurgias. Os especialistas atendem cerca de 150 pacientes e 1.700 por ano. “Entre os meses de janeiro a maio, já foram atendidos em consultas médicas cerca de 753 pacientes, sem considerar as avaliações que são realizadas em pacientes internados e pronto-socorro”, finaliza Corrêa.

AE

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