domingo, 11 de julho de 2010

Fracionamento das refeições

Fracionamento das refeições: além de favorecer o estímulo metabólico e o controle do peso, pode melhorar também o perfil lipídico.

Estudos colocam que o fracionamento das refeições ao longo do dia auxilia a reduzir a fome e assim evita uma super compensação nas próximas refeições. Porém nem sempre as pessoas conseguem seguir isto devido à falta de tempo e a indisponibilidade de alimentos saudáveis principalmente quando se está fora de casa.

Foi feita uma pesquisa com pessoas do sexo masculino e feminino verificando os valores de colesterol total e LDL-c e concluiu-se que nos indivíduos que faziam quatro ou mais refeições por dia esses valores foram menores do que aqueles que faziam duas refeições diárias. Assim, estes resultados demonstram que não fracionar a alimentação ao longo do dia pode aumentar o risco de desenvolver doenças crônicas.

Uma alimentação fracionada pode auxiliar na melhora do comportamento cognitivo e do humor, especialmente se houver uma composição nutricional equilibrada e associada à convivência social e à atividade física.

Dessa maneira devem-se realizar três refeições principais durante o dia e pequenos lanches nos intervalos. A falta de tempo ou de opções de alimentos saudáveis nos lanches intermediários não deve ser um impedimento para que essas pequenas refeições sejam realizadas.
Equipe Bem Star
Por Fernanda Lage

Cólicas menstruais

Cólicas menstruais podem ser aliviadas com acupuntura, garante estudo coreano.

Que a acupuntura – técnica criada na pré-história da China- é excelente para a saúde, por estimular pontos do organismo, isso já é sabido. O que se comprovou agora por estudiosos da Coréia, é que a terapia que usa agulhas é excelente também para aliviar cólicas menstruais. O distúrbio atinge cerca de 50 % das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Os 27 estudos com mais de 3 mil mulheres concluiram que as agulhadas podem ser mais eficazes do que analgésicos e suplementos naturais.

Segundo os cientistas coreanos, a acupuntura é ótima para tratar a dor por estimular a produção de endorfinas e serotonina no sistema nervoso central. No estudo que foi publicado no Journal of Obstetrics and Gynaecology, comprovou-se que a técnica oriental diminui a dor de forma mais eficaz do que os analgésicos convencionais. O órgão americano National Institutes of Health (NIH) recomenda a acupuntura como uma das formas de controlar a dor causada pelas cólicas.

Equipe Bem Star

Andar a pé


Não quer correr? Dê uma boa caminhada. Andar a pé promove uma série de benefícios à saúde.

A caminhada é uma das atividades mais fáceis e saudáveis que existem. Ela tonifica o corpo e queima muitas calorias, além de ser excelente para a mente. Enquanto você caminha, observa a paisagem, pensa na vida, resolve questões... Veja só quantas vantagens caminhar produz para a saúde.

. Aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate ao stress, ansiedade e depressão

. Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos

. Gasta em média de 200 a 300 calorias por hora

. Melhora a circulação sanguínea

. Previne varizes

. Controla a pressão arterial

. Auxilia no controle do colesterol, aumentando o HDL (bom colesterol) e diminuindo o LDL (mau colesterol)

. Ajuda a prevenir a osteoporose

. Aumenta a capacidade dos pulmões de absorverem o oxigênio

. Acelera a recuperação pós-parto e de cirurgias

. Melhora a flexibilidade

. Reduz risco de AVC (acidente vascular cerebral)

. Melhora a auto-estima

. Melhora a qualidade do sono

. Combate os radicais livres

Equipe Bem Star

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Aids: cientistas descobrem anticorpos que bloqueiam vírus HIV

Publicada em 09/07/2010 às 02:22


Cientistas anunciaram, nesta quinta, a descoberta de dois anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das variedades conhecidas do vírus HIV. Isso abriria o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids - doença responsável por quase 30 milhões de mortes em todo o mundo.

Até hoje, 25 anos depois da identificação do HIV, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera. Mas esses dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, segundo os cientistas.
Avanço animador

- A descoberta desses antígenos e a análise que explica como eles operam são avanços animadores para se descobrir uma vacina capaz de proteger de forma ampla contra o vírus da Aids - disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas.

Depois da descoberta anunciada, os cientistas começaram a desenvolver uma vacina que pode ensinar ao sistema imunológico humano a produzir grandes quantidades de anticorpos similares aos antígenos VRC01 e VRC02.

Encontrar anticorpos capazes de neutralizar variedades do HIV em todo o mundo foi, até agora, difícil porque o vírus muda constantemente.
Extra Online

terça-feira, 6 de julho de 2010

Criança inglesa tem doença rara que o faz envelhecer rapidamente

05/07/2010 20h35
Jornal Nacional
O cérebro de Harry é de uma criança normal, de 11 anos de idade. O corpo, de um senhor de 55 anos. A Ciência ainda tenta desvendar a progéria e encontrar uma cura.

No Reino Unido, a família de uma criança que sofre de uma doença genética raríssima está fazendo um apelo para que médicos do mundo todo juntem esforços para descobrir uma cura. O correspondente Marcos Losekann traz os detalhes dessa corrida contra o tempo.
O álbum de família mostra que a doença de Harry não era óbvia quando ele nasceu. Mas, com menos de um ano de idade, surgiram as primeiras manchas na pele. Aos 5, ele começou a sofrer de artrite, o cabelo ficou mais fino e cada vez mais ralo. Por fim, surgiram problemas cardíacos.
“Harry não crescia como outras crianças. Ele envelhecia”, diz a mãe. A uma velocidade assustadora: cinco vezes mais rápido. É o que acontece com quem tem essa doença rara e praticamente desconhecida chamada progéria.
O cérebro é de uma criança normal, de 11 anos de idade. O corpo, de um senhor de 55 anos. Apesar das dificuldades, Harry tem conseguido lidar com as diferenças em si mesmo. Enquanto isso, a Ciência tenta desvendar a doença e encontrar uma cura.
É por isso que a família faz questão de expor Harry e seu problema. Quer que outros doentes se descubram e façam contato, e que profissionais de outros países se interessem pelo assunto.
O médico inglês, que acompanha o menino, diz que primeiro é preciso entender os mecanismos dessa doença genética para tentar, então, parar o envelhecimento precoce.
“O que nos conforta é saber que no caso de Harry a progéria é atípica. Uma forma um pouco menos severa da doença”, diz a mãe.
O menino, por sua vez, esbanja otimismo. Diz que já tem uma namoradinha no colégio. E garante que vai se casar com ela um dia. Harry planeja ser um biólogo marinho quando crescer. Ele só lamenta não ter disposição física para praticar esportes como os coleguinhas.

“Me canso rapidamente e vivo com dores nas articulações. Sou obrigado a tomar analgésicos todos os dias”, conta Harry.
Irmão carinhoso, bom filho, aluno nota 10 e sonhador. Harry, um menino de olho no futuro, confiante na medicina.
No mundo todo, segundo os especialistas britânicos, há 63 doentes confirmados de progéria.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cardápio que parece ficção

 - (Kleber Sales)

Seu café da manhã é um cereal líquido e seu almoço é arroz com feijão acrescidos de legumes em pó? Refeições estranhas, com gostos esquisitos, mas reais. Saiba qual o impacto de recentes lançamentos da indústria nos hábitos à mesa
Olívia Meireles




A maneira como as pessoas se relacionam com comida está mudando. Ou come-se demais ou come-se de menos. Ouvimos informações sobre o crescimento do número de obesos na mesma proporção em que campanhas contra a anorexia são lançadas. A moda das celebridades de Hollywood, por exemplo, é se alimentar à base de sopa de neném industrializada, no café da manhã, no almoço e no jantar. Já os atletas se entopem de líquidos ricos em nutrientes, mas com gosto artificial.Texturas, sabores, consistências e composições diferentes agora fazem parte de um cardápio, à primeira vista, pra lá de estranho, feito de itens como ração humana, refrigerantes com vitaminas, legumes em pó, cereais líquidos e até bebidas que embelezam. “É uma exigência da vida moderna nesses últimos anos”, argumenta José Mauro de Moraes, diretor de assuntos regulatórios da Coca-Cola Brasil.
Seja com o apelo de emagrecimento ou de complemento nutricional, o fato é que os produtos, apesar de caros, vendem, e a praticidade é um fator inegável para o sucesso comercial. Afinal, em qualquer lugar é possível preparar um shake, consumir uma sopa pronta ou misturar a ração com a comida. Também é incontestável que alguns desses produtos, devido à adição de fibras, dão a sensação de saciedade, eliminando aquela vontade incontrolável de comer entre as refeições e auxiliando no processo de perda de peso. Mas até que ponto eles são saudáveis?
Os nutricionistas são unânimes: muitos produtos podem ser usados sem problemas, e alguns até com vantagens, mas apenas como complementação de uma dieta equilibrada e de hábitos saudáveis. Não se deve trocar refeições completas pelos chamados substitutos. O uso indiscriminado é condenado, até porque o excesso de nutrientes no organismo pode causar tantos problemas como a falta deles.
Independentemente da discussão sobre as propriedades nutricionais e os efeitos no organismo, os lançamentos da indústria alimentícia têm um impacto nos hábitos alimentares e nos levam a pensar como serão as refeições no futuro: estaria próximo o dia em que um simples comprimido conterá os mesmos nutrientes que um prato quentinho de arroz, feijão, legumes cozidos no vapor e carne macia? Ou que uma pequena pílula será o suficiente para te deixar saciado, sem fome, saudável e magro?
Especialistas sustentam que a tal cápsula de comida, no entanto, ainda é um sonho — ou pesadelo, dependendo do ponto de vista — distante. O segredo para se beneficiar dos alimentos que mais parecem comida de astronauta sem arriscar a saúde baseia-se na reeducação alimentar, o único modelo eficaz para perder peso gradativamente e suprir o organismo dos nutrientes necessários. O resto é conversa.

Para começar, entenda a diferença
Existem três tipos de fontes de nutrientes industrializados no mercado. Cada um serve para um propósito. Fique atento às embalagens.
  • Suplemento: serve para reforçar uma alimentação com alguma deficiência nutricional. Na maioria dos casos, é usado quando existe uma necessidade bem maior de nutrientes do que se aquela que se consegue suprir por meio da ingestão de comida. Exemplos: barras de proteína ou gel.
  • Complemento: é o alimento rico em determinados nutrientes para melhorar as refeições. É o recurso mais apoiado pelos nutricionistas, pois permite que os consumidores mantenham o hábito de mastigação e percepção de gosto dos alimentos naturais. Exemplo: ração humana.
  • Substitutos de refeições: são alimentos prontos para substituir refeições -- os menos recomendados por nutricionistas. Exemplo: shakes e sopas prontas.
O que é, o que é?
No supermercado nem sempre vemos os tais complementos, suplementos e substituidores de refeições nas prateleiras. Mas pode ter certeza eles estão lá e em mais lugares do que se pode imaginar. Às vezes, compramos os produtos e nem sabemos o que realmente são. Por isso, fique de olho nos rótulos. Confira alguns exemplos:
  • Legumes em pó: a ideia, aparentemente, é boa. Assim, a pessoa teria os benefícios dos legumes, sem ter que sentir o gosto que, para elas, é desagradável. O problema é que, no processo de fabricação, eles perdem alguns nutrientes e, portanto, a função principal é prejudicada.
  • Aliméticos: são os alimentos que funcionam como cosméticos, últimos lançamentos da indústria. Eles podem aparecer como bebidas, pães e balas, que prometem promover um equilíbrio no corpo para que as pessoas fiquem mais saudáveis e, consequentemente, mais bonitas. Alguns adicionam, por exemplo, colágeno, essencial para a firmeza da pele.
  • Ração humana: nada mais é que a mistura industrializada de grãos. Os nutricionistas prescrevem esses grãos há décadas, mas há seis meses eles começaram a ser comercializados por empresas grandes num mesmo pacote. A vantagem é que podem ser misturados conforme a necessidade individual de cada um.
  • Shakes: são os mais comuns e antigos substituidores de refeição. Eles vêm em sabores diferentes e têm funções diferentes. Os vendidos em supermercados servem para compor a dieta de quem quer emagrecer e os encontrados nas lojas de suplementos são para auxiliar o ganho de massa muscular.
  • Sopa em pó: são as instantâneas, encontradas em diversas marcas, mas todas com sabores duvidosos. Além de não darem muita sensação de saciedade, elas contêm muito sódio.
  • Refrigerante com vitaminas: produtos que sempre foram considerados “calorias vazias”, ou seja, que engordam e não contribuem — e muitas vezes atrapalham — ao funcionamento do organismo. Os recém-lançados refrigerantes com vitaminas e minerais pretendem acabar com essa fama, mas os especialistas são céticos. Mesmo com a adição de nutrientes, outros fatores, como o excesso de sódio, os distanciam de um rótulo que possa ser considerado saudável.
 Opa, cuidado!
Enquanto os fabricantes estão otimistas quanto a nova tendência da indústria, os nutricionistas são cautelosos. “Esses alimentos suplementares não têm todos os nutrientes de que nosso corpo precisa para ser saudável”, explica a professora de nutrição da Universidade Católica de Brasília Fabiani Beal. Não há dúvida de que eles podem ser bons aliados da dieta, mas não são ricos em substâncias essenciais o suficiente para se equivaler a um bom prato de comida fresca.
Deve-se tomar cuidado, principalmente, com os produtos que prometem substituir refeições inteiras. Pois, apesar de conterem macronutrientes — proteína, carboidratos e lipídios —, eles têm outras carências nutricionais. Os shakes e sopas, por exemplo, não suprem a necessidade dos micronutrientes — vitaminas e minerais.
Por isso, não funcionam sozinhos dentro de um cardápio saudável. Os nutricionistas sugerem que sejam usados apenas para complementar uma dieta diária já balanceada. “Alguns desses produtos até podem ser nutricionalmente equilibrados, mas acredito que o uso deva ser restrito a casos especiais, onde se pretenda uma suplementação ou complementação nutricional”, avalia a professora de nutrição da Universidade de São Paulo Mônica Jorge.
A recomendação é a mesma para os complementos e suplementos. Alguns deles têm como base alimentos ricos em nutrientes, mas para serem industrializados eles passaram por transformações químicas. Principalmente os legumes em pó e os vegetais ressecados. No processo, se perdem fibras, vitaminas hidrossolúveis, como o complexo B e a vitamina C. Esta é uma das razões mais importantes para não usar exclusivamente esse tipo de alimento em nossa dieta: eles não conseguem fornecer todos os nutrientes que uma comida natural oferece.
O ideal é que esses produtos sejam prescritos para lanches da tarde ou como complemento de alguma refeição em vez de serem usados como almoço ou jantar. Além disso, o uso não é indicado para todos os casos. É preciso avaliar qual é o objetivo da dieta: emagrecimento, ganho de massa muscular ou até para um melhor controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Por isso, recomenda-se que sejam usados apenas com orientações médicas.

Cuidado com os rótulos
A professora de nutrição da Universidade de São Paulo Mônica Jorge é categórica: “Todo mundo deve tomar cuidado com suplementos, complementos e substituidores”. Por isso, é imprescindível consultar um nutricionista para escolher qual o tipo que melhor se adapta à rotina e à dieta. Algumas orientações, entretanto, são para consumo geral.
  • Nenhuma criança deve consumir esses produtos.
  • Adultos devem ter uma rotatividade quanto as marcas. O ideal é variar a composição de conservantes para que o organismo não tenha sobrecargas.
  • Pessoas com doenças crônicas devem tomar cuidado com os nutrientes, consultando a tabela nutricional. Diabéticos devem comprar as versões sem açúcares, os hipertensos precisam ficar atento ao sódio e as versões com guaraná e os celíacos têm que optar por versões sem glúten.
  • Os alérgicos devem ficar atentos às especificações do produto para não ingerir um alimento prejudicial, pois essas fórmulas contêm muitas misturas.
  • Fique atento principalmente ao nível de sódio, pois o mineral altera o equilíbrio hídrico do organismo e pode aumentar a pressão arterial.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Diabetes aumenta em três vezes o risco de tuberculose

Em congresso internacional, médicos discutem como prevenir o desenvolvimento desta perigosa associação
IG
Fernanda Aranda, de Salvador | 01/07/2010 11:20

Nos anos 80, a explosão do vírus HIV fez crescer também os casos de tuberculose. Na época, os especialistas atestaram que a aids facilitava o aparecimento do grave problema pulmonar.

As autoridades de saúde agora estão em alerta máximo porque descobriram que a bactéria que adoece os pulmões também caminha de mãos dadas com uma outra doença ainda mais epidêmica: o diabetes, presente em 15% da população brasileira.

A associação entre as duas doenças, uma transmissível e a outra crônica, começou a ser pesquisada na China e na Índia, dois países que simultaneamente assistiram o crescimento expressivo de portadores de diabetes e tuberculosos. O diretor da Fundação Internacional do Diabetes, Anil Kapur, afirmou que a dupla diabetes/tuberculose foi confirmada em quase todos os países América Latina e em nações em desenvolvimento, justamente os campeões de crescimento da doença metabólica, como mostrou o último Atlas mundial.

Por conta disso, acredita Kapur, a associação das duas doenças deve ser um dos principais temas de debates na Conferência Latino Amarecina do Diabetes, que começou nesta quarta-feira (30) em Salvador, na Bahia, e vai até o próximo domingo (4).

“Fizemos um trabalho de pesquisa, publicado no final do ano passado (a Public Libery of Science foi apenas um dos veículos) que confirmou a presença do diabetes como fator que aumenta em três vezes o risco de desenvolver tuberculose”, afirmou Anil Kapur. “Os especialistas em saúde precisam encontrar estratégias eficazes de prevenir e tratar as duas doenças em parceria, porque sabemos que a tuberculose dificulta o controle dos índices glicêmicos. E os índices glicêmicos descontrolados atrapalham o tratamento da tuberculose. É um ciclo sem fim.”

Novo cenário

Os grandes nomes da saúde pública alertaram que a parceria entre doenças crônicas e doenças infecciosas é o grande desafio atual. Roger Glass, diretor do Instituto Nacional de Saúde (NIH) afirmou que há uma associação entre diabetes e vários outros problemas, que vão desde o câncer até infecções mais simples. “A minha geração de médicos precisou trocar o foco de atenção. Primeiro começamos uma batalha muito forte para combater a desnutrição. Agora precisamos atuar com a obesidade, fator que está por trás do crescimento expressivo de problemas crônicos como o diabetes tipo 2.”

O novo estilo de vida, que mistura mais sedentarismo, má alimentação, alcoolismo e tabagismo, é o que justifica a necessidade imediata de transformar as doenças crônicas em prioridade máxima, diz Alan Alwa, vice-diretor da Organização Mundial de Saúde na área de doenças não transmissíveis. “Só hoje, com o diabetes, temos 8 milhões de mortes antes do doente completar 60 anos. Se nada for feito, teremos um aumento de 16% até 2015 destes óbitos precoces. Prevenir doenças crônicas, é também atuar na prevenção de doenças infecciosas, prevenção da pobreza e da diminuição da expectativa de vida.”

*A repórter viajou a convite da Fundação Mundial do Diabetes

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