Falta de conhecimento do paciente sobre a doença e suas complicações, além da ausência de sintomas imediatos, são algumas das barreiras para o tratamento ideal.
A diabetes é uma doença de alta incidência que atinge proporções de uma epidemia. Uma vez diagnosticada, ela não tem cura, mas pode ser controlada. Entretanto, 76% dos diabéticos não conseguem manter as taxas glicêmicas adequadas e mais da metade (55%) realiza apenas uma consulta médica a cada seis meses, enquanto, em alguns casos, principalmente nos mais graves, recomenda-se até mais de uma consulta por mês.
Não controlar essa doença silenciosa significa estar mais exposto às suas graves consequências, que podem surgir em médio e longo prazos. A retinopatia diabética é um exemplo de consequência da diabetes e atinge cerca de 50% dos pacientes no Brasil, podendo causar cegueira. Além disso, 70% das amputações no País estão relacionadas à doença; de 10% a 20% dos pacientes vêm a óbito devido à insuficiência renal; e pessoas com o tipo 2 da doença têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco ou infarto em relação às que não têm diabetes.
Algumas das barreiras enfrentadas pelos diabéticos, que contribuem para a menor adesão ao tratamento, estão relacionadas a fatores demográficos, psicológicos e sociais. Dentre elas estão: baixo nível de educação, pouca conscientização sobre a doença e suas complicações, falta de comprometimento com o tratamento, ausência de sintomas e consequências imediatas, ansiedade, depressão, estresse e conflitos familiares.
O tratamento deve ser realizado de forma integrada. "Muitos pacientes têm dificuldades em adotar hábitos de vida saudáveis, seja na alimentação ou prática de atividades físicas. Há pacientes que consideram a sua diabetes controlada devido à falta de sintomas e param de seguir o tratamento medicamentoso prescrito pelo médico. Mas, por ser crônico, a diabetes precisa estar sempre controlada, para que o paciente previna as enfermidades associadas e preserve sua qualidade de vida", ressalta o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles.
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